quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quantos pregos você já pregou?

Autor desconhecido.

“Quando menino eu era traquinas, rabugento, respondia a tudo que me dissessem e não contribuía, absolutamente, para que nossa casa fosse um paraíso. Muito pelo contrário!

Meus pais me aconselhavam com paciência infinita e com muito amor sem que eu, entretanto, seguisse os seus conselhos.

Um dia papai me chamou para conversarmos. Eu tinha feito diabruras de toda espécie e pensei que ele tinha perdido a paciência e ia, ou dar-me uma surra, ou um castigo e uma repreensão.

Ele, todavia, não fez nada disso. Não parecia aborrecido e simplesmente me disse: - Filho, eu percebo que você não tem ideia do que é a sua conduta. Mas pensei em algo que poderá lhe mostrar isso muito bem. É uma brincadeira, mas poderá lhe ajudar muito. Venha comigo.

Levou-me à sua improvisada oficina de trabalho. Lá dentro falou-me:
Veja tenho aqui uma tábua nova, lisa e bonita. Todas as vezes que você desobedecer ou tiver uma ação indevida, espetarei um prego nela.

Pobre tábua! Em breve estava crivada de pregos! Mas, a cada vez que eu ouvia meu pai batendo o martelo, sentia um aperto por dentro. Não era só a perda daquela tábua tão bonita, aquilo era, também, uma humilhação que eu mesmo me infringia.

Até que um dia, quando já havia pouco espaço para outros pregos, eu me compadeci da tábua e desejei de todo o coração, vê-la nova, bonita e polida como era. Fui correndo fazer essa confissão a meu pai e ele, fingindo ter pensado um pouco, me disse: - Podemos tentar uma coisa. De cada vez que você se portar bem, em qualquer situação, eu arranco um prego. Vamos experimentar.

Os pregos foram desaparecendo até que, ao fim de certo tempo, não havia nenhum! Mas não fiquei contente. É que reparei que a tábua, embora não tivesse pregos, guardava as marcas deles.

Discuti isso com meu pai que me respondeu: - É verdade, meu filho, os pregos desapareceram, porém as marcas nunca poderão ser apagadas. Acontece o mesmo com o nosso coração. Cada má ação que praticamos deixa nele uma feia marca. E mesmo que deixarmos de cometer a falta, a marca fica lá: é a culpa.

Nunca mais me esqueci daqueles pregos e da tábua lisa e polida, cuja beleza foi inapelavelmente destruída. E passei a tomar muito cuidado para que a sensação da culpa não marcasse daquela forma o meu coração.

* Faz pelo menos uns 12 anos que ouvi pela primeira e única vez essa mensagem. Minhas impressões... nossas atitudes deixam marcas, em alguns casos marcas profundas, mas talvez tais marcas sejam necessárias para que possamos crescer como ser humano, entender que todos agem de acordo com seus instintos e tentar amenizar ao máximo a dor causada pelos pregos. O fato é que sempre pregaremos, mais e mais, e ainda que alguém venha tirar esses pregos, somente Ele, em Seu tempo, é quem fará isso com perfeição.

Um comentário:

Debora Zibordi disse...

Olá, Rodrigo, tudo bem?
Estou passando por aqui para deixar meus parabéns por este blog tão lindo e recheado com as maravilhosas preciosidades da Palavra de Deus.

Que o Senhor te conserve este servo dedicado e que nos edifica a cada nova postagem.

Obrigada pela visita em meu blog. Já sou uma seguidora do seu!

Que Deus te use e abençoe ricamente o seu ministério.

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