sábado, 23 de outubro de 2010

Quando estiver morto estará pronto.

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NOTA: Desde o dia 11 de Outubro de 2010 Bianca Toledo está internada no hospital Pasteur, no Rio de Janeiro. Ela teve complicações ocasionado por uma  interrupção no intestino, ligado a sua cirurgia no estômago que resultaram em uma infecção generalizada, hemorragias, diminuição da coagulação sanguínea, descontrole da pressão arterial. A complicação se agravou ocasionando um coma induzido, Bianca deu luz a José Vittório que recebeu os primeiros cuidados e já está de alta junto com o pai Renato Pimentel. FONTE: http://biancatoledopimentel.zip.net/ Twitter: @BiancaTolledo
 
Vivemos em um tempo onde somos cercados de manjares. Manjares para o ego, para a carência, para o vazio, para indecência.
Chegam por todos os lados. Soluções fáceis… Doces distrações. Mentiras atraentes, atos inconsequentes, inquieta mente busca… Paz.

A decisão de seguir à Cristo nos dá o direito de saber a verdade e escolher estar com ela. Muitas vezes esse processo não é agradável, porque somos estimulados o tempo todo por um mundo de mentiras e prazeres imediatos. E continuamos vazios. Donos da razão.

A Ilusão de encontrar em alguém, ou em alguma forma ou estado a sensação ideal, a felicidade, é uma busca sem fim.

A busca do poder, do controle e da aprovação, seja ela familiar, profissional ou religiosa só nos afasta dia a dia da verdadeira liberdade para a qual fomos chamados. Todos nós queremos o sucesso, e quando o conseguimos percebemos que, nesse aspecto, ele não é determinante.

E assim acontece com o casamento, com as posições respeitadas de liderança, com as soluções estéticas, e com tudo aquilo que possa nos parecer um facilitador da felicidade.

O convite que eu recebi hoje de Deus foi para refletir sobre seu filho, que abrindo mão de tudo, nos céus e na terra, cumpriu sua missão, vivendo com abundância. Ele não só teve em si a plenitude de todas as coisas, mas a compartilhou com quem estivesse com ele.

A decisão de segui-lo, porém, exige de nós o desejo de ser como ele.

“Se alguém quiser vir após mim, negue à si mesmo” Mc 8:34

Porque esquecemos frases como essa quando procuramos respostas, e buscamos apenas as promessas? Não cansamos de andar em circulos?

Quanto maior o benefício, maior a responsabilidade.

Negar a si mesmo não é alienar-se da realidade. Pelo contrário, muitos buscam na religião uma nova decoração para suas prisões e enfermidades.

Preciso morrer para as minhas desculpas, para minhas mentiras, para o meu conforto que me mantém alheio à vontade de Deus.

Abrir mão, renunciar a própria razão, e obedecer. Ser como Ele! Um preço diário por uma glória eterna! Não é abrir mão dos prazeres, ou dos benefícios de uma vida de sucesso. É eleger uma matriz, uma fonte, ser com Ele, ser por Ele e para Ele.

Porque absolutamente ninguém quer mais a sua felicidade que aquele que entregou a própria vida por você.

Você estaria disposto a morrer por Ele?

Está disposto a matar o seu ego? O egoísmo? O orgulho? A soberba? A crença de que suas obras o justificam? A independência?
Preocupar-se mais com suas intenções do que com suas ações?

”Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto.” Jo 12:24

Sem morte não há produtividade. O reino de Deus não é uma filosofia, nem uma religião de rituais vazios. É um compromisso real de sacrifício racional, que aos poucos, dia-a-dia, preenche todos os espaços da alma, alinhando nossa personalidade com a sabedoria de Deus.

Desta forma, nos tornamos agentes deste reino, atuando positivamente na igreja e principalmente na sociedade como Jesus atuou. Não mais porque desejamos aprovação e alimento para o ego, mas simplesmente porque desejamos compartilhar o que recebemos do Pai.

Ele hoje me pergunta: Quanto de mim há em você? Quando Morrer, estará pronta.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pioridade

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Por Mário Machado em Licença Poética no irmaos.com

O fim da vida é triste e sempre cercado de dor.
Um velho treme de frio sob o melhor cobertor.
Vai-se o brilho dos olhos, vai-se as forças das pernas,
Só fica mesmo as lembranças, de tudo o que se era.
A velhice é um mau agouro! Traz sempre um tom de desgosto.
Trás marcas bem mais profundas que todas as rugas do rosto!
Um velho anda devagar, não porque não tenha pressa,
Vive esquecendo-se de lembrar, não porque não se interessa...

São as limitações humilhantes!
Lembrando que você jamais será o mesmo de antes!
Antes da soma dos dias, do avanço dos anos, da mão fria do tempo.
Carregava o mundo nas costas, e hoje, o levantar-se já é tormento.

Velhos, são na sua maioria, solitários!
Absortos, reprisam seus dias de glória, remexem seus relicários!
Fragmentos de uma vida que parecia fazer sentido,
Antes, de ser junto às fotos amareladas até dos filhos esquecido.

É uma indignidade saber tanto e poder tão pouco!
Velhos normalmente são surdos e quando falam encontram ouvidos moucos.
Amadurecer é uma história, envelhecer é outra bem diferente!
Uma é escolha, outra, um processo que não depende da gente.

Ninguém quer ser velho, mas não se quer morrer cedo!
A morte que se aproxima a cada limitação, do velho é o grande medo!
Mas se isso é coisa certa, que a velhice trás a morte,
Morrer cada vez mais velho é sinal de boa sorte!

Para ruminar vida afora:

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá." Êxodo 20:12

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Perdoar ou não? Eis a questão.

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Estamos participando de um curso, Casados Para Sempre, em nossa igreja que está nos remetendo a diversos sentimentos, uns novos e outros, a tanto tempo, adormecidos.

E diante de tudo que estamos estudando, uma situação tem nos chamado a atenção. Está relacionado ao 'perdão'.

Nos fez lembrar que em uma reunião ouvimos do Ev. Elias o seguinte: “Perdoar não é um sentimento e sim uma escolha”. Mas como distinguir o sentimento da razão? Como jogar no mar do esquecimento as afrontas e investidas de pessoas que querem indirectamente (ou não) nos magoar?

Não é fácil. Nunca é.

Mas aprendemos que essa fase dura por um período, e foi bem ilustrado pelo Adriano, que disse o seguinte: “Anos atrás sofri um acidente e levei cinquenta pontos na mão. Ao chegar no hospital a dor era horrível, após alguns dias a dor continuava. Mas agora, depois de anos, o que vejo são as marcas, a cicatriz, lembro-me da dor dos pontos e do sofrimento, mas hoje não dói mais.”

E é assim que funciona, é um processo de 'cura' que somente pessoas com o coração disposto podem desfrutar. Ainda que não saibamos como, ou que não tenhamos a intenção de liberar o 'perdão', se estivermos dispostos a entregar essa situação nas mãos do Senhor, Ele fará tal situação mudar. Devemos entregar nossos desapontamentos e mágoas ao médico dos médicos, pois Ele nos dará subterfúgio para lidar com tais situações.

Mas como sabemos se estamos ou não deixando que Deus cuide de tais situações? Será que o simples fato de olharmos para a pessoa que um dia nos magoou e não sentir aquela vontade de 'esganar' é o suficiente para dizer que perdoamos?

As vezes sim, as vezes não.

Devemos a princípio deixar de ser o 'Juiz' da situação, pois como vítima das atrocidades iremos inocentar a nós mesmos e condenar aquele a quem nos afrontou. Também devemos lidar com nosso sentimento de justiça com muita cautela, sabe porque?

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” Mateus 7:1a5

"Que Deus nos abençoe, que façamos o melhor por Ele e para Ele."

Lançamento: "Meus Passos No Tempo"

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Galera, amanhã vai rolar o lançamento do cd "Meus Passos No Tempo" do Thiago Grulha.

Se você está na dúvida se vale a pena ou não estar nesse evento, deixo abaixo um exelente post do músico e blogueiro Jonas Paulo sobre o cd do Grulha.

Estou na expectativa de um show imperdível, mas acima de tudo guiado pelo Espírito Santo.

Um pequeno salmista andando pelo tempo.

Há um cineasta russo que disse em seu livro que a música é a moldagem filosófica do tempo. No caso das canções de Thiago Grulha, dever-se-ia estender o conceito para o campo da Fé, da Teologia, da Doutrina e Vida Cristã. Meus passos no tempo parece ser o retrato do que vive, pensa e faz um jovem salmista da nossa geração, anotando tudo em nossa memória através do seu canto. É com os olhos no retrovisor das próprias vivências que Thiago evoca as imagens e experiências que canta no disco com uma voz singela e precisa, sem muitos rodeios. A principal marca do disco é a presença de canções, na mais bela acepção da palavra, aquela que nem meu sempre útil Caldas Aulete traz no verbete:

canção (can.ção) sf. 1 Qualquer composição musical (popular ou erudita) para ser cantada. 2 Poesia lírica.

O problema do verbete é a palavra “qualquer”. Correto do ponto de vista da língua, mas não do ponto de vista de uma minha Filosofia da Arte, a partir da qual defendo que casamentos especiais entre poesia e sons merecem ser chamados de canções. Grulha é cancionista! Tem aquelas fagulhas criativas que depois de lapidadas viram poemas, e muita vez, se encaixam perfeitamente numa idéia sonora; ou ainda, desafiando o próprio compositor, já nascem as duas coisas, texto e música juntas, presenteadas por Deus num ato de plena graça.

Musicalmente o CD tem uma textura pra lá de agradável, com pelo menos 2 singles que estourariam fácil em circuito comercial. Às vezes tenho a impressão de que está chegando a hora de artistas cristãos como Grulha, Hélvio Sodré, Banda Resgate entre outros experimentar lançar seus materiais em circuitos maiores do que apenas as rádios evangélicas, mas isto não é assunto para agora… Meus passos no tempo remete a um Brit-Rock corajoso e Pop, com uma coisa de Coldplay aveludado por um leve sotaque Folk pela presença de fortes violões de aço como o de Cacau Santos na lindíssima canção Não é o fim, que bem me lembro ter história, e uma história que ainda vai deixar o Thiago Grulha com a voz embargada por muitas vezes. As escolhas de timbres e arranjos são muito corajosas e acredito que poucos produtores além de Paulo César Baruk ousariam investir em tamanha economia como na da que ouvimos na faixa de abertura e sua repetição como bonus-track.

Fiquei mais uma vez impressionado com a voz poderosa, plástica e expressiva de Leila Francielli num dueto lindíssimo com Thiago. Coisa linda de composição, de arranjo, interpretação e tudo mais! Até a mix me impressionou pelo bom gosto no preenchimento dos espaços e o belo “palco sonoro” montado pelas mãos de Eduardo Garcia. O equilíbrio da masterização contribui para a escuta dos detalhes, dos efeitos. Tudo na medida para a construção de um belo álbum! Os samples da faixa Tempo para amar são outra boa surpresa. Além de bem sequenciados, ornam o belo arranjo de Thiago Cutrim.

Outro destaque é a interpretação de Grulha para a já clássica Choro acompanhado num arranjo que transborda bom gosto e sensibilidade do Leandro Rodrigues.

Um espetáculo de simplicidade e captação de uma idéia, de um conceito é o projeto gráfico do CD. Fez com que mais uma vez eu sentisse saudades do formato dos LPs. Imagino a capa e as fotos de Lucas Motta em dimensões mais avantajadas… Seria algo pra se pensar paras as próximas empreitadas da Salluz Productions: uma edição limitada para os que ainda sabem e gostam de colocar a agulha no vinil!

Em seu terceiro álbum, Thiago Grulha parece ter atingido uma constância impressionante na concepção de canções que falam a uma geração que parece estar voltando a se sentir tocada pelo uso das palavras.
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