sábado, 15 de outubro de 2011

O Sempre e o Nunca.

*Esse é um grito da alma escrito com calma para que você possa ‘ler correndo’, como sempre.

Eu sempre soube que não seria fácil, nunca o é! Quer saber de uma coisa? O sempre é tão vasto quanto o nunca. E nunca pensei que admitiria isso algum dia... Ou sempre soube que isso aconteceria.

Enfim, alguém que é especial postou esses dias no Facebook que: ‘Em qualquer relacionamento, quando apenas uma das partes se manifesta há desequilíbrio’, eu concordo discordando.

Concordo pela verdade nua e crua na frase e discordo por imaginar que muitos daqueles que dizem ser “a parte a se manifestar”, não o fazem com verdade.

Não condeno os motivos que fazem dos tais relacionamentos parecerem como as ruínas no deserto, e nem mesmo critico a mim mesmo ou me pego tentando achar o tal do ‘onde foi que eu errei desta vez’. O que sei (instintivamente) é que certos distanciamentos se fazem necessários para que possamos (eu e o outrem) crescer e caminhar em frente, mas nem sempre é bom, prazeroso ou gratificante, e podemos dizer também que, nem sempre é doloroso, infeliz ou penoso.

Muitas vezes me pego pensando em momentos agradáveis apesar das pessoas que os compunham. É isso mesmo! Apesar das pessoas, e mais ainda, apesar de mim.

Diria tantas coisas à Maria, José e João, e o mesmo falaria aos fulanos e ciclanos, que: “Os amo apesar de tudo”. Aperta o coração pensar que se fosse fácil assim nunca aconteceria o tal do distanciamento. Mas não é fácil, e o meu coração dilacera.

Como havia dito no início, sempre soube que não seria fácil, e gostaria aqui de explicar algumas coisas:

Faz alguns meses que escolhi um caminho, e sabia que esse caminho fatalmente me distanciaria daquilo que me dá todo o apoio moral, ético e cívico. Faz alguns meses que deixei de lado o espiritual e estou à deriva nesse mundo. Nunca pensei que reconheceria isso, mas é verdade que, sempre é preciso perder, e deixar de ter, e também deixar de ser, até chegar bem no fundo do poço, para que do fundo possa eu, enxergar a luz.

Só que tem um detalhe muito importante nisso tudo, ainda estou em queda livre. E nessa queda percebo que estou perdendo o respeito, os valores, o juízo. Caindo ainda mais, percebo que estou perdendo alguns amigos. E na queda, perco algumas das minhas expectativas e me frustro. E na queda, o meu ego rasga ao raspar nas paredes no abismo. E na queda não dá tempo, não há tempo, vai vendo...

Alguém pensou: “Anjos caídos! É Satã!”, não meu amigo, é o Rodrigo caindo mesmo. Você consegue enxergar? Olhe bem! Lembra-se dele? Daí você se questiona: ‘Dele quem?’ Daí, respondo: ‘Eu!’.

Fico com outra frase de efeito do Facebook, Não preciso de muitos, só dos verdadeiros!”

“Empurraram-me para forçar a minha queda, mas o Senhor me ajudou.”

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