terça-feira, 16 de agosto de 2011

(?) Perdão (?)

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Cada um com sua idéia de perdão. E quando a gente cresce, as briguinhas de criança viram afrontas difíceis de serem esquecidas. Não vem de nós, perdoar e esquecer.

Eu lamento. Lamento muito por sermos tão limitados. Por repetirmos frases bonitas, e nada mais além disso. Porém, caro leitor, ações valem mais do que mil palavras, sabiam? Sejam elas positivas ou negativas. Mas a gente prefere palavras. Nos apegamos a elas ou nos escondemos atrás delas.

Esse lance de perdão está tão sério que foi a última capa da revista Veja. Foi assim que eu descobri que o perdão é coisa nova. Antigamente, nem se cogitava o perdão. Ou colocavam a culpa no capricho dos Deuses ou a responsabilidade do perdão era divina, nos isentando de qualquer esforço para perdoar, como se fosse algo impossível para o ser humano! Daí a gente vê porque é que hoje, cumprimentar alguém depois de uma ofensa já é algo de se admirar!

Para haver perdão é preciso, de um lado, arrependimento sincero e, do outro, disposição para apagar os ressentimentos. Só que mesmo na era da informação, perdoar e pedir perdão é algo raro. Quando diz que perdoa, não esquece. Quando pede perdão, não se arrepende, de fato. Talvez porque o amor entre tais pessoas não exista, ou talvez porque não haja confiança.

E é por isso que digo, minha gente! Feliz é quem consegue viver o perdão. Porque com o perdão, a gente alcança muito mais. Vivendo o perdão, sentimos o amor crescer dentro de nós. Quando o perdão acontece, admitimos a nossa própria humanidade e assim, nos igualamos ao outro num ato de humildade. A gente liberta e se permite ser livre, a gente cresce como ser humano e se enche de esperança! Jogamos fora o rancor e nos focamos no lado bom das pessoas, amando profundamente alguém que queremos bem, porque perdoar é um ato de amor. É só no perdão que a gente continua somando vida, conhecimento e alegria. Só no perdão. Mas a gente continua se tratando de maneira tão narcisista, tão egoísta! Qualquer coisa é imperdoável ou nos justifica desgostar do outro.

Ahh, mas eu não me esqueço da sensação boa que é quando alguém te perdoa, esquece o que passou e supera a dor da mágoa! Como é maravilhoso perdoar e também superar a dor e, de certa maneira, saber que não é só você que erra de vez em quando! Eu sei que existem coisas que não são tão fáceis de esquecer, e é por isso que são poucos, os que sabem amar. Mas como diz a filósofa alemã Hannah Arendt, "só poderemos perdoar a quem pudermos punir." E um detalhe importante: na maioria dos casos, a punição não é premeditada! É o natural do ser humano, sem esforço nenhum...

Mas será que isso não cansa? Porque punir custa caro! Isso nos empobrece, nos arranca a paz e o amor dos corações! Eu, sinceramente, cansei de perder amigos, familiares ou irmãos na fé por nada! E só o que fica é a lembrança de momentos bons e uma saudade cheia de dor.

Sendo assim, a gente se acomoda e volta para as frases bonitas. Mas pra quem quer uma dica para obter perdão de alguém, tem que haver arrependimento, assumir a culpa e se compadecer pelo sofrimento causado à outra pessoa. Boa, essa dica, viu!!!

Mas por enquanto... a filósofa Hannah tá ganhando! "Só poderemos perdoar a quem pudermos punir." É esse, o perdão de hoje em dia.

Que D-s me ensine a perdoar e que eu tenha ricas oportunidades para pedir perdão e ser perdoada. Porque com certeza, vou precisar.

Quero amar por amar.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Evangelho segundo "Rodrigo".

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Como seria o evangelho segundo ‘Rodrigo’?
Talvez, muitas polêmicas seriam extintas, muitas brigas esquecidas e encontraríamos a paz. Ou não. Talvez o mundo fosse tomado por um ódio nunca antes visto, viveríamos em um mundo de guerras intermináveis, ofensas incontáveis, total falta de perdão.

Imagino eu que não teria a mesma coragem dos apóstolos de levar o evangelho, de pregar o evangelho e viver o evangelho. Sabe o que acho? O ‘meu’ evangelho seria furado, sem alicerce, sem vida. Não conseguiria levar as ‘boas novas da salvação’ como foi feito pelos antigos, por quem realmente privou-se de sua própria vida para viver a vida de/com Cristo.

Um dos motivos que me leva a crer na ineficiência do evangelho segundo ‘Rodrigo’ está em não saber o que é abrir mão das ‘coisas’. Eu não sei o que é deixar nas mãos do Senhor e por mais que eu queira e às vezes tente, não consigo imaginar essa total dependência em Cristo o Senhor. Sei que estamos vivendo dias difíceis, dias em que o mal impera, sei que vivemos rodeados pelas mentiras do inimigo da nossa salvação e que a nossa ideia de incapacidade diante de Deus é obra dele, o pai da mentira.

Ou quem sabe por que o diabo nos quer intimidar pensemos que nossas vidas são vasos vazios do Senhor, mas ao contrário do que prega o mundo, estamos cheios d’Ele porque somos Seus escolhidos. Reflito...

Não quero viver um evangelho segundo eu mesmo, sabe por quê? Porque não estaria debaixo da cobertura do Senhor.

Quero viver uma vida entregue nas mãos d’Ele, ainda que, em meu interior ecoe a voz do devorador de sonhos pedindo para parar, deixar de lado, sucumbir ao pó de onde nunca deveria ter vindo. Quero viver a verdade que liberta no caminho que nos leva a salvação, salgado pelo sal que realmente tempera diante da luz que nos mostra a direção.

O desejo do meu coração é que Deus faça do meu ‘eu’, morada do Espírito Santo.



O vídeo encontrei no Parada Perfética
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