quarta-feira, 10 de junho de 2009

Enquanto pôde...

... fez tudo o que podia.



Comoção no velório em Pelotas
Fonte: Zero Hora de 24 de Março de 2008.

O acidente que causou a morte de quatro mulheres da mesma família na manhã de sábado, em Pelotas, interrompeu precocemente uma vida dedicada a ajudar os outros. A estudante Andressa Barragana, 14 anos, viajava pelo país com a Igreja Adventista para dar testemunhos de fé a outros jovens. Por causa deste trabalho, era uma personagem reconhecida nacionalmente entre os membros da igreja.

- Era uma menina que vivia para ajudar as pessoas - disse Andressa Paiva, mulher do pastor Yuri Ravem, da Igreja Adventista do 7º Dia do Vasco Pires, frequentada por Andressa.

A adolescente foi sepultada no final da manhã de ontem junto a avó paterna, Vera Regina Barragana, 56 anos, a tia Adriana Barragana, 30 anos, e a prima Natasha Barragana, sete anos, no Cemitério São Lucas. A família morreu em uma colisão na manhã de sábado no km 522 da rodovia Pelotas-Canoas (BR-116), em Pelotas. O carro era dirigido por André Barragana, 36 anos, pai de Andressa, que se feriu no acidente. Outro primo, Jonathan Barragana dos Santos, sete anos, que também estava no veículo, sofreu lesões leves.


Andressa conduziria culto Adventista de Páscoa

Andressa tinha uma agenda cheia de segunda a sexta-feira. Assumia, de forma voluntária, compromissos que iam de atividades em asilos até aulas de artes manuais para ajudar pessoas do bairro a aumentarem a renda.

Era tão dedicada ao trabalho voluntário que, no Carnaval, tomou uma decisão que quase a fez brigar com a mãe: resolveu que sacaria todo o dinheiro de sua poupança - que seria investido na festa de 15 anos, em Agosto - para ajudar jovens da igreja a participar de um retiro em São José do Norte, no sul do Estado.

- Ela disse: "Minha festa de 15 anos será no céu" - contou Andressa Paiva.

Desde a sexta-feira, a mãe da menina, Simone, estava na casa do pai, na zona rural de Pelotas, onde a família celebraria a Páscoa. No local, um culto adventista seria conduzido por Andressa. Era para a chácara que o marido de Simone se dirigia com o carro cheio quando aconteceu o acidente.

Vera Regina trabalhava como voluntária numa comunidade católica do bairro Areal, em Pelotas. Adriana estava desempregada e era pensionista. Natasha era estudante da 1ª série do Ensino Fundamental da Escola Lélia Almes, também no Areal. O acidente foi uma tragédia para a comunidade do bairro Areal e para os membros da igreja. Centenas de pessoas compareceram ao velório, entre elas o presidente da Igreja Adventista do Rio Grande do Sul, Elias Zanotelli.

A cerração pode ter contribuído para o acidente. Segundo Simone, o marido queixou-se de que havia neblina sobre a estrada. Segundo a Polícia Civil, André Barragana não tinha carteira de habilitação. O condutor deverá ser indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). Procurado pela reportagem, André disse que não estava com a carteira no momento do acidente, mas não se manifestou sobre a existência do documento.

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