terça-feira, 16 de junho de 2009

Coxos na alma - Atos 3.2-8.


"Ao lermos este texto vamos observar um homem aleijado pedindo esmolas na porta do Templo. Se nos aprofundarmos mais na interpretação veremos que ele não tinha apenas uma deficiência física, mas uma deficiência na alma. Uma falta de entusiasmo e motivação que revelavam um espírito deprimido e abatido, fato que, geralmente, encontramos na maioria dos deficientes físicos. O vs. 4 menciona que ele vivia com o olhar disperso e de cabeça baixa."

Vendo aquela situação qualquer pessoa que passasse por aquele coxo tão pouco pararia para dizer: O que este homem tem para me oferecer? Como se não bastasse sua deficiência que já atrapalhava sobre maneira o modo de se locomover, aquele homem sofria pela exclusão social, pelo preconceito e pela discriminação religiosa. Aquele homem tinha diversos motivos para viver deprimido e abatido, a realidade daquele homem era cruel.

Porém, surgiram na vida daquele homem Pedro e João. Homens de oração que “não tinham muito a oferecer” àquele coxo. Mas o que tinham era o suficiente para causar uma transformação radical em sua vida: Poder de Deus!

Encontramos hoje na igreja diversas pessoas que estão em situação semelhante à daquele coxo. Pessoas que vão à igreja, participam de um departamento e se envolvem nas atividades eclesiásticas no entanto, estão sempre com as mãos estendidas como as daquele coxo na porta do Templo. Pessoas que estão “deficientes em sua mente”. Pessoas que não entenderam ainda o propósito de Deus para suas vidas e acham que a vida do crente resume-se em freqüentar a igreja. Ao lermos Rm 12.2 e Mt 5.13-14 veremos que Deus além de nos abençoar tem para nós um chamado, uma tarefa de contagiar este mundo com seu poder e sua Palavra. Somos salvos para ser e dar exemplo a todos que nos rodeiam. Somos chamados para conquistar e implantar as boas novas de Jesus a todas as nações da terra.

Segundo Joel Comiskey, um teólogo americano e precursor de uma igreja em de grupos familiares em Quito no Equador: “Se temos realmente 2,5 bilhões de cristãos em todo mundo, onde estão as mudanças sociais, econômicas e políticas esperadas?”

De fato, se temos tantos cristãos “assumidos” e espalhados por todo o planeta por que ainda vivemos envoltos em perversidades e a beira do caos moral e social? Será que a igreja não está se omitindo da sua real posição de evangelizar? Será que o luzeiro se apagou? Será que não estamos “coxos na mente”?

Como vemos na vida do coxo no livro de Atos, assim que este fora curado entrou no templo saltando e dando glória a Deus por sua cura e testificando com louvores o que Deus havia feito com ele. Evidente que este homem não tinha a experiência que João e Pedro tinham em evangelizar, por isso, logo se apegou a eles. Todavia isto não o isentava de testemunhar o que Deus havia feito por ele. Testemunhar do amor de Cristo e de sua maravilhosa misericórdia; foi isso que ele fez. Aquele homem estava num estado mental de fé e alegria, é o que chamamos de “primeiro amor”.

Não era necessário um curso teológico ou uma profunda experiência de anos de convivência com os discípulos para testemunhar. Na simplicidade de seu testemunho ele fez a diferença em seu contexto de vida e não era apenas um ex-coxo no físico era “ex-coxo na mente”. Ele tornou-se um crente novo homem, contagiando com suas palavras todos aqueles que por ele passavam. Alguém que dizia: Vale a pena servir este Deus, vale a pena falar dele, vale a pena, vale a pena, vale a pena...

Devemos entender que testemunhar de Jesus e do que ele fez em sua vida é a maior de todas as bênçãos. É iluminar o mundo com a luz que Deus projeta em nós é trazer soluções aos problemas mais diversos de nossa vida é viver feliz, é agradar a Deus é viver em sabedoria - Pv 11. 30.

Por isso, não deixe apagar o espírito do primeiro amor em sua vida! Testifique do Senhor e assim realmente entenderá os benefícios desta ação na sua vida e perceberá o quanto Ele quer realizar através de você.

Aquele que só pede e nunca têm para oferecer certamente está “coxo na alma”.

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