quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Qual é o problema?

Quero escrever, mas algo não deixa. Talvez a vergonha de não se aquilo que gostaria de ser ou pelo simples fato de não saber escrever.

Em muitos momentos quero falar o que penso sobre isso ou aquilo, sinto-me desafiado a criticar, a tomar partido, mas logo essa vontade passa, dando espaço ao homem 'morno' que ainda habita em mim.

Ouço alguém falar: "Vai, faça algo relevante!", e em questão de minutos estou revigorado e confiante, mas no mesmo instante escorrego na cadeira até que não me vejam mais.

Fujo, não de você ou do que pedes que eu faça meu amigo, preste atenção...

Fujo de Ti ó Senhor, e por não querer mais errar digo "NÃO".

Não quero começar e não terminar.
Não quero ter que amar odiando.
Não quero abraçar não me envolvendo.
Não quero louvar só por louvar.
Não quero testemunhar blasfemando.
Não quero relacionamento íntimo contigo sem ser eu mesmo.
Não quero ser súltil, educado e tão pouco politicamente correto.
Não quero, não quero, não quero, não quero.

Senhor, olhando para dentro de mim verás que não passo de uma criança. Tu sabes bem que não tenho muito a oferecer e o pouco que tenho (bem pouco mesmo) não é tão verdadeiro assim.

Reconheço em mim as falhas de um ser humano perdido nesse mundo de mocinho e bandido, e quer saber de uma coisa?, ainda não escolhi em que lado estou, se do mocinho ou do bandido, mesmo porque ser um ou outro é só uma questão de posicionamento, de qualquer forma acabamos exercendo os dois papéis...

Senhor, não é um "NÃO" para sempre, é simples e tão somente um tempo, e se preciso for, faça com que as pedras falem em meu lugar, faça com que a mula fale em meu lugar.

Não nego a fé que tenho, nem o sacrifício feito por Cristo na cruz, isso jamais farei. Mas o Senhor sabe de fato qual a intenção do "NÃO". Tu sabes qual é o problema!

4 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

Oi Rodrigo, beleza?

Teu texto reflete muito bem as nossas mais profundas indagações e paradoxos.

Mas sei que não devemos ser o que os outros querem que sejamos; que não devemos pensar o que a "doutrina" ou o "dogma" ou a "igreja" quer que pensemos.

Precisamos ter coragem para colocar o dedo na ferida, seja ela qual for.

Deus não é um conceito que alguém tem monopólio em caracterizar e dogmatizar.

Ele é livre em nós, e nós, livres Nele. Somente o deus que habita em nós, com o qual temos experiências subjetivas, é o que importa.

O deus da teologia é somente construção. Dos outros.

um grande abraço

Rodrigo José disse...

É difícil encontrar textos tão autênticos e desnudados, mostrando realmente a alma. Eis nossas questões mais íntimas! Basta viver com um coração sincero que o resto o Senhor que perscruta os corações nos conduz.

Abraços Rodrigo!

Rodrigo José.

Isaias Medeiros disse...

É, Rodrigo, devemos aproveitar o ímpeto, a potência, se quisermos realizar algo. Mas eu lhe compreendo, é difícil agir autenticamente num submundo cada vez mais gospel menos cristão.

Não desanime. Existem pessoas com bem mais carga que você.

Forte abraço.

Juci Barros disse...

Lindo d+. Parabéns!http://compromissocomoacaso.blogspot.com/

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