segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A unção de Rick Warren ou a unção do Apóstolo Paulo?

O apóstolo Paulo fez quatro viagens missionárias, entre Israel, no Oriente Médio, e a Europa. Tal qual hoje, era uma interação em regiões de culturas religiosas altamente inflamáveis.

Mas como discípulo daquele que é o Príncipe da Paz, por onde andava, Paulo semeava a paz. A missão dele era promover parceria entre as religiões a fim de combater as guerras, a pobreza, a corrupção, as doenças e o analfabetismo.

O trabalho de Paulo era extremamente difícil, pois a ONU — sem mencionar o Rev. Moon — ainda não havia nascido, com sua Iniciativa das Religiões Unidas. Una as religiões em parcerias para o bem, e a paz reinará neste mundo.

Na verdade, Paulo nunca agiu dessa forma, mas cristãos liberais e esquerdistas bem que gostariam que ele tivesse tido tal mentalidade.

E se Paulo fosse um pastor famoso dos nossos dias? Ele seguiria ou não uma teologia de “paz e harmonia com tudo e com todos” se vivesse em nossa geração? Ele sacrificaria uma estratosférica reputação secular arriscando fazer a vontade de Deus, que muitas vezes está na contramão da sociedade e dos sistemas religiosos? Ou ele agradaria a todos, a fim de conservar uma boa imagem diante do público e garantir o sucesso televisivo?

Não dá para saber exatamente o que Paulo faria em nossos dias, mas certamente dá para ver o que pastores famosos estão fazendo hoje.

Dias atrás, Rick Warren conseguiu de novo.

Ele participou de um importante evento muçulmano, onde pediu parceria entre muçulmanos e cristãos para combater as guerras, a pobreza, a corrupção, as doenças e o analfabetismo.

Por onde passa, Warren deixa em seu rastro paz e harmonia entre diferentes religiosos.

Não é errado nem pecado querer a paz. Mas quando o Evangelho verdadeiro entra num lugar, Jesus diz o que acontece:

“Vocês pensam que eu vim trazer paz ao mundo? Pois eu afirmo a vocês que não vim trazer paz, mas divisão. Porque daqui em diante uma família de cinco pessoas ficará dividida: três contra duas e duas contra três. Os pais vão ficar contra os filhos, e os filhos, contra os pais. As mães vão ficar contra as filhas, e as filhas, contra as mães. As sogras vão ficar contra as noras, e as noras, contra as sogras.” (Lucas 12:51-53)


O apóstolo Paulo é prova dessa verdade. Suas atividades missionárias lhe custaram experiências bem distantes de “paz e harmonia”. Paulo mesmo diz:

“Tenho sido chicoteado… e muitas vezes estive em perigo de morte. Em cinco ocasiões os judeus me deram trinta e nove chicotadas. Três vezes os romanos me bateram com porretes, e uma vez fui apedrejado. Três vezes o navio em que eu estava viajando afundou, e numa dessas vezes passei vinte e quatro horas boiando no mar. Nas muitas viagens que fiz, tenho estado em perigos de inundações e de ladrões; em perigos causados pelos meus patrícios, os judeus, e também pelos não-judeus. Tenho estado no meio de perigos nas cidades, nos desertos e em alto mar; e também em perigos causados por falsos irmãos. Tenho tido trabalhos e canseiras. Muitas vezes tenho ficado sem dormir. Tenho passado fome e sede; têm me faltado casa, comida e roupas.” (2 Coríntios 11:23-27)


Olhando para o confortabilíssimo sucesso midiático adquirido no mundo, alguém como Warren teria muita dificuldade de se enveredar pelos caminhos espinhosos, intranquilos e desconfortáveis de Paulo. Ele preferiria se envolver nos assuntos da moda — aquecimento global, AIDS, etc. —, sem ofender ninguém.

Um Paulo provoca “transtornos”, seja no primeiro século ou no século 21. Um Warren que faz sucesso no mundo secular e religioso do século 21 com sua mensagem de “parceria entre todos” teria dificuldade de fazer o mesmo sucesso no primeiro século?

Evidentemente, o mesmo mundo que rejeitava Paulo há 2.000 anos o rejeitaria hoje. Paulo simplesmente não sabia se envolver nos assuntos da moda e promover parceria entre diferentes religiões para combater a fome, guerras, etc. O que ele acharia de receber um pouco da “unção de Warren”?

Não se sabe se Warren está agradando a Deus com seus agrados aos grandes, aos poderosos e aos religiosos. Mas sabe-se com certeza que Paulo agradava a Deus e não agradava aos grandes, aos poderosos e aos religiosos.

O que Rick Warren acharia de receber um pouco da “unção de Paulo”?

5 comentários:

Claudinha F. disse...

hmhmm, não sei, ainda acho o Julio Severo meio doido e fundamentalista.

Acho que isso não agrada a Deus, oq faria Jesus se tivesse no lugar de Paulo?

Rodrigo Melo disse...

Pensando [rs].... é verdade Claudinha.... o Julio Severo é meio doido... [rs], mas gosto de algumas (só algumas) postagens dele!

Outra coisa a se pensar é que vivemos momentos diferentes do Apóstolo Paulo, e por isso não condeno a atitude do Rick, mesmo porque não sei o que motiva suas ações, se um coração quebrantado ou o dinheiro, mas isso não vem ao caso!

O interessante é que por muitas vezes não somos nem como Paulo e nem como Rick, muitas vezes não somos nem nós mesmos! (falo por mim!)

Abçs!

Claudinha F. disse...

Concordo Rodrigo e apesar de que a palavra religião tenha o significado de religar o homem com Deus(acho q é assim, né?), hj em dia religião é uma coisa completamente diferente e fica dificil defender qualquer coisa.

E pelo jeito que Julio fala, ele certamente seria um dos conselheiros pró-guerra do Bush, fazendo o papel de Max Lucado melhor que qualquer um, ao menos é essa imagem que ele me passa.

Nessas horas viro Paiva Neto, quero paz para os homens de boa vontade rsrsrs

E então, chego a conclusão que ou eu sou crente das ruins ou sou ecumenica das boas. rsrs

Wesllão F. S. Nogueira disse...

O evangelho de Cristo deve ser priorizado, acima de tudo. Se isso vai contra os ditames mundiais do que é a "paz", sorry.

[C. R.] O Cristão Revoltado! disse...

Claudinha, a imensa maioria de nós, cristãos, desconhece o significado real do fundamentalismo cristão. É uma pena que tenhamos uma visão tão negativa de um termo que todos nós deveríamos usar com orgulho.

Leia as crenças dos fundamentalistas e me diga do que você ou outra pessoa cristã deveria se envergonhar de se dizer uma fundamentalista, a não ser, única e exclusivamente pelo fato de este termo ter sido proprositalmente distorcido nas últimas décadas:

1) Inerrância das Escrituras
2) Nascimento Virginal de Cristo
3) Expiação Vicária de Cristo
4) Ressurreição Corpórea e Segunda Vinda de Cristo
5) Historicidade dos milagres

Fundamentalismo cristão não tem nada a ver com "guerra santa", "homens-bomba" ou outras figuras que permeiam o nosso "imaginário hollywoodiano" a respeito do termo.

Em uma frase: "ser um fundamentalista é não negociar o inegociável" (Dave Hunt). A Palavra de Deus é o "inegociável" em questão.

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