quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pioridade

Por Mário Machado em Licença Poética no irmaos.com

O fim da vida é triste e sempre cercado de dor.
Um velho treme de frio sob o melhor cobertor.
Vai-se o brilho dos olhos, vai-se as forças das pernas,
Só fica mesmo as lembranças, de tudo o que se era.
A velhice é um mau agouro! Traz sempre um tom de desgosto.
Trás marcas bem mais profundas que todas as rugas do rosto!
Um velho anda devagar, não porque não tenha pressa,
Vive esquecendo-se de lembrar, não porque não se interessa...

São as limitações humilhantes!
Lembrando que você jamais será o mesmo de antes!
Antes da soma dos dias, do avanço dos anos, da mão fria do tempo.
Carregava o mundo nas costas, e hoje, o levantar-se já é tormento.

Velhos, são na sua maioria, solitários!
Absortos, reprisam seus dias de glória, remexem seus relicários!
Fragmentos de uma vida que parecia fazer sentido,
Antes, de ser junto às fotos amareladas até dos filhos esquecido.

É uma indignidade saber tanto e poder tão pouco!
Velhos normalmente são surdos e quando falam encontram ouvidos moucos.
Amadurecer é uma história, envelhecer é outra bem diferente!
Uma é escolha, outra, um processo que não depende da gente.

Ninguém quer ser velho, mas não se quer morrer cedo!
A morte que se aproxima a cada limitação, do velho é o grande medo!
Mas se isso é coisa certa, que a velhice trás a morte,
Morrer cada vez mais velho é sinal de boa sorte!

Para ruminar vida afora:

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá." Êxodo 20:12

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