sábado, 22 de maio de 2010

Confissões... (1)

Todos os dias, não exactamente na mesma hora, penso nas pessoas que de alguma forma fizeram parte da minha história. É engraçado como sempre lembro-me de alguém, independente da situação, que foi especial em determinado momento da minha vida. Nem sempre são pessoas ligada à igreja, mas teve uma época que só me lembrava dessas em específico.

É muito bom praticar esse exercício de relembrar dos amigos, dos amigos/colegas, dos colegas/distantes, dos distantes, dos inimigos, dos amigos/inimigos. É interessante fazer essa análise e perceber como amigos tornam-se distantes, como amigos tornam-se inimigos, como distantes tornam-se amigos, como colegas tornam-se distantes e por aí vai, uma infinidade de combinações que nos fazem reflectir e coloca em xeque a nossa conduta em relação aos outros.

Na verdade, hoje não quero falar dos meus amigos, colegas, conhecidos, distantes, inimigos e etc, mesmo porque na maioria das vezes me reporto à vocês quando aqui escrevo, mas hoje vou falar de mim.

Desde muito moleque sempre fui o cara mais chato da turma, pelo visto ainda continuo. O fato é que desde os meus quinze anos as pessoas me chamam de rabugento, e não é à toa que aos trinta e um anos pareço um velho de sessenta. Pois é, já passei por inúmeras situações desagradáveis e na maioria das vezes porque eu quis. Quando vejo os mini-flashbacks da minha vida, caraca, que vergonha, mas é isso , o passado não se pode mudar, mas podemos aprender com ele e mudar nosso presente!

Quando jovem, sempre me trataram como o mais idiota, e eu era mesmo. Um tapado, tipo daqueles caras sem noção que fazem piadas de mau gosto a qualquer hora. Nunca fui popular com garotas, nem no futebol e isso reduziu o meu círculo de amigos/colegas. Na verdade fui ter vários amigos mesmo, somente na igreja e olha lá, pois sempre conseguia acabar com uma amizade e não precisava de muito (com certeza alguns vão ler isso aqui e lembrar das nossas brigas intermináveis e sem propósito), poderia até colocar o nome de uma dezena de pessoas, mas não vou fazer isso, é uma vergonha! rsrs

Então o cara chato e de piadas de mau gosto cresceu, e aos dezoito anos resolveu conhecer o prazer da luxúria. Sem detalhes :(, mas para os que já enfrentaram essa situação sabem do que estou falando e o que passei. Então, de uma hora para outra, o cara chato e insuportável tornou-se também o cara mais sujo e infame da congregação. Lembro-me que muitos pais não deixavam suas filhas aproximarem-se de mim. Foi a pior época da minha vida, mas entendia o que causava aversão nas pessoas e hoje entendo melhor ainda.

Sei que muitas pessoas queriam me ajudar, mas não foram felizes com os métodos, nem com as palavras. Carregar essa imagem de 'desviado' ao longo dos anos, não foi fácil, nunca é. Mas acredito que Deus nunca me desamparou, mesmo nos momentos mais solitários da minha vida.

Desta época guardo muitas lembranças e não irei defini-las como boas ou más, mas apenas como 'Lembranças', pois foram elas que me ajudaram a ser o que sou hoje, um ser em construção ainda, é verdade, mas quem não está em construção?

Nesse momento lembro-me de nomes e rostos, lembro-me de pessoas, aquelas que penso em (in)determinado tempo do meu dia-a-dia. Os nomes vou relatar agora, os rostos estão guardados na memória. Agradeço à vocês, independente da forma como apareceram em minha vida!

Eduardo/Júlio/Marcelo/Luciano/Levi/Paloma/Magdiel/Liane/Tamires/Fabiana/Amanda/Alex/Luiza/Pablo/João/Paulo/Fernando/Elza/Marcos/Bete/Claudia/Alex/Jorge/Bete/Marcelo/Raphael/Jaime/Nilda/Valter/Felicidad/Rogério//Vanessa/Natália/Vilma/Luís/Silvana/Airton...

...continua...

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...