domingo, 31 de maio de 2009

Acertando as finanças.

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Por Pr Lyncoln Napoleão Nicodemos - Crer e Pensar

Com certeza, uma das coisas que mais nos tiram o sono é a nossa vida financ
eira. Tenho visto muita gente perder a paz, destruir o casamento e a própria vida por conta da má administração de suas finanças. O que acho interessante é que neste aspecto nos assemelhamos muito com todos aqueles que não temem a Deus. Acho até que na parte financeira de nossa vida a gente costuma fazer assim: 10% é o dízimo, oferta (só quando tiver dinheiro sobrando), o resto “é todo meu”.

Se separamos, quase sempre, a nossa vida em 2 partes; aquilo que é santo daquilo que é secular, a área financeira nem se fala. Não vejo muitos buscarem a Deus em oração pedindo sabedoria para administrar seus recursos, nem pedindo perdão a Deus quando a família toda sofre por conta da incompetência na administração do próprio salário, nem quando entram no SPC ou Serasa. Tem pessoas que jogam o nome do Evangelho na lama quando são maus pagadores. Vivem mentindo! Dizem aos credores que vão pagar suas dívidas, mas estão sempre com uma desculpa esfarrapada na ponta da língua.

Mas como fazer para dar a volta por cima? Para sair das dívidas e restaurar a harmonia no casamento e na família. A atitude básica que todo o cristão deve adotar é relembrar que tudo o que temos, todas as nossas posses, pertencem ao Senhor. Toda a nossa perspectiva sobre bens materiais, incluindo nosso salário, muda quando reconhecemos que, afinal de contas, Deus é o dono de tudo (ver Sl 24:1). Ele nos dá 100% do que temos e quer que sejamos bons administradores dos recursos que Ele mesmo nos dá. Isso também traz glória ao Seu Santo nome! Por isso, devemos estabelecer um sistema de valores baseado na Palavra de Deus, pois vivemos numa sociedade que não se cansa de deturpar verdades divinas imutáveis (ver Mt 6:33, Mt 6:19-20, Tg 1:9-11). Nuca devemos fazer distinção entre o sagrado e o secular (ver 1 Co 10:31).


Evite estes perigos:



1. Desejar enriquecer rapidamente: crescer financeiramente sem vender os valores cristãos não é fácil, por isso seja o melhor no que você faz e confie em Deus também para o seu crescimento profissional. Não se esqueça que Deus e a família vem antes que qualquer coisa. Veja Pv 28:22.

2. Copiar o padrão financeiro de outras pessoas ou que a sociedade ensina: Muita gente se deixa levar pela inveja e pela cobiça. Precisam ter algo para ser algo, isso é muito triste. Infelizmente, os meios de comunicação são excelentes propagadores deste estilo de vida. Seja como “fulano”, tenha isso e terá aquilo… Veja Hb13:5.

3. Comprar coisas desnecessárias: o apelo da mídia incentiva o consumismo, procura despertar uma necessidade que, na realidade, não existe. Você tem coisas em sua casa que arranjou um motivo para comprar e que nunca usou de verdade? Seja sincero!

4. Comprar a prazo: só compre a prazo se necessário, e tendo o dinheiro para pagar as parcelas. Sempre evite os juros. Tem gente que é dominada pelo cartão de crédito e pelo crediário fácil. Esquecem que no fim do mês chega a fatura, e quase sempre vivem de pagar o mínimo ou apenas os juros.

Como escapar das dívidas:

1. Reconheça que não é da vontade de Deus que as pessoas contraiam dívidas: ver Sl 37:21, Rm 13:8, Pv 22:7.

2. Procure saldar a dívida: se você é casado, é preciso haver uma decisão do casal nisso, um verdadeiro compromisso. Um dos problemas mais comuns a enfrentar depois da decisão de limpar o nome é controlar os maus hábitos. Se policie!

3. Estabeleça prioridades quando for fazer compras: adquira o que é estritamente necessário. Nessas horas deixe o orgulho de lado, passe o tempo que for necessário para pagar as dívidas sem fazer mais dívidas. Só compre algo depois de liquidar tudo! Se esforce, você não vai morrer se passar mais um tempo sem comprar roupas, calçados ou outras coisas! Faça um plano para pagar as dívidas o quanto antes. Coloque toda a família a par da situação, isso é muito importante.

4. Não peça dinheiro emprestado a não ser em casos de emergência.

5. Seja honesto em seus negócios pagando a “César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”: o Senhor quer que contribuamos não apenas quando é fácil, mas também nas horas difíceis. Tem gente que sempre corta o dízimo quando se mete em crise financeira!

6. Faça um orçamento familiar: o marido e a esposa devem fazê-lo juntos. Com um orçamento fica mais fácil de controlar o que se ganha e o que se gasta. Seja numa planilha no excel, numa folha impressa ou numa caderneta, faça o seu.

Três imperativos:

1. Não deve haver segredos entre o casal. Tanto o marido quanto a esposa devem estar cientes da situação financeira de sua casa. Se você é casado não esconda do seu cônjuge a realidade financeira da família, pois afinal sempre o melhor caminho é a verdade e a transparência.

2. Não deve haver entre o casal uma situação de “mestre/escravo”: “eu trabalhei, ganhei esse dinheiro e portanto vou decidir como gastá-lo”. Tem muito marido que se acha “dono do dinheiro” porque trabalha e a mulher não (e vice-versa). Cuidado com esse pensamento, pois quem nos dá tudo é o Senhor. Lembre-se também que se sua esposa é dona de casa ela tem muito trabalho todo dia. Deixe o machismo besta de lado!

3. Não deve haver desonestidade: se o casal fez um orçamento ou planejamento, os 2 devem se comprometer a serem fiéis a ele.

Dica: Ouça um podcast que tem tudo a ver com esse assunto em Irmaos.com

º Dinheiro - Parte 1 e Parte 2

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Crente eu?!

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Se posso escolher entre o bem e o mal, porque faço na maioria das vezes a escolha errada? Já pensou que às vezes escolher o bem nos coloca mais próximos do mal, e que o mal que tentamos evitar (quase sempre) sem sucesso pode nos levar ao bem? Porque não?

Ultimamente tenho vivido esse turbilhão de emoções e pensamentos. A verdade é que não queria estar no meio desta guerra de ego do ‘eu’, não queria ter que escolher entre fazer o bem ou o mal, e pior ainda ter que arcar com as consequências desta escolha.

Notei dia desses que a consciência que temos e compartilhamos com os outros nos torna vítimas de nós mesmo, porque muitas vezes nos martirizamos por algo feito ou dito contra alguém e nos surpreendemos quando vemos essa pessoa dar de ombros para o que está acontecendo. Antes eu agisse da mesma forma, daí quem sabe eu não sofreria tanto por ter que escolher entre fazer o bem ou o mal. Faria o mal logo de vez, mas talvez fosse para o bem! Não sei.

Mas, agora não me importo com o que os outros pensam (pelo menos por enquanto), pois o que acontece comigo, no meu dia-a-dia, só eu sei e é por isso que nesse meu momento de puro egoísmo estou preocupado apenas com os rumos que dou a minha tão pacata vida.



Não quero saber o que se passa com você, repito que, nesse exato momento não me importo com aquilo que pensa a meu respeito. Cansei de procurar entender os outros e me enterrar na mediocridade. Sei até que alguns vão pensar: “Caramba, depois diz que é crente!”, crente? Sou sim caro leitor, um crente assumindo que tem problemas, que é humano, que peca e que luta contra o pecado.

Aprendi que um crente não necessariamente precisa ser tolo, se fingir de morto ou abaixar os olhos.

Crente, de vez em quando, tem vontade de morrer, de matar de chorar, de gritar.

Crente gosta de boa comida, de bom atendimento, de bons relacionamentos.

Crente também tem pai e mãe ausentes, irmãos (de sangue) descontentes.

Crente assiste 'Tela Quente', joga vídeo game, faz zoada ao ver seu time campeão.

Crente não é santo, pare de pensar assim! Crente é gente! Não me rotulem pela casca!

Mas, como crente que sou espero em Deus a restauração plena da minha alma e mente, talvez (ou com certeza) não aconteça neste mundo, mas não custa nada tentar, ou custa?

"Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo." Romanos 7:19

sábado, 23 de maio de 2009

Cuidado: Legalismo mata!

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Por Leonardo Gonçalves - Púlpito Cristão

“Para Jeílson, pastor de uma igreja muito ativa e crescente, o dia começou como tantos outros. Ao acordar pela manhã, ajoelhou-se ao pé da cama e orou. Logo à mesa do café, começaram as muitas preocupações: notícias da congregação que rejeitava o novo obreiro; problemas com o pedreiro na construção do templo; finanças apertadas. No pequeno alpendre da casa pastoral, mais de uma dezena de irmãos já aguardava aconselhamento. As necessidades eram as mais diversas: ajuda para internar o filho doente; a nova convertida, proibida de participar dos cultos, queria saber como contornar a antipatia do marido; um ancião precisava resolver a situação da aposentadoria... Jeílson enfrentava com certa naturalidade aquele amontoado de dificuldades; seu dia-a-dia já era assim há anos. Ele só não se preparara para a notícia que receberia ainda naquelas primeiras horas do dia. "Miriam, sua filha mais velha", relatou-lhe sua esposa, "cortou o cabelo".

Tudo, menos aquilo. Aturdido, sem acreditar no que lhe acontecera, Jeílson abandonou seus compromissos, deixou todos os irmãos esperando no alpendre e correu enfurecido pelo corredor até chegar ao quarto que ficava nos fundos da estreita casa pastoral. Miriam - constatou ele - aparara de fato as pontas do cabelo. Desde a infância de sua filha, Jeílson jamais permitira que uma tesoura tocasse nas mechas castanhas que agora, aos 18 anos de Miriam, já alcançavam a cintura. Totalmente descontrolado, Jeílson perguntou rispidamente, mas sem esperar resposta: "O que você quer comigo? Está querendo envergonhar-me, acabar com o meu ministério?".

Movido por uma ira descomedida, desafivelou o cinto, dobrou em duas voltas e bateu em Miriam até que os vergões se desenhassem em suas costas e pernas. Envolvido pela mesma ira com que a surrava, desabafou: "Não vou tolerar uma desviada dentro da minha casa. Enquanto você morar aqui, não vou admitir que corte seu cabelo novamente, você está me ouvindo?". Ainda ruborizado e com o coração acelerado, voltou ao alpendre para tratar dos seus assuntos ministeriais.

Duas horas depois, recebeu a notícia mais devastadora de sua vida: Miriam havia derramado álcool sobre todo o corpo e ateado fogo. Jeílson correu mais uma vez, agora desesperado, e encontrou no mesmo quarto sua filha agonizando com queimaduras profundas. Naquele mesmo dia, à tarde, Miriam morreu no ambulatório de um hospital.

Embora os nomes e alguns detalhes da história sejam fictícios, ela é verdadeira. Aconteceu em alguma cidade do Brasil. Pior, ela se repete, claro que sem os mesmos extremos, quase todos os dias em alguma família evangélica brasileira. Retrata exatamente a severidade com que algumas denominações brasileiras encaram o problema dos usos e costumes”

A narrativa acima é do livro de Ricardo Gondim, “É Proibido: O que a Bíblia permite e a Igreja proíbe”. Nela, vemos a que ponto o farisaísmo pode arrastar a alma humana. Baseado nesta história, desejo fazer algumas considerações acerca do legalismo:

O Legalismo engana. Muitos pensam que pelo fato de se vestirem de modo diferente e de abrir mão de um copo de cerveja, já comprararm a salvação! O que eles não percebem é que ao atuar assim, eles estão se auto-enganando. Ora, se a salvação é de graça e por meio da fé, então toda tentativa de propiciar a Deus no tocante a salvação é heresia e engano. É claro que o cristão deve procurar se vestir adequadamente, pois a santidade inclui sim nosso corpo, mas pensar que o
fato de usar saia comprida ou não cortar o cabelo te faz mas santo que o teu irmão, é burrice. Santidade não é um conjunto de praxes exteriores: é uma vida com Cristo, refletindo ao mundo o seu caráter e atitudes.

O Legalismo cega. Tanto que o pai da moça, ao receber a notícia de que sua filha tinha cortado o cabelo, foi cegado por seu ódio xiita contra tudo aquilo que ele considerava mundanismo. Assim, armando-se de um falso zelo cristão, e ignorando totalmente o mandamento do amor, espancou gravemente a filha. Uma das maiores características do legalista é a ausência de misericórdia no seu coração. Observe o caso da mulher apanhada em adúltério, por exemplo: a turba enfurecida, além de expor a adúltera ao rídículo, arrastando-a pelas ruas da cidade, ainda queriam apedrejá-la até a morte, e tudo com respaldo bíblico! Tenho certeza que Jeílson, ao espancar sua filha, pensava que estava fazendo o correto e que era respaldado pela bíblia. Ele era um homem "da bíblia", e podia citar uma série de versículos em cadeia temática para justificar sua atitude, mas era incapaz de amar, compreender e simplesmente perdoar (ainda que, para fins práticos, sua filha não havia cometido nenhum pecado).

O Legalismo mata. Foi ele quem matou a jovem de 18 anos. Não quero entrar na questão do suicídio, e da salvação ou condenação da menina. Deixo isso aos meus amigos fariseus, que são verdaderos experts em teologia, principalmente no tocante a condenação de todos aqueles que não rezam segundo a sua catilha de usos e costumes estereotipados. O fato é que, no caso narrado, foi o legalismo quem desencadeou a série de eventos que deu origem a morte da jovem. Este é o caminho inevitável do legalismo: ele conduz a morte. Morre o pregador legalista, em seu equivocado senso de auto-justiça, com uma falsa idéia acerca de si mesmo. Morrem também os seus ouvintes, que acabam comprando essa falsa idéia acerca de Deus, sendo levados em multidão a crer no Deus errado.

Quantos jovens que, semelhantes à moça do texto, foram gravemente feridos na alma por causa de pregações legalistas, do tipo toma-lá-da-cá, nas quais a salvação é obtida mediante o esforço do crente, sendo obrigados a vestir-se como o talibã, tendo seus gostos, sua autonomia, personalidade e vontade claramente violadas, tudo por causa do achismo de pastores que se acham infalíves, que creem-se a última bolacha do pacote e a boca de Deus na terra? Há toda uma geração de desviados das igrejas por causa destas coisas. Hoje estão apartados de Cristo, perdidos no mundo, enfim, mortos! E foi a igreja (instituição) que os matou. A arma do crime? Farisaísmo!

Meus amados amigos, em especial os colegas pastores: não estou aqui como o infalível papa, o dono absoluto da verdade. Sei que erro muitas vezes, e em muitas coisas, e não peço subserviência a minha pessoa, nem que acatem incondicionalmente as minhas idéias. Este blog foi construído sob a égide do livre-pensamento iluminado pelo Espírito Santo, de modo que a intenção não é impor nada, e sim sucitar o debate acerca das nossas praxes eclesiásticas. Sei que algumas denominações possuem os tais usos e costumes como parte da sua tradição, mas entendo que, à luz da bíblia, a ênfase exagerada em tais práticas transformando-as em meios da graça é prejudicial e herética. Pastores: vamos repensar a nossa fé! A reforma não é obra acabada. Sempre há algo novo para aprender, refletir e mudar.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Dois selos: Reflexão!

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Obrigado Pr. Silas e Luclécia!

Mais uma vez agradeço e louvo a Deus por me dar a oportunidade de, através deste blog, chegar a pessoas tão diferentes de mim, mas que tem por objetivo um único alvo:

"Falar a respeito de Deus e suas maravilhas. Compartilhar com os demais, pensamentos que muitas vezes não teríamos coragem de externar, mas que se faz necessário para andar na contra mão do que hoje prega-se sobre Deus e tudo mais."

O primeiro selo "Jesus, Ele voltará. Eu creio." do Rubinácio da comunidade Jesus Voltará, Eu Creio!, veio em um momento de reflexão com o Lewis, sim ele mesmo o do Crônicas de Nárnia. Dias atrás postei em Descobertas com Lewis o seguinte:

'... Me veio um lampejo após a leitura deste trecho do C.S. Lewis. Será que estou realmente preparado para o momento em que o universo esfumar-se a em um sonho? A propósito, não consigo imaginar isso ... o Mundo e seu derradeiro fim ... Por mais que saibamos, por mais que falem, é incrível não termos total compreensão do fim. Por hora, me resta apenas, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima!...'

O segundo selo 'Somos mais que vencedores.", presente do Odair Mercham do Caminho plano, me fez voltar a um post de Janeiro de 2009 Mais que vencedores?, valeu a pena reler:

'...Porém, acredito que mais do que dizer que somos mais que vencedores por meio de Cristo que nos amou e que estamos convencidos de que mal algum nos separará do amor de Deus que está em Cristo, devemos nos lançar ao desafio de amar as pessoas, principalmente aquelas que julgamos ser uma pedra de tropeço em nossas vidas.
Devemos nos libertar do vício da arrogância e se aprofundar naquilo que nos foi ordenado a fazer. Devemos nos esvaziar do nosso "eu" e permitir que Deus habite em nós, porque só assim teremos paz, "Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade." Efésios 2:14...'

Veja as regras e meus indicados...



As regras são as seguintes:

1. Exibir a imagem dos selos;
2. Postar o link do blog que o indicou;
3. Indicar 6 blogs de sua preferência;
4. Avisar os indicados;
5. Publicar as regras.

Segue logo abaixo minhas indicações para o duplo selo, espero que gostem:

- Levi Bronzeado do Ensaios & Prosas
- Leonardo do Púlpito Cristão
- Renata do Encontrando Cristo
- Ruy Marinho do Bereianos
- Teóphilo do Este Mundo Jaz No Maligno!
- William e Victor do Celebrai!

terça-feira, 19 de maio de 2009

A arte de envelhecer.

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Hoje, a caminho de casa me dei conta de que não estou preparado para envelhecer. Aliás, será que precisamos nos preparar para esse momento, o de ficar velho? E isso a princípio não tem nada a ver com morrer, embora muitos pensem assim!No caminho percebi que não há mais tempo a perder, porque esse mesmo tempo não nos dá trégua, ele continua. Pior que envelhecer, talvez seja a percepção da nossa inutilidade com relação ao tempo, porque ele não depende de nós para continuar sua contagem da qual nunca sabemos antecipadamente quando cessará (aqui sim, o morrer), isso mesmo, quando nascemos o tempo começa com sua contagem regressiva.

É estranho e ao mesmo tempo inevitável. O tempo é inevitável!

A maioria das pessoas (eu também) dizem que em sua adolescência não viam a hora de chegar aos 18 anos. Essa espera parecia uma eternidade, daí, quando completam, pronto, cada ano que passa fica cada vez mais rápido, é como se até os 18 anos acumulássemos combustível suficiente para que os próximos 30 ou 40 anos tudo acontecesse cada vez mais rápido, mais intenso. Percebeu né? Não sei explicar!

Chegamos aos 30 anos querendo voltar aos 18. Envelhecemos, e não há remédio para isso. E o que sei é que ainda não estou preparado para envelhecer! Você está?

Envelhecemos e com nossas escolhas caminhamos, muitas vezes sozinho, algumas acompanhado, mas sempre envelhecendo. É triste perceber que lá na frente muitos não estarão ao nosso lado e por isso penso não estar preparado para tão assustadora velhice.

Envelhecer é uma arte, é um caminho, é um cuidado... Viver é envelhecer. Viver com cuidado, no caminho é uma arte.

Pensar na velhice nos leva a Eclesiastes 9:5e6 "Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem; para eles não haverá mais recompensa, e já não se tem lembrança deles. Para eles o amor, o ódio e a inveja há muito desapareceram; nunca mais terão parte em nada do que acontece debaixo do sol."

Mais adiante o autor escreve nos versos 11e12:

"Percebi ainda outra coisa debaixo do sol:
Os velozes nem sempre vencem a corrida;
os fortes nem sempre triunfam na guerra;
os sábios nem sempre têm comida;
os prudentes nem sempre são ricos;
os instruídos nem sempre têm prestígio;
pois o tempo e o acaso afetam a todos.

Além do mais, ninguém sabe quando virá a sua hora: Assim como os peixes são apanhados numa rede fatal e os pássaros são pegos numa armadilha, também os homens são enredados pelos tempos de desgraça que caem inesperadamente sobre eles."

Talvez vencer na vida não seja o alvo, mesmo porque ser o mais veloz, o mais forte, o mais sábio, o mais prudente e o mais instruído não é garantia de nada...

Preciso descobrir a arte de envelhecer!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Descobertas com Lewis.

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"Por que teria Deus desembarcado neste mundo ocultando-se sob um disfarce e criando uma espécie de 'sociedade secreta' para minar as forças do demônio? Por que não desembarcou com todos os seus efetivos, conquistando-o de uma tacada só? Será que não é suficientemente forte?

Bem, na verdade os cristãos crêem que Ele desembarcará uma segunda vez com todo o seu poderio; só não sabemos quando. Mas podemos muito bem adivinhar por que está atrasando a sua vinda: é que deseja dar-nos a oportunidade de aderir livremente a Ele. ...

Sim, Deus voltará em triunfo. Só não sei se as pessoas que exigem dEle uma intervenção aberta e direta no nosso mundo realmente compreendem o que isso significará, quando acontecer. Porque, quando acontecer, significará o fim do mundo. No momento em que autor da peça de teatro sobe ao palco, é porque a peça terminou.


Deus voltará, sim; mas de que nos adiantará dizer então que estamos do lado dEle? No momento em que virmos o universo inteiro esfumar-se como um sonho, e avançar com fragor Algo que nunca fomos capazes de imaginar, Algo tão irresistivelmente belo para uns e tão inescapavelmente terrível para outros - que liberdade de escolha nos restará? Porque, dessa vez, será Deus quem chegará sem disfarces; será qualquer coisa de tão esmagador que ou acenderá um amor irresistível em cada uma das criaturas, ou incutirá nelas um irresistível horror. E então será tarde demais para escolhermos de que lado ficar: de nada nos adianta dizer que preferimos sentar-nos quando já não conseguimos ter-nos em pé. Não, esse não será mais o tempo de fazermos as nossas escolhas; será o momento em que descobriremos qual era o lado que realmente tínhamos escolhido, quer nos tivéssemos dado conta disso, quer não.

Hoje, agora, este momento: esta é a hora para escolhermos o lado certo. Deus ainda se mantém oculto justamente para nos dar essa oportunidade. Não o fará para sempre. Devemos aceitá-lo ou rejeitá-lo."


C. S. Lewis - Mero Cristianismo. (Pag. 74 e 75)


Por vezes sinto-me cansado, parece que este mundo nunca vai acabar, não que eu o queira com fervor, mas viver neste mundo nos possibilita o inexplicável, o sofrer.

Não sei quanto a você, mas eu, por inúmeras vezes sofro sem ter um motivo real. Os profissionais podem chamar isso de depressão, desânimo, enfim, podem dar o nome que quiser, porém, eu digo que por mais que tentem explicar nunca chegaram ao íntimo do meu ser.

Me veio um lampejo após a leitura deste trecho do C.S. Lewis. Será que estou realmente preparado para o momento em que o universo esfumar-se a em um sonho? A propósito, não consigo imaginar isso ... o Mundo e seu derradeiro fim ... Por mais que saibamos, por mais que falem, é incrível não termos total compreensão do fim.

Por hora, me resta apenas, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Abolição?

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Ontem dia 13 de Maio comemorou-se a Abolição da Escravatura no Brasil.

A palavra "abolir" significa acabar, eliminar, extinguir. A escravidão foi oficialmente extinta nesse dia por meio da Lei Áurea (Assinou em 1888 a Princesa Isabel).

Mas e hoje? Será que realmente acabou o trabalho escravo? Acredito que não!


O trabalho escravo começa desde pequeno...

... menor ainda ...


Como podemos reclamar! Temos um emprego, casa, comida, água, roupa... vivemos com dignidade, mas e eles? E nós o que fazemos a respeito? Cruzamos os braços!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Desafios existenciais.

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Encaro como desafio fugir das obviedades.
Quero enfrentar as perguntas difíceis que escondi sob camadas escrupulosas da alma por anos. Fui escravo dos lugares comuns, dos clichês, dos chavões. Repeti frases de efeito sem incomodar-me com as implicações na vida concreta dos outros. Procuro não ser inconsequente.

Encaro como desafio fugir dos ufanismos. Quero enfrentar a fragilidade argumentativa do discurso. Imaginei que minha retórica converteria o mundo, que meus raciocínios tinham a força dos oráculos. Angustiei-me com rejeições ao que considerava Revelação. Procuro oferecer, despretensiosamente, meus débeis arrazoamentos sem esperar tornar-me uma unanimidade.

Encaro como desafio fugir da onipotência. Quero enfrentar os limites de minha capacidade. Tentei encarnar o mito de Atlas. Violei o princípio da termodinâmica e trabalhei como um moto-contínuo. Aprendo a dizer não. Celebro o sossego. Descriminalizo o ócio. Não pretendo tornar-me um novo Alexandre.

Encaro como desafio fugir do sucesso. Quero enfrentar a glória como uma tentação. Encantei-me com o brilho da fama. Gostei das badalações. Preferi os palcos. Gostei das salvas de palmas. Quero desdenhar dos holofotes, dos confetes, dos rasga-sedas. Entediado, privilegio ambientes intimistas. Elejo pequenos grupos.

Encaro como desafio fugir do cinismo. Quero enfrentar a tragédia humana sem distanciar-me dos indivíduos. Já dei de ombros para os gigantescos campos de exilados das Nações Unidas. Preocupei-me com trivialidades, alheio à malária, ao cólera, ao tráfico humano para a prostituição, ao HIV. Quero responder ao sofrimento de milhões com ações; inquietar os confortáveis; provocar engajamento; unir-me aos indignados para que menos inocentes padeçam.

Encaro como desafio fugir de uma espiritualidade desencarnada. Quero arraigar a fé no chão da vida; trazer a devoção para o dia-a-dia; alcançar a salvação, ajoelhado diante do moribundo da beira do caminho.

Soli Deo Gloria

terça-feira, 12 de maio de 2009

Poema da Paz.

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Madre Tereza de Calcutá*

O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Equivocar-se.
O obstáculo maior? O medo.
O erro maior? Abandonar-se.

A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desalento.
Os melhores professores? As crianças.

A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
O mistério maior? A morte.
O pior defeito? O mau humor.

A coisa mais perigosa? A mentira.
O sentimento pior? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.

A estrada mais rápida? O caminho correto.
A sensação mais grata? A paz interior.
O resguardo mais eficaz? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.

A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A coisa mais bela de todas? O amor.

* Fonte: Wikipédia
Madre Teresa de Calcutá
, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedônia e naturalizada indiana beatificada pela Igreja Católica.


Considerada a missionária do século XX, concretizou o projeto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia. Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Te agradeço Senhor!

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Quero agradecer a Ti, Senhor...

... Não é nenhum dia especial, não recebi nenhuma benção extraordinária, mas senti a necessidade de agradecer-te por cuidar de mim;

... Mesmo não sabendo qual o rumo certo da minha vida. Mas sei que em Ti não importa o caminho e sim onde devo estar no final, em Seus braços;

... Que com tanta misericórdia me perdoa, mesmo eu não merecendo. Reconheço que só através de tão grande amor por mim, consigo viver cada dia;

... Por colocar tantas pessoas em minha vida. Agradeço até por aqueles que hoje não estão mais presentes, mas foram fundamentais para meu amadurecimento, hoje eu reconheço.

... Por me dar pais e irmãos. Sei que estamos longe de ser a família perfeita, mas o fato de tê-los como família, ainda que com tanta dificuldade, é honroso;

... Por me dar a esposa ideal. Sem sombra de dúvidas, nos completamos inteiramente;

... Pelo zelo. Não mereço tanto amor e cuidado;

... Por ter paciência, por tolerar sempre e por abençoar quando necessário. Sou grato a Ti, pelo amparo pleno.

Hoje, posso ver em cada momento as mãos do Senhor. Vejo em um desentendimento, em uma briga, em uma espera, em um encontro. Vejo dentro de casa, na rua, na igreja. Vejo em você, vejo em mim.

Agradeço a Ti Senhor, mesmo não tendo um motivo específico e sabendo que só isso já basta.

Agradeça você também.

domingo, 10 de maio de 2009

Música: Primeiro Amor.

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Essa música faz parte do cd Piano e Voz, Amigos e Pertences do Paulo César Baruk.

Primeiro Amor
Autor: Aurélio Rocha (JC Edições)

Quero voltar ao início de tudo
Encontrar me contigo Senhor

Quero rever meus conceitos, valores
Eu quero reconstruir

Vou regressar ao caminho
Vou ver as primeiras obras Senhor

Eu me arrependo Senhor,
Me arrependo Senhor
Me arrependo Senhor

Eu quero voltar
Ao primeiro amor
Ao primeiro amor
Eu quero voltar a Deus.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Legalista eu?

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Confesso que por muitas vezes agi assim, colocando aquilo que entendia como certo acima de tudo, até ser vítima desse tal legalismo.

Na verdade, nunca me achei 'o cara', mas vivia em um ambiente religioso doentio que exigia de mim, um crente mortal, a santidade ao extremo. [Não faço apologia a vida sem santidade, não me entendam mal.] Quero dizer que praticava o meu legalismo de forma moderada, por influência da igreja (instituição) que frequentava.

Odiava o pecado (ainda odeio) isso é normal, quem não odeia? Mas a contrapartida eu aprendi a odiar o pecador! Talvez o 'odiar' aqui seja forte demais, então podemos pensar assim:

"Eu odiava o pecado e por odiá-lo, recriminava o pecador."

Não tinha ideia do que era censurar uma pessoa as custas daquilo que, aos meus olhos, era correto. Quando infringiam, para mim era como se fosse a morte, mas isso não justificava a minha atitude em relação a pessoa, o ser humano que estava ali na minha frente, que apesar de ter errado, era tão humano quanto eu.

Quantas vezes me senti o 'tal' por fazer parte do grupo eleito e santo, daqueles que não compactuavam com o divorciado, o adúltero, o fornicador, a prostituta, o ladrão, o espírita, o macumbeiro, enfim, me achava superior a ponto de conduzir minha vida por filtros que delimitavam o grau de contato com esses indivíduos.

Simmmmm! Confesso que já deixei de conversar e me relacionar com certas pessoas por causa do pecado delas. Talvez eu nunca tenha amado nenhuma delas, mas mesmo que tivesse amado, com certeza nunca demonstrei amá-las.

Logo na minha primeira experiência, quando o legalista não era eu e sim alguns 'amigos', quando eu não fazia mais parte do grupo seleto de pessoas santas por ter sido excluído e posto ao lado dos que fornicavam, ouvi um conselho de um ombro amigo que disse o seguinte:

"Muitas vezes passamos por situações extremas e não entendemos o porque. Talvez seja para que lá na frente, possamos ser usados por Deus como auxiliadores de pessoas que passarão os mesmos problemas."

Na verdade não sei se devemos pensar dessa forma, mas tenho certeza que não devemos colocar nossos preceitos acima do ser humano.

Passaram os dias... meses... anos... e hoje sei o que uma pessoa sente quando é censurada, recriminada e odiada, simplesmente por aquilo que os outros acham ser o correto (talvez tenham razão), mas aprendi também que vivenciamos situações que não podem ser vivenciadas por ninguém, a não ser por nós mesmos!

"No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: 'Eu amo a Deus', mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão." 1 João 4:18a21

Inspirando no site Eu era legalista e não sabia...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Grandes Pensadores.

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Obrigado Rodrigo Magalhães!

Louvo a Deus por me dar a oportunidade de, através deste blog, chegar a pessoas tão diferentes de mim, mas que tem por objetivo um único alvo:

"Falar a respeito de Deus e suas maravilhas. Compartilhar com os demais, pensamentos que muitas vezes não teríamos coragem de externar, mas que se faz necessário para andar na contra mão do que hoje prega-se sobre Deus e tudo mais."


Passo longe de ser um grande pensador, me sinto honrado em receber este selo “Grandes Pensadores da Blogosfera”, mas confesso que penso mais do que escrevo. Muitos dos posts que aqui publico ficam cozinhando em meus pensamentos por longos dias. Refletir é muito bom, nos faz crescer.

Bom, segue logo abaixo minhas indicações para este selo, espero que gostem, porque eu realmente sou edificado quando os leio.

- Levi Bronzeado do Ensaios & Prosas
- Luclécia do Blog de Luclécia Silva
- Mácio Rosa do Inquietações de um aprendiz
- Renata do Encontrando Cristo
- William e Victor do Celebrai!

As regras...

1. Escolher 5 blogs que condigam com a ideia desta premiação;
2. Entrar em contato com os blogs premiados (claro!);
3. Montar uma postagem explicativa, nos moldes desta;
4. Ter o link do blog que o indicou;
5. Manter o link do selo direcionando para este post;
6. Apresentar os blogs homenageados.

Sobre as indicações Teóphilo diz, e eu concordo!

"Achei a proposta desse selo interessante, porém um pouco difícil de se manter fiel: tenho medo de um dia encontrar este selo em um site recheado de pequenas flores, com uma música qualquer do “Distante do Trono” ou do “Regis, Dane-se” tocando no fundo e repleto de referências a coisas extravagantes ou loucuras…
Estou tranquilo e consciente de cada indicação que realizei e tenho a sensação de que estes assim também procederão.
Que o Senhor Deus, nosso Pai que está nos céus, permaneça nos abençoando a todos, indicados ou não, com saúde e sabedoria!"

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os perigos da duplicidade.

2 comentários
Infelizmente nos últimos tempos convivemos no meio da Igreja do Senhor com pessoas que possuem uma duplicidade de vida. Mantém suas obrigações religiosas aos fins de semana e depois vivem como bem entendem, parecendo crer que o fato de estarem em um culto religioso semanalmente vai expurgar suas culpas ou ainda revitalizá-los espiritualmente.

Analisando as escrituras é possível perceber que a duplicidade não é um fenômeno exclusivo da pós-modernidade no meio do povo de Deus. Na bíblia é possível identificar passagens que aconselham as pessoas a tomarem o rumo correto, o da Palavra e das maravilhas proporcionada por Cristo quando o seguimos.

I Reis 18:21 – Elias diz: “...até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro?...”

I Coríntios 10:21 – Apóstolo Paulo afirma: “Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônio; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.”

Josué 24, a partir do versículo 1 – Começa uma explanação para o povo sobre os feitos de Deus e dos seus livramentos e continua no verso 15: “... escolham hoje a quem irão servir ... eu e minha casa serviremos ao Senhor.”

Em todos esses casos, Deus adverte o seu povo a sair da vida dupla e nessas advertências estão implícitos os perigos da duplicidade. São elas:

- Adorar outros deuses. Não é possível servir a dois senhores ao mesmo tempo (Lucas 16:13). Deus não aceita dividir a sua posição com ninguém. Portanto quem vive a duplicidade, estará servindo outros deuses;

- Não adorar em verdade é o segundo perigo. Jesus confrontou os fariseus falando sobre a sua vida de aparência, hipocrisia (Lucas 12:1). É como assumir uma segunda identidade para algumas situações. Nesses casos a duplicidade nos atrapalhará vivermos uma vida de adoração, pois quem assume uma vida de duplicidade sabe que não está sendo verdadeiro;

- Tornar-se servo do pecado. O homem nunca será livre. Se não escolher ser servo de Deus, estará servindo outros deuses (João 8:34). Só que os deuses como: do sucesso, das posses, do prazer sexual a qualquer custo, e outros, são cruéis, impiedosos e mentirosos, pois escondem as verdadeiras consequências de servi-los. Fazer de conta que serve a Deus, tornará o homem servo do pecado;

- Com a duplicidade deixamos Deus triste, ou seja, provoca o ciúme de Deus (I Coríntios 10:22) e atrai o seu fogo consumidor, “Até quando Senhor? Ficarás irado para sempre? Arderá o teu ciúme como fogo?” (Salmos 79:5);

- Não receber a verdadeira cura, por não lidar com a verdade. Nas escrituras (Jeremias 6:13,14), Deus faz a seguinte advertência “... Eles tratam da ferida do meu povo como se fosse grave. 'Paz, paz', dizem, quando não há paz alguma.

Irmãos, devemos fugir desse engano do diabo que tenta nos fazer acreditar que é possível viver em duplicidade, quando na verdade a duplicidade nos leva à morte, nos distancia de Deus, impede que sejamos curados e de nos tornarmos verdadeiros discípulos de Cristo.

Porque há um só Deus, um só batismo, um só Espírito, um só Salvador, um só Caminho. Devemos ser um em Cristo como o Pai, Filho e Espírito o são. Devemos adorar somente o único Deus que existe, pois como vemos com Deus não existe duplicidade.

Pr. Luciano Araújo

Fonte: Tabernáculo Jacuí

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Diálogo de um só.

2 comentários
Permita-me explicar! Não leve a vida tão a sério, sorria de vez em quando. No final vai ver que tudo que está acontecendo tem um propósito, uma razão de ser.

Não me olhe assim, não tenho a resposta para o dilema que você está passando, nem ao menos saberia dizer qual a porta que te leva ao caminho certo. Nesse momento sinto-me tão frágil quanto você.

Não grite comigo, não resolverá em nada os problemas que já tem.

Também não finja que não estou aqui, posso te ver e sentir suas aflições. Tudo bem não querer compartilhar agora, mas não me trate com desdém.

Pode chorar, não tem ninguém a espreita. Isso, chore mais, derramar algumas lágrimas faz muito bem. Posso enxugá-las se quiser, se achar necessário, mas prefiro que chores mais. Repito, chorar faz muito bem.

Não me culpe, por diversas vezes avisei que não seria fácil, mas sempre foi em vão. Sempre preferiu seguir sua intuição, e isso nada tem a ver com orgulho e sim com escolhas más. Com o tempo verás que as escolhas não serão mais baseadas naquilo que acha ser bom, mas naquilo que exerce o bem , mesmo que no final não reflita o bem em você.

Não confunda o meu silêncio com descaso. No meu silêncio quero fazê-lo refletir em tudo que está acontecendo. Embora eu fique quieto, isso é verdade, lembre-se que todas as vezes te olho nos olhos.

Saiba que quando te olho nos olhos, vejo uma pessoa igual a qualquer outra, que está sujeita a cometer erros e enganos, suspeita quando está em jogo algo que é seu por encanto, perfeita mesmo depois de tantos erros, perversa na hora que mais precisa considerar, ingénua e tonta por acreditar demais, astuta e esperta quando lhe convém, enfim, uma pessoa que age e reage conforme lhe parecer melhor.

Não, não quero que figure uma vida dupla. Quero que continue a ser o mesmo, tirando isso ou aquilo, mas a essência deve ser a mesma.

Obrigado por vir até mim. Quando sair, peço que apague a luz.

...

Amanhã estarei pronto para, novamente, conversar com o espelho.
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