quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bem-aventurado.

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Ainda que ao final de mais um ano todos coloquem mensagens de esperança, de alegria, felicitações, desejando um 'Feliz Ano Novo', a verdade é que temos o desejo de replicar os inimigos, aborrecer os desafetos, alegrar-se com os amigos, equilibrar-se na corda bamba da vida e mostrar ao mundo que apesar de tudo estamos fortes.

Queremos deixar a impressão de que tudo terminou bem, ainda que seja verdade, mas preferimos abafar o rastro destruidor que causamos e que também nos derrubou.

Gostamos de dizer que durante o ano fomos iguais ao 'bambu chinês', que em meio ao vento forte e tempestuoso, curvou-se com a força, mas não foi derrubado, pois... "É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.", puro clichê.

Nos últimos dias do ano faço a minha retrospectiva e percebo quantos amigos nos deixaram, e quantos mais eu deixei, em compensação novos surgiram. Lembro-me dos familiares distantes, uns por conta da própria distância, outros por conta da arrogância dos nossos corações. Lembro-me das brigas e quantas poderiam ter sido evitadas, mas algumas, principalmente aquelas com gosto de vitória, fazemos questão de não esquecer.

Para mim, o ano de 2009 começou como outro ano qualquer, cheio de desejos e rancores, cheio de propostas e temores. Começou com a mesma esperança de um Ano Novo e termina com um gosto de que poderia ter vivido melhor durante todos os dias de 2009. Vai-te embora 2009!

Quero encerrar as postagens de 2009 com as 'Bem-aventuranças".

"Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês." Mateus 5:1-11

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Metamorfose do Will...

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Bom, só tenho a dizer que esse post é um daqueles que invejamos por não ter escrito!

Parabéns para o Will que mandou muito bem, pois retratou sua 'metamorfose', e porque não dizer a nossa 'metamorfose'?, pois tenho a impressão de que muitos têm passado por isso.

A verdade é que não é fácil passar por esse processo, é uma decisão difícil, é um momento de luto, é um período de dor, mas... é necessário. Acho que é nesse momento que enterramos o velho homem de vez ... acho!

Agora, aproveitem a leitura a seguir e prestigiem o blog Celebrai do Will.

***
METAMORFOSE

Quanto mais o tempo passa, mais eu concluo que as pessoas não entenderam meu racha com o movimento popular evangélico. Pelo que percebo, eles, os poucos corajosos (talvez curiosos) que se arriscam em me perguntar sobre fé, acham que “apenas” mudei de igreja, ou que talvez tenha trocado de costumes, mas acho que nenhum deles percebeu que rompi doutrinariamente com a igreja. Sim, mudei de Deus, de céu, de inferno, de vida, de morte...., enfim a troca dos significados dos substantivos é tamanha, que para resumir o quadro de mudanças prefiro reunir toda a mudança numa palavra: metamorfose.

Aliás, podem me classificar como um desviado, pois embora continue acreditando que as instituições religiosas podem conseguir vivenciar o reino de Deus - a partir de um processo de desprendimento eclesiástico -, confesso que tenho consciência do grau de dificuldade destas e, portanto, permito-me crer num outro Deus e experimentar uma outra espiritualidade. Não faço questão de ser levado a sério por eles - os crentes -, tampouco obter aval de qualquer igreja constituída; não tenho a mínima preocupação de me enquadrar no estatuto de qualquer organização evangélica, quero apenas dizer que sou evangélico querendo eles ou não, crente, aprovando eles ou não, cristão, mesmo sem carteirinha de membro institucional. Sou porque vivo na fé da vida do Filho de Deus, e isso não me foi garantido por qualquer instituição, quem me deu foi o Pai, e nem o Diabo me rouba.

Minha consciência não me condena, meu coração não me acusa, minha mente não me aponta, sou do Filho e o Filho é meu Senhor, amigo, irmão e Deus - talvez isso seja o suficiente para esperar de Deus a coroa da vida. Quando me aproximo de Cristo, sou livre para chamá-lo de mano, cara, parceiro, companheiro, e a reverência não está em como chamo-o, mas em como amo-o. Conheço uma porção de pastores, bispos, apóstolos e padres, que chamam-no de Soberano, mas relacionam-se com Ele como ou a um tirano ou a um ídolo, de quem se suga tudo que se pensa ter direito ou se serve sem diálogo, dúvida, questionamentos e contingências.

A metamorfose acontece em mim, pois Ele, Jesus de Nazaré, é tudo em mim, pra mim e por mim, e em nada que faço, consigo fazer sem ser nEle. Agora não existe mais a boa e velha (religiosa) dicotomia: espiritual versus material. Agora tudo que faço é em Cristo e nada fora de mim.

Em Cristo, em quem sou uma metamorfose muito mais que ambulante,

Will

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A igreja com Cristo do lado de fora.

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“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Ap 3.20)

Ensaio da igreja com Cristo do lado de fora:

Era uma igreja
Muito engraçada
Não tinha Cristo
Não tinha nada

Ninguém podia entrar nela, não
Porque na Igreja não tinha perdão
Ninguém podia confessar pecado
Porque na igreja recebia fardo
Ninguém podia ser diferente
Porque robô tem que ser crente

Mas era feita com muita fé
Na rua dos santos
Numero "12 "

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma igreja que constrange.

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Por Fernando Piva do blog PivaBlog

A manhã de hoje (30/11/2009) começou de forma inusitada. Uma colega de trabalho foi convidada para participar de um “culto” de formatura de teologia em uma determinada “igreja” de linha neopentecostal e me procurou para me relatar sua aventura. Pelo relato, percebi que a teologia neste “culto” ficou em último plano. A homenagem aos formandos ficou reduzida aos primeiros momentos da programação. Preocupa-me a qualidade da teologia ensinada a esses alunos.

Logo, o “pastor” começou a pregar, falou por mais de duas horas e o tema central foi o dinheiro. Atacou criticamente os moradores dos bairros de classe média e alta da cidade (dentre eles o que a minha colega mora), dizendo que todos eles eram seguidores do tal Mamon. Continuou dizendo que os “humildes” ali presentes (a maioria esmagadora) que eram os verdadeiros felizes e bem aventurados, porque tinham como dizimar (e demonstrar sua fé), apesar de possuírem poucos recursos, alegando que ricos só dão aquilo que sobra. Minha colega descreveu a cena como uma verdadeira tentativa de lavagem cerebral, pois o preletor incitava o povo contra as classes sociais mais ricas. Daí pergunto: seriam os pastores e líderes de igrejas que moram e exercem seus ministérios nos bairros nobres também seguidores de Mamon? Seriam templos de adoração ao Mamon, as igrejas instaladas nestes locais? Não deveria ser Jesus Cristo o tema central de uma mensagem cristã?

Durante o discurso, o pastor fez orações específicas: orou pelos dizimistas, por aqueles que estavam com os dízimos atrasados e também pelos que desejavam se tornar dizimistas. Foram orações separadas e sempre identificando os grupos de fiéis em cada uma delas. Um verdadeiro constrangimento para quem está visitando a igreja, sem saber o que está acontecendo e não fazer parte de nenhum grupo.

A plateia foi desafiada a contribuir para que a “igreja” pudesse organizar um evento em local público, cujos gastos estão orçados em mais de R$ 200.000,00! A justificativa: “se os mundanos podem trazer os seus cantores, nós poderemos engrandecer o nome de Deus naquele lugar com um mega evento”. Parece-me que eventos gigantescos, número de participantes e de tamanho e beleza de templo é que define a santidade e prosperidade de um grupo religioso. Tenho outra dúvida: quando certos “líderes de igrejas” vão cair na real e entender que o que Cristo quer é que toquemos as pessoas com a simplicidade de sua mensagem e não que sejam construídos templos faraônicos para servirem de palco para suas presepadas gospel?

O melhor estava por vir. O grand finale ficou por conta do esmagamento de Mamon. Todos foram convocados a levantar as mãos, orar, gritar, pular e trotar na cabeça do tal ser. Um barulho estarrecedor tomou conta do ambiente, somado com a gritaria dos membros ali presentes. A cena pitoresca quase fez a minha colega surtar! Por várias vezes ela tentou sair, mas acabou suportando a tortura até o fim, para não deixar de cumprimentar a sua amiga que a convidou para a formatura.

Eu ouvia o relato contado com riquezas de detalhes e ainda me questiono: a cada domingo, milhares de pessoas entram e saem de nossos templos sem receber a mensagem de salvação de Jesus Cristo. Elas não assimilam nosso evangeliquês (uma linguagem muito peculiar de se comunicar, pregar e cantar, muitas vezes recheadas de expressão arcaicas) e são constrangidas por não entender o que fazemos durante as horas que passamos juntos (ou separados) dentro de nossos templos.

Desconsolado, ainda sonho com uma igreja que atinja as pessoas por aquilo que deveria ser o seu alvo maior: o AMOR.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Esperar com paciência ...

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... no Senhor.

Nesses últimos dias um turbilhão de coisas tem acontecido. A verdade é que nem sempre sabemos esperar pelo momento certo, metemos os pés pelas mãos, daí ferrou tudo.

Mas aprendi uma coisa: "Por mais que nos precipitemos com algo, sempre que colocamos nas mãos de Deus, tudo se resolve da melhor maneira possível.", talvez 'a melhor maneira possível' não seja bem aquilo que você imaginou, mas acredite, se Deus está na jogada é a melhor maneira.

Como havia dito, os últimos dias foram loucos, e desde ontem tenho ouvido uma palavra que não me deixa em paz, esta palavra é 'PACIÊNCIA'. Ontem, ouvi no culto da igreja e hoje recebi em um e-mail através do Portas Abertas. Muitos podem até dizer que foi pura coincidência, enfim, para mim o que aconteceu é que o Espírito Santo resolveu dar uma mãozinha e deixou um alerta: "Espere com paciência no Senhor".

Veja o trecho do e-mail:

Rodrigo,

Não é fácil esperar em Deus. Sejamos sinceros: não é fácil viver pela fé e crer que o que vemos nublado no dia de hoje, estará claro amanhã. Não é fácil para os nossos irmãos que estão presos, ou têm sofrido alguma pressão para abandonar sua fé, acreditarem que, em algum momento, a salvação chegará e sua situação atual será transformada. Mas é aí que somos "testados": será que conseguimos esperar pacientemente no Senhor? Será que podemos descansar sabendo que receberemos uma resposta? Com certeza. O Senhor não ignora nosso sofrimento. Ele se inclina do seu trono, só para escutar a nossa oração. Ore, creia e espere. A solução chegará logo. Para nós, livres, e para nossos irmãos perseguidos.

Deborah Stafussi
Editora

"Esperei com paciência no Senhor, e Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor."

Salmos 40.1

Não sou apaixonado por Jesus.

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Por Rodrigo - Blog do Digão

Lembro-me quando eu era adolescente. Na verdade, era um tempo horrível. Para começar, minha cara parecia um chokito, de tanta espinha. Era daqueles caras do fundão, meio sem popularidade. E, para piorar, me apaixonava muito fácil. Coisa de duas, três vezes por mês. Mas o pior é que sempre levei fora!

Sempre que levava um fora, ficava desiludido, triste pra caramba. Depois, olhava para o meu ex-objeto de amor (platônico, no caso) com outros olhos. Primeiro de raiva, depois de pena, por ter perdido alguém como eu (sério!). De qualquer forma, eram paixões de adolescente, mesmo, nada que durasse. Tanto é que nem me lembro mais das moças.

Paixão é isso mesmo. Característica de um tempo de amadurecimento de nossas vidas. E deve permanecer naquele tempo.

A Bíblia nos estimula a sempre buscarmos o amadurecimento. Quando o Senhor diz Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial (Mt 5.48), a palavra perfeito, no grego, é teleios, que significa completo, integral, amadurecido, maduro. Se a Bíblia nos diz para irmos numa direção, não entendo porque grande parte da igreja evangélica brasileira insiste em ir à direção oposta. É uma paixonite aguda que acomete nosso povo. Todo mundo está apaixonado. Tem aqueles que são adoradores apaixonados, derretidos, adoecidos, amortecidos, babões de amor por Deus. Não é à toa que há pesquisadores que consideram o amor e a loucura parentes próximos.

Sinceramente, acho ridículo homens barbudos gritando fininho e pulando feito alucinados gritando “te amo meu Noivo!”. Parece coisa de Parada Gay, não de igreja cristã. Realmente a Bíblia compara a Igreja com a Noiva. Mas daí querer sair saltitando de véu e grinalda é loucura e bichice demais para minha pobre cabeça!

O que a Bíblia nos diz é que devemos amar a Deus acima de todas as coisas (Mt 22.37). Amor é bem diferente de paixão. Um casamento estabelecido na paixão sexual, por exemplo, dura pouquíssimo tempo, porque só o sexo não segura a barra de um convívio duradouro. Paixão é coisa passageira, de momento. Coisa de criança, de adolescente. Seguimos buscando a estatura do homem feito, adulto (Ef 4.13). Então, vamos deixar de modismos infantis (1Co 13.11) e realmente amar ao Senhor, largando essa nossa capa de frieza e distanciamento dEle. Mesmo porque não adianta e pega muito mal.

Ame ao Senhor. Não seja apenas apaixonado por Ele.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O que somos nós?

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Por Eduardo Medeiros do blog Sala do Pensamento
Título original: "O que somos nós ou Voltando a missão original"

"Deus está no eu-mesmo, mas o eu-mesmo não é Deus". (Alexandre Altmann).

Gosto de frases de efeito. De preferência que possuam conteúdo, e essa, é uma boa frase de efeito com conteúdo. Ela expressa um ponto dogmático do cristianismo ortodoxo que é a ideia de que apesar de Deus habitar em mim, ou seja, no eu-mesmo, esse eu-mesmo não é Deus; Deus apenas habita, convive, compartilha, mas isso não me transforma Nele ou faz da minha essência humana, algo divino.

Uma outra boa frase, esta um pensamento da religiosidade hindu diz que "Deus dorme na pedra, sonha na planta, se move no animal e desperta no homem". Aqui, o pensamento é diametralmente oposto à frase de Altmann. A religiosidade hindu vê Deus em todas as coisas, e todas as coisas são um reflexo de Deus, senão Deus mesmo.


A teologia cristã não endossa o panteísmo (Deus é tudo, tudo é Deus), mas será que de alguma forma Deus não está numa planta? não sonha num animal? não dorme em uma pedra? não é despertado no homem?


Então fiquei pensando na frase do Altmann e acabei formulando minha própria frase dela resultante:


"Não sei o que sou no eu mesmo, mas se Deus mesmo está no eu mesmo, como o eu mesmo outra coisa pode ser senão eu-mesmo-Deus? ou, se no meu eu mesmo está Deus mesmo, então o que sou no eu mesmo?"


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tristes conclusões sobre ...

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... a juventude pentecostal brasileira.

Por Will do Blog Celebrai

Falar do que vi pode ser fácil quanto ao que descrever, mas, garantidamente, é amargo, visto não ter alcançado o fim pelo qual eu tanto fiz.

Não me julgue como a um arrogante, definitivamente não o sou; mas confesso que a juventude evangélica pentecostal pouco faz, a fim de atender as exigências do reino de Deus. Não vi, enquanto fui um integrante de tal mocidade – como líder, em grande parte do tempo – ações efetivas em direção às ações sociais, tampouco interesse no crescimento intelectual; apenas uma desenvoltura supostamente espiritual, cheia de histeria – atendendo ao script evangélico pentecostal brasileiro.

Não generalizo. Falo apenas do que vi e vivi.


Não sei se pelo fato de viver numa comunidade majoritariamente de classe baixa – com raras exceções – e considerando os incentivos do sistema – que pouco tinha do evangelho -, vi uma juventude sem expectativas de vida, a não ser numa suposta vida espiritual que não passava de ópio em medidas excessivas. A ignorância foi tanta, que incentivei a leitura de boas literaturas; indiquei músicas cristãs de qualidade poética e bíblica – sem falar nas músicas não religiosas -, mas a única coisa que obtive foi o desprezo.

A falta de interesse em pensar fez a juventude pentecostal ter medo de palavras como: sexo, transa, política, ciência, evolução, poesia e etc. Enfim, tudo que não estava na Bíblia ou nos, improdutivos sermões dos pastores-sacerdotes, era coisa da carne ou incentivo pró-maligno.

É doído concluir, mas a mocidade pentecostal é histérica quanto à vida e ao reino. Estudam porque precisam de trabalho, não para alcançar conhecimento e crescimento intelectual; casam como uma forma de libertação da libido sexual, não pela beleza do matrimônio. Eu bem que poderia listar uma diversidade de itens que só evidenciam o quanto este é um tipo de juventude que não produz grandes expectativas para o futuro, só não o faço porque ainda me sinto um deles; tenho amigos lá. Prefiro continuar lutando para que as previsões não se efetivem mesmo tão distante, mesmo que só com os joelhos curvados.

Em Cristo, Deus dos jovens pentecostais, ainda que tão mal compreendido por eles,

Will.

Obs.: Escrevi este post a convite do meu brohter Kennedy (acreano gente boa), como contribuição à uma seção de seu blog: Geração Renovada - Mente Renovada, Vida Transformada. Pra mim foi o maior privilégio.
A imagem pode parecer um pouco distante do texto quanto às mensagens, entretanto, são - no tocante à ideia - irmãs, visto que é nisso que têm se tornado a juventude pentecostal e neo-pentecostal brasileira.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Cosmovisão - o que é?

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Todo ser humano possui uma cosmovisão. Talvez você já tenha lido esta palavra em algum lugar ou mesmo ouvido algo sobre o assunto, mas não tem a menor idéia do significado deste termo. Mas saiba que mesmo sem saber o que é isso, você possui uma cosmovisão.

Aquilo que cada pessoa é, o que defende, o que vive, é resultado da cosmovisão que permeia sua vida. Em nosso caso específico, vivemos de acordo com a Cosmovisão Cristã (um desdobramento da Cosmovisão Teísta). Como a humanidade é diversificada ao extremo, nos mais distintos aspectos, existe uma gama muito variada de cosmovisões.


Para todo e qualquer cristão ser mais eficiente no cumprir da Grande Comissão (Mt 28.19-20), é importante conhecer as premissas que caracterizam e diferenciam as variadas cosmovisões existentes. Para aquele que enxerga na apologética uma ferramenta útil para a propagação do Evangelho, o discernimento das cosmovisões é essencial.


Empresto as palavras de um grande teólogo e apologista quanto à definição do termo cosmovisão:

“Modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. A palavra alemã é weltanschau-ung, que significa um ‘mundo e uma visão da vida’, ou ‘um paradigma’. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino.” 1

Na medida que nos aprofundarmos neste tema, vamos compreender duas coisas básicas:

1) Cosmovisões distintas existem, mas não é possível concordar coerentemente com as premissas centrais de duas ou mais cosmovisões;

2) Cosmovisão é como óculos, para que a realidade faça sentido é preciso visualiza-la de acordo com uma cosmovisão coerente e verdadeira, ou seja, com as “lentes corretas”.

Existem sete cosmovisões básicas; são sete matrizes das quais as demais formas de enxergar o todo derivam: Teísmo, Deísmo, Ateísmo, Panteísmo, Panenteísmo, Teísmo Finito e Politeísmo. Com exceção da relação muito próxima entre o Panteísmo e Politeísmo, não há compatibilidade entre as demais cosmovisões. Veja um pouco de cada uma na tabela abaixo:


Este pequeno texto é apenas uma introdução, uma proposta para estudo de cada uma das cosmovisões descritas acima. Numa séria de sete textos que virão, vamos nos aprofundar em seus ensinos, divulgadores e movimentos relacionados a sua respectiva matriz.

O primeiro estudo será sobre a Cosmovisão Teísta, dando forte ênfase ao Cristianismo.

Partindo da Cosmovisão Cristã, iremos lançar os argumentos suficientes para mostrar por que cremos que ela é a única cosmovisão verdadeira e digna de crédito, e por inferência, digna de ser defendida. Como disse Edward John Carnell: Se o cristianismo não é digno de defesa, então o que é?

Toda honra e glória ao Senhor!

Notas: 1 GEISLER, Norman L. Enciclopédia de apologética. São Paulo, SP: Editora Vida, 2002. p.188

sábado, 12 de dezembro de 2009

Deus amou o mundo.

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A palavra “mundo” na Bíblia tem pelo menos três significados. Pode representar o “mundo natureza criada”, como no Salmo 24.1: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”. Também se refere ao mundo como sistema de valores anti-reino de Deus, como em 1 João 2.15: “não amem o mundo nem o que no mundo há”. Mas, principalmente, mundo é uma referências a pessoas, ou mesmo à humanidade, como em João 3.16: “Deus amou o mundo”.

Quando se refere às pessoas, o Evangelho de João, por exemplo, deixa claro que são pessoas em oposição a Deus. Não receberam Jesus em sua divindade (1.10), não reconheceram sua messianidade (1.11) e rejeitaram sua obra (1.12). A palavra “mundo”, portanto, se refere às pessoas que estão em rebelião contra Deus e alienadas de Deus (8.23,24) e que, portanto, têm como fonte de vida (morte) o Diabo (8.41-44). Por estas razões, nutrem um ódio não apenas contra Deus como também contra tudo quanto lhe diz respeito, principalmente aqueles que reconhecem Jesus em sua divindade e messianidade e a ele se submetem em amor (15.18-25). Na Bíblia Sagrada, a expressão “mundo” não aponta para pessoas amáveis, ou que naturalmente despertam nossa compaixão e cativam nossa solidariedade. Inclui a criança abusada, a vítima de um ato de violência e injustiça e alguém que sofre em virtude da estupidez de um terceiro. Mas também inclui o abusador pedófilo, o corrupto que se locupleta às custas da miséria alheia e o motorista alcoolizado que atropelou e matou três pedestres. O amor de Deus abraça todos aqueles que teríamos razões suficientes para odiar. Pessoas inescrupulosas, que nos ferem, usurpam nossos direitos, nos submetem ao sofrimento em virtude de sua maldade, egoísmo e indiferença a tudo quanto é sagrado.

Erroneamente acreditamos que essas pessoas ocupam apenas as páginas dos jornais, transbordando sua malignidade do alto dos morros e na periferia pobre de nossas cidades. Mais facilmente classificamos como “pessoas odiáveis” o político mau caráter, o terrorista fanático, o soldado do crime organizado e o bandido que usa farda e trai a honradez dos homens que integram nossas forças policiais. Mas no caso de Jesus as pessoas chamadas “mundo” estavam bem ao seu lado: eram os líderes de sua religião, seus amigos mais íntimos, seus homens de confiança e, especialmente, muitas que foram abençoadas por ele. Anás e Caifás, Judas, Pedro e todos quantos gritaram Barrabás. Não eram pessoas distantes. A maioria, inclusive, partilhava de sua mesa, seu afeto, sua compaixão e seu serviço amoroso.

Amar o mundo, portanto, é um desafio sobre humano. Exige abrir mão do desejo de vingança e da retaliação; recusar pagar o mal com o mal; guardar o coração do ódio, da mágoa e do ressentimento. Amar implica servir e abençoar os não amáveis: alimentar o inimigo faminto, dar de beber ao que nos odeia e tratar as feridas de quem nos quer mal. Esses todos, de quando em vez, nos chegam de longe. Mas, de fato, geralmente transitam em nossos círculos mais próximos: a família, a comunhão de amigos e a comunidade chamada igreja.

Não foi sem razão que até mesmo para Deus amar custou e custa caro: Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito. Amar custou para Deus dizer não a si mesmo para que pudesse dizer sim ao mundo que amou: Jesus não se apegou às suas prerrogativas e direitos divinos, “mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Ciúme.

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Você já cruzou com gente que arde em ciúmes? Bem, eu sei que um pouquinho de ciúme todo mundo tem, até o Espírito Santo, mas eu estou dizendo arder em ciúmes, a ponto de inviabilizar a vida do outro. Lembro-me de uma senhora que teve de deixar de ir a várias reuniões da igreja, por causa do ciúme do marido, que não podendo estar em muitos dos encontros de comunidade, também, não deixava a esposa ir. Que coisa! Ele chamava isso de amor!

A Bíblia diz:
“o amor não arde em ciúmes” (1 Coríntios 13:4).

Gente, amor combina com liberdade e com libertação. Quem ama confia, libera, emancipa o outro. Arder em ciúme é se deixar tomar pela insegurança, pelo medo. Isso acaba com qualquer relacionamento.


Isso, quando o ciúme não é mera projeção. Isto é, o sujeito não é fiel e pensa que ela, quando está longe do seu controle, está fazendo, com ele, o que ele está fazendo com ela. E aí é verdadeiro o ditado:
“o inocente paga pelo pecador”.

Às vezes o ciúme tem a ver com o medo de perder o ente amado, acontece, principalmente, quando um dos cônjuges sofre de algum complexo de inferioridade e, como sabe que o outro, por causa da sociedade em que vivemos, está, pelo menos, sob algum assédio, é tomado pelo pavor de perdê-lo. Aí é preciso convencer o outro com consistentes demonstrações de seu amor. E, um tem de aprender a confiar no outro, assim como clamar a Deus que não os deixe cair em tentação.

Infelizmente já assisti o fim de casamentos por causa disso. É triste ouvir a mulher ou o homem a dizer: “Não é que ela ou ele não me ame, mas que me sufoca com aquele ciúme doentio.”

Lembre-se: arder em ciúme não é amar. O amor liberta, confia, estimula o outro, o faz sentir-se importante, digno de confiança. E uma pessoa que se sente amada reage a esse amor com maior amor ainda. Por isso não se deixe tomar pelo ciúme, se for o caso procure ajuda. Faça o outro feliz para ser feliz. É assim que a Bíblia diz.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Esperança de um Ano Novo...

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Apressa-te Ano Velho que logo vou melhorar. Concede-me a alegria das lembranças e vai o quanto antes.

Dê espaço para um
Ano Novo, um ano esperançoso como foi o seu um dia, e faz com que os sonhos realizem-se nele apenas de dia, pois não quero só sonhar, quero realizar.

Chega logo Ano Novo, mostra o que tens reservado a nós, transborde as conquistas do Ano Velho logo no início do ano, já as derrotas e mazelas, deixe-as quietas, deixe-as dormir...

Vai logo Ano Velho e leve as mágoas e rancores, mas deixe com o Ano Novo as alegrias e rumores de novas amizades, novas felicidades e paz verdadeira.

Vem Ano Novo. Vem sem medo, vem com tudo e sem receio, vem tão calmo e tão sereno. Vem logo pois eu anseio te encontrar.

E no vai e vem da vida, agradeço a Deus por permitir que desfrutemos de tudo, absolutamente tudo.

Mas e você, o que espera do Ano Novo e o que deixa para o Ano Velho?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Crime existencial.

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Em Gn 3:15, Deus faz uma afirmação, da qual, nem sempre, nos damos conta: de que a inimizade da serpente seria para com a mulher.

A serpente configurava Satanás e a mulher configurava a Igreja, que traria Cristo ao mundo.

Mas, para além das configurações, que falam do enfrentamento da Igreja do Antigo e do Novo Testamento para trazer o Cristo, primeira e segunda vez; nesse texto, Deus reinventa a maternidade. O que era, apenas, a forma como nos multiplicaríamos, passou a ser a única esperança da humanidade. Duma gravidez especial viria o salvador. Toda a esperança da humanidade repousava no útero de uma mulher.

Mas a mulher pagaria um alto preço, teria como seu inimigo o anjo rebelde.

Os homens entrariam nessa briga por serem descendentes da mulher. Mas, a briga principal era com ela, para impedir a vinda do ungido.

Talvez, isso explique porque a vida da mulher tem sido um inferno em todas as culturas. Os homens, que deveriam ser aliados das mulheres, protegendo-as dos ataques do maligno, mudaram de lado e colaboraram com essa caçada por tempos perdidos na memória.

De todas as manifestações dessa tentativa de destruir a mulher, fazê-la prostituta, talvez, seja a pior. E, às vezes, se faz isso dentro do casamento, porque prostituição é mais do que troca de sexo por dinheiro, é o aviltamento da mulher – há culturas onde isso está institucionalizado por meio do harém - em outras pela poligamia – noutras pela permissão velada a profusão de amantes ou aventuras. E, também, se faz isso quando a mulher é convencida que sem sexo não há relacionamento possível.

Em qualquer tipo de prostituição a mulher não conta como ser humano, apenas como fonte de satisfação masculina: quanto mais serviçal, melhor! Ela não existe mais! O que existe é o macho em sua volúpia querendo satisfação plena e sem questionamento. E a única razão da existência da fêmea se sustenta em sua capacidade de dar prazer ao macho. Ela não vale pro si, vale por ele.

A gente não combate a prostituição como pecado moral, combate-a como crime existencial, porque a alma da mulher é devorada e o que resta é a sua capacidade de satisfazer a uns e enriquecer a outros: homens que a usam e exploram a seu bel prazer.

Os Céus revoltam-se, a prostituição amesquinha a mulher e insulta a Deus, que, com a mulher, fez um pacto especial, fazendo dela a portadora da esperança da humanidade, não só por trazer o Cristo, mas por ser, na maternidade que carrega no coração, a certeza de que Deus continua investindo na humanidade.

PS – Parabéns a missão "um clamor por Niterói" em Niterói, no combate à prostitução na cidade.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Se minha vida chegar ao fim?

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“Ouçam agora, vocês que dizem: "Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro". Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: "Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo". Agora, porém, vocês se vangloriam das suas pretensões. Toda vanglória como essa é maligna. Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.”
Tiago 4:13-17

Hoje notei que estou feliz, notei que talvez não precise de nada para me satisfazer, notei que estou no mundo, mas não sou do mundo.

Percebi que não preciso de absolutamente nada para me sentir assim, tão leve e tão bem. Isso porque o amor de Deus é suficiente em minha vida, pois Ele me deu a esposa ideal (só ela para me aguentar com todos os meus defeitos e manias). Ele, o Senhor, me deu familiares que de maneira geral são tão ou mais difíceis do que eu, mas como já falei dia desses: “Família a gente não escolhe”. Mas para compensar, o Senhor me presenteou com amigos, e não estou falando de pessoas normais, mas sim de amigos com ‘A’ maiúsculo, daqueles que são ‘pau pra toda a obra’.

Nesse momento sinto uma sensação intensa de contentamento com a minha vida. Sinto que Deus tem cuidado do meu interior, tirando fardos enormes. Sinto Sua presença em cada passo que dou e em cada respiração. Sinto o Teu toque em situações adversas e agradeço por Ele controlar minhas ansiedades, proteger-me do medo, redimir-me da culpa que muitas vezes assolou meu coração.

Sinto uma paz imensa! É como se algo me completasse a ponto de transbordar. É Deus na minha vida agindo de maneira sobrenatural.

É tanta misericórdia e compaixão dispensada, é tanto amor e bondade, é tanta paciência e perdão que não me sobra nada de mim mesmo para oferecer, pois o que tenho o que sou e aquilo que há de vir pertence a Ti, Senhor, até esse gesto tão pequeno que faço agora tão sereno, só depende de Ti, Senhor.

Se porventura o Senhor permitisse que minha vida chegasse ao fim nesse exato momento, uma coisa eu diria com certeza: “Fui o cara mais feliz deste mundo. Tive uma esposa maravilhosa. Tive relacionamentos excepcionais. Tive uma família maravilhosa, apesar de tudo. Tive momentos difíceis, contudo o Senhor me auxiliou.”

Senhor, eu agradeço a Ti por me fazer tão feliz.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Agir em favor do próximo...

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Por Chalene Campos

“A ação nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem ação.”
Benjamin Disraeli

“Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem iras e sem animosidade” 1 Timóteo 2:8

Conforme uma das Leis de Newton, toda ação gera uma reação. Quando decidimos agir em prol do próximo, em favor de outras pessoas, sem buscar valoração própria, podemos ver o agir de Deus em todas as situações.

Outra verdade que podemos observar na palavra de Deus é que líderes e intercessores necessitam de apoio bem próximo.

Posso usar mais uma vez o exemplo de Moisés, que orava levantando as mãos, mas seus braços cansavam, e quando baixava as mãos, Josué ia perdendo terreno no campo de batalha.

E se estes homens não estivessem ali para ajudá-lo? O que teria acontecido? E percebam, seus nomes, se quer foram citados na Palavra, ou seja, serviram sem a intenção de reconhecimento, e este é um dos verdadeiros sentidos de ser cristão, ajudar, simplesmente por ajudar e amar, simplesmente por amar.

Observem, as vezes o egoísmo pode até tornar-se em ambição:

“A ambição do homem é tão grande que para satisfazer a uma vontade presente, ele não pensa no mal que dentro em breve daí pode resultar.”
Henry Ford

Mas não é isso que o Senhor quer que vivamos hoje, Ele, simplesmente quer que marquemos nossa geração, e que estas marcas sejam tão impactantes como as de Cristo na cruz do calvário.

Ora, não devemos pensar, "Eu tenho mais, eu sou mais! Eu posso mais!", de forma alguma!

Quando Jesus conversa com o Jovem rico, este sai frustrado ao ouvir a verdade:

"Eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho;honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue- me. Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens."
Mateus 19:16-22

E por mais que façamos muitas coisas, na Igreja, para outras pessoas, ou coisas a fins, devemos antes refletir: "Qual o intuito desta ação? É para massagear meu ego, ou para ajudar meu próximo em amor, para que reconheçam em mim o coração de Cristo?".

Então, por mais que façamos muitas coisas, assim como o Jovem rico, se nosso coração não estiver voltado para a palavra e para o Reino de Deus e seu crescimento, de nada valerá qualquer atitude que venhamos a ter.

Pois em João 10:16, o Senhor nos fala: "Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor."

Portanto confiemos apenas n'Ele, e as demais coisas Ele fará, pois Ele ainda nos fala em João 14:1-4 "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. E para onde eu vou vós conheceis o caminho."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Está ansioso?

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Por Mercelene

Ansiedade
s. f. 1. Comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não. 2. Sofrimento de quem espera o que é certo vir; impaciência.

Quantas vezes nos pegamos ansiosos com o que há de acontecer... eu mesma sou assim... é gente! Também sou ser humano...

Com relação a minha família, a minha casa, estudos, trabalho... fico aflita de doer o coração sabe? Quando... nossa grande não tem o que dizer, (rs) só quem vive para explicar...

Eu creio que a ansiedade não é muito boa não, tem um texto bíblico que confirma isso:
1 Pedro 5:7-8

"Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês. Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar."

Olha se ansiedade fosse bom, não teríamos esse ensinamento, acima citado. O que quero dizer é que, ansiedade leva a morte, temos que viver pela fé, e viver pela fé é saber confiar, descansar e obedecer.

Seja um reparador de brecha, não fique abrindo brecha não!

Tome cuidado, pois temos vivido momentos de benção no 'FAPE' e talvez o diabo esteja ao seu redor, falando ao seu ouvido, neste momento seja surdo! Faça a vontade do nosso Pai, fácil? não é, mas posso garantir compensa!

Então seja um reparador de brecha! Que Deus derrame sobre você sabedoria e entendimento necessário para que não tenha dias maus, mas que a Sua glória resplandeça sobre você.

Mais um dia o Senhor nos deu, mais um milagre em nossa vida aconteceu hoje por amor! Nunca se esqueça o sacrifico da cruz, a dor, os cravos, os pregos, cada gota de sangue... foi por mim... foi por você! Jesus não está mais morto (Aleluia!) hoje Ele está batendo à porta, todos os dias Ele faz isso, porque? Para experimentar o novo d'Ele todas as manhãs!

Um ótimo dia! Sem ansiedade, rs, mas com o amor do Senhor sobre você!

sábado, 28 de novembro de 2009

Palavras de vida eterna.

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Por Ewerton Claro

João 6:68 "Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna."

O mundo em que vivemos tem nos dado várias direções, e tem colocado diante de nós uma inversão de valores. O mundo tem dito que o casamento é uma instituição falida, que os nossos adolescentes e jovens têm que se entregar ao sexo ilícito, tem dito que esse negócio de servir a Deus é só para quando ficarmos mais velhos, ou seja, o mundo diz que a Palavra do Senhor está fora de moda e que “um novo conceito” tem surgido.

A bíblia nos orienta a não nos conformarmos com este mundo...

Romanos 12:2 "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

... devemos ser radicais contra esse tipo de discursso/pensamento, devemos mostrar quem somos em todos os instantes (no trabalho, na faculdade seja onde ou com quem for) o sal e a luz, pois, nada fica do mesmo jeito, quer com o sal quer com a luz. Precisamos nos focar em Jesus, para que o mundo não nos consuma, precisamos ter a Palavra em nosso coração, para que assim não sejamos pegos de surpresa. Quando o mundo nos colocar em xeque e dizer: "O que você vai fazer agora? Vai continuar a servir a Jesus mesmo com esta situação?", neste momento nos lembraremos do Apóstolo Pedro, que mesmo depois de uma palavra dura de Jesus...

João 6:67 "Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?"

... reconheceu a sabedoria do Mestre e imagino que neste momento Pedro tenha olhado bem nos olhos de Jesus e disse: "Senhor, para onde nós vamos?, hoje não queremos outro estilo de vida, não sabemos mais viver sem o Senhor, por que as palavras de vida eterna estão contigo."

Quando o mundo nos apresentar outras opções, devemos lembrar onde estão as PALAVRAS DE VIDA ETERNA.

Somente em Jesus podemos encontrá-las

O amor de Cristo me constrange.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

De 2012 para a realidade!

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Em resposta ao e-mail do FAPE.

Pois é ... nas pequenas situações podemos enxergar a graça de Deus ...

Queria compartilhar algo com vcs.


Ontem, nós (os benhês) fomos assistir o filme 2012. De tirar o fôlego, com piadas fora de hora, mas mesmo assim foi de tirar o fôlego.


Ainda que tenhamos conhecimento de que nosso Senhor não permitirá que o mundo se acabe em dilúvio novamente, é aterrorizante pensar em algo parecido. Ver o chão abrir e engolir tudo o que encontra ao redor é demais ... glória a Deus pois seremos arrebatados ... posso ouvir um amém?! rsrs


Porém, algo me chamou a atenção ... logo que saímos do shopping (Boulevard Tatuapé), ao descer as escadas que dão acesso ao Metrô (quase na porta do Shopping ainda), meus olhos foram capturados por uma senhora. Esta senhora estava descalça, com uma blusa bege de lã bem sujinha e com a aparência de cansaço. Ela estava alí, em pé. Estava coçando seu braço (não era do tipo de coceirinha gostosa que temos). Estava com o olhar longe, como se esperasse de alguém uma ajuda, um auxílio.


Eu caminhava a passos largos, dei de ombros em pesamentos, mas enquanto caminhava, algo (O Espírito Santo, talvez?) me incomodava, então por diversas vezes olhei para trás. Caminhava alguns passos e voltava o olhar àquela senhora e segui em frente, mas até onde pude enxerga aquela velhinha eu olhei.


Galera, me senti um hipócrita, meus olhos marejaram (a benhê só reparou que eu estava olhando diversas vezes para trás, mas não percebeu meu mal estar).


Pensei na hora,
"Volto lá e ofereço uma ajuda, um prato de comida, uma água.", mas agi como um covarde, e enquanto caminhava pedi a Deus que mandasse alguém mais caridoso, menos preconceituoso...

... enquanto caminhava, pedi a Deus misericórdia e perdão, pois não Lhe dei de comer e beber,


... enquanto caminhava, vi que Deus está em tudo e temos que estar preparados.


Senhor ... estou sem palavras!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

I have a dream - Eu tenho um sonho.

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Discurso de Martin Luther King - 28/08/1963.

Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com “fundos insuficientes”.
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade.

Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.
Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.
E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, “Quando vocês estarão satisfeitos?”

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Vocês são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

“Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!”

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

“Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.”

As chaves do reino e o jugo de Jesus. (3)

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O jugo dos discípulos de Jesus.


Quando Jesus entrega as chaves do reino a Pedro, na verdade está entregando a chave nas mãos de sua igreja, sua ekklesia. A rocha sobre a qual a igreja está edificada não é Pedro, mas a confissão de Pedro a respeito da messianidade de Jesus, ou mesmo a própria messianidade de Jesus, ou ainda o própria Jesus (1Pedro 2.4-8). Jesus estava dizendo aos seus discípulos: "Aqui estão as chaves do reino , o que vocês ligarem aqui será ligado no céu. A mesma autoridade que recebi, eu lhes dou. A mesma autoridade que eu tenho, a minha igreja tem".

A partir da confissão de Pedro e da admissão pública de Jesus a respeito de sua messianidade, surge um novo grupo de discípulos judeus na Palestina: pessoas que não estavam mais sob o jugo da Lei de Moisés, mas sim sob o jugo de Jesus.


À medida que o evangelho do Reino se espalhava, os judeus convertidos começaram a discutir os limites da Lei, isto é, de que maneira o jugo de Jesus era diferente do jugo de Moisés. Os apóstolos e anciãos da igreja se reuniram em Jerusalém e concluíram:
"Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue" (Atos 15). Naquele chamado Concílio de Jerusalém vemos claramente a comunidade de Jesus usando as chaves do reino, proibindo e permitindo, ligando e desligando.

Jesus reúne seus discípulos, coloca sobre ele o seu jugo, e em seguida lhes dá a chave do reino. Os apóstolos sabem que a chave do reino está em suas mãos, o que significa que eles também têm, autoridade para estabelecer um jugo aos gentios, e então, decidem colocar um jugo mais leve sobre todos.


Em
Mateus 19, por exemplo, fala-se a respeito do divórcio. Jesus assume um posicionamento conservador, ao lado do rabino Shamai, em detrimento do rabino Hilel. Entre o jugo de Shamai e Hilel, Jesus ficou com o jugo de Shamai, que permitia o divórcio apenas em caso de perversão sexual (gr. pornéia). Mas em 1Coríntios 7, o apóstolo Paulo avança a discussão e amplia a possibilidade de divórcio: o abandono pelo descrente por motivo de fé. Este é um exemplo claro de como a igreja usou a chave do reino para proibir e permitir, ligar e desligar.

Esta é a base bíblica para afirmarmos que a igreja tem a prerrogativa que lhe foi conferida por Jesus de acompanhar a história, o contexto social e cultural, e dizer aos novos discípulos a que jugo devem se submeter no discipulado de Jesus.


Note bem que a prerrogativa para proibir e permitir, ligar e desligar, não está nas mãos de nenhuma pessoa em particular, mas da Igreja de Jesus. A autoridade é da igreja, e os pastores também estão sob o jugo da Igreja. Teologia é algo que se faz em comunidade, e mesmo as comunidades não devem permanecer isoladas, enclausuradas em seus horizontes estreitos, mas devem andar em comunhão com o corpo de Cristo espalhado no tempo e no espaço: em toda a história e todo lugar. Buscar o consenso da comunidade de Jesus é uma questão de segurança que visa a fidelidade a Jesus e à verdade revelada de Deus nas Escrituras Sagradas. O Espírito Santo nos guia a toda a verdade e nos convence do pecado, da justiça e do juízo (
João 16.7-15), o que significa que somente sob o Espírito Santo a comunidade é capaz de interpretar e atualizar o jugo de Jesus.

Cada cristão é responsável diante de Deus por avaliar seus mestres espirituais, discernir os falsos profetas, para que não se coloque sob jugo infiel (
Mateus 7.15-23; Atos 17.11; 20.28-30; 2Coríntios 11.13,14; Filipenses 3.17-21; 1Timóteo 1.5-8; 2Timóteo 2.14; 3.1-9; 4.1-5).

Andar com Jesus, é andar debaixo de um fardo leve:
"Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados" (1João 5.3). Isso implica viver em comunidade. Implica assumir o compromisso de ouvir o que a igreja tem a dizer e se submeter à voz do Espírito que fala na comunidade: "Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Apocalipse 2.7).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As chaves do reino e o jugo de Jesus. (2)

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O jugo de Jesus.


É nesse contexto que entendemos as expressões de Jesus:

"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir".
Mateus 5.17

"Vocês ouviram o que foi dito... Mas eu lhes digo".
Mateus 5.21-40; Mateus 7.1-29

"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus 11.28-30

"Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: "Quem os outros dizem que o Filho do homem é?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas". "E vocês?", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus".
Mateus 16.13-19

"Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: "Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados (jugos pesados) e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los".
Mateus 23.1-4

As pessoas, e principalmente os escribas e mestres da Lei, começam a questionar a autoridade de Jesus: "Quem foi que autorizou você a ter discípulos? Quem deu a você autoridade para falar e fazer essas coisas?" (Mateus 21.23). Isso explica porque em seu batismo Jesus recebeu o testemunho de João Batista e também da voz do céu (Mateus 3.13-17) - duas testemunhas, duas fontes de autoridade.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sobre casamento e amor.

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"Não é bom que o homem esteja só.

Far-lhe-ei uma companheira
que lhe seja suficiente."
Gênesis 2.18

Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que "já não se amam mais", como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.

Talvez por estas duas razões - o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência - nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo "até que a morte vos separe" cresce a cada dia.

Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.

Este conceito de amor justifica afirmações do tipo "sem amor nenhum casamento sobrevive", "sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena", "é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento".

Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com quem celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos ... a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.

Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem sucedido...

Um casal bem sucedido é um par de amantes.

Um casal bem sucedido é um par de amigos.

Um casal bem sucedido é um par de aliados.

São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A... A de AMOR.
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