terça-feira, 28 de abril de 2009

Debate: A Cabana.

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No dia 27/04 aconteceu na IBAB o debate mais esperando do Fórum "Deus no banco dos réus", sobre o livro "A Cabana", com a presença de Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Quadros Gouvêia.Segue para os leitores algumas ideias a respeito do livro do ponto de vista desses caras que são feras no assunto.

Ed René Kivitz inicia o debate pedido para que Ricardo e Ariovaldo fizessem suas considerações sobre o livro A Cabana.

Ricardo - Grande Best Seller, mas não significa um grande livro. Do ponto de vista literário é uma obra medíocre. Não será um Long Seller, muito menos um Clássico. William P. Young não é um homem das artes literárias, mas trouxe em seu livro histórias relacionadas a teologia, uma tentativa que deu origem a ideias muito interessantes. O grande valor do livro está em uma pergunta: "Que Deus?", que nos leva a outras perguntas: "Eu devo adorar a Deus?", se sim: "Qual Deus?" Se me mostrarem esse deus que pregam por aí (comércio da fé), digo que esse deus é o diabo, mas se mostrarem o Deus que por amor entregou Jesus e por seu sacrifício temos acesso ao Pai, esse sim eu adoro.
Cito Calvino: "O coração do homem é uma fábrica de ídolos."

Ariovaldo - Texto de ficção que não pode ser tratado como teologia. Em seu livro, William P. Young foi corajoso por chegar na questão: "Onde estava Deus quando eu estava sofrendo?", tenta falar de um problema complexo do qual a humanidade se identifica. Aborda o sofrimento, doutrina da trindade, perdão e a respeito daquilo que nos aproxima ou afasta de Deus. O autor não escreveu o livro com grandes pretensões, porém, uma das ideias do livro é: "Viver é sofrer, e todo o juízo de Deus passa pelo sofrimento."
As pessoas anseiam pelo Deus descrito no livro. E aos que apresentam Deus; tais como pastores, líderes e etc; talvez não o façam como deveria ser, de acordo com o vício religioso de adorar aquilo que temos medo ou pavor, porém, o autor mostra que pessoas podem adorar aquilo que amam e amam aquilo que adora.
Cito um amigo, Machado: "Teologia é uma arte e não uma ciência."

Ed René Kivitz pergunta: - Qual a resposta de William P. Young para o sofrimento?

Ricardo - O problema do sofrimento humano não tem solução. O evangelho não é como os outros (religiões), não tem por obrigação resolver o problema humano. O evangelho não é uma religião e sim o substituto, o contrário a religião. O autor mostra um Deus que sofre conosco, por nós e abraça a condição humana.
Por isso, quem somos nós diante de Deus para não sofrer? Devemos reconhecer que o sofrimento faz parte da humanidade.


Ariovaldo - No livro o autor entende que o sofrimento é consequência da maldade humana a partir da queda. O sofrimento humano levou Deus ao sofrimento. Deus sofre em Cristo. A independência é fruto da possibilidade do ser humano em decidir, e decidiram errado. No livro, quando Deus é questionado em relação ao que faria a respeito do sofrimento humano, a resposta é que Deus já fez através de Cristo na cruz. Os seres humanos atraíram o sofrimento.

Ed René Kivitz pergunta: - William P. Young apresenta um Deus frágil em relação ao homem e ao pecado. Como conciliar essa figura do Deus fraco com o que é pregado hoje nas igrejas?

Ed René Kivitz - Deus é amor e não exige nada, mas quer que retribuamos o seu amor. Deus é relacional.

Ricardo - No nosso tempo e cultura, a igreja repensa o que os evangelhos significam. O que é proposto é nosso relacionamento com Deus. * pag. 132 - 'Teologia Relacional'

Ariovaldo - Não acho que o Deus apresentado seja fraco. Ele não tem medo do que Mach está sentindo. A ideia é: "Fique tranquilo, não se preocupe, eu sei o que está acontecendo. Sei exatamente o que está acontecendo." É um Deus que ama profundamente, sabe o que está acontecendo e sabe também como será o desfecho da história. Deus intervêm na história, não se impõe, mas sabe como fazer para atrair.
*pag. 178 - 'Teodiceia do autor é evangelicamente conservadora'. Do livro "... o mal perdura por um tempo, mas não tem a palavra final..."

Ed René Kivitz pergunta: - E com relação a queda no Éden e a resposta de Deus na cruz?

Ariovaldo - No texto de William P. Young a solidariedade da raça está presente. O texto indica que Deus deu alguma possibilidade do ser humano dizer não a maldade, mas não a queda. Porém, se dizem ou não, isso não muda o fato de Deus amar.

Ricardo - O livro é bastante conservador. Fala da soberania divina e do pecado original, retrata a trindade. Estamos no século 21, na pós-modernidade, o pecado não é uma ideia ou um conceito teológico, e sim uma realidade. Ter fé em Deus não implica no abandono da insegurança. Corremos o risco de não nos indignarmos suficientemente com a maldade (na teologia conservadora).
*pag. 176 - 'A fé não cresce na casa da certeza'


Ed René Kivitz pergunta: - A questão então é que estamos no lugar errado na hora errada?

Ariovaldo - Viva comigo, ande comigo, e não precisará se preocupar com o que acontece. A questão é se vou me entregar a "Grande Tristeza" ou se vou continuar a confiar naquele com quem ando.

Considerações Finais.

Ricardo - No livro, acho errado o criminoso ter sido preso, não corresponde com a realidade. Não precisava açucarar a ideia. Se o livro quer trazer a visão cristã do mundo, deve trazer a visão caída. Devemos continuar andando com Deus, apesar do mal acontecer conosco.

Ariovaldo - O autor é de origem anglo-saxão e influenciado por sua cultura, faz no final tudo dar certo. O grande anseio da humanidade hoje, é o de ser amado, essa é a proposta do autor. Gosto do fato de atacar os paradigmas em relação a trindade. Na trindade existe a paternidade, maternidade e filiação.
*Jesus sabe que vai ressuscitar Lázaro, mas chora.

Ed René Kivitz - O mal tratado no livro é o mal que fazemos uns aos outros.

"Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus e por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça todas as coisas? Quem fará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro" Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 8:31 a 39.

Blogagem coletiva da UBE:

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Max Lucado no Brasil.

A partir de 18 julho Max Lucado, o maior escritor de livros de inspiração do mundo, virá ao Brasil. Durante 10 dias, Lucado passará por São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro com a turnê Sem medo de viver, que é também título do livro que o autor lançará em primeira mão no evento. Veja o convite que Lucado fez especialmente aos brasileiros.

Saiba mais sobre o evento aqui aqui.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Depois da guerra.

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Essa guerra não trouxe mortes nem tristezas, não chegou a ninguém, não aconteceu nesse mundo. Ela foi travada dentro de mim.

Lutei com bravura, incansavelmente, tentei juntar-me a você e por mais que tentasse, sempre via-me sozinho, tendo que levantar e continuar a guerrear. Parecia em vão!

Nesta guerra as armas de fogo eram aquelas que saiam da boca. Como queria ter vencido, mas por mais que quisesse o silêncio acabou sendo o 'golpe de mestre', foi fatal.

Nesta guerra, eu lutava por acreditar que poderia mudar uma situação, certamente que passei por uma mutação ou transformação, até alguns dias atrás me parecia em vão, já que o meu foco era você, e por força queria fazê-lo pensar, enxergar, agir, queria sua companhia, mas tal força nos distanciou ainda mais.

Depois desta guerra comecei a recolher os pedaços que de mim estouraram e se espalharam.



Depois desta guerra senti, mesmo em meio a tão conflitante situação, uma paz. Essa paz só senti porque descobri que a guerra travada não tinha sentido, não era importante, não para você. Essa guerra era contra mim. Eu lutava comigo.

Descobri também que a amizade, essa que por tanto tempo defendia nesta guerra fria, me colocava em tão grande desespero. Não, realmente não queria acreditar que depois de tanto tempo eu não lhe servia mais. Não, não queria pensar que o dia da descoberta na guerra, seria também o dia da independência da fera, mas foi assim.

Os sentimentos que possuíram o meu corpo naquele momento de tão grande descoberta foram (e ainda são) inexplicáveis. Talvez algo parecido com uma tristeza tão profunda, que de tão triste se esgota e dá lugar a decepção e consequentemente à busca por felicidade.

Depois da guerra parei de lutar, não acreditava mais! Depois da guerra parei de querer e comecei a ceder. Depois da guerra encontrei pessoas queridas... quem dera tivesse encontrado antes, mas precisava encontrá-las agora... somente agora.

Sinceramente, durante a guerra foi importante o seu silêncio, o seu descaso, e até o maltrato, sabe porque? Porque DEPOIS da guerra encontrei amigos de verdade.

Não foi em vão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um coração que bate.

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Sim, eu tenho um coração que bate, embora muitas vezes duvide disso.

Notei isso depois de um momento em profundo silêncio mergulhando na leitura de um livro e ao som de uma música. Percebi que tenho um coração que bate no momento exato que, diante dos meus olhos, a veia no meu pulso pulava. Era um pulsar de chamar a atenção.

Ali mesmo, sentado, segurando um livro, me dei conta daquela veia que insistia em pulsar e imediatamente não prestei atenção na leitura e a melodia não ecoava mais em meus ouvidos, porque havia percebido que tenho um coração que bate.

Fiquei paralisado por alguns... segundos, tempo suficiente para viajar. Acho que nesse momento viajei direto ao coração de Deus. Senti uma paz invadir minha alma, senti o nada aumentar cada vez mais até perceber de novo que o meu coração batia.

Meu Deus, ainda que eu peque, ainda que não ame ao próximo, ainda que me afunde no orgulho, ainda que me deixe dominar pela raiva, ainda que nada faça sentido, o Senhor permite ao meu coração o milagre da vida.

Ainda que você pense que sou frio, calculista e inseguro, ainda que minhas ações permeiem por atitudes nada convincentes, ainda que para você sou e estou tão distante por falta de comunhão, mas tão perto por falta de perdão, quero dizer que: "Te perdoo de coração!", pois percebi hoje que ele (meu coração) bate e a cada dia quero que bata em sincronia com o coração de Deus.



Não... não é preciso se aproximar, não é para isso que serve o perdão, mas se quiser se libertar pratique essa ação, ouça o seu coração e libere o perdão.

Continuo o mesmo de antes, talvez para você sou um 'sem noção', mas o que tem verdadeira noção nesta vida? É verdade, continuo raivoso, orgulhoso, não consigo amar a todos os meus desafetos (embora alguns nem me lembre mais, cicatrizou), mas isso não quer dizer que eu não tenho um coração.

"Um homem pode ter cem filhos e viver muitos anos. No entanto, se não desfrutar as coisas boas da vida, digo que uma criança que nasce morta e nem ao menos recebe um enterro digno tem melhor sorte que ele." Eclesiastes 6:3

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Teste dos três filtros.

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"Na Grécia antiga, Sócrates (469 - 399 ac) era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido, que lhe disse:

- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se 'Teste dos três filtros'.
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vai me dizer. O primeiro filtro é o da verdade. Você está completamente seguro de que o que vai me dizer é verdade?
- Bem, não... Acabo de saber neste mesmo instante...
- Então, você quer me contar sem saber se é verdade? Vamos ao segundo filtro, que é o da bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário...
- Então, interrompeu Sócrates, quer me contar algo de ruim sobre ele que não sabe se é verdade? Bem, você pode ainda passar no teste, pois resta o terceiro filtro, o da utilidade. O que quer me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito...
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, pode não ser bom e pode não ser útil, para que contar?"

Navegando pela internet, viajando pela blogosfera encontrei esse post com o título "Dizem as más línguas...", no blog do Márcio Rosa (vide link acima). A verdade é que quando comecei a ler, pensei comigo: "Nossa, se eu tivesse lido isso alguns anos atrás, teria evitado uma série de pequenos contratempos."

Digo isso não só por ter dado ouvidos a conversas mesquinhas e individualistas, mas também por ter me adaptado ao meio e falando pelos cotovelos, mesmo porque isso aprendemos com destreza. O ruim disso tudo, e digo por experiência, é que depois de ter falando algo de alguém a outrem, quando assumimos a responsabilidade (o mínimo que deveríamos fazer) saímos muito machucados dessa história. Então começam os "se". - Ah meu Deus, se eu não tivesse começado essa história..., se eu não tivesse dado ouvidos àquela pessoa..., se, se, se. Porém, chega uma hora que estamos tão bem adaptados as rodas de fofoca que parecemos marionetes nas mãos dos que usam desses recursos com a real intenção de ferir o próximo.

Tome cuidado! Pois nesse exato momento, talvez esteja dando ouvidos a uma conversa 'tola', aparentemente sem maldade, vindo de uma pessoa idónea que não tem interesse nenhum em ver o 'circo pegar fogo'. É aí que mora o perigo. Pense comigo, porque uma pessoa que diz não ter interesse nenhum no que vai contar, quer compartilhar algo, que ouviu ou viu, com você? Será que realmente não há interesses da parte desta pessoa?

Tenha cuidado! Pois nesse exato momento, talvez esteja prestes a compartilhar informações que não são tão verdadeiras, nem boas e não serão úteis para a pessoa que está ouvindo, mesmo que queira falar apenas por falar, porque é só um comentário ingénuo. Não caia nesta amardilha.

Verdade , Bondade e Utilidade, deveriam ser requisitos básicos na vida de qualquer pessoa, que dirá aos crentes.

Finalizo com o Salmos 34:11a14 "Venham, meus filhos, ouçam-me; eu lhes ensinarei o temor do Senhor. Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança".

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Morrer é lucro?

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Em Filipenses 1:21 Paulo escreve: “porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.” Mas quando o morrer se torna lucro em nossas vidas? Basta estar em Cristo? Estando em Cristo qual é a nossa garantia? Não sei!

Contudo, não estou afirmando que estando em Cristo estamos perdidos, mas quero pensar a respeito da questão da validade da morte e se ao final veremos os bons frutos, o lucro.

Abrindo o meu 'livro azul” notei essa mensagem datada de 11/05 de um ano qualquer. Nesse dia escrevi que “as palavras ditas por Paulo tinham poder, significado, sentido e eram vividas por ele”.

Talvez só será válido e lucrativo morrer se você acreditar, se tiver fé o suficiente.

Você acredita que as palavras que saem da sua boca são poderosas a ponto de atingir o coração mais gelado? Suas atitudes trazem significado para os que estão ao seu redor? Aquilo que você fala, as atitudes que tem, são frutos de um sentimento verdadeiro, sincero? Você vive tudo aquilo que fala?

Temos a tendência de falar pelos cotovelos, de fazer coisas sem sentido, muitas vezes sem significado algum, pois não agrega em nada, normalmente usamos o dito popular “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” para passar batido por alguma situação, enfim, somos arrastados para dentro do nosso 'mundinho' e chegamos ao ponto de não viver o que declaramos.

Ah, se pudéssemos perguntar: “Paulo, o que significou para você dizer que viver é Cristo e morrer é lucro?”

Será que algum dia teremos aqui nesse mundo a oportunidade, através de uma experiência marcante com Deus, de falar que o viver é Cristo e o morrer é lucro? Ou será que enquanto na terra estivermos, nossa relação com Deus vai ser tão superficial que o que importa mesmo é viver (no limite, no 'fio da navalha'), porque a morte é a única coisa certa desta vida?

Não sei de muita coisa, talvez nunca conseguirei vislumbrar. Sinto-me com a fé bem menor do que o tal grão de mostarda, mas como Paulo “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para , de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos” Filipenses 3:10e11.

Posso cantar...

Não quero viver pra mim mesmo, o que tenho, o que sou eu te dou,
o Teu amor tocou o meu coração, quero sempre Te exaltar.
Como eu te amo, amado da minha alma, a minh'alma anseia por mais de Ti.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fé sob medida.

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... "Pode vir dona Maria. Traga a bacia e leva a mercadoria". Me lembro muito bem desta - e outras - frase que era propagada pelos megafones afixados "gambiarristicamente" no alto das velhas kombis que passavam pelo bairro onde morava, quando menino, vendendo tudo que era tipo de mercadoria. Tinha de roupas e enxovais a panelas e peças para fogão. Gêneros alimentícios era o que mais aparecia: frutas, verduras, legumes, aves, peixes, suínos. Literalmente de tudo. Era só fazer como o moço do carro dizia: trazer a bacia e levar a mercadoria (pagando, claro!)...

... Na igreja não tem sido nada diferente. Há comida de todo tipo, basta também trazer a bacia e levar a mercadoria. E, claro, não pode ser diferente: tem que pagar. Assim como aqueles vendedores dependem do sucesso de suas vendas para sobreviver, os entregadores de "comida" da igreja também precisam viver. A única diferença é que os primeiros ganham seu dinheiro com o suor do seu rosto, batalhando, lutando, ralando. Os outros o fazem por enganar o povo...

Fonte: Sem Forma via: Bereianos

O SBT Brasil exibiu na última semana a série "Fé Sob Medida", com reportagens sobre igrejas criadas para atingir públicos com necessidades específicas.

Você já ouviu alguém dizer que no Brasil nada é mais fácil, rápido e lucrativo que abrir uma igreja. Novas religiões e as novas igrejas multiplicam-se no maior país católico do mundo. Apenas em São Paulo surge uma nova igreja a cada dois dias.



Há igrejas para todas as tribos no Brasil. Atletas, surfistas, homossexuais, tatuados, lutadores, roqueiros, gente que se diferencia pelo visual, fãs de hip hop ou de heavy metal. Confira o vídeo.


A maioria das novas igrejas evangélicas está na periferia das grandes cidades brasileiras. Isso não acontece por acaso. A violência tem um papel importante na criação das inúmeras igrejas e religiões. Confira o vídeo.


73% dos brasileiros ainda são católicos, um número alto, mas bem menor do que era 50 anos atrás, quando então os católicos representavam 90% da população. Os padres reagem a essa constante, e cada vez maior, perda de fiéis. Confira o vídeo.

sábado, 11 de abril de 2009

Decepção.

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Não! Não estou decepcionado com você, nem com o que fez. Estou decepcionado comigo e com o que não fiz, ou melhor, com o que faço e não é bom.

Pecar deveria ser algo distante na vida de um crente, mas quem não peca? A verdade é que somos (nascemos) pecadores. Mas não pedi para nascer assim, pré-destinado a pecar, não fico feliz com isso, não me agrada em nada pecar, ainda que saiba que somos pecadores.

É decepcionante sentir-se só em meio a uma multidão. É triste não compartilhar, é ruim ver o mundo girar e perceber que ele não gira ao seu redor, não como na música da Paula Toller "O mundo inteiro gira em torno de você, do começo sem começo até o fim sem fim, cuido de você, meu bem, você cuida de mim", mas essa é a realidade dos relacionamentos, com afinidades ou não, precisamos viver e conviver.



Engraçado, por exemplo, na blogosfera tanta gente com tantos pensamentos e parece que nunca "viram o disco". Poucos são os que escrevem a respeito do que sentem, do que fazem. Sinto falta disso.

É bom falar de um determinado assunto, ou do pregador do momento, tem também aquela "pérola" da música gospel, mas é só isso?

Quem somos nós por trás dos blogs, dos posts, dos seguidores, dos comentários? Quem sou eu? Sou o mesmo que escreve aqui com essas palavras, quando me conhecem pessoalmente? Isso é o que espero!

Esses dias no twitter o Giuliano (de irmaos.com) brincando twitou: "Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder twittar!" A música não saiu da minha cabeça, virou "chiclete" como dizem por aí, mas embora seja fácil ter aqui na blogosfera/twitter 'milhões' de amigos, me falta um amigo, alguém que me ouça, que me aconselha, que me dê uns puxões de orelha, os tais "amigos para o que der e vier".Será que sou tão exigente assim?

Quero um amigo igual aquele citado em Provérbios (18:24) "... mais chegado do que um irmão."

Decepcionado estou comigo!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Os generais da fé e o discipulado.

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Existe um tipo de discipulado muito comum em algumas igrejas evangélicas. Nele, o discipulador ultrapassa os limites da racionalidade tomando decisões unilaterais quanto à vida do seu discípulo. Nesta perspectiva, o que discípula tem poder para determinar aquilo que o seu seguidor deve fazer. Sei de casos de pessoas que não podem viajar sem que o seu discipulador autorize, ou de outros que não podem vender absolutamente nada, sem que a autoridade espiritual concorde com o feito. Além disso, é comum observarmos que os discipuladores em questão usam do nome de Deus para decidir se o discípulo deve ou não namorar, se pode ou não ir para a praia, se deve ou não se mudar, ou como deve se portar dentro de suas próprias casas.
Como inúmeras vezes compartilhei, confesso que tenho estado impressionado com a capacidade de alguns dos evangélicos em criar coisas novas. Se não bastasse a “hierarquização do reino” onde apóstolos governam com mão de ferro seus súditos, nossos arraiais têm sido tomados pelo súbito aparecimento de estruturas monárquicas, onde pastores e líderes em nome de Deus mandam e desmandam na vida alheia. Tais homens, como ditadores da fé, têm feito do rebanho de Cristo propriedade particular. Além disso, os homens de Deus em questão, sem o menor constrangimento “coronelizaram” a comunidade dos santos, obrigando a seus liderados a se submeterem sem questionamento as suas ordens e determinações.

Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir-se dos crentes, submissão total. Em tais comunidades, a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde coronelismo e arbitrariedade se misturam. Infelizmente, aqueles que porventura ousem opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis.

Em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. É nesta perspectiva, que tem emergido em nossas comunidades o toma-la-dá-cá evangélico. Basta discordar da forma do pastor conduzir o rebanho, que lá vem maldição. Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do pastor quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Para piorar, tais líderes partem do pressuposto que o pastor em nome de Deus tem o poder de amaldiçoar outras pessoas através da oração positiva e determinante. Em outras palavras, tal ensinamento afirma categoricamente que aqueles que agem desta maneira, podem rogar ao Senhor da glória o aparecimento de desgraças e frustrações na vida de seus desafetos, determinando assim a desventura alheia.

À luz disso, não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes não ficam a dever em nada aos trabalhos de macumba e vodu que são feitos nas esquinas e encruzilhadas deste Brasil tupiniquim. Infelizmente a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios onde a afetividade e o amor deveriam ser marcas indeléveis de uma comunidade que conhece a Cristo.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja resumi-se na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.

Soli Deo Gloria.

Entenda a Páscoa!

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A Páscoa é uma data móvel, que acontece anualmente entre 22 de Março e 25 de Abril. É comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do 'equinócio' de Março. O 'equinócio' é o período do ano em que o Sol passa pelo Equador fazendo com que os dias sejam iguais às noites, o qual ocorre de 20 a 21 de Março e de 22 a 23 de Setembro.

A palavra Páscoa vem do hebraico “Pessach”, que significa passagem e dá origem ao termo espanhol “pascua”, italiano “pasqua” e o francês “pâques”.
Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa, que possui diversos significados. Em termos históricos, ela celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito e a passagem através do Mar Vermelho.

No entanto, o significado da festividade é diferente no cristianismo. Nela, celebra-se a ressurreição de Jesus Cristo que ocorreu três dias depois de sua crucificação. Ela é a principal festa do calendário litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu nos primeiros anos do cristianismo.

Em 1º Coríntios 11:24a26 lemos que Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isso sempre que o beberem em memória de mim". Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha." Com isso Jesus substituiu a comemoração da páscoa por uma cerimônia memorial, a CEIA. Hoje em dia as igrejas evangélicas comemoram a morte e ressurreição de Cristo através da Cerimonia da SANTA CEIA.

Mas o que tem a ver os ovos e coelhos com a ressurreição de Cristo?

* Alguns historiadores sugerem que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa, são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre ou Ostera (é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã) que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer ovos coloridos por esta época.

Ishtar (que é a deusa dos acádios, herança dos seus antecessores sumérios, cognata da deusa Astarote dos filisteus, de Isis dos egípcios, Inanna dos sumérios e da Astarte dos Gregos, mais tarde esta deusa foi assumida também na mitologia nórdica como Easter - a deusa da fertilidade e da primavera), tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decorava ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no princípio do 1º milênio depois de Crito...

O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.

A tradição de presentear com ovos – de verdade mesmo – é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes da era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza – lá eles têm até nome, "pêssanka" – em celebração à chegada da primavera. Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-os com beterrabas. Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida.

A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa. Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

* Pesquisa no Wikipédia

sábado, 4 de abril de 2009

Jesus ainda perdoa pecados!

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Uma multidão atenta aos ensinamentos de Jesus, uma porção de fariseus, mestres da lei, era tanta gente que não havia lugar junto a porta. Amigos o carregam, quem? Um paralítico. Os amigos estão dispostos a ajudá-lo, mas a multidão de tão inquieta não os deixavam passar.

Quem sabe os amigos não começaram a chamar a atenção daquela multidão dizendo: - Vocês não estão vendo? Estamos com um paralítico. Deixem-nos ver Jesus! Mas quem já foi em algum lugar onde um astro (da música ou das telonas) se apresenta, sabe como a multidão se comporta e sabe também que por mais que você queira chegar perto, não conseguirá.

Jesus era o astro naquela ocasião! Quando chegava em determinado lugar acontecia que uma multidão aparecia para acompanhá-lo, para ouví-lo, para tocá-lo. Jesus trazia alento ao povo. O povo queria Jesus.

Mas os amigos daquele paralítico estavam decididos a colocá-lo diante de Jesus. Talvez dissessem uns aos outros, “Chegamos até aqui e vamos até o fim.”, “Mas como faremos isso?”

Imagina agora, esses amigos junto com o paralítico buscando uma solução. Olham ao redor e para aquela multidão... então, olham para o alto e alguém diz: “Vamos por ali!” E sem hesitar os amigos pegam a maca e começam a escalada rumo ao terraço. Chegando lá, removeram parte da cobertura e começaram a descer a maca.

Talvez parte da multidão estivesse alvoroçada com aquela situação. Talvez muitos ficaram revoltados pois estavam ali e queriam ver Jesus, falar com ele, tocá-lo. Outros enfermos também queriam encontrá-lo. Mas o fato é que aquele grupo de amigos estavam decididos a levar o paralítico até Jesus.

Jesus ao ver a fé que eles tinham, reparem, não foi a fé do paralítico ou a fé de um dos amigos apenas, mas a fé que ELES tinham, disse: “Homem, os seus pecados estão perdoados” Lucas 5:20. É impressionante ver que Jesus levou em consideração a ação daqueles amigos em favor do paralítico, pois foi através desse ato de auxílio destemido que Jesus anunciou o perdão pelos pecados daquele paralítico.

Jesus ainda perdoa pecados. Mas para o grupo de fariseus e mestres da lei isso era muita insolência da parte de Jesus. Mas não disseram nada, apenas pensaram consigo: “Quem é esse que blasfema? Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?” Lucas 5:21.

Porém, assim como Jesus sabia da intenção dos amigos e do paralítico, sabia também o que aqueles fariseus e mestres estavam pensando e como quem tira um coelho da cartola diz: “Por que vocês estão pensando assim? Que é mais fácil dizer: 'Os seus pecados estão perdoados', ou 'Levante-se e ande'? Lucas 5:23. E sem dar tempo para que alguém pudesse replicar, continuou: “Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” - disse ao paralítico - “eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa” Lucas 5:24.

Naquele exato momento o paralítico, já não era mais paralítico! Levantando-se pegou sua maca e foi para casa louvando a Deus. Acredito que no caminho ele deve ter dado piruetas de alegria, saltado o mais alto que pudesse, corrido para todos os lados, e (a bíblia não diz nada disso, só minha imaginação) juntamente com seus amigos voltaram alegres glorificando e louvando a Deus.

Restou aos que ficaram e presenciaram tal manifestação do poder de Deus, dizer: “Hoje vimos coisas extraordinárias!” Lucas 5:26.

Resta a mim dizer: “Jesus ainda perdoa pecados! Jesus cura, mas Ele ainda perdoa pecados!”

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Só o Senhor mesmo...

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É isso! Uma profunda tristeza me invade. Acontece, ainda que raras vezes, momentos assim onde parece que tudo está errado. Por enquanto não sei explicar (nem sei se algum dia saberei) como ou de onde provêm tal sentimento, só sei que é uma sensação de angústia misturada com raiva, temor e tremor.

E quando estou assim, fico me perguntando:

- Raiva exatamente do que? Raiva de alguém? Triste e angustiado porque?


Já notei que quando essa sensação aparece algumas coisas ruins acontecem, e se eu não me conhecesse tão bem, faria aquela célebre pergunta ao meu Deus:

- Porque coisas ruins acontecem a pessoas boas?



Não! Não acreditem em mim, não sou tão ruim assim. Espero que os poucos que perderem seu precioso tempo lendo, minhas palavras de desabafo, entendam que só não consigo dizer em PALAVRAS o que estou sentindo, mas isso não quer dizer que sou mal. Mas se não vejo o mal em mim não deveria me sentir assim. Ou pior, pelo fato de não ver o mal em mim, inconscientemente me culpo. Será? Não sei.

A verdade é que tenho motivos, não de sobra, mas são muitos, para dar boas gargalhadas, só não consigo. Não vejo sentido.

Na maioria das vezes não invejo, não me zango, não almejo, não me importo... Talvez devesse invejar, me zangar, almejar, me importar... nem que seja por um momento.

Na maioria das vezes não controlo, não pondero, não preciso, não tolero... Talvez devesse controlar, ponderar, precisar e tolerar... nem que seja por um momento.

Pensando bem preciso de tanta coisa e TANTA COISA não faz sentido. A verdade é que nossa vida não faz sentido, a não ser que vejamos algo de bom nela, mas se não enxergamos nada de bom, quem enxergará? Só o Senhor mesmo...

Um "insghit" ... nesse exato momento não me tolero.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Eu também não te condeno.

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Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado. Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança. Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado, enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.

Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você: você não está sozinho, você não está sozinha. Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugerem cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam uma página borrada em sua biografia, grampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida. Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.



A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais. Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime. Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”. Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas. Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.

Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha. Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.

É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A sombra no caminho.

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Acordo, saio em busca do que não sei, quero o que muitas vezes não tenho a menor ideia. Meu desejo não é profano, embora terreno. Basta-me sossegar a alma, abafar a pressa. Quero tirar o elmo, encostar a espada, desabotoar o colarinho.
Caminho com sofreguidão. Distancio-me da persona que me representa pelas plataformas públicas. Quebro as fôrmas que me moldam às expectativas alheias. Desaprendo as lições que eu mesmo ensinei.

Descubro-me e reinvento-me. Perco-me na montanha de fantasias que espalhei pelo chão. Hermético, não faço sentido no que escrevo. As palavras, signos de minhas frágeis intuições, são falhas. Recorro às platitudes. Talvez o óbvio me ajude a expressar o que sinto.
Costuro o coração com os retalhos esgarçados do passado. Dos ideais, sobraram remendos rotos; dos sonhos juvenis, estilhaços; da luta incansável, o gosto amargo da decepção. Surpreendo-me protegendo as costas de novas estocadas. Encaliçado pela dor, rejeito a mão que me afaga. Suspeito que um elogio antecipe a cuspida.
Deito-me fatigado. Imagino que um dia não voltarei a me encostar no travesseiro. Angustio-me, sentirei saudade dos cheiros que colorem a minha memória. Quero segurar o tempo. Não, não temo o crepúsculo da velhice. Mas distanciar-me dos amores é sobrecarga demais. Estou certo, vou sobrar em uma mesa rodeada de cadeiras vazias.
No fim do caminho espetaram uma cruz cuja sombra se projeta sobre mim. Contudo, não desistirei da senda estreita. Determinado, também subo o Calvário. Um Homem me precedeu ali e sua grandeza me encoraja. Sigo os seus passos.

Soli Deo Gloria.

Amenidades da Cristandade faz aniversário.

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No próximo dia 16 de abril Amenidades da Cristandade completa o primeiro ano de blogagem! E para comemorar, convidam toda a blogosfera a participar desta festa e concorrer ao livro "Derrubando Golias" de Max Lucado.


Promoção de Aniversário do blog Amenidades da Cristandade: ganhe um livro do Max Lucado!

Para comemorar um ano de blogagem e também a vinda de Max Lucado ao Brasil, o blog Amenidades da Cristandade em parceria com a editora Thomas Nelson está sorteando um exemplar do livro "Derrubando Golias".
Para participar acesse o post abaixo do blog Amenidades da Cristandade para conferir as regras:
É nosso aniversário e você pode ganhar um livro de Max Lucado!

Corra pois a promoção vale apenas durante o mês de abril!

Saiba mais sobre a vinda de Max Lucado ao Brasil clicando aqui.
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