quinta-feira, 23 de julho de 2009

Medo sem razão.

Por Rodrigo Sampaio do Digo ou Blogo?

Sabe naqueles dias que você começa a escrever um texto, e apaga? Torna a escrever de novo e apaga mais uma vez. Desfaz, refaz, minimiza, maximiza, restaura, fecha, abre…

Não sei se isso é sinal de que há muito a se falar e falta de meios para organizar as idéias. Ou simplesmente reflete o fato de que não se tem nada de relevante para escrever a respeito.

É como quando você hesita diversas num sábado à noite antes de sair. Olha para a cama, e resolve ligar para perguntar quem vai com certeza, quem talvez apareça, como vão, se tem carona, previsão de retorno, preço…

Não é falta de vontade, mas no fundo você está querendo prever a finalidade, a utilidade, se valerá a pena. Coisa que você jamais descobre ficando no sofá. Sempre há uma opção melhor do que o essa. A cama que seja, ou janelas de MSN.

Há hesitação a todo o momento: ao acordar e pensar no dia sofrido da segunda-feira, checar os e-mails, fazer um telefonema, conversar com o chefe, decidir o local do almoço, o que comer no almoço, a vida nos pergunta o que faremos dela a todo momento.

E o problema não está na tomada de decisão: escrever ou não, ligar ou não, sair ou ficar. O problema é o medo que guia as escolhas. Por medo, não escrever, não ligar e não sair. Aquele medo sem razão. Qual o problema? O que de pior pode acontecer?

E a vida vai não acontecendo: num rascunho rasgado, numa conversa evitada, numa dança recusada, no convite declinado, no beijo negado…

Ficando refém do medo sem razão.

Um comentário:

Fabio Faith disse...

Excelente Post
God bless U

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