quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Metamorfose do Will...

Bom, só tenho a dizer que esse post é um daqueles que invejamos por não ter escrito!

Parabéns para o Will que mandou muito bem, pois retratou sua 'metamorfose', e porque não dizer a nossa 'metamorfose'?, pois tenho a impressão de que muitos têm passado por isso.

A verdade é que não é fácil passar por esse processo, é uma decisão difícil, é um momento de luto, é um período de dor, mas... é necessário. Acho que é nesse momento que enterramos o velho homem de vez ... acho!

Agora, aproveitem a leitura a seguir e prestigiem o blog Celebrai do Will.

***
METAMORFOSE

Quanto mais o tempo passa, mais eu concluo que as pessoas não entenderam meu racha com o movimento popular evangélico. Pelo que percebo, eles, os poucos corajosos (talvez curiosos) que se arriscam em me perguntar sobre fé, acham que “apenas” mudei de igreja, ou que talvez tenha trocado de costumes, mas acho que nenhum deles percebeu que rompi doutrinariamente com a igreja. Sim, mudei de Deus, de céu, de inferno, de vida, de morte...., enfim a troca dos significados dos substantivos é tamanha, que para resumir o quadro de mudanças prefiro reunir toda a mudança numa palavra: metamorfose.

Aliás, podem me classificar como um desviado, pois embora continue acreditando que as instituições religiosas podem conseguir vivenciar o reino de Deus - a partir de um processo de desprendimento eclesiástico -, confesso que tenho consciência do grau de dificuldade destas e, portanto, permito-me crer num outro Deus e experimentar uma outra espiritualidade. Não faço questão de ser levado a sério por eles - os crentes -, tampouco obter aval de qualquer igreja constituída; não tenho a mínima preocupação de me enquadrar no estatuto de qualquer organização evangélica, quero apenas dizer que sou evangélico querendo eles ou não, crente, aprovando eles ou não, cristão, mesmo sem carteirinha de membro institucional. Sou porque vivo na fé da vida do Filho de Deus, e isso não me foi garantido por qualquer instituição, quem me deu foi o Pai, e nem o Diabo me rouba.

Minha consciência não me condena, meu coração não me acusa, minha mente não me aponta, sou do Filho e o Filho é meu Senhor, amigo, irmão e Deus - talvez isso seja o suficiente para esperar de Deus a coroa da vida. Quando me aproximo de Cristo, sou livre para chamá-lo de mano, cara, parceiro, companheiro, e a reverência não está em como chamo-o, mas em como amo-o. Conheço uma porção de pastores, bispos, apóstolos e padres, que chamam-no de Soberano, mas relacionam-se com Ele como ou a um tirano ou a um ídolo, de quem se suga tudo que se pensa ter direito ou se serve sem diálogo, dúvida, questionamentos e contingências.

A metamorfose acontece em mim, pois Ele, Jesus de Nazaré, é tudo em mim, pra mim e por mim, e em nada que faço, consigo fazer sem ser nEle. Agora não existe mais a boa e velha (religiosa) dicotomia: espiritual versus material. Agora tudo que faço é em Cristo e nada fora de mim.

Em Cristo, em quem sou uma metamorfose muito mais que ambulante,

Will

Um comentário:

Will disse...

Parabéns, Rodrigo! O post ficou melhor agora!rs

Tamu junto, manu. Vamu que vamu. Viva a liberdade da graça pela graça.

Feliz 2010!

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