sexta-feira, 8 de maio de 2009

Legalista eu?

Confesso que por muitas vezes agi assim, colocando aquilo que entendia como certo acima de tudo, até ser vítima desse tal legalismo.

Na verdade, nunca me achei 'o cara', mas vivia em um ambiente religioso doentio que exigia de mim, um crente mortal, a santidade ao extremo. [Não faço apologia a vida sem santidade, não me entendam mal.] Quero dizer que praticava o meu legalismo de forma moderada, por influência da igreja (instituição) que frequentava.

Odiava o pecado (ainda odeio) isso é normal, quem não odeia? Mas a contrapartida eu aprendi a odiar o pecador! Talvez o 'odiar' aqui seja forte demais, então podemos pensar assim:

"Eu odiava o pecado e por odiá-lo, recriminava o pecador."

Não tinha ideia do que era censurar uma pessoa as custas daquilo que, aos meus olhos, era correto. Quando infringiam, para mim era como se fosse a morte, mas isso não justificava a minha atitude em relação a pessoa, o ser humano que estava ali na minha frente, que apesar de ter errado, era tão humano quanto eu.

Quantas vezes me senti o 'tal' por fazer parte do grupo eleito e santo, daqueles que não compactuavam com o divorciado, o adúltero, o fornicador, a prostituta, o ladrão, o espírita, o macumbeiro, enfim, me achava superior a ponto de conduzir minha vida por filtros que delimitavam o grau de contato com esses indivíduos.

Simmmmm! Confesso que já deixei de conversar e me relacionar com certas pessoas por causa do pecado delas. Talvez eu nunca tenha amado nenhuma delas, mas mesmo que tivesse amado, com certeza nunca demonstrei amá-las.

Logo na minha primeira experiência, quando o legalista não era eu e sim alguns 'amigos', quando eu não fazia mais parte do grupo seleto de pessoas santas por ter sido excluído e posto ao lado dos que fornicavam, ouvi um conselho de um ombro amigo que disse o seguinte:

"Muitas vezes passamos por situações extremas e não entendemos o porque. Talvez seja para que lá na frente, possamos ser usados por Deus como auxiliadores de pessoas que passarão os mesmos problemas."

Na verdade não sei se devemos pensar dessa forma, mas tenho certeza que não devemos colocar nossos preceitos acima do ser humano.

Passaram os dias... meses... anos... e hoje sei o que uma pessoa sente quando é censurada, recriminada e odiada, simplesmente por aquilo que os outros acham ser o correto (talvez tenham razão), mas aprendi também que vivenciamos situações que não podem ser vivenciadas por ninguém, a não ser por nós mesmos!

"No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: 'Eu amo a Deus', mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão." 1 João 4:18a21

Inspirando no site Eu era legalista e não sabia...

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