sexta-feira, 30 de abril de 2010

Para quem iremos?

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Muitos estavam seguindo Jesus e presenciando os milagres que ele estava realizando nos lugares por onde passava. Em um desses milagres, mais de cinco mil pessoas participaram da multiplicação de cinco pães e dois peixes. Entretanto, não era difícil entender o motivo do grande interesse em estar perto de Jesus. A grande maioria das pessoas estava interessada no pão e na comida. Tinham apenas o desejo de uma satisfação física e obviamente, passageira.

Jesus começa um discurso fundamentado naquilo que realmente é a verdadeira comida. O pão que desceu do céu. O maná que o povo de Israel comeu no deserto e que todos pensavam ter recebido de Moisés, agora estava sendo confrontado com o verdadeiro pão do céu, Jesus. João 6:31-34

Isso foi o suficiente para começarem as queixas e os questionamentos. Pão do céu! Esse não é Jesus filho de José? Como ele pode dizer: desci do céu? Jesus porém, era preciso e categórico em suas palavras: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre” João 6:51. “Quem come minha carne e bebe meu sangue possui vida eterna” João 6:54.

Com isso, eles ficaram tão indignados que não suportavam mais ouvir as palavras de Jesus e muitos começaram a sair e deixaram Jesus. Aos poucos foi restando apenas os doze discípulos. João 6:66

Eu confesso que fiquei me perguntando para onde aquela multidão foi. Não sei que caminhos existiam para que eles pudessem virar as costas ao verdadeiro pão da vida.
Quando Jesus perguntou aos doze: vocês também não querem ir ? Pedro Respondeu: “Senhor, para quem iremos ? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus”. João 6:67-68

O discurso de Jesus ainda hoje nos confronta e expõe a verdadeira motivação que permeia os nossos corações. As palavras de Jesus revelam as nossas intenções em estar perto d'Ele. Jesus sabe se estamos à procura de comida ou se queremos um relacionamento profundo e íntimo com o Pai. Ele sabe se queremos satisfação física ou realizações momentâneas em vez de uma vida abundante e eterna. As palavras de Jesus servem para nos libertar da religiosidade, nos livrar de nossos próprios conceitos e ideias. As palavras de Jesus nos levam a uma profunda consciência do Reino de Deus:

Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida,
mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.”

As palavras de Jesus confrontam os nossos pecados, os nossos temores e também o nível de comprometimento com o Seu reino. Diante desse discurso podemos até pensar ser pesado demais andar com Cristo, porém, lembre-se que o próprio Jesus disse: 

“Venham a mim, todos que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30

Para quem podemos ir diante de um discurso que revela quem realmente é Jesus? Qual o caminho que podemos tomar depois de recebermos a revelação do verdadeiro caminho, a verdade e a vida? Que tipo de vida nós teremos após sermos confrontados com a santidade de Jesus? Será que vamos virar as costas por pensarmos que esse discurso é pesado demais para nós?

Quer um conselho?
Não vá a lugar algum!
Pois, para quem iremos nós?
Só Jesus tem as palavras de vida eterna!

No amor do Pai.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Força para viver.

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Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa... O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.

Viver é muito perigoso, dizia Guimarães Rosa pela boca do memorável Riobaldo. A vida tem mesmo seus altos e baixos e, além da dificuldade de saber a direção, falta a cada um a força e a competência de seguir em frente. Os obstáculos se multiplicam. A vida é contingente: cheia de imprevistos e surpresas, boas e ruins. Uma proposta para morar longe, um diagnóstico inesperado, a chegada de um bebê, um assalto, um desmoronamento, o cancelamento do vôo, a festa de aniversário, os amigos ao redor da mesa e a demissão inesperada. Além disso, a doença da mãe, o imposto de renda, as aventuras dos filhos e o sobrepeso, obesidade mesmo, denunciada pelo espelho e pela calça que já não se usa mais. E tem também a teimosia dos vícios, as dores da alma, a insegurança emocional, os conflitos relacionais, a culpa, o medo, a ansiedade e a síndrome do pânico – ai que medo. Tem que arrumar o quarto, buscar a roupa na lavanderia, votar para presidente e superar o divórcio. O show não pode parar. E porque viver é muito perigoso, aprender a viver é imperativo.

Como enfrentar a travessia? Já que navegar é preciso e viver não é preciso, como dizia o poeta português. Viver é necessário. É preciso viver, não há que desistir da vida. Mas viver é perigoso, justamente porque não é preciso – não é exato. Não é possível singrar a vida como quem corta os mares. A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá, disse o Chico brasileiro.

Acho que foi por isso que o sábio Salomão começou a escrever seu Eclesiastes. Queria aprender a viver. Dedicou o coração para saber, inquirir e buscar a sabedoria e a razão das coisas. E concluiu que a verdade está no distante e profundo. A vida é mistério. Viver continuará sendo sempre perigoso.

Então apareceu Jesus. Não negou a contingência da vida, nem iludiu os seus com promessas falsas e fantasiosas. Mas apontou um caminho. Apresentou seu Pai aos homens e os homens ao seu Pai. Autorizou todo mundo a buscar, usar e abusar de seu Pai.

Jesus disse a todos: Chamem pelo Abba. Ele os ouvirá. Falem com ele em meu nome. Batam na porta. Busquem. Peçam. Gritem. Importunem meu Pai, de dia e de noite. A porta se abrirá. Vocês acharão o meu Pai. Vocês receberão respostas. Serão recompensados pela sua busca, jamais ficarão sem galardão. Meu Pai é atento e cuidadoso. Meu Pai é bom. Meu Pai é amor. Não tenham medo dele. Não se escondam dele. Não fujam dele. Corram para os braços dele. Ele cuida de flores e passarinhos. Vai cuidar de vocês. Sigam os meus passos. Foi o que fiz. Fechem a porta do quarto e façam suas orações. Eu atravessei a vida de joelhos. E venci. Eu venci o mundo, eu venci o mal, eu venci a morte. E vocês também poderão vencer. Não desistam. Não tenham medo. Viver é perigoso. Mas a graça do meu Pai é maior que vida.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Meu mundo caiu...

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Para que serve um blog? O meu, por exemplo, serve para externar o que estou sentido, horas com postagens de outros blogueiros, horas com mensagens de grandes pensadores do cristianismo moderno. E quer seja uma postagem minha ou de outra pessoa, sempre vai reflectir meu estado de espírito, minhas aflições, minhas alegrias.

Quando escrevo algo sempre me preocupo em como os outros receberam minhas colocações, e hoje não é diferente a não ser por um simples detalhe, ao falar para um determinado grupo, percebo que tais palavras estendem-se a muitos outros que estão passando por situações semelhantes, portanto, nesse momento espero que essa postagem chegue até você como uma denúncia de abuso da fé por pessoas que não se importam tanto, o quanto dizem, com o ser humano.

Ultimamente andei postado algo relacionado a carater e liderança, isso porque aconteceram situações bem complicadas de exposição de alguns e falta de atitude de outros. Bom, como aqui o espaço é meu, sinto-me no direito de falar sobre o ocorrido e o saldo, positivo até então, dessa baderna que aconteceu. É óbvio que não vou citar nomes, mas sei que os envolvidos estão lendo e espero que reflictam mais um pouco neste punhado de palavras.

Tudo gira em torno do serviço prestado à Deus, e de como temos que nos portar com relação a este "serviço". Estou farto disso tudo, pois não tenho um relacionamento de barganha com Deus e não teria esse tipo de relacionamento com qualquer pessoa que seja. E mesmo assistindo a essa falácia no meio do povo de Deus, com muito custo percebi que não é o dom que falta para determinadas pessoas, mesmo porque exercem suas funções com objectividade e segurança. Isso quer dizer que elas têm (a princípio) vocação para tal, mas a pergunta que está latente em meu coração é: Elas receberam o chamado da parte de Deus?

Vamos lá... se você é chamado para a obra do Senhor, porque tem que encarar tudo como se fosse um serviço, algo do tipo "Faço por um vintém!"? Oras bolas, é isso que quero entender, se sou chamado, por que preciso reivindicar? Deus não suprirá a minha necessidade a partir de então?

Acho que muitas vezes nos colocamos em uma situação desconfortável, pois queremos a qualquer custo 'fazer' algo na igreja e por muitas vezes o simples fato de 'querer fazer' nos impede de realmente fazer, pois se faço o que quero sem ser chamado por Deus, quem fará aquilo para o qual fui chamado por Deus?

Na prática tudo funciona muito bem. A tal liturgia mencionada é executada com perfeição. (E não vou entrar no mérito da questão, pois cabe a cada um saber até que ponto tudo que vivem em tal liturgia é movido pelas mão de Deus. Eu tenho o meu ponto de vista e dele já relatei à vocês.) Pois bem, na prática corações são restaurados, lágrimas são derramadas, amizades são seladas, mas qual é o preço de tudo isso?

Esqueceram do sacrifício de Jesus e enalteceram o sacrifício do(s) líder(es). E mais uma vez pergunto: Se você foi chamado para o serviço do Senhor, porque é tão importante deixar claro sua posição de reclusa ao mundo? Não seria mais fácil deixar que os frutos falem por si só? Se você foi chamado por Deus, porque enfatizar sempre que deixou um compromisso pessoal para estar à postos pronto a ajudar alguém? No mínimo é um contra-censo.

Meu mundo caiu, mas ... "Pelos pecados de suas bocas, pelas palavras de seus lábios, sejam apanhados em seu orgulho. Pelas maldições e mentiras que pronunciam, consome-os em tua ira, consome-os até que não mais existam. Então se saberá até os confins da terra que Deus governa Jacó... Mas eu cantarei louvores à tua força; de manhã louvarei a tua fidelidade, pois tu és o meu alto refúgio, abrigo seguro nos tempos difíceis. Ó minha força, canto louvores a ti; tu és, ó Deus, o meu alto refúgio, o Deus que me ama."
Salmos 59:12-13 e 16-17

terça-feira, 20 de abril de 2010

Moita, o agente 00 Zero a esquerda.

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Por Mário Machado em Licença Poética no irmaos.com

O moita aparecia; mas, não era todo o dia.
Só de vez em quando, quando queria.
Nem falava em serviço, não queria compromisso,
Só louvorzão, curtição, encontrão, acampamentos, só isso.

O moita é um cara esquisitão!
Pode até ser chamado de gospel, evangélico, mas de cristão?!
Aparece quando tem que sumir,
Vai quando deveria vir,
Cobra sempre de outrem o que ele próprio deveria fazer: servir.

No entanto, não sejamos tão severos com o moita, ele é um cara legal!
È Fashion, descolado, arroz de festa; está em todas, de natal a carnaval!
Se emociona facilmente, chora com facilidade,
Mas não muda seu caráter no confronto com a verdade.

Na igreja, ninguém conhece o moita.
Ele tem cargo, é extrovertido...
Mas mesmo assim, ninguém conhece o moita.
Ele é zoeira, divertido, mas, muito pouco conhecido.

No céu, ninguém conhece o moita, seu nome não consta no livro dos redimidos!
No inferno também, passou batido!
É só mais uma alma atormentada; entre tantos lamentos e gemidos!

O moita está por aí, em todo lugar e em lugar nenhum.
Agente duplo de reinos conflitantes! São tantos! O moita é só mais um.
Você sabe de quem eu estou falando? O moita é cobra criada! Do tipo que mora andando.
Jamais mostrou a que veio e nem veio pra ficar.
Eu conheço bem o moita! Mas só de ouvir falar!

Para ruminar vida afora:

"Porque qualquer que, nesta geração adultera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhara dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos." Marcos 8:38

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mente que nem sente!

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Assim como a Verdade é o Filho de Deus, a Mentira é a filha do Diabo (Jo.8:44), e como tal, é a cara do pai.

É mais fácil conviver com pessoas que tenham qualquer outra deficiência de caráter do que conviver com o mentiroso. Ninguém é mais perigoso que ele. E o pior que aos poucos ele vai se aprimorando na arte de mentir, até tornar-se num mentiroso compulsivo e contumaz, capaz de enganar a si mesmo e a todos ao seu redor.

Quando exposto à luz, fica logo nervoso, perde a linha, porque não suporta a verdade. Quer tirá-lo da linha, chame-o de mentiroso. Está mais preocupado com a sua imagem, a fim de manter a credibilidade e continuar enganando.

Nem todos os mentirosos mentem descaradamente. Alguns são mais sofisticados, e preferem usar meias-verdades, ou dissimulações. Sempre que usam tais artifícios, é para salvaguardar sua imagem ou levar alguma vantagem.

Todo mentiroso tem seus cúmplices. E o que ele não percebe é que eles são os primeiros a questionarem sua integridade quando suas mentiras lhes atingirem de alguma maneira. Por exemplo: o pai que mente a idade do filho para pagar meia-entrada no cinema. O dia que resolver menti para o filho, este será o primeiro a contestá-lo. Se sua esposa lhe ajuda a mentir, ela será a primeira não acreditar em você.

Mas há os que mentem juntos até a morte. Vivem um casamento de mentira, um ministério de mentirinha, um embuste. O livro de Atos dos Apóstolos nos revela a história de um casal de mentirosos, Ananias e Safira. Um dava cobertura ao outro. Infelizmente, não se arrependeram de seu engodo e acabaram fulminados.

A vida do mentiroso não é fácil, pois cada mentira equivale a um remendo numa roupa velha. Quando o rasgo é exposto, tem que fazer um remendo maior para cobrir o anterior. E assim, ele vai vivendo, de mentira em mentira, até o dia do grande rombo, quando tudo vem à tona.

Deus detesta tais expedientes. Entre as coisas abomináveis aos Seus olhos está a “língua mentirosa”, juntamente com “o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:17-19). Por isso se diz que o que usa de engano não ficará em Sua casa (Sl.101:7).


O mentiroso não consegue manter amizades por muito tempo. Seus amigos são sempre substituídos por novos, porque os relacionamentos sofrem desgastes por causa de suas mentiras. Mesmo familiares preferem manter certa distância. Não suportam vê-lo se gabar daquilo que não possui.


Sem dúvida, o maior mentiroso é aquele que consegue enganar a si mesmo. Paulo nos garante que “os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm.3:13). Suas mentiras lhe soam como verdades. É o mentiroso sincero, mas não inocente aos olhos de Deus. Paulo admoesta: “Ninguém se engane a si mesmo” (1 Co.3:18). Tal exortação é um eco das encontradas ao longo das Escrituras, como a que denuncia àqueles que “se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4). Para chegar a este ponto, a pessoa teve que passar por treinamento intenso, enganando a outros. Enganar a si mesmo é a última fronteira atravessada pelo mentiroso. Uma espécie de pós-graduação em mentirologia.

Mas como tudo o que semeamos, um dia colhemos, chega a um ponto em que o mentiroso é vítima de sua própria astúcia. Um dia ele acaba se entregando sem querer. É só prestar bastante atenção em seu discurso, para perceber sua incoerência.

Não se deixe conduzir por quem usa de engano. Você cairá no mesmo abismo que ele. “Oh! povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas” (Is.3:12b).

Se você ama a um mentiroso, trate de confrontá-lo para que se arrependa e não minta mais. Não tape o sol com a peneira. Não tente fingir que acredita em suas dissoluções. Enfrente-o! Seja ele seu cônjuge, seu filho, seu pastor, seu amigo, seu chefe.

Cuidado! Um dia você poderá ser vítima de sua peçonha. Se ele não poupou alguém que dizia amar, não poupará você quando se vir ameaçado.

Cuidado com o que você diz perto dele. Tudo poderá ser usado contra você de maneira distorcida. Afinal de contas, ele sabe jogar com as palavras, sabe dissimular, transformar verdades em mentiras e vice-versa. O que foi dito em forma de brincadeira, será contado como se fosse dito de maneira séria. Comentários em off, serão lançados contra o ventilador para tentar sujar sua reputação. O que ele quer é que você fique mal na fita, enquanto sua própria imagem seja realçado, como se fosse um herói. Até palavras que ele mesmo disse, serão atribuídas a você… Portanto, cuidado! Peça que Deus ponha um guarda à porta de sua boca (Sl.141:3). Lembre-se que “o hipócrita com a boca danifica o seu próximo” (Pv.11:9).

Alguns perderam totalmente o temor de Deus, sendo capazes até de jurar por Ele, para dar peso às suas mentiras (Sl.24:4). Sua consciência está cauterizada. Por isso se diz que tais pessoas “mentem que nem sentem”. Em vez de mentiras localizadas, suas vidas foram tomadas de mentiras generalizadas, como um câncer que se nega a retroceder.

E antes de difundir algo, procure ouvir as partes envolvidas para que você não corra o risco de ser injusto e cúmplice de uma mentira. Adotar a mentira dos outros é como adotar um filho do diabo, pois afinal, ele é o pai da mentira.

domingo, 18 de abril de 2010

Deixe Deus forjar a sua vida.

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Por Marcus Aranha do blog A caminho de casa

"A espada é a alma do Samurai", diz a regra do Bushido*.

Símbolo de coragem e lealdade, a espada era a arma favorita de um samurai. Houve uma época em que surgiu um grande fabricante de espadas, o nome dele era Masamune, até hoje, considerado o grande mestre desta arte, pois suas armas eram imbatíveis em combate na mão de grande guerreiro. Não havia outro artesão como Masamune. Mas o que diferenciava suas armas das demais?

A resposta se encontra no processo de fabricação de suas espadas. Masamune, ao contrário dos demais artesãos, fazia uso das "impurezas" decorrentes do processo de purificação do aço. Enquanto os demais fabricantes procuravam usar apenas o que havia de melhor, de mais "puro" do aço em suas espadas, tornando-as fortes e duras, Masamune, misturava de um modo singular, as impurezas com o que havia de melhor, tornando a espada não somente fortes, mas também flexíveis, capazes de suportar o impacto dos ataque dos seus inimigos, o que as outras espadas não conseguiam por muito tempo, mesmo sendo fortes e tendo sido forjadas do aço mais puro. Elas se quebravam em batalha, enquanto que, as de Masamune permaneciam imbatíveis, pois na sua fraqueza encontravam o que havia de melhor e mais forte em si mesmas.

Assim somos nós, mesmo quando não conseguimos entender o processo de fabricação do forjador de nossas vidas. Cremos que, se Deus tirar tudo o que nos faz sofrer, tudo o que nos limita, tudo o que pode nos levar ao sofirmento, seremos imbatíveis e conseguiremos vencer as tentações e lutas, porém, assim como as demais espadas, nos consideraríamos as melhores pessoas do mundo, "santos" e "puros". Paulo em sua carta aos coríntios disse: "E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim." 2 Coríntios 12:7-8.

Deus, assim como Masamune, faz uso de nossas fraquezas, do nosso sofrimento, trasformando algo que seria ruim a priori, em algo bom, para nos moldar de modo inimaginável o nosso caráter, assim como foi com Paulo. É tanto que, após Paulo pedir a Deus para tirar o espinho e este mais uma vez recusar, este lhe dá a seguinte explicação: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza" 2 Coríntios 12:9. Paulo, que outrora se julgara um grande mestre da lei, aprende através do seu sofrimento, de suas tribulações a depender unicamente da graça de Deus Filipenses 3: 4-11.

Isto nos faz lembrar que, segundo a religião Shinto, seguida pelos antigos guerreiros, a espada seguia as "vibrações" de quem a forjava. Quando nos achamos "bons" o suficiente para suportarmos sozinhos as tribulações da vida, esquecemos facilmente de Deus. Todavia, quando não nos achamos dignos, quando clamamos por misericórdia, visto nossas fraquezas, tendemos a nos voltar mais para Deus e nos entregarmos completamente em Suas mãos. Foi isto que Paulo entendeu: "De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo" 2 Coríntios 12:9.

E você? Como você tem encarado a si mesmo? Como você tem enxergado as adversidades e lutas pelas quais você tem passado?

Dizem aqueles que ainda hoje procuram seguir o processo de fabricação de Masamune que, ao longo do processo, o pedaço de aço é cortado, dobrado e batido por diversas vezes, quando não se encontra envolto pelo calor do fogo da fornalha. É tanto que as espadas de Masamune apresentavam muito mais veios do que qualquer outra espada. Isto por acaso não nos faz lembrar das palavras de Paulo que após alcançar a maturidade espiritual afirmava: "Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte." 2 Coríntios 12:10. Somente uma pessoa madura e que passou pelo deserto da vida pode afirmar que sente prazer no sofrimento.

Será que poderíamos afirmar com convicção estas mesmas palavras? Paulo compreendeu que o sofrimento é uma oportunidade única de Deus trabalhar em nossas vidas, de nos aproximarmos d'Ele e gozar de Sua presença a nos moldar segundo o caráter do Seu filho. Tiago também em sua carta, mencionou: "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes" Tiago 1:2-4.

Quando Paulo se entregou por completo nas mãos de Deus, como aquele pedaço de aço que se entrega nas mãos do forjador, Paulo foi moldado por Deus de tal modo que o orgulho que outrora existia, não mais se encontrava no coração de Paulo, antes, um espírito humilde e dependente de Deus, mas acima de tudo, uma espada pronta para ser usada pelo Espírito.

Você tem passado por dificuldades? Você tem se sentido incapaz diante das tribulações? Não sabe como resolvê-las? Saiba meu irmão, que Deus quer que você fique forte, permitindo que Ele trabalhe e molde sua vida, enxergue esse momento como uma oportunidade para crescer, pois quando visto do modo correto, o sofrimento pode trazer grandeza à vida, como certa vez afirmou, A.W. Tozer:

"É duvidoso que Deus abençõe grandemente um homem enquanto não o fere profundamente."

Fiquem com Deus!!!

* Bushido significa "o caminho do guerreiro". Era um codigo de conduta não escrito e um modo de vida para o samurai que tinha neste, como maior principio, uma morte com dignidade.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Alegria "fora de hora".

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"Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma." Tiago 1:2-4

Tiago, irmão de Jesus, escreveu uma carta aos cristãos que estavam sofrendo perseguição. Eles haviam sido expulsos de Jerusalém e deixado para trás seus bens, familiares e amigos. Estavam começando vida nova em outro lugar, e precisavam construir novos relacionamentos, redefinir sua carreira profissional e ainda por cima se defender dos ataques daqueles que se opunham à sua fé em Jesus Cristo.

Um dos conselhos de Tiago para aqueles cristãos em situação tão adversa foi que deveriam receber com alegria as tribulações e provações que a vida colocava diante deles. Tiago justificou seu conselho apresentando três conseqüências das tribulações.

As tribulações provam a nossa fé, isto é, revelam a qualidade dos alicerces onde construímos nossas vidas. Outra maneira de dizer isso é que as tribulações nos mostram quem de fato somos. Muitas pessoas vivem iludidas em relação a si mesmas, e por esta razão constroem suas vidas em alicerces falsos e vice-versa. Cedo ou tarde estes alicerces são desmascarados e tudo o que está sobre eles pode ruir, como por exemplo: auto-estima, esperança, prazer de viver, relacionamentos, sonhos de futuro, carreira profissional. As situações da vida que confrontam nossos alicerces existenciais são de fato oportunidades extraordinárias para nos reinventarmos, tanto substituindo o que identificamos como inadequado, quanto no desenvolvimento do que identificamos frágil.

As tribulações produzem perseverança, isto é, nos fortalecem para enfrentar a vida. O ditado popular diz que "Deus dá o frio conforme o cobertor". Acredito nisso. Acredito que o exercício de viver nos coloca diante de desafios proporcionais à maturidade. Uma é a dificuldade da criança, outra, do adolescente, e outra, dos adultos que já não acreditam em Papai Noel e já deixaram a prepotência juvenil de lado. As dificuldades que enfrentamos no caminho nos ajudam a encarar a vida e continuar andando rumo ao futuro desejado. À medida que vamos encarando e superando as tribulações, vamos perdendo o medo de cara feia, até que a vida mostra sua face mais terrível e se surpreende com nossa capacidade de superá-la.

Finalmente, as tribulações nos fazem pessoas maduras e íntegras, sem falta de nada. Atravessar tempos difíceis exige de nós a descoberta e o desenvolvimento de recursos interiores. As tribulações nos tiram todos os pontos externos de apoio: nos sentimos solitários, incompreendidos e injustiçados; perdemos posição, status e privilégios, além de dinheiro e conforto; e descobrimos que as bases onde escorávamos nossa identidade e as fontes de onde tirávamos forças para viver eram falsas ou insuficientes. Nesse momento, olhamos para dentro e para o alto. E descobrimos uma fé mais amadurecida, que nos aproxima mais de Deus, e recebemos a coragem de continuar vivendo. Estranhamente, vamos percebendo que precisávamos de bem menos do que imaginávamos para a nossa felicidade, até que surpresos, nos deparamos com a sensação de que muito embora o mundo lá fora esteja em convulsão, o mundo de dentro do coração, está em paz e serenidade. Quando chegamos nesse ponto de integridade (integralidade) é que passamos a desfrutar dos poucos recursos, dos amigos raros e das pequenas alegrias do dia-a-dia como suficientes para a felicidade. Aí sim, somos homens e mulheres de verdade. Construídos na forja das tribulações. Livres das ilusões. Prontos para viver, dar e construir.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu sou o palhaço.

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Deus? Quero falar contigo novamente... te importas em ceder um pouco do seu tempo?

Queria poder dizer que está tudo bem, que estamos felizes e que nada nos incomoda, mas não posso faltar com a verdade, não posso fingir que tudo está bem quando não está, não posso ser igual àqueles que usam desse artifício sem que se sintam mentirosos, mesquinhos e manipuladores. Não farei isso, não fará bem à minh'alma.

Sabe de uma coisa?! Me estraga por dentro um relacionamento infrutífero, daqueles que constroem histórias fictícias para si e à todos ao redor. E me estraga por fora também, pois tenho raiva e por vezes dá vontade de dar uma surra. Nessas horas meus olhos se enchem de cólera, dessas que vem do coração, nessas horas não meço palavras nem tão pouco cargos, que se explodam os cargos e suas hierarquias ridículas no contexto cristão, pois somos acima de tudo humanos, carne e ossos, sangue.

O que me faz sentir menos palhaço em toda esta situação é saber que essa hierarquia dentro da igreja enquanto vista por alguns como fonte de renda certa, na verdade nada mais é do que o passe para às portas do inferno. Pois quanto mais próximo de se tornar um pastor você estiver, mais próximo estará das portas do inferno. O que me conforta mais ainda é saber que Deus coloca às portas do inferno pessoas dispostas, líderes servidores, pessoas que realmente receberam o chamado para o pastoreio.

Portanto, não fique batendo no peito dizendo: "Eu fui chamado, fui ungido, fui escolhido.", enfatizando que recebeu ordem de Deus, que recebeu a visão. Em primeiro lugar, não minta para si próprio, não se deixe levar pela ambição de uma vida aparentemente estável, regular. Se quer realmente pastorear, esteja preparado para encarar o diabo!

Mas porque alguns insistem em querer levar vantagem com isso? Porque pensam que ser diácono, presbítero, apóstolo e etc, lhe dá o direito de brincar com a vida alheia?

Não sei, mas qualquer dias desses pergunto diretamente à você!

Oremos: "Senhor, guarda o coração dos seus filhos tão amados, que a Sua pequena luz brilhe no coração dos seus! Que em tudo eles possam sentir que o Senhor trabalha e é por eles. Que onde quer que eles estiverem Sua poderosa mão os guie, e por onde quer que andarem Seu amor os alcance. Diante dessa situação tão incomoda e decepcionante, que a Sua soberana vontade se faça cumprir na vida deles. E que o Senhor contemple os anseios deles e guarde todos os pensamentos e livra-os de todo mal. Sê com eles Pai, e no nome de Jesus trabalhe nessa circunstância, que hoje, não glorifica o seu Santo nome! Que o Senhor cresça nas nossas vidas e que nós diminuamos ante a Ti! Muda e quebra toda a situação adversa e contrária à Sua Palavra e o que tiver que ser feito Senhor, que tudo seja pra Tua Glória e Louvor!"

Amém...

"Usa-nos como vasos, usa-nos como flechas e que possamos entrar no mais profundo da carne humana como homens e mulheres com o remédio vindo do céu! Nós te amamos Pai... e não deixa as pessoas agirem somente com o coração e caráter, que necessita de transformações, contra nossas vidas e nossos ideais. Cura e mostra toda a adversidade que nos cerca. Livra-os dessa cegueira espiritual e trabalha no coração e caráter deles, porque eles precisam. Mostra que quem és tudo e merece honra e glória é o Senhor e não simples líderes... Trabalha para que esse trabalho, de pequenos grupos, não se quebre pelas mãos de pessoas que necessitam de Ti. É o que te peço, e com certeza já te agradeço Senhor, em nome de Jesus!"


Amém.

domingo, 4 de abril de 2010

As marcas da institucionalização da Igreja (Parte 2)

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A igreja tem duas dimensões: organismo e organização, corpo místico de Cristo e instituição religiosa, que convivem e se misturam enquanto fenômeno histórico e social. O grande desafio é fazer a dimensão institucional diminuir para deixar o organismo espiritual crescer. O que se observa hoje, entretanto, é um movimento contrário, onde muitas comunidades cristãs caminham a passos largos para a institucionalização, sem falar naquelas que estão com os dois pés fincados no terreno da religiosidade formal. Na semana passada foram apresentadas cinco marcas da institucionalização da igreja. Seguem mais cinco.

6. Exagerados apelos financeiros. Consequência de toda a estrutura necessária para sua viabilização, os ministérios institucionalizados precisam de dinheiro, muito dinheiro. As pessoas, aos poucos, deixam de ser rebanho e passam a ser mala-direta, mantenedores, parceiros de empreendimentos, associados.

7. Rede de relacionamentos funcionais. A mentalidade “massa sem rosto” somada ao apelo “mantenedores-parceiros de empreendimentos” faz com que as relações deixem de ser afetivas e se tornem burocráticas e estratégicas. As pessoas valorizadas são aquelas que podem de alguma forma contribuir para a expansão da instituição. Já não existe mais o José, apenas o tesoureiro; não mais o João, apenas o coordenador dos projetos Gideão, Neemias, Josué, ou qualquer outro nome que represente conquista, expansão e realizações.

8. Rotatividade de líderes. Não se admira que muitos líderes ao longo do tempo se sintam usados, explorados, mal amados, desconsiderados e negligenciados como pessoas. O desgaste de uns é logo mascarado pelo entusiasmo dos que chegam, atraídos pela aparência do sucesso e êxito ministerial. Assim a instituição se torna uma máquina de moer corações dedicados e esvaziar bolsos de gente apaixonada pelo reino de Deus. O movimento migratório dos líderes de uma igreja para outra é feito por caminhões de mudança carregados de mágoas, ressentimentos, decepções e culpas.

9. Uso e abuso de conteúdos simbólicos. A institucionalização é adensada pelos seus mitos (nosso líder recebeu essa visão diretamente de Jesus), ritos (nossos obreiros vão ungir as portas da sua empresa) e artefatos (coloque o copo de água sobre o aparelho de televisão), enfim, componentes de amarração psíquica e uniformidade da mentalidade, onde o grupo se sobrepõe ao indivíduo e a instituição esmaga identidades particulares. Os símbolos concretos (objetos, cerimônias repetitivas, palavras de ordem) afastam as pessoas do mundo das ideias. Quanto mais concretos os símbolos, mais amarrado e dependente o fiel.

10. Falta de liberdade às expressões individuais. Ministérios institucionalizados, personalistas, dependentes de fiéis para sua manutenção financeira e psicologicamente amarrados pelos conjuntos simbólicos não são ambientes para a criatividade e a diversidade. Todos brincam de “tudo quanto seu mestre mandar, faremos todos” e, inconscientemente, acabam se vestindo da mesma maneira, usando o mesmo vocabulário, gestos e linguagens não verbais. Seus rebanhos são compostos não apenas por “massa sem rosto” e “mantenedores-parceiros de empreendimentos”, mas também por “soldadinhos uniformizados”, o que aliás, é a mesma coisa.

sábado, 3 de abril de 2010

As marcas da institucionalização da Igreja (Parte 1)

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A igreja tem duas dimensões: organismo e organização, corpo místico de Cristo e instituição religiosa, que convivem e se misturam enquanto fenômeno histórico e social. O grande desafio é fazer a dimensão institucional diminuir para deixar o organismo espiritual crescer. O que se observa hoje, entretanto, é um movimento contrário, no qual muitas comunidades cristãs caminham a passos largos para a institucionalização, sem falar naquelas que estão com os dois pés fincados no terreno da religiosidade formal. Senão, observe o que eu chamo de marcas da institucionalização da igreja.

1. Liderança personalista. Quando a comunidade acredita que algumas pessoas são mais especiais do que outras, abre brecha para que alguém ocupe o lugar de Jesus Cristo e se torne alvo de devoção. Ocorre então uma idolatria sutil e, aos poucos, um ser humano vai ganhando ares de divindade. Líderes que confundem a fidelidade a Deus com a fidelidade a si mesmos se colocam em igualdade com Deus e, em pouco tempo, pelo menos na cabeça dos seus seguidores, passam a ocupar o lugar de Deus. Eis a síndrome de Lúcifer.

2. Ênfase na particularidade do ministério. Uma vez que o projeto institucional se torna preponderante, a ênfase não pode recair nos conteúdos comuns a todas as comunidades cristãs. A necessidade de se estabelecer como referência no mercado religioso conduz necessariamente à comunicação centrada nas razões pelas quais “você deve ser da minha igreja e não de qualquer outra”. Torna-se comum o orgulho disfarçado dos líderes que estimulam testemunhos do tipo “antes e depois de minha chegada nesta igreja”.

3. Ministração quase exclusiva à massa sem rosto. Ministérios institucionalizados estão voltados para o crescimento númerico e valorizam a ministração de massa, que se ocupa em levar uma mensagem abstrata a pessoas que, caso particularizadas e identificadas, trariam muito trabalho aos bastidores pastorais. Parece que os líderes se satisfazem em saber que “gente do Brasil inteiro nos escreve” e “pessoas do mundo todo nos assistem e nos ouvem”, como se transmitir conceitos fosse a única e mais elevada forma de dimensão da ministração espiritual. Na verdade, a proclamação verbal do evangelho é a mais superficial ministração, e deve ser acompanhada de, ou resultar em, relacionamentos concretos na comunhão do corpo de Cristo.

4. Busca de presença na mídia. Mostrar a “cara diferente”, principalmente com um discurso do tipo “nós não somos iguais os outros, venha para a nossa igreja”, é quase imperativo aos ministérios institucionalizados. A justificativa de que “todos precisam conhecer o verdadeiro evangelho”, com o tempo acaba se transformando em necessidade de encontrar uma vitrine onde a instituição se mostre como produto.

5. Projetos ministeriais impessoais. Ministérios institucionalizados medem seu êxito pela conquista de coisas que o dinheiro pode comprar. Pelo menos no discurso, seus desafios de fé não passam pelos frutos intangíveis nas vidas transformadas, mas em realizações e empreendimentos que demonstram o poder das coisas grandes. Os maiores frutos da missão da Igreja são a transformação das pessoas segundo a imagem de Jesus Cristo e da sociedade conforme os padrões do reino de Deus, e não a compra de uma rede de televisão ou a construção de uma catedral.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Igrejas lotadas de crentes vazios.

1 comentários
Por Márcia Gizella do blog Não Abro Mão Da Graça - Via Bereianos

Triste, lamentável, insuportável! É o que sinto em relação à situação da maioria das "igrejas" de hoje. Grandes instituições e que se envaidecem com o crescimento numérico, mas que não enxergam sua real situação. Nos púlpitos, líderes que se autodenominam "Apóstolos", "Bispos", "Sacerdotes". E na multidão, pessoas seduzidas pelas falsas promessas de prosperidade, grandeza e poder.

O véu do templo foi rasgado, porém os camaradas insistem em recosturá-lo, pior ainda, constroem "Templos" e dizem: "Esta é a casa de Deus, fora dela não há salvação", esquecendo-se que Deus fez do homem Seu tabernáculo através de Jesus Cristo.

Não apascentam as ovelhas de Cristo, não pregam o Evangelho do Senhor e sim criam técnicas de manipulação, querem "crescer" em números, querem a glória para si, fama, ibope. "Aqui é a última porta", "ninguém faz mais milagres que EU!". Falam de si como se fossem deuses. Poder é o que pregam, querem o tal "PODER". 'Vocês tem que pedir mais poder!" (Eu sei é que por conta desse tal de poder, muitos foram à ruína).

A palavra chave é: "Sobrenatural".

"Hoje vamos trazer o céu até aqui!". Ué, não é a "Igreja" que vai para o céu?
Loucos, lobos devoradores é o que são. E os analfabetos de bíblia dizem "amém" para tudo o que dizem, parecem até aquelas lagartixas que a cabeça balança à toa.

Os cultos são "alegres", "avivados", cheios de festa. Danças, palmas, gritos, gemidos. Há todo tipo de bizarrice e estupidez. Onde está o Evangelho? Onde está Jesus Cristo em suas músicas egocêntricas e chantagistas?

O "tal" Novo Testamento já não é mais lido, pra quê? É tão sem graça, não tem atos proféticos, nem profecias ou promessas de triunfo e vida arregalada.
Como mitômanos vivem cegamente a sua historinha que só é verdade para eles. E, cheios de "poder", "profetizam" e "declaram": "Somos, temos, podemos".

Se parassem por um instante para ler o Evangelho de Jesus Cristo, se calassem suas bocas tagarelas por um minuto ouviriam o Senhor falar. Então perceberiam que são muitos, milhares de "crentes" vazios.

"E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas."

Qualquer semelhança não é mera coincidência.
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