terça-feira, 17 de novembro de 2009

O poder da intercessão.

Por Charlene Campos

Êxodo 17:8-16

Certo dia uma pessoa perguntou ao evangelista Billy Graham, qual o segredo de seu sucesso na evangelização? Ele disse: “Vou te mostrar”. Levou a pessoa numa sala onde um grupo estava orando por ele e pela campanha evangelística. Então disse ele: “Está aqui”.

No texto bíblico acima, a situação era a seguinte. Moisés estava conduzindo o povo de Deus para a terra da promessa, mas os amalequitas os atacaram.
Moisés armou a estratégia (v.9-10) em duas direções. A primeira Josué, o general, deveria escolher homens e sair à guerra. A segunda iria com dois companheiros orar no monte, Moisés conhecia os perigos da guerra e a eficácia da intercessão.

O intercessor é aquele que se coloca entre Deus e as pessoas que estão precisando de ajuda, e luta em oração, até em agonia por eles.

A luta estava renhida, ora Josué vencia, ora Amaleque vencia, mas, isto era determinado no monte e não no campo de batalha, “Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque (v.11).

Parece um pouco estranho que a luta estava sendo decidida no monte e não na planície? O que acontecia quando Moisés levantava as mãos?
a) Os céus se moviam como resposta à intercessão.
b) Os anjos entravam no conflito em ajuda a Josué.

Conforme o texto de Êxodo 33:1-2; o Senhor prometeu enviar o Anjo do Senhor adiante do povo para lutar contra as nações cananitas. O certo é que Deus sempre move a sua poderosa mão em resposta à oração do seu povo. Ele determinou que faria maravilhas em resposta à oração, de gente consagrada à Ele. Deus pode fazer qualquer coisa pelo seu poder, mas prefere fazer em resposta à oração.

Moisés diz algo interessante no v.9; “...estarei no cimo do monte e o bordão (a vara) de Deus estará na minha mão”. Essa vara era mágica? Claro que não, apenas servia para Moisés se lembrar das promessas de Deus, dos feitos de Deus. A vara era um símbolo da ação divina. É sempre bom lembrar do que Deus fez no passado quando enfrentamos mais uma luta. Este texto também nos ensina que nossa vitória depende da ação divina, e que trabalhar, evangelizar e realizar eventos necessita das Bênçãos de Deus. O contrário também é verdadeiro, planejamento e muito trabalho sem oração, termina em frustração. A oração cria a atmosfera favorável à ação do Senhor e confirma nossa dependência Dele.

Outra verdade que salta do texto é que líderes e intercessores necessitam de apoio bem próximo.

Moisés orava levantando as mãos, mas seus braços cansavam, baixava as mãos e Josué ia perdendo terreno. Moisés e seus companheiros tiveram uma idéia: colocaram-no sentado numa pedra, e cada um sustentava uma de suas mãos, “assim ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol, e Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio da espada” (V. 12-13).
Deus nos ensina aqui a importância do trabalho em equipe, das diferentes partes do corpo de Cristo que dependem umas das outras. A vitória foi alcançada quando cada um fez a sua parte.

É assim na igreja, ninguém consegue fazer nada sozinho, nem o grande Moisés conseguiu. Somos dependentes uns dos outros, Jesus nos ensina “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18:20). Não quer dizer que não devemos orar sozinho, mas que quando acompanhados nossa oração tem mais poder.

Também não é apenas levantar as mãos e orar. Paulo nos instrui “Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem iras e sem animosidade”. (I Tm 2:8)

Quem apareceu ao povo como grande vencedor? Certamente foi o líder Josué, mas Deus sabia onde foi conquistada a vitória.

A igreja precisa destes dois exércitos, a linha de frente: missionários, pastores, evangelistas, coordenadores, supervisores, líderes, auxiliares, hospedeiros, discipuladores, líderes dos ministérios e das organizações internas etc, e também da retaguarda: os intercessores. Todos nós precisamos ser pessoas de oração, mas alguns recebem um ministério especial de intercessão.

Neste mês temos a cantata e outros eventos menores. Vamos entrar na presença do Rei e receber vitória. Vamos lutar e orar e o nome do Senhor vai ser glorificado. Aleluia.

Um comentário:

Vilma disse...

Muito bom o teu texto.
Eu até penso que os intercessores não estão na retaguarda, e sim, na frente!
Apenas que não são visiveis a olhos humanos! :)
DTAarbou

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