quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quem?

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Quando Abraão se queixou a Abimeleque que os empregados dele haviam tomado à força um de seus poços, o rei de Gerar respondeu: “Não sei quem fez isso. Você nunca me falou nada, e esta é a primeira vez que estou ouvindo falar desse assunto” (Gn 21.26, NTLH).

Porque o culpado se esconde, porque ele costuma agir durante a noite, quando todos dormem, porque ele mente, porque ele é um lobo travestido de cordeiro ou de vovozinha -- ninguém o conhece, senão algum (ou muito) tempo depois.

Abimeleque não sabia qual dos seus empregados havia tomado à força um dos poços de Abraão. Nem Josué nem o povo de Israel sabiam o nome do israelita que havia quebrado a aliança e ficado com os despojos de Jericó. Nenhum dos apóstolos sabia qual deles estava traindo o Senhor. Nem o dono da plantação nem seus empregados sabiam quem havia plantado joio no meio do trigal.

A pergunta “Quem?” é pertinente. Logo no início da história humana, o Criador chegou bem perto da criatura nua e lhe perguntou à queima-roupa: “Quem lhe disse que você estava nu?” (Gn 3.11). João, o discípulo que estava mais próximo de Jesus durante a Ceia, perguntou-lhe: “Senhor, ‘quem’ é ele [o traidor]? (Jo 13.25). Paulo, cheio de indignação, perguntou às igrejas da Galácia: “Ó gálatas insensatos, ‘quem’ os enfeitiçou?” (Gl 3.1). Os ceifeiros perguntaram ao dono do trigal: “De onde será que veio este joio?” (Mt 13.27).

No caso dos despojos de Jericó, o culpado é Acã (Js 7.18). No caso do joio plantado no meio do trigo, o culpado só poderia ser algum inimigo (Mt 13.28), que Jesus identifica como “o próprio Diabo” (Mt 13.39). No caso da traição de Jesus, o traidor é aquele a quem o Mestre deu um pedaço de pão passado no molho, ninguém senão Judas, filho de Simão Iscariotes (Jo 13.26). No caso dos gálatas, os verdadeiros culpados são os judaizantes legalistas que haviam se infiltrado nas comunidades cristãs da Galácia para pregar outro evangelho (Gl 1.7). No caso da desconfortável nudez adâmica, o Criador não esperou a resposta de Adão e ele mesmo respondeu à sua pergunta com outra pergunta acusatória: “Por acaso você comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer?” (Gn 3.11, NTLH).

Mais cedo ou mais tarde, os verdadeiros culpados de todas as tragédias e guerras da história, desde o dilúvio até a derrubada das torres gêmeas, de toda injustiça, de toda perversão humana, de todos os escândalos políticos e eclesiásticos, e de toda dor e sofrimento terão seus nomes proclamados em alta voz. Nesse mesmo tempo, os primeiros e verdadeiros fazedores de boas obras, ainda não conhecidos porque se esconderam da publicidade ou porque foram propositadamente escondidos do público pela sociedade, também terão seus nomes mencionados sem alarde, de tal modo que a glória continuará sendo exclusivamente do Senhor!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Deus não liga ...

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... muito para o que oramos.

Pensei algo sobre Deus que me tem feito muito bem. Deus não leva muito a sério o que pensamos e dizemos. Não pode. Pensamos e falamos com tanta imprecisão que se o Altíssimo considerasse nossas orações e intenções estaria com sérias dificuldades em sua misericórdia. Seria o colapso da misericórdia divina ou da existência humana.

Na maravilhosa e citadíssima parábola do Filho Pródigo, há essa manifestação da indiferença amorosa de Deus. O filho que abandonou a casa do Pai para prodigalizar seu egoísmo, gastando tudo o que tinha, retorna com um pedido na ponta da língua: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teu empregados’. A reação do Pai é uma indicação incontestável de como Deus reage às nossas expectativas e súplicas. Ao tentar dizer o que queria ao Pai, o filho pródigo-culposo teve sua fala pulverizada pela indiferença bondosa do pai: ‘Mas o Pai disse aos servos: Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’

De tanto que ama não dá para levar a sério o que diz o filho. Sua alma culpada e instável torna suas palavras impotentes para comunicar o que realmente precisa.

Outro episódio que sugere com força essa desconsideração divina com nossas orações é o que descreve os conflitos de Jonas. Debatendo-se com a tarefa de profetizar à Nínive, o profeta vai parar no ventre de um grande peixe. De lá clama por livramento. De volta à vida, Jonas prega a condenação da cidade que quer ver destruída. Nínive se arrepende de sua maldade e Deus se arrepende de a ter levado a sério. Não mais será destruída a Nínive detestada pelo profeta. Em crise com a incoerente misericórdia divina, Jonas parece reivindicar que Deus o leve a sério e a sua lógica de justiça. Sua queixa é a de ver um Deus mais bondoso e propenso a perdoar que justo e disposto a punir. Parece não levar tanto a sério a vida incerta da pessoa humana.

Jonas ora de novo. Agora pede a morte. Alguns dias depois de pedir a vida. Quer viver quando suas expectativas ainda podem se cumprir. Quer morrer quando se vê impedido de impor sua lógica ao mundo. Quer viver quando Deus ainda pode ser dobrado à sua teologia. Quer morrer quando sua teologia é relativizada pelo próprio Deus.

Deus relativiza suas compreensões teológicas quando faz a brincadeira da aboboreira. Cresce em um dia para dar conforto, morre no outro para afligir. Do jeito que é a vida. Do que jeito que é a alma humana.

Vejo Deus agachado às angústias de Jonas. Parece convidar Jonas para entender seu coração. ‘Você acha razoável sentir pena de uma planta pela qual nada fez e não entende porque eu sinto pena de cento e vinte mil almas confusas de Nínive?’ Se nem as orações de Jonas e nem seus conceitos teológicos conseguem não ser contraditórios, como poderia Deus levar suas súplicas e teologia muito a sério?

Desconfio que foi por isso que Paulo disse aos Romanos que por não sabermos orar como convém, Deus ora em nós. Para nos levar a sério, Deus precisa não levar muito a sério nem o que pensamos nem o que oramos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Haiti: Estamos Abandonados.

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Por Otávio Calegari Jorge*

A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.

O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.

O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?

A ONU gasta meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.

Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?

Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.

Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah.

A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.

A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel – resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade.

Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem.

Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.

Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis.

***
- O professor Omar Ribeiro Thomaz e um grupo de alunos da Unicamp que estão no Haiti desde 31 de dezembro e foram surpreendidos pelo terremoto que devastou o país na última terça-feira (12), mantém um blog em que descrevem a situação em Porto Príncipe.
- Foto: Garoto resgatado dos escombros recebe tratamento em ambulatório improvisado na Capital Porto Príncipe. (Fonte: G1)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como posso descobrir a minha vocação?

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Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 1Corintios 12.4-7,11

Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está identificado. Os conceitos de inteligências múltiplas (ver de Howard Gardner) e de dons e ministérios indicam que todas as pessoas são dotadas de recursos para realizações úteis. Quando somos conscientes dos recursos que nos são inerentes ou que recebemos e ou adquirimos ao longo da vida, podemos discernir melhor a contribuição que podemos dar para o bem comum.

Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está disponibilizado de forma organizada. Contribuições pontuais e ações eventuais não são suficientes. A vocação é exercida numa rotina de atividades por meio das quais canalizamos nossos recursos para suprir necessidades específicas das pessoas.

Você sabe que tem uma vocação quando sua contribuição independe de remuneração. Na verdade, quando você está inclusive disposto ou disposta a pagar para continuar a fazer o que faz. Paulo de Tarso era fazedor de tendas por ocupação e apóstolo por vocação. Sua atividade apostólica não dependia de remuneração, e inclusive era, de quando em vez, auto-financiada.

Você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa.

Você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz.

Você sabe que tem uma vocação quando as coisas que acontecem ao redor de sua atuação se explicam apenas pela ação do Espírito Santo. O chamado divino para uma tarefa específica se faz sempre acompanhar dos recursos divinos para sua concretização e sucesso.

Você sabe que tem uma vocação quando recebe constante feedback (retorno) de pessoas que agradecem e glorificam a Deus pela sua vida. O critério último de uma vocação não depende de quanto você gosta do que faz, mas de quanto as pessoas são abençoadas pela sua contribuição.

Você sabe que tem uma vocação quando, ao final de um artigo a respeito de vocação, você não tem um monte de interrogações na cabeça. Como na conversa em que um jovem pergunta ao pastor como saber se está apaixonado, e o pastor responde "Não sei, mas sei que você não está". Quem precisa perguntar "como posso descobrir minha vocação?", ainda não a descobriu - não significa que não tem uma vocação, mas que ainda não sabe qual é.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Há um caminho de cura.

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O casal estava em crise, não havia mais respeito entre eles. Por qualquer coisa viviam se agredindo, pareciam estar numa competição ao invés de num casamento. Já não sabiam mais como isso tinha começado. Algumas possibilidades vinham às suas mentes: eles tinham vivido numa gangorra na história comum. No começo do casamento ele era o único provedor da família, tinha uma posição importante na empresa em que trabalhava e cresceu ainda mais. A empresa custeou-lhe estudos, aprimoramentos, e ele soube aproveitar bem as oportunidades que lhe foram dadas, cresceu a ponto de começar a desprezar a esposa que, ao seu ver, não mais conseguia acompanhar o seu ritmo e cultura. Mas a vida lhe pregou uma peça. A empresa, por razões que nada tiveram a ver com ele, foi à falência. E, para piorar a situação, ele foi colhido por uma crise nacional, onde conseguir uma recolocação tornou-se uma impossibilidade.

A esposa há muito fora do mercado, consegue um bom emprego e começa uma trajetória de sucesso. O marido vai, gradativamente, assumindo os afazeres de casa. Os papéis se invertem, ela, mais e mais, passa a jogar-lhe em rosto o novo quadro, questiona-o sobre como ele está se sentindo, agora que os papéis são outros e ela ganha muito mais do que ele nunca ganhou. A vida a dois tornou-se um inferno.

Cansados desse estado de coisa, já prestes a se separarem, resolvem procurar ajuda, começaram a frequentar um conselheiro bíblico. O terapeuta, uma vez a par do caso, concluiu que a causa do problema era a perda de uma perspectiva.

A Bíblia diz: “Deixará o homem seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.” (Gênesis 2:24), falou o conselheiro, acrescentando que essa palavra bíblica celebra a unidade que se tornam homem e mulher, no casamento. Quando essa perspectiva da unidade de perde, entra na arena a competição e com ela o desrespeito.

Quando marido e mulher tem consciência de sua unidade, não importa quem provê o que, ambos trabalham para si mesmos, tanto faz quem ganha mais ou quem ganha menos, o que interessa é que estão juntos construindo um sonho comum. Reina o respeito, todos os papéis são igualmente valiosos, e não importa o quanto a vida os alterne, a unidade relativizará o quadro.

O conselheiro informou-lhe que se fossem por esse caminho encontrariam a cura: porque é assim que a Bíblia diz.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

É Deus que abençoa.

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Somos na maioria das vezes abençoados por Deus ou mendigamos ao homem até que se faça nossa vontade para que então possamos dizer: “Fomos abençoados por Deus”?

Não é de se estranhar que muitos, a exemplo dos que estão na mídia a implorar por uma oferta de amor, esqueceram de orar pedindo à Deus e começaram a pedir diretamente ao homem.

Sempre gostei de histórias que demonstravam a ação do Espírito Santo ao responder uma oração, uma oração à Deus. Ficava pensando: “Nossa, o agir do Espírito Santo é tremendo, Deus realmente nos ajuda nos momentos que mais precisamos”, e continuo a pensar assim, mas com algumas ressalvas.

Não consigo imaginar o mover do Espírito quando ganhamos aquilo que proferimos aos quatro cantos como necessário para nossas vidas. Seria muito mais sensato se a partir das orações à Deus, e somente à Ele, fossemos agraciados com aquilo que almejávamos, mas como “homem” que somos partimos para a mendigaria e começamos a 'chorar as pitangas' literalmente.

Posso imaginar que alguns dêem de coração a tal “oferta de amor”, mas tenho certeza que muitos, constrangidos e talvez contrariados pela situação, vão ofertar simplesmente por que estão ofertando.

É muito cómodo esperar das pessoas o auxílio divino, começa assim, daí quando você menos esperar, estará pedindo ofertas de R$ 900,00.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Qual é a minha vocação?

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Paul e Adriana, gostaria de parabenizá-los pelo último podcast sobre Vocação. Tema pertinente à todos, mas principalmente para nossa geração (dos 30 anos).

Um podcast com Ari e Ed só poderia ser espetacular, como o Cassiano mesmo disse: "Ouvimos e começamos a pensar, refletir ...", temos que andar com um caderninho para anotar algumas frases que impactam.

Por exemplo, um dos comentários que me chamou a atenção foi o fato de que talvez não sejamos vocacionados para fazer algo diretamente na igreja. Fiquei pensando sobre isso, vejam só... fui criado em um esquema onde o jovem deveria por obrigação usar seus talentos na/para igreja, então, via-se adolescentes (despreparados) pregando, tocando violão, cantando, organizando cantatas, abrindo reuniões de oração e por aí vai. E por conta disso sempre me senti mal, meio frustrado por não "fazer" nada realmente relevante na/para igreja.

Refletindo melhor, percebo que os meus anseios, aqueles ligados ao ministério de louvor, ministério de comunicação, eram na verdade os desejos e vontades dos outros vividos por mim. Me sentia muito mal por não fazer parte dos integrantes que atuavam na igreja.

Melhor pensar que não tenho vocação para trabalhar na/para igreja? Não sei!

Mas o mais importante é saber que sirvo à Deus mesmo fazendo algo para o homem.

***
Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari e Cassiano recebem Ariovaldo Ramos e Ed René Kivitz para inaugurar 2010 como o ano da vocação em irmaos.com.

Descubra a diferença entre ocupação, trabalho, emprego e carreira, saiba o que os dons espirituais têm a ver com tudo isso e entenda por que tem tanta gente frustrada com a vida.
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