segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Perdão!

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"Na verdade, acontece exatamente o contrário: é o amor que tenho por mim que me faz pensar bem de mim, ao passo que pensar bem de mim não é a razão pela qual me amo. Da mesma forma, amar os inimigos não significa que eu seja obrigado a pensar que são maravilhosos. E isso é um enorme alívio. Porque muita gente pensa que perdoar os inimigos significa fazer de conta que, apesar de tudo, eles não são assim tão maus, quando é absolutamente evidente que o são. (...) Por falar nisso, lembro-me agora de ter ouvido daqueles que me ensinaram o cristianismo, há já muito tempo, que eu devia odiar as más ações dos homens maus, mas não odiar os homens maus; ou, como diriam eles, que devia odiar o pecado, mas não o pecador."

C. S. Lewis - Mero Cristianismo. (Pag. 121 e 122)


Como é difícil separar o pecado do pecador! Por mais que tentemos, muitas vezes é humanamente impossível. Só nos lembramos de separar o pecado do pecador quando o foco nessa história somos nós.

Portanto, eu como pecador que sou, que transgrediu essa e aquela 'lei', peço humildemente para que vocês separem cautelosamente o 'meu' pecado do meu 'eu'.

Mas, quando o pecador é o outro, daí sim vou em frente, feito um exército, pronto para destruir. Quem mandou pecar?!

Talvez alguns me perguntem: - Por que você está escrevendo sobre isso? Explico-lhes agora.

Há pouco tempo comecei blogar constantemente, antes (entre os anos de 2007 e 2008) este blog era um arquivo morto. É verdade que a intenção de voltar a blogar se deu pelo fato de eu querer externar minhas raivas e cobrar respostas de algumas pessoas.

Mas depois da raiva e com o blog de volta , eu pensei em transformá-lo num informativo do mundo gospel, porém, já tem muitos e bem competentes por sinal. Então pensei em postar sobre bizarrices desse povo tão criativo, "os crentes", mas como nem sempre estou de bom humor, desisti.

Algum tempo depois, período de adaptação com essa blogosfera gigantesca, percebi que tem muita gente boa postando excelentes artigos e comecei a seguir aqueles que de alguma forma me chamavam a atenção. E a cada leitura que fazia destes blogs me identificava com os blogueiros, seus textos, pensamentos e comentários. Por consequência a cada novo post, com certeza houve influência de outros tantos blogs que leio. (Este post não é diferente.)

Então, resolvi escrever no meu blog ... Falo da minha vida, brigo com os outros, posto textos relevantes de pastores/autores, artigos de outros blogueiros, já postei até sobre músicas que gosto. Enfim, aqui tem de tudo um pouco!

Algo engraçado a respeito dos blogs que acompanho, é que mesmo sem conhecê-los pessoalmente, fico chateado quando alguém usa desta ferramenta tão poderosa (um blog pessoal que as vezes se torna impessoal) para atacá-los diretamente. Talvez nem sempre estejam cobertos de razão (me aponte um que esteja coberto de razão!), mas vejo que estão trabalhando em prol do reino de Deus, e é triste acompanhar um blogueiro inflamando a discórdia entre blogs cristãos!

E isso tudo acontece porque temos a tendência de achar que TODO o homem é bom, queria sim que isso fosse uma verdade, mas devemos nos lembrar que:

"Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo o coração se afasta do Senhor!" Jeremias 17:5

Portanto, quando lhe perguntarem: O presente mais belo?
Não hesite, responda logo: - O perdão!

Mais (muito mais) inquietações!

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Por Flávio - Stay Freak

Enxergo a soberania e plenitude de Deus ao ver os pássaros exaltando com júbilo pela manhã, celebrando com a mais linda canção o nascer radiante do Sol, enquanto borboletas, as flores aladas, em seu pleno vôo, polinizam e mostram sua sensibilidade majestosa, não com excentricidades religiosas sobre todo o poder que Deus tem pra fazer minha empresa sair do vermelho.

Contemplo suas maravilhas, não com uma visão pragmática, catalogando quantas pessoas receberam cura, ganharam dinheiro ou conseguiram bons empregos vindo ao meu templo. Contemplo suas maravilhas vendo o milagre da vida: um óvulo fecundando que se transforma em um bebe ou em uma semente que se transforma numa árvore. Admirando o mar, ou olhando as estrelas na imensidão do universo que nem consigo precisar o tamanho. A fotossíntese, as metamorfoses e as sinapses. Como sabiamente disse Davi: "Os céus declaram a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra das suas mãos". Salmo 19:1

Não consigo mais ouvir “pregadores” previsíveis, parafraseando e descontextualizando trechos da Bíblia para abarcar suas panacéias e seus discursos fantasiosos, repletos de chavões que ignoram em todos os seus níveis a realidade do mundo que estamos inseridos. Prosperidade, semeadura, vitórias, riqueza, dízimos, merecimento, escolhidos, Deus vingativo, aff.... pouco fala-se do cerne do Cristianismo: amor e graça. Investe-se em performance artística com musica, gestos, apelo emocional e pouco conteúdo. A fragilidade dos ensinos é tão evidente que é refletida na maioria da literatura cristã. É impossível olhar nas prateleiras das livrarias cristãs e ver os diversos “Manuais de como prosperar com a ajuda de Deus” ou as “fórmulas mágicas do sucesso”, os ensinos “teológicos” de auto-ajuda cristã. Sorte ainda existirem Tolstoi, Dostoiévski , C S Lewis, G K Chesterton, Phlip Yancey, Frederick Bueghner, Paul Tilich, Brennan Manning, Tim LaHaye, Ricardo Gondim, Mo Sung, Victor Hugo e Shakespeare, que em suas palavras fazem-nos tocar o divino.

Sou elevado naturalmente ao trono do Pai ao som de Tchaikovsky, Bethoven e Vivaldi sem a necessidade de fechar os meus olhos, levantar as minhas mãos, curvar minha cabeça e fazer declarações aleatórias como insistem a maioria dos ministros de louvor. Paschale Bona disse que a música é “arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma mediante o som”, logo se eles dominassem esta arte e tivessem tais afetos, não seria necessário tais estardalhaços para alcançar a presença de Deus.

A liturgia me irrita, os cultos programados e insossos aonde você entra, senta, levanta, canta, senta, ouve e vai embora. Não quero acreditar que o cristianismo se resume a isso.

Há um esforço transcendental em manter o “negócio” funcionando. Técnicas, “visões”, estratégias, construções faraonicas, entretenimento. O foco são os resultados, de ambos os lados, para quem mantém e para quem vai a igreja. Ficaram no passado os grandes pensadores e os grandes debates do inicio do século XX. Da mesma forma as expressões artísticas e culturais. Perdemos a sensibilidade humana de manter o equilíbrio transformando o casual em sagrado e o sagrado em casual. Nos preocupamos em ser igreja e não em “estarmos” igreja.

Fomos engolidos pelo ostracismo. Contentamo-nos com pouco e com as superficialidades. Queremos todas as respostas prontas, e não nos fazermos novas perguntas. Uma vez ouvi que se no cristianismo não tivermos espaços para novas perguntas caímos em duas situações: ou perdemos o sentindo da nossa existência e da contemplação do divino, ou torna-mos tão arrogantes em nós mesmos que achamos que sabemos tudo.

Não podemos reduzir o cristianismo a simples esquemas religiosos. Não podemos resumir o plano de redenção de Deus a ir aos cultos todos os domingos. Paul Tilich disse que “Deus está para além de Deus”, e é rumo a esta realidade que devemos caminhar: rumo ao divino, fazendo a diferença no nosso mundo. Pessoas espetaculares como Luther King Jr e as questões da segregação nos EUA, Desmond Tutu na África do Sul lutando contra o Aparthaid, Wiberforce ajudando a derrubar o regime esclavagista no parlamento Britânico, Madre Teresa apoiando e recuperando os desprotegidos em Calcutá e quantos outros anónimos que fazem a diferença no mundo todos os dias, são algumas das pessoas que entenderam a verdadeira mensagem em “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo”.

Precisamos nos desvencilhar das campanhas, concentrações, superstições, marchas que levam 2 milhões de pessoas sem propósitos para a rua para ouvir meia dúzia de artistas que cobraram caches gigantescos e voltarmos onde caímos. Não precisamos reinventar o cristianismo, ao contrário, precisamos é traze-lo para as nossas vidas com a mesma simplicidade que ele foi nos dado nas palavras de Jesus: amor, amizade, relacionamento, justiça (também social), fazer o bem, perdoar, foco, lutas contra o ego, simplicidade, respeito, paternalismo, integridade, honestidade, liberdade, compreensão e sobretudo saber que a verdadeira igreja são pessoas, e Deus gosta de pessoas.

A Graça e a "graça" na Igreja piauiense.

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Quando se confia o púlpito de uma igreja a quem não tem preparo, o que deveria ser um culto pode tornar-se um verdadeiro show de humor. Era o que acontecia, às vezes, na Igreja Evangélica Assembléia de Deus do município de Bom Jesus do Gurguéia, no extremo sul do Piauí. Principalmente depois que o pastor começou um processo de abertura de congregações nos bairros da cidade.

Não se sabe por qual motivo, mas um rapaz convertido há pouco tempo foi empossado como dirigente de uma dessas congregações. Tenho que concordar que ele até tinha boa intenção, mas virou motivo de chacota dentro e fora da igreja por conta da forma exótica como conduzia os trabalhos.

Em um episódio, chegou cansado do trabalho e ao iniciar o culto convidou a igreja para um período de oração de joelhos. Após orar mais de 1 hora, uma irmã decidiu ir embora: - Não me avisaram que ia ser vigília! - disse. O dirigente havia dormido ajoelhado. Quando despertou não havia mais ninguém na congregação. Sabe-se lá que horas acordou!

Mas ele ficou famoso mesmo pela forma como apresentava os visitantes. Uma vez, foi direto ao assunto ao perceber que um dos visitantes havia levado a amante à igreja: - Temos o prazer de receber esta noite o Fulano e a sua RAPARIGA. (Perdoem a palavra, mas se ela foi usada no púlpito de uma igreja, não deve haver pecado em usá-la no blog).

Nessa igreja, havia também um irmão que adorava receber oportunidade para cantar. Certa noite, antes de começar a cantar na congregação Porta Formosa, esse irmão ‘liberou’ uma pérola incrível. Assim que pegou o microfone, saudou os irmãos e disse, apontando para fora da igreja: - Eu quero mandar um alô para essas gatinhas que estão sentadas aí na calçada! Nem preciso comentar a reação da igreja.

Essa foi a igreja da qual fiz parte desde o meu nascimento. Hoje moro na capital do estado, Teresina. E os episódios engraçados continuam acontecendo, com o diferencial de incluírem todo um aparato tecnológico. As estrelas da vez são os celulares.

O pastor que ‘abriu’ a congregação da qual faço parte, um senhor de idade já bem avançada, estava ministrando a palavra certa vez no culto de doutrina quando um celular começou a tocar bem alto. Ele se calou e ficou esperando que algo fosse feito. Para nossa surpresa ele disse - Ih, é o meu! – e foi lentamente procurar em qual dos bolsos estava o aparelho. Ainda com o microfone em punhos atendeu ao celular: - Alô! Enquanto isso, a igreja toda já ria baixinho. O riso contido deu lugar a tremendas gargalhadas quando ele completou (no microfone):

- E ainda é a cobrar?!

Aqui no Piauí é assim. Muda o endereço e o dirigente, mas a ‘graça’ se estende a todas as congregações!

***

(*) Dianne Nogueira é uma jovem estudante de jornalismo e talentosa blogueira piauiense. Editora de Manguita, um delicioso blog pessoal de generalidades e crônicas do cotidiano. Dianne vive hoje em Teresina, mas passou boa parte da vida em uma cidadezinha pequena do Piauí. O texto acima é sua crônica bem humorada destes tempos e desta gente de Deus. Nas suas próprias palavras: “Serva de Deus e jornalista por decisão do STF”. Dianne é a mais nova conluiada (colaboradora neste crime santo) de Genizah. Seja muito bem vinda!

sábado, 27 de junho de 2009

Música: Todo o homem é bom.

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Essa música faz parte do cd Eu e o Tempo do Padre Fábio de Melo.

Todo o homem é bom
Compositor: Rodrigo Grecco

Sim, todo homem é bom, todo humano é bom, toda face, olhar e matiz
Sim, todo homem é bom, sendo ele o que for, forte, fraco, tristonho ou feliz
Todos os pobres, os livres, os nobres, os feios, os belos, os ricos também
Todos os desesperados, os esperançosos, os néscios, os sábios ou não

Todos por certo são bons, como é bom nosso Pai, que criou cada jeito de ser
Todo semblante é bom, todo instante é bom, quando há vida e quando há viver
Todo o âmago é bom, toda essência tem dom, de amar, ser reflexo de Deus
Mesmo que o mal ronde perto, e nos faça um deserto, esse bem ficará
E uma gota do céu cairá

Sim, todo homem é bom, todo humano é bom, se ele sabe entregar-se num sim
Todo o sonho é bom e o futuro é bom, se a esperança caminha aqui
Todo o justo, o crente, o descrente, o que sabe ser gente, o que sente a canção
Todo o que é jovem, o que é velho, o que foge do espelho, o que olha nos olhos ou não

Todo o doente é bom, e também todo são, o que pede, o que dá e o que não
Todo indigente é bom, e também quem tem dom, que tem tudo ou nada ao sol
Todo alegre é bom, todo triste também, se olha a vida e aceita o amor
Todo valente, o covarde, o contente, o sério e o sonhador, todo sério e o sonhador

Sim, todo homem é bom, todo humano é bom, se ele sabe entregar-se num sim
Todo o sonho é bom, e o futuro é bom se a esperança caminha aqui
Todo o que reza, o que pede, o que implora, aquele que chora e o que vive também
O que separa o erro de quem fez errado, e aos pecados dá fim
E enxerga em verdade o que é bom, e enxerga em verdade, o que é bom.

O peso que a gente leva.

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Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.

É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Adeus, Michael!

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Por dias estava ansioso, queria fazer desta postagem algo diferente, afinal é a minha nonagésima postagem, mas aconteceu que nesses últimos dias não estava inspirado, não li nada realmente relevante que pudesse 'kibar', não estava em um momento bom.

Prenúncios de algum acontecimento ruim? Talvez!

Então, ontem ao chegar em casa, vi no twitter (valeu @rosana) a notícia mais inesperada, pelo menos para mim, fui até a tv e comecei a acompanhar na Globo News.

Liguei para minha esposa, ainda anestesiado com a notícia, e disse: "Adivinha quem morreu? O Michael Jackson!"


A notícia de sua morte está em todos os jornais, rádios, na internet, nos blogs. E Depois de ler vários blogs comentando esse acontecimento, me chamou a atenção os dois citados abaixo.

Boa leitura.


A MORTE DO ÍCONE - BLOG DA NÍVEA

"Uma das características mais interessantes a respeito dos ícones, é que estão numa posição de tanta fama e prestigio, que no pensamento geral são verdadeiros super-homens. Nós os vemos como invencíveis, gente que parece estar acima do bem e do mal e até mesmo, acima da vida e da morte. (...) É e foi possível para muitos heróis superar e vencer a vida, mas apenas para Jesus foi possível vencer a morte. Isso porque pra vencer a morte e necessário ser mais do que famoso, rico, talentoso, e herói. É preciso ser Deus. (...)"

GRAÇA NA DESGRAÇA - BLOG DO ELI SANCHES via Pavablog

"(...) Apesar da pobreza e de sua origem étnica, a vocação musical de sua família, herdada de seu pai, músico que tocava na noite, eram sinais manifestos da graça de Deus, mais ainda com o carisma do pequeno Michael. Mesmo diante de uma família em um contexto fraturado, com cobranças, exigências, má conduta paterna, relacionamentos interrompidos, Deus não se furtou em agraciá-los com o dom da música, algo que é tão importante na terra como no Céu, ainda mais nesse. (...) Na verdade o que seus fãs não sabem é que são fãs não de Michael Jackson, mas da graça divina que resolveu se manifestar nele, apesar dele. O “vaso de barro” se quebrou, sem conserto na terra. Fica a lembrança da graça divina que ele manifestava nas suas músicas, danças, clips e shows."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Armadilha para lobos.

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"Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte. Meus amados irmãos, não se deixem enganar." Tiago 1:14a16

Você sabe como um esquimó pega um lobo?


Primeiro, ele pega sua faca de pesca e afia a lâmina até ficar bem afiada. Em seguida, ele coloca sangue na lâmina e o deixa congelar na faca. Ele repete o processo várias vezes, camada após camada, até que toda a lâmina esteja coberta de sangue congelado.

Feito isto, ele leva a faca ao local onde avistou uma matilha. Ele coloca a fala no chão de tal maneira que a lâmina aponte para cima. Ele vai embora. E é isso aí.

O lobo cheira o sangue na faca e segue o cheiro com seu faro sensível até chegar na faca. Quando ele encontra a faca, começa a lamber o sangue congelado. O sangue aumenta o apetite do animal, que começa a lamber mais rápido até a lâmina ficar exposta.


Por causa da sua fome, o lobo não percebe que a lâmina está cortando a sua língua e o sangue que ele está lambendo é o seu próprio sangue. Ele continua bebendo o sangue de sua língua até que a falta de sangue o deixe fraco e ele cai na neve para morrer.

Este é o retrato da amardilha da tentação. Como o lobo, achamos que fazer coisas erradas - como mentir, colar, usar drogas ou cigarros - é legal e seguro. Mas sem percebermos, nossos desejos malignos levam a ações malignas, que conduzem ao perigo e até a morte.

Não seja enganado pela tentação. A escolha errada pode ser atraente, até deliciosa, mas ela vai arruinar você no final.

Fonte: Devocional Teen

terça-feira, 23 de junho de 2009

Não vou não!

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Depois de ler sobre "A" Igreja que entende você!, no blog do Pr. Altair Germano, fiquei curioso e dei uma passadinha no site do Pr. Marco Feliciano.

Grande erro meu em ter acessado esse site, não é por nada, mas é que não me sinto a vontade com essas "Campanha Visionárias".


Se algum dia me convidarem, já digo logo: "Não vou não!"

Prefiro andar na rua, contemplar a grandeza do Todo Poderoso Deus, viver o milagre diário da vida, a ter que dobrar meus joelhos durante 7 minutos depois de pagar R$ 7,00 para me declarar um ousado na fé.

Música: Livres Pra Ti.

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Essa música faz parte do cd
Livres Pra Ti do Ministério Odres Novos.

Livres Pra Ti
Compositor: Fabiano Barbosa

Jesus Tu és o meu pastor
Me cuida e me protege
Mesmo quando estou perdido
Atravessa campos e montanhas
Vem de longe só pra me encontrar ²

Jesus Tu és meu salvador

Conseguiu me resgatar
Pagou um alto preço por mim
Quebrou minhas correntes
E me fez livre pra Ti ²

Você tira todos os medos da minha alma
Me toma pela Tua mão
Me leva pra perto, pra perto, pra perto

Quero estar contigo ²
Meu coração é o Teu lugar
Teus braços são meu lar

Quero estar contigo
²
Tu és o meu dono
Sem Ti eu não sei viver

Sem Ti eu não sei viver
Sem Ti, não sei, viver

O encontro.

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Pastor, hoje eu tive um encontro de terceiro grau com Deus, e preciso da sua ajuda!

Como um encontro de terceiro grau?

Pessoal, pastor, face a face!

Hoje, você esteve com Deus como... Moisés?

Isso pastor! E preciso da sua ajuda!

Por que uma pessoa que esteve pessoalmente, ao vivo e a cores, com Deus, precisa de minha ajuda, ou de qualquer ajuda?

Por que apareceram dois, pastor!

Dois... Como assim?

Deus! Apareceram dois seres! E ambos disseram ser Deus!

Ao mesmo tempo?

Não, pastor, primeiro veio um e depois veio outro, e eu preciso que você me ajude a descobrir qual dos dois é Deus, de fato!

Não sei se posso ajudar... Como era cada um?

Iguais, absolutamente iguais, apareceram com a mesma face, jeito... Tudo!

E a fala? Falaram a mesma coisa?

Ah! Isso não!

O primeiro chegou, eu estava no quarto, não tive medo, ao contrário, veio uma enxurrada de tranquilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que você pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Eu vou interferir, vou botar a casa em ordem! Quanto ao sofrimento, por enquanto é assim, é o custo da queda, afinal, graças à desobediência de vocês, o mundo jaz na maldade. Mas, no fim, os justos florescerão, sua diferença será percebida por todos os outros que jogaram fora a oportunidade que lhes foi oferecida. E quanto a esses falsos pregadores: eles não perdem por esperar, serão expostos: um a um!

Essa foi a fala do primeiro. Falou e sumiu!

Enquanto eu meditava nessas palavras... Apareceu o outro.

Do mesmo jeito! E, mais uma vez, eu não tive medo, pelo contrário, veio uma enxurrada de tranquilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Nós vamos interferir, vamos botar a casa em ordem! Entenda, sofremos com vocês! E, desde antes da criação, nós fizemos tudo o que precisava ser feito para acabar com esse sofrimento, vocês viram isso manifesto na morte do Cristo, e que a sua ressurreição o demonstrou. Mas entenda, há certos princípios que nós temos de respeitar! A vida é rara e muito frágil, se nós quebrarmos os princípios, que nós mesmos estabelecemos, a vida deixará de existir e, com ela, o universo. O sofrimento terá fim, e haverá justiça; é para isso que trabalhamos até agora.

Quanto aos erros grosseiros, nós os vemos e lamentamos, mas, tínhamos de decidir, diante do que aconteceu, antes de acontecer, como acabaríamos com a maldade que, em vocês, achou expressão; com a agravante, que a única maneira de acabar com a maldade é acabar com os maldosos. E vimos que há duas maneiras de acabar com os maldosos: ou os destruímos, ou os convertemos. Nós decidimos pela conversão.

E para que vocês pudessem ser convertidos, tínhamos de perdoá-los em primeiro lugar, por isso, nós sempre nos aproximamos de vocês a partir do perdão que lhes estendemos. Assim, insistiremos na conversão de vocês até o fim. E quando convertemos um de vocês, é uma maravilha! Porque nós marcamos com fogo no coração de vocês a nossa lei, e a nossa lei é o amor. E aí vocês mudam de vida, por entenderem que é amando que se vive, que é perdoando que se convive, e que é servindo que se estabelece a justiça. Sei... você está pensando: mas eles já são convertidos! Pois é, nós insistiremos na conversão de vocês até o fim.

Essa foi a fala do segundo. Falou e sumiu!

Então, eu vim correndo para falar com você: Qual dos dois é Deus? A quem devo ouvir e seguir?

Ai meu Deus! Não sei lhe dizer... me vi muito na fala do primeiro, e fiquei envergonhado na fala do segundo.

Acho que temos de pedir ajuda. Por favor nos ajudem... Para vocês... Quem é Deus?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sobre o inimigo.

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Caramba, como se fala no diabo! Fico impressionado como ele se tornou necessário. O diabo suga a fé, derruba crente, se infiltra em poderosas redes de televisão, envia pragas, fura pneu de carro, provoca terremotos, conhece os limites dos municípios e domina territórios. Compete e ganha de Deus. É diabo para cá e para lá o tempo todo.

Se alguém está triste, advinha quem mandou a tristeza. Se alguém duvida, advinha quem mandou a dúvida. Se alguém adoece, advinha quem mandou a enfermidade. Arre! Chega! Será que ninguém vai assumir o que faz? Fica fácil culpá-lo já que o mundo inteiro está controlado, guiado, dominado, manipulado e organizado por Satã. Mas o Bicho merece o estatus de espantalho, Judas, bode expiatório? Até quando os humanos vão projetar nele suas mazelas?

Dá para compreender tanta importância. Como se levantaria dinheiro nas igrejas se o Capeta não fosse a estrela do show da fé? Como televangelistas inculcariam pavor nas pessoas se o Coisa-Ruim não fosse tão medonho? Como as poderosas multinacionais da fé subsidiariam seus projetos se o Demo não adquirisse tanta força? Confesso. Tenho medo de uma religião em que o mal se torna o pivô da espiritualidade. Fico apreensivo com uma fé que não pode prescindir de ameaças e arredio com uma ética constrangida pela possibilidade de Satanás ter direitos legais para arrasar as pessoas que erram.

Não discuto a sua existência. Fico apenas suspeitoso com tanta badalação. Eu já não gostava dele, agora não aguento mais ouvir falar na Peste. Por mim, Belzebu não receberia nenhum jabá. Eu não permito que ele dê o tom do meu culto a Deus; não aceito que seja a minha motivação para agir. Enfim, não deixo que ele tome o lugar de Jesus.

Soli Deo Gloria

***
Eu já ouvi muitos dizerem que tal pessoa cometeu isso ou fez aquilo, falou de determinada maneira, ou não disse nada, por influência do diabo.

Afinal, que Deus é esse que servimos? Se o diabo pode tudo, para que serve Deus então?

Hoje, meditando nesse texto do Ricardo Gondim e relembrando as palavras daquela menina, ao dizer que sua prima estava cometendo atos insanos por exclusiva influência de satanás, percebo o quanto queria culpar ainda mais o 'pobre' satã (se é que dá) e justificar as ações de sua parenta. A verdade é que se for pra se livrar das responsabilidades, vale de tudo, mentir, roubar, xingar, bater, fingir, manipular e depois deixe a conta com o diabo.

Quem é você?

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Naquela noite, a sua máscara caiu.

Ele era um pregador fantástico. Dizia-se que no meio evangélico, não havia igual. Ganhou fama e notoriedade pelos sermões que realizava nas noites de domingos em sua igreja. Era um perito tanto em anestesiar as massas, como em incendiá-las. Aplicava com esmero, as noções do populismo eclesiástico que importara dos EUA.

Tinha mandado aumentar a área do púlpito de seu templo, a fim de poder executar as suas dramatizações com mais liberdade. Tomara aulas de patinação por dois meses, e ultimamente usava patins com roldanas para deslizar suavemente no assoalho reluzente do palco “divino”, onde emocionava a plateia ensandecida, com suas peripécias circenses. O som estridente de “Ô glóoooooriaaaa!” ecoava quando ele rodopiando sobre as rodas dos seus patins, assim falava:

─ Irmãos! Lá no Céu não iremos nos cansar, caminhando ou andando, como se faz aqui na terra. Lá deslizaremos suavemente em patins de ouro e de prata, pelas ruas de cristais da Nova Jerusalém.

Para demonstrar o ruído dos patins “celestiais”, ele deslizava em círculos pelo palco gritando:

─ Vai ser assim irmãos! Vai ser assim! Olhem, olhem bem!

E como ele sabia bem dominar o público! Com esperteza e astúcia, conseguia tirar da multidão o tipo de emoção que quisesse ─, como um exímio violonista faz com as cordas do seu instrumento. Ante a sua verve, a multidão ora respondia com gritos histéricos, ora reverberava com choros e saracoteios.

Os seus emblemáticos sermões de domingo à noite o levaram aos píncaros da fama. Os cachês que no início eram modestos, agora atingiam vultosa soma Era disputadíssimo, para falar em congressos evangelísticos nas grandes cidades do país. Sabia como ninguém, sugestionar as massas. Dizia: “hoje eu quero cinquenta almas rendidas aqui a minha frente”. E não é que vinham aos pés do preletor, o dobro do número por ele vaticinado!.

Adorava criar vinhetas e bordões, executando uma exegese exótica e fantasiosa dos escritos de João no seu Livro, Apocalipse. Numa excitação alucinatória inacreditável, fazia todos verem as mansões celestiais. Para isso, ele primeiramente mandava a multidão fechar os olhos, e pressioná-los com bastante força com os dedos, para em seguida perguntar:

─ O que vocês estão vendo nesse momento?

E a multidão ensandecida, e sob esfuziante barulheira dizia em coro:

─ Estamos vendo as luzes da Cidade Santa.

Quem estivesse observando o quadro à certa distância, concluiria, tratar-se de uma histeria coletiva.

Ao chegar a sua casa, após o término dos seus fantásticos sermões, o pregador executava a velha rotina: despia-se de sua colorida indumentária, lavava o rosto, para retirar as tinturas da pegajosa maquiagem, e vestia o seu pijama de pura seda, para mergulhar, em seguida, na sua imensa e macia cama.

Recentemente, após um desses fenomenais cultos, um fato surpreendente fez com que ele não conseguisse conciliar o sono. Ele ouvia um programa evangélico pelo seu radinho de cabeceira, quando, foi surpreendido por um hino do “Trazendo a Arca” ( Ministério do Louvor). A letra do hino bateu muito forte dentro dele, ocasionando uma súbita elevação de sua tensão arterial, que terminou por levá-lo a um Serviço Médico de urgência, onde ficou em observação tratando-se de uma crise hipertensiva. Segundo a equipe médica de plantão, tudo fora ocasionado por um forte abalo emocional.

Após essa noite fatídica, ninguém mais ouviu falar no nome desse ator gospel.
Diziam, à boca pequena, que ele tinha tomado um chá de sumiço. É bem verdade, que alguns da igreja ficaram com saudades dos fantasiosos e açucarados sermões, entremeados de cenas circenses, nas noites de domingo.

Nota do autor:

O leitor, com certeza, está ansioso para ouvir a canção que desestabilizou o famoso pregador dos domingos à noite. O título desse hino é: “Quem é Você”

Relaxe bem, e clique aqui em baixo, para ouvir essa bela melodia, prestando, é claro, bastante atenção na sua inspirada e interessante letra:

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quantos pregos você já pregou?

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Autor desconhecido.

“Quando menino eu era traquinas, rabugento, respondia a tudo que me dissessem e não contribuía, absolutamente, para que nossa casa fosse um paraíso. Muito pelo contrário!

Meus pais me aconselhavam com paciência infinita e com muito amor sem que eu, entretanto, seguisse os seus conselhos.

Um dia papai me chamou para conversarmos. Eu tinha feito diabruras de toda espécie e pensei que ele tinha perdido a paciência e ia, ou dar-me uma surra, ou um castigo e uma repreensão.

Ele, todavia, não fez nada disso. Não parecia aborrecido e simplesmente me disse: - Filho, eu percebo que você não tem ideia do que é a sua conduta. Mas pensei em algo que poderá lhe mostrar isso muito bem. É uma brincadeira, mas poderá lhe ajudar muito. Venha comigo.

Levou-me à sua improvisada oficina de trabalho. Lá dentro falou-me:
Veja tenho aqui uma tábua nova, lisa e bonita. Todas as vezes que você desobedecer ou tiver uma ação indevida, espetarei um prego nela.

Pobre tábua! Em breve estava crivada de pregos! Mas, a cada vez que eu ouvia meu pai batendo o martelo, sentia um aperto por dentro. Não era só a perda daquela tábua tão bonita, aquilo era, também, uma humilhação que eu mesmo me infringia.

Até que um dia, quando já havia pouco espaço para outros pregos, eu me compadeci da tábua e desejei de todo o coração, vê-la nova, bonita e polida como era. Fui correndo fazer essa confissão a meu pai e ele, fingindo ter pensado um pouco, me disse: - Podemos tentar uma coisa. De cada vez que você se portar bem, em qualquer situação, eu arranco um prego. Vamos experimentar.

Os pregos foram desaparecendo até que, ao fim de certo tempo, não havia nenhum! Mas não fiquei contente. É que reparei que a tábua, embora não tivesse pregos, guardava as marcas deles.

Discuti isso com meu pai que me respondeu: - É verdade, meu filho, os pregos desapareceram, porém as marcas nunca poderão ser apagadas. Acontece o mesmo com o nosso coração. Cada má ação que praticamos deixa nele uma feia marca. E mesmo que deixarmos de cometer a falta, a marca fica lá: é a culpa.

Nunca mais me esqueci daqueles pregos e da tábua lisa e polida, cuja beleza foi inapelavelmente destruída. E passei a tomar muito cuidado para que a sensação da culpa não marcasse daquela forma o meu coração.

* Faz pelo menos uns 12 anos que ouvi pela primeira e única vez essa mensagem. Minhas impressões... nossas atitudes deixam marcas, em alguns casos marcas profundas, mas talvez tais marcas sejam necessárias para que possamos crescer como ser humano, entender que todos agem de acordo com seus instintos e tentar amenizar ao máximo a dor causada pelos pregos. O fato é que sempre pregaremos, mais e mais, e ainda que alguém venha tirar esses pregos, somente Ele, em Seu tempo, é quem fará isso com perfeição.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Coxos na alma - Atos 3.2-8.

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"Ao lermos este texto vamos observar um homem aleijado pedindo esmolas na porta do Templo. Se nos aprofundarmos mais na interpretação veremos que ele não tinha apenas uma deficiência física, mas uma deficiência na alma. Uma falta de entusiasmo e motivação que revelavam um espírito deprimido e abatido, fato que, geralmente, encontramos na maioria dos deficientes físicos. O vs. 4 menciona que ele vivia com o olhar disperso e de cabeça baixa."

Vendo aquela situação qualquer pessoa que passasse por aquele coxo tão pouco pararia para dizer: O que este homem tem para me oferecer? Como se não bastasse sua deficiência que já atrapalhava sobre maneira o modo de se locomover, aquele homem sofria pela exclusão social, pelo preconceito e pela discriminação religiosa. Aquele homem tinha diversos motivos para viver deprimido e abatido, a realidade daquele homem era cruel.

Porém, surgiram na vida daquele homem Pedro e João. Homens de oração que “não tinham muito a oferecer” àquele coxo. Mas o que tinham era o suficiente para causar uma transformação radical em sua vida: Poder de Deus!

Encontramos hoje na igreja diversas pessoas que estão em situação semelhante à daquele coxo. Pessoas que vão à igreja, participam de um departamento e se envolvem nas atividades eclesiásticas no entanto, estão sempre com as mãos estendidas como as daquele coxo na porta do Templo. Pessoas que estão “deficientes em sua mente”. Pessoas que não entenderam ainda o propósito de Deus para suas vidas e acham que a vida do crente resume-se em freqüentar a igreja. Ao lermos Rm 12.2 e Mt 5.13-14 veremos que Deus além de nos abençoar tem para nós um chamado, uma tarefa de contagiar este mundo com seu poder e sua Palavra. Somos salvos para ser e dar exemplo a todos que nos rodeiam. Somos chamados para conquistar e implantar as boas novas de Jesus a todas as nações da terra.

Segundo Joel Comiskey, um teólogo americano e precursor de uma igreja em de grupos familiares em Quito no Equador: “Se temos realmente 2,5 bilhões de cristãos em todo mundo, onde estão as mudanças sociais, econômicas e políticas esperadas?”

De fato, se temos tantos cristãos “assumidos” e espalhados por todo o planeta por que ainda vivemos envoltos em perversidades e a beira do caos moral e social? Será que a igreja não está se omitindo da sua real posição de evangelizar? Será que o luzeiro se apagou? Será que não estamos “coxos na mente”?

Como vemos na vida do coxo no livro de Atos, assim que este fora curado entrou no templo saltando e dando glória a Deus por sua cura e testificando com louvores o que Deus havia feito com ele. Evidente que este homem não tinha a experiência que João e Pedro tinham em evangelizar, por isso, logo se apegou a eles. Todavia isto não o isentava de testemunhar o que Deus havia feito por ele. Testemunhar do amor de Cristo e de sua maravilhosa misericórdia; foi isso que ele fez. Aquele homem estava num estado mental de fé e alegria, é o que chamamos de “primeiro amor”.

Não era necessário um curso teológico ou uma profunda experiência de anos de convivência com os discípulos para testemunhar. Na simplicidade de seu testemunho ele fez a diferença em seu contexto de vida e não era apenas um ex-coxo no físico era “ex-coxo na mente”. Ele tornou-se um crente novo homem, contagiando com suas palavras todos aqueles que por ele passavam. Alguém que dizia: Vale a pena servir este Deus, vale a pena falar dele, vale a pena, vale a pena, vale a pena...

Devemos entender que testemunhar de Jesus e do que ele fez em sua vida é a maior de todas as bênçãos. É iluminar o mundo com a luz que Deus projeta em nós é trazer soluções aos problemas mais diversos de nossa vida é viver feliz, é agradar a Deus é viver em sabedoria - Pv 11. 30.

Por isso, não deixe apagar o espírito do primeiro amor em sua vida! Testifique do Senhor e assim realmente entenderá os benefícios desta ação na sua vida e perceberá o quanto Ele quer realizar através de você.

Aquele que só pede e nunca têm para oferecer certamente está “coxo na alma”.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Onde estão os adoradores...

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... que o Pai procura?


Nos dias atuais temos experimentado um mover de Deus muito grande nas comunidades no que se refere ao louvor e adoração. Vemos Igrejas que estão recebendo de Deus, uma grande liberdade para se expressarem no louvor congregacional. Reuniões com templos lotados, canções maravilhosas, músicos hábeis, compositores inspirados por Deus, gravações de cd’s, dvd’s, encontros e seminários de adoração, porém a pergunta ainda ressoa através das escrituras dizendo: Onde estão os adoradores que o Pai procura?


"... mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores." João 4:23

"Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade." Atos 13:22b

Ao lermos estes textos sabemos que numa visão global do Corpo de Cristo, a adoração não se resume aos momentos ou encontros que temos em nossas comunidades, que com certeza são importantes e essenciais para a vida da Igreja. Porém é impossível não ouvirmos a pergunta: Onde estão os adoradores que o Pai procura?

Onde estão os adoradores que na segunda-feira levantam pela manhã e dirigem-se para o trabalho, outros que acordam para buscar um trabalho por não terem ainda.

Onde estão os adoradores que passam horas nas conduções coletivas, no ônibus, metro, táxi, lotações, outros que enfrentam enormes trânsitos e engarrafamentos.

Onde estão os adoradores que como empregados prestam serviço a empresas e se submetem a serviços forçados, recebendo por isso um salário que não corresponde a mão de obra oferecida, adoradores que suas horas extras ou banco de horas estão estourados, adoradores que enquanto muitos estão dormindo, estão nas fábricas, indústrias, metalúrgicas por terem que trabalhar durante a noite toda.

Onde estão os adoradores que manuseiam recursos financeiros de outros, os adoradores que frequentam as escolas, as universidades, os adoradores que convivem com pessoas que não temem a Deus, os adoradores que diante da aparência do mal fogem, mas que também resistem ao diabo e se voltam à Palavra de Deus encontrando alivio.

Onde estão os adoradores que livres de toda tradição servem a Deus todo o dia, mesmo não podendo muitas vezes estar num templo, cantar algumas canções congregacionais, participarem de um encontro de adoração, ou serem assíduos em um circulo de oração por não terem tempo disponível para isto.

Onde estão os adoradores que os nomes não são mencionados e muito menos conhecidos.

Onde estão os adoradores que adoram a Deus independente das circunstâncias, homens e mulheres comuns que possuem vidas comuns, atividades normais como toda e qualquer pessoa, mas que estão sendo procuradas por Deus para serem seus adoradores.

Onde estão os adoradores que o Pai procura?

Hoje, está muito fácil encontrarmos os adoradores nas Igrejas, pois nossos cultos e encontros nos favorecem para isso, mas Deus esta procurando também em outros lugares esperando encontrar homens e mulheres que já entenderam que não é em Jerusalém ou Samaria que devemos adorar. Não é através de nossas tradições ou conceitos humanos que são tão limitados, mas sim através de uma adoração genuína, um coração plenamente convertido que expresse uma adoração em espírito e em verdade, que ultrapassam nossas tradições, limites e conceitos humanos.

Que sejamos os adoradores que o Pai procura. Que sejamos encontrados por Ele em qualquer momento e em qualquer lugar. Adoradores que vivem através d'Ele, por Ele e para Ele.

Ao extrairmos a pluralidade da pergunta, ela se torna muito direta e especifica...

Onde está o adorador que o Pai procura...?

Você tem a resposta!?

VII Simpósio de Missões.

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O mês de Julho é uma data marcante para a Igreja O Brasil Para Cristo e para a Missão Desafio. Há sete anos neste mês é realizado o Simpósio de Missões, um evento de expressão internacional com o objetivo de, sempre com palestrantes renomados na área de Missões, dar uma visão real e dinâmica na responsabilidade pelo "ide de Jesus". O evento está em sua sétima edição em 2009, e têm como marca um crescimento expressivo em suas participações e resultados a cada ano.

Simpósio têm como significado "uma reunião onde técnicos, especialistas em determinado assunto, descorrem sobre algo apresentando informações e esclarecendo eliminando dúvidas" e foi exatamente com este objetivo que nasceu no coração do Pr. Joel Stevanatto, presidente da Missão Desafio, órgão oficial de Missões da Igreja OBPC, o desejo de criar um evento que pudesse dar um "norte" ao desenvolvimento missionário às igrejas da denominação.

Propósito do Evento: Os preletores e convidados ministram sobre a responsaboilidade de Missões, em temas variados. A cada ano sempre no Simpósio Deus têm dado um direcionamento especial para a realização da obra missionária tanto para a igreja OBPC quanto para outras igrejas no caráter referencial.

Duração: O evento é realizado sempre no início da segunda quinzena do mês de Julho de cada ano, de quinta a domingo. Durante o dia são feitas misnistrações fechadas aos participantes inscritos com salas divididas por assunto e plenárias, e a noite são realizadas grandes concentrações abertas ao público.

VII Simpósio: De 16 a 19 de Julho na Igreja O Brasil Para Cristo da Vila Jacuí - Zona Leste de São Paulo. Presença de Preletores especialmente convidados e missionários da Missão Desafio de diversos Países.

Inscrições: Através da loja virtual acessando

www.missaodesafio.com.br/loja ou pelos telefones da Missão Desafio.

O valor da Inscrição é de R$ 50,00 com direito aos materiais das palestras e participação em todas as plenárias.

Hospedagem: Para facilitar a participação de todos o Simpósio disponibiliza a opção de Hotéis em locais próximos ao evento ou hospedagem em casas de irmãos para o pernoite. As refeições são feitas (todas) no local do evento.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Harmonia no casamento.

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Por Devocional Boa Semente - Via irmaos.com

"O amor é paciente, é benigno… não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal" (1 Coríntios 13:4-5).

Infelizmente, em muitos casamentos não existe a harmonia desejada. Mesmo quando ambos os cônjuges são cristãos, as crises matrimoniais surgem. Olhando superficialmente há vários motivos para isso. Mas quando se buscam as causas mais profundas dos problemas, na maioria dos casos se chega à raiz verdadeira: o eu de cada indivíduo é o maior impedimento para um casamento harmonioso, fundamentado no amor recíproco. Quantas pessoas buscam no casamento a satisfação do seu eu, em lugar de aprender a renunciar a ele com abnegação! Renunciar ao ego não significa perder valor diante dos olhos do cônjuge. Essa renúncia deve conduzir ao desenvolvimento do nós e a uma real harmonia matrimonial.

Alguém colocou a questão da seguinte forma: “Não exija que seu cônjuge seja o primeiro a construir o nós; isso só serviria para elevar o seu eu. Você só encontrará o nós renunciando ao seu eu”. A chave do amor se chama: Para você.

De onde recebemos força para viver tal padrão no casamento? Do Senhor Jesus que nos redimiu. Ele nos mostrou o que é viver colocando os outros em primeiro lugar e deseja ajudar os Seus a fazer o mesmo. Sigamos as pegadas dEle e contemos com a ajuda do Espírito Santo. Dessa maneira a nova vida que recebemos quando nos convertemos ao Senhor Jesus pode se desenvolver. E é o caminho para a felicidade e satisfação que tantos casais almejam.

Dica: Ouça um podcast relacionado em Irmaos.com


Casamento.

Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari, Marcelo Mathias, Naara e Giuliano Barcelos reúnem-se para falar de um tema há tempos prometido: casamento. Agora como o Marcelo está casado e na companhia de sua esposa já podemos falar sobre a bênção que o casamento é para aqueles que temem a Deus. Ouça e se divirta com um dos programas mais malucos (e longos) já gravados por essa galera!

Orgulhosos por convicção.

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O que temos e somos de fato, nada significa para Deus. Quantas vezes tentamos com palavras reforçar a ideia de que somos bons, de que temos feito algo relevante ao próximo. Queremos dizer ao mundo que, de alguma forma, fazemos a diferença, quer seja em casa, no trabalho ou até mesmo na igreja. Mas a verdade é que muitas vezes queremos pintar essa tela e colocar a venda, pois sempre tem alguém para comprá-la.

O que vejo hoje em dia é a quantidade de pessoas, que por algum motivo inexplicável, busca amigos sem tê-los, busca segredo sem zelo, busca amor sem entrega, busca verdade com mentira.

Essas pessoas, aparentemente, são felizes, têm amigos, tem repertório, lêem bons livros, são dotadas de algum dom especial, criativas e comunicativas conseguem surtir o efeito desejado na vida dos outros, mas o que aprendi com elas é que o dinheiro não traz felicidade, que amigos não devem ser usados, que ser culto não é o mesmo que ser inteligente, que por mais que tenha dons se não tiver amor nada faz sentido, que ser criativo e comunicativo demais leva ao descontrole.

Mas vivemos assim, querendo causar boas impressões, desfilando com as melhores 'grifes', falando de marcas famosas, buscando as melhores poses para a foto (pode ser aquela do orkut, porque não?). Somos exibicionistas por natureza e orgulhosos por convicção.

Deveríamos lembrar que tudo o que temos, somos e fazemos, não são o bastante para expressar o amor a Deus. Pode sim, em algum momento, suprir a ausência de amor, de carinho, da figura paterna. Pode alcançar multidões e enganar multidões. Pode, por objetivo, alcançar e enganar uma dúzia de pessoas, mas a verdade é que tudo não tem o menor sentido para Deus, Ele não depende dessas atitudes para nos abençoar.

Na maioria das vezes somos tão hipócritas!

"... porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia." Mateus 23:27

Feliz dia dos namorados!

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"Não é fácil, não pensar em você. Não é fácil, é estranho. Não te contar meus planos, não te encontrar. Todo o dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo é, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado. Na verdade, eu preciso aprender. Não é fácil, não é fácil." Marisa Monte.

Pois é Virgínia, não foi fácil, foi estranho, não te contar meus planos, não te encontrar. Até o dia em que te encontrei, lembra?!

Você tem sido muito mais do que eu podia imaginar. Agradeço a Deus por tê-la em meus braços, por me fazer feliz, por me suportar.

Hoje, como no dia do seu aniversário, digo que nesses 10 anos constatei que você é uma mulher extraordinária. Me emociono todas as manhãs ao acordar e te ver. Sempre está ao meu lado, seja em qualquer situação.

Embora eu pareça, as vezes e somente as vezes, ter um coração de pedra, saiba que me orgulho por você ser assim quem você é, por batalhar e conquistar sem precisar passar por cima de ninguém (recado dado!).

Mulher de fibra, corajosa, fiel, que edifica, que honra, que chora, poderosa, meiga, linda, neurótica (essa é do Cócegas! rs), sincera (até demais), verdadeira, honesta, filha exemplar, irmã compreensiva, tia compulsiva (da Babi), louca, rebelde, chique, mãos de mel (como cozinha bem...rs), mulher do Melo, logo, logo mãe exemplar (amém?).

Você é a minha metade, somos um em três! Te amo sempre!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Contingência e o vôo 447.

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O mundo está em choque. De novo a contingência mostra sua cara na tragédia do vôo da Air France. Vale lembrar: contingência significa que os acontecimentos não são sempre necessários. Quando ocorre alguma coisa sem uma razão que a explique ou justifique. Contingência gera imprevisto; fatos que escapam à engrenagem da causa e do efeito. Um avião cai porque o mundo é contingente, não porque tenha sido vítima do destino ou de um plano de Deus.

Diz-se no senso comum que as pessoas só morrem quando chega a hora. Caso isso fosse verdadeiro, o destino reuniu em uma aeronave as pessoas que deveriam morrer naquele dia. Isso daria à fatalidade um poder apavorante. Impossível pensar que gente de mais de trinta países entrou no vôo 447 sem saber que obedecia a uma força cega, que determinava aquele como o último dia de suas vidas.

Igualmente, acreditar que Deus permite a queda do avião porque tem algum propósito, soa esquisito. Cada pessoa, com histórias, projetos, sonhos, foi arrancada da existência para que se cumprisse qual objetivo? Um objetivo macro? Isto é, para que a humanidade aprendesse ou se arrependesse? Isso faria com que as biografias fossem descartáveis, desprezíveis. O Divino Oleiro, sem precisar se explicar, afogaria tanta gente para conduzir a macro história para o fim glorioso? Sim? Mesmo que exista esse deus, eu não o quero.

Também, algumas pessoas aceitam que Deus tem um plano para cada morte individual. Verdade, ele é Deus, tem todo o poder e é capaz de reunir, em um só lugar, quem deveria morrer. Mas também é bom. Então todos os passageiros foram eleitos para cumprir qual bem? Satisfaz pensar que o bem de ceifar tantas vidas, mesmo sem nenhum sentido do lado de cá, está garantido na eternidade? (Deus sabe o que faz?!?!) Como explicar tal conceito para pais, filhos e parentes desolados? Todos acorrentados à trágica realidade que lhes roubou de seus queridos.

A ideia de que Deus tem um plano para cada morte se esvazia diante dos números. Um avião caiu, mas o que dizer dos incontáveis acidentes de todos os dias? O que dizer das balas perdidas que aleijam transeuntes? E dos erros médicos ou dos acidentes de trânsito? Recentemente uma senhora de nossa comunidade caiu da laje da casa em construção. Ela fotografava a obra para que a filha ajudasse com as despesas do acabamento. Quebrou a coluna e ficou paraplégica. A última explicação que se poderia dar é que Deus tinha um plano em deixá-la paralítica.

Jesus nunca cogitou o mundo sem contingência. Pelo contrário, não atrelou a queda de uma torre aos desígnios divinos; não disse que a cegueira do homem era consequência causal das ações interiores, dele ou de seus pais; advertiu que os seus discípulos enfrentariam tempestade, aflição e morte.

Contingência é o espaço da liberdade, portanto, da condição humana. Sem contingência nos desumanizaríamos. A consciência do risco de adoecer e da imprevisibilidade da morte súbita é o preço que pagamos por nossa humanidade.

O desastre do avião mostra a inutilidade de pensar que o exercício correto da religião e a capacidade tecnológica mais excelente sejam suficientes para anular a contingência. Nossa vida é imprecisa e efêmera. Portanto, vivamos intensamente. Cada instante pode ser o último – Carpe Diem!

Soli Deo Gloria

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sentimento de amor:

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O que há por trás?
Por Levi Bronzeado - Ensaios & Prosas

“Eu te amo meu amor”. Quantas vezes recitamos e ouvimos essa frase “clichê” pela vida afora. Quantas vezes a palavra “amor” está sendo repetida por esse mundão de Deus, agora mesmo, quando me debruço para escrever sobre o que sutilmente se encontra por trás desse tão falado e decantado afeto.

Quero falar do sentimento de amor que se confunde com o senso de “poder”. O poder intuitivo de dominar o outro, de tomar posse do outro. Afeto esse, que na maior parte das vezes não se torna consciente, por se encontrar escondido nas instâncias mais obscuras e profundas do nosso ser.

Será que ele mentiu quando disse que a amava tanto, que não podia viver sem ela?.

Será que traduzindo em miúdos, o “amor”, para o galanteador, não se resume a um mero sentimento de posse, o desejo possessivo de ter uma pessoa transformada em instrumento ou objeto em suas mãos?.

Às vezes, dizemos que amamos a esposa, o filho, o empregado de casa, ou mesmo um mendigo de rua, sem se ater a uma reflexão mais criteriosa. Reflexão essa, que pode simplesmente desembocar na constatação de que esse “amor” não passa de um sentimento de gratidão, por essas pessoas terem se tornado objetos de nossa dominação. Então, imaginamos que dominamos àquelas vidas, pelo simples fato de “amá-las” muito; na verdade, “as amamos” porque as dominamos.

Por vezes, aprisionamos nossos filhos em gaiolas douradas, e dizemos para nós mesmos: “é para sua proteção”. Racionalizamos que essa preocupação natural é “amor”. No entanto, essa percepção não passa de uma dominação ou propriedade.

O resultado é que quando o filho cresce, o que fica plantado nele é o receio de amar, pois o amor para ele, subtende-se, que é ficar preso e obstado. O amor que trava a liberdade não é amor, é possessão.

Infelizmente, em nossa cultura tratamos os outros como mercadoria. Achamos que para adquiri-los basta que eles fiquem dependentes de nós. Erich Fromm ─ o grande humanista da filosofia clássica alemã, escreveu: “Só há um sentido para a vida: o próprio ato de viver”.

Poderemos até pensar que a educação ensina a amar. Educar como se doma um animal, nunca vai fazer nascer na criança o sentimento do amor. Não podemos negar que, na grande maioria das vezes, o que as crianças aprendem na escola, são modos de representação para indicar para sociedade que elas gostam e aprovam aquilo que foi infundido em suas mentes. Tanto os pais, como os professores ensinam a criança a ser indiscriminadamente amistosa, como os trejeitos ensaiados de como sorrir e tagarelar.

Então, em suma, o que se esconde por trás desse amor artificialmente imprimido?

Escondem-se a jovialidade e a cordialidade adquiridas e expressas no que denominamos: “bons modos sociais”, ditas em outras palavras: “reações condicionadas”. E nós, os pais, ficamos na incumbência de ligar e desligar o interruptor dos nossos autômatos filhos.

Por outro lado, a religião corrobora com todo esse mecanismo de dominação, ao ensinar a esconder os próprios sentimentos. Os atos psíquicos originais da criança, através de subornos, são substituídos por meros clichês de convivência social. Sem poder expressar os seus sentimentos, o ser em formação vai se adaptando a um regime de escravidão psicológica dentro de um mundo ilegítimo e estéril.

Ela, a criança, aprenderá no mínimo, que AMAR, é ter que dominar o outro, e submetê-lo aos seus próprios poderes.

Como haverá lugar para o amor, se o mais alto valor humano é o sucesso? Como haverá lugar para o amor se em nossa vida diária o objetivo principal é nos transformarmos em um mero instrumento de competição dentro de uma máquina que nós mesmos construímos? É no meio dessa engrenagem chamada “sociedade” que tudo se confunde: desejo se confunde com fé; dependência se confunde com benevolência; ações egoístas se confundem com amor e altruísmo.

Vivemos dentro dos meandros de um amor utilitarista que depende da aprovação alheia ─ que faz o homem perder a sua identidade, alienando de si mesmo. É essa alienação constituída pela indiferença a si próprio e aos outros, que faz deitar raízes maléficas em toda a nossa cultura secular.

Não há dúvida de que há muita inverdade e artificialidade por trás daquilo que tão “humanamente” denominamos de “amor”. O escolástico Hugo de São Victor (século XI), à respeito do amor desinteressado, assim se pronunciou: “[...]Pois o que é amar, senão querer possuir a quem se ama? Na realidade não procuras outra coisa em troca de teu amor, e no entanto procuras e desejas algo naquilo mesmo que amas”.

O Apóstolo Paulo no final de seu memorável sermão sobre o amor, disse: “Agora vemos em espelho, de maneira obscura [...];” (I Coríntios 13 :12)

Está escrito: “o amor é paciente, é benigno. O amor não inveja, não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo suporta, nunca falha [...]” (I Coríntios 13). Nesse mesmo capítulo fala-se de fé e esperança. Esperemos então esse verdadeiro sentimento pleno de amor. “Um dia o veremos face a face” ─ disse o apóstolo Paulo, resignadamente.

Peçamos a Deus que nos dê de sua graça e estenda a sua misericórdia sobre nós, pois, somos reles humanos, vendidos como escravos ao pecado. Quanto mais lutamos para conhecer esse amor em toda a sua plenitude ─ do qual Cristo foi portador ─ mas afundamos dentro de nossa desprezível pequenez. “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” ─ foi a resposta Divina dada a Paulo num momento em que ele se deixou levar pelo “poder” da exaltação.

Mas, finalmente, o que há por trás desse sentimento de amor que permeia nossa vida de relação? Será que existe em nós uma verdade latente que resistimos em aceitá-la? Será que não estamos a confundir o sentimento de amor com os nossos discursos amorosos, provisórios e às vezes antagônicos, em relação ao outro? Será que por trás desse discurso afável, de belos gestos e belas palavras, não se escondem odiosos pensamentos e os mais repulsivos intentos? Será que o poder racional de convencimento, que manejamos tão bem, não é uma “meia verdade” que se oculta por trás do nobre sentimento de amor, que tanto se fala, se canta, e se declama em versos, ensaios e prosas?

“...porque o AMOR é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme.”
(Cantares de Salomão 8: 6)

Enquanto pôde...

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... fez tudo o que podia.



Comoção no velório em Pelotas
Fonte: Zero Hora de 24 de Março de 2008.

O acidente que causou a morte de quatro mulheres da mesma família na manhã de sábado, em Pelotas, interrompeu precocemente uma vida dedicada a ajudar os outros. A estudante Andressa Barragana, 14 anos, viajava pelo país com a Igreja Adventista para dar testemunhos de fé a outros jovens. Por causa deste trabalho, era uma personagem reconhecida nacionalmente entre os membros da igreja.

- Era uma menina que vivia para ajudar as pessoas - disse Andressa Paiva, mulher do pastor Yuri Ravem, da Igreja Adventista do 7º Dia do Vasco Pires, frequentada por Andressa.

A adolescente foi sepultada no final da manhã de ontem junto a avó paterna, Vera Regina Barragana, 56 anos, a tia Adriana Barragana, 30 anos, e a prima Natasha Barragana, sete anos, no Cemitério São Lucas. A família morreu em uma colisão na manhã de sábado no km 522 da rodovia Pelotas-Canoas (BR-116), em Pelotas. O carro era dirigido por André Barragana, 36 anos, pai de Andressa, que se feriu no acidente. Outro primo, Jonathan Barragana dos Santos, sete anos, que também estava no veículo, sofreu lesões leves.


Andressa conduziria culto Adventista de Páscoa

Andressa tinha uma agenda cheia de segunda a sexta-feira. Assumia, de forma voluntária, compromissos que iam de atividades em asilos até aulas de artes manuais para ajudar pessoas do bairro a aumentarem a renda.

Era tão dedicada ao trabalho voluntário que, no Carnaval, tomou uma decisão que quase a fez brigar com a mãe: resolveu que sacaria todo o dinheiro de sua poupança - que seria investido na festa de 15 anos, em Agosto - para ajudar jovens da igreja a participar de um retiro em São José do Norte, no sul do Estado.

- Ela disse: "Minha festa de 15 anos será no céu" - contou Andressa Paiva.

Desde a sexta-feira, a mãe da menina, Simone, estava na casa do pai, na zona rural de Pelotas, onde a família celebraria a Páscoa. No local, um culto adventista seria conduzido por Andressa. Era para a chácara que o marido de Simone se dirigia com o carro cheio quando aconteceu o acidente.

Vera Regina trabalhava como voluntária numa comunidade católica do bairro Areal, em Pelotas. Adriana estava desempregada e era pensionista. Natasha era estudante da 1ª série do Ensino Fundamental da Escola Lélia Almes, também no Areal. O acidente foi uma tragédia para a comunidade do bairro Areal e para os membros da igreja. Centenas de pessoas compareceram ao velório, entre elas o presidente da Igreja Adventista do Rio Grande do Sul, Elias Zanotelli.

A cerração pode ter contribuído para o acidente. Segundo Simone, o marido queixou-se de que havia neblina sobre a estrada. Segundo a Polícia Civil, André Barragana não tinha carteira de habilitação. O condutor deverá ser indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). Procurado pela reportagem, André disse que não estava com a carteira no momento do acidente, mas não se manifestou sobre a existência do documento.
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