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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O respeito divino.

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"Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu- se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu- lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas."

Pedro negara a Jesus da forma mais angustiante. O último contato entre Pedro e o Cristo fora logo após o canto do galo. A profecia se cumprira: antes do galo cantar, Pedro negara, três vezes, conhecer ao Cristo; e quando o galo cantou os olhares de Pedro e do Cristo se encontraram... Nada mais restava a Pedro, senão sair para chorar.

Quando as mulheres, no domingo da ressurreição, foram ao túmulo para embalsamar o corpo de Jesus, encontraram o Anjo, que, após comunicar a ressurreição do Cristo, transmitiu-lhes a missão de comunicar aos discípulos e a Pedro, que o Cristo os encontraria na Galiléia.

Ao orientar ao Anjo que nominasse a Pedro, Jesus comunicou-lhe que fora perdoado e reincluso no colégio dos alunos do Cristo. Estava de volta ao time!

Galiléia dos gentios... Jesus reencontra Pedro. Primeiro, comeram, sempre um momento de descontração, ainda que estivessem diante do numinoso manifesto em carne, o que sempre silencia quem quer que seja. O mistério, quanto mais maravilhoso, mais impõe o pausa da reverência. E, então, começa um diálogo inusitado que não surpreende pelo constrangimento natural, mas pelo conteúdo.

Jesus tem a conversa esperada com seu aluno renegado, mas, para surpresa geral e particular, não toca no assunto. Não inquire sobre os motivos de tal abjeto ato, que, ademais, lhe havia sido avisado com antecedência; não questiona o porquê de não ter pedido ajuda quando teve oportunidade, nem pronuncia o temerário: "eu não lhe disse?".

Jesus, o Cristo, respeita o arrependimento de Pedro. O Messias quer, apenas, saber se a base para a retomada de qualquer relacionamento continua presente no coração do aprendiz. Se Pedro ainda o amava.

O mais triste no pecado é perceber que, ainda que por um momento, um amor consumido pelo egoísmo traiu o amor que sustenta vida, o amor por aquele que, na essência, é amado mais que a própria vida.

Arrepender-se é voltar consternado ao amor que, abandonar leva à perda do sentido da existência. Esse retorno tem de ser respeitado!

Nada mais angustiante do que o desrespeito ao arrependido. Nada mais terrível do que erro já confessado continuar a ser o assunto de rodas de pretensos irmãos. Nada mais aviltante do que pessoas a quem foi pedido perdão, principalmente, se mentores, ficarem a espalhar o que lhes foi dito no lugar sagrado da confissão.

A condicão indispensável para se sustentar a sinceridade do perdão ou do amor é o respeito ao arrependimento. Logo, o respeito ao arrependido. A maneira de respeitar o arrependido é o silêncio que dá lugar ao amor. O arrependimento é fruto de dor que o perdão deveria consolar.

Jesus acreditou em Pedro e lhe devolveu a honra, devolveu-lhe as chaves do Reino. O Cristo sempre faz assim quando perdoa!

E o surpreendente, tendo como base o cristão moderno, é que os demais apóstolos nunca questionaram o ato do Cristo. Ninguém saiu a contestar Pedro ou a reinvidicar para si as chaves pelo Senhor devolvidas. Ninguém nunca mais tocou no assunto. Não há pecado onde Deus não imputa pecado. O arrependimento tem de ser respeitado. Pedro voltou a ser digno de confiança como o deve ser quem quer que tenha se arrependido.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Há um caminho de cura.

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O casal estava em crise, não havia mais respeito entre eles. Por qualquer coisa viviam se agredindo, pareciam estar numa competição ao invés de num casamento. Já não sabiam mais como isso tinha começado. Algumas possibilidades vinham às suas mentes: eles tinham vivido numa gangorra na história comum. No começo do casamento ele era o único provedor da família, tinha uma posição importante na empresa em que trabalhava e cresceu ainda mais. A empresa custeou-lhe estudos, aprimoramentos, e ele soube aproveitar bem as oportunidades que lhe foram dadas, cresceu a ponto de começar a desprezar a esposa que, ao seu ver, não mais conseguia acompanhar o seu ritmo e cultura. Mas a vida lhe pregou uma peça. A empresa, por razões que nada tiveram a ver com ele, foi à falência. E, para piorar a situação, ele foi colhido por uma crise nacional, onde conseguir uma recolocação tornou-se uma impossibilidade.

A esposa há muito fora do mercado, consegue um bom emprego e começa uma trajetória de sucesso. O marido vai, gradativamente, assumindo os afazeres de casa. Os papéis se invertem, ela, mais e mais, passa a jogar-lhe em rosto o novo quadro, questiona-o sobre como ele está se sentindo, agora que os papéis são outros e ela ganha muito mais do que ele nunca ganhou. A vida a dois tornou-se um inferno.

Cansados desse estado de coisa, já prestes a se separarem, resolvem procurar ajuda, começaram a frequentar um conselheiro bíblico. O terapeuta, uma vez a par do caso, concluiu que a causa do problema era a perda de uma perspectiva.

A Bíblia diz: “Deixará o homem seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.” (Gênesis 2:24), falou o conselheiro, acrescentando que essa palavra bíblica celebra a unidade que se tornam homem e mulher, no casamento. Quando essa perspectiva da unidade de perde, entra na arena a competição e com ela o desrespeito.

Quando marido e mulher tem consciência de sua unidade, não importa quem provê o que, ambos trabalham para si mesmos, tanto faz quem ganha mais ou quem ganha menos, o que interessa é que estão juntos construindo um sonho comum. Reina o respeito, todos os papéis são igualmente valiosos, e não importa o quanto a vida os alterne, a unidade relativizará o quadro.

O conselheiro informou-lhe que se fossem por esse caminho encontrariam a cura: porque é assim que a Bíblia diz.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Ciúme.

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Você já cruzou com gente que arde em ciúmes? Bem, eu sei que um pouquinho de ciúme todo mundo tem, até o Espírito Santo, mas eu estou dizendo arder em ciúmes, a ponto de inviabilizar a vida do outro. Lembro-me de uma senhora que teve de deixar de ir a várias reuniões da igreja, por causa do ciúme do marido, que não podendo estar em muitos dos encontros de comunidade, também, não deixava a esposa ir. Que coisa! Ele chamava isso de amor!

A Bíblia diz:
“o amor não arde em ciúmes” (1 Coríntios 13:4).

Gente, amor combina com liberdade e com libertação. Quem ama confia, libera, emancipa o outro. Arder em ciúme é se deixar tomar pela insegurança, pelo medo. Isso acaba com qualquer relacionamento.


Isso, quando o ciúme não é mera projeção. Isto é, o sujeito não é fiel e pensa que ela, quando está longe do seu controle, está fazendo, com ele, o que ele está fazendo com ela. E aí é verdadeiro o ditado:
“o inocente paga pelo pecador”.

Às vezes o ciúme tem a ver com o medo de perder o ente amado, acontece, principalmente, quando um dos cônjuges sofre de algum complexo de inferioridade e, como sabe que o outro, por causa da sociedade em que vivemos, está, pelo menos, sob algum assédio, é tomado pelo pavor de perdê-lo. Aí é preciso convencer o outro com consistentes demonstrações de seu amor. E, um tem de aprender a confiar no outro, assim como clamar a Deus que não os deixe cair em tentação.

Infelizmente já assisti o fim de casamentos por causa disso. É triste ouvir a mulher ou o homem a dizer: “Não é que ela ou ele não me ame, mas que me sufoca com aquele ciúme doentio.”

Lembre-se: arder em ciúme não é amar. O amor liberta, confia, estimula o outro, o faz sentir-se importante, digno de confiança. E uma pessoa que se sente amada reage a esse amor com maior amor ainda. Por isso não se deixe tomar pelo ciúme, se for o caso procure ajuda. Faça o outro feliz para ser feliz. É assim que a Bíblia diz.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Crime existencial.

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Em Gn 3:15, Deus faz uma afirmação, da qual, nem sempre, nos damos conta: de que a inimizade da serpente seria para com a mulher.

A serpente configurava Satanás e a mulher configurava a Igreja, que traria Cristo ao mundo.

Mas, para além das configurações, que falam do enfrentamento da Igreja do Antigo e do Novo Testamento para trazer o Cristo, primeira e segunda vez; nesse texto, Deus reinventa a maternidade. O que era, apenas, a forma como nos multiplicaríamos, passou a ser a única esperança da humanidade. Duma gravidez especial viria o salvador. Toda a esperança da humanidade repousava no útero de uma mulher.

Mas a mulher pagaria um alto preço, teria como seu inimigo o anjo rebelde.

Os homens entrariam nessa briga por serem descendentes da mulher. Mas, a briga principal era com ela, para impedir a vinda do ungido.

Talvez, isso explique porque a vida da mulher tem sido um inferno em todas as culturas. Os homens, que deveriam ser aliados das mulheres, protegendo-as dos ataques do maligno, mudaram de lado e colaboraram com essa caçada por tempos perdidos na memória.

De todas as manifestações dessa tentativa de destruir a mulher, fazê-la prostituta, talvez, seja a pior. E, às vezes, se faz isso dentro do casamento, porque prostituição é mais do que troca de sexo por dinheiro, é o aviltamento da mulher – há culturas onde isso está institucionalizado por meio do harém - em outras pela poligamia – noutras pela permissão velada a profusão de amantes ou aventuras. E, também, se faz isso quando a mulher é convencida que sem sexo não há relacionamento possível.

Em qualquer tipo de prostituição a mulher não conta como ser humano, apenas como fonte de satisfação masculina: quanto mais serviçal, melhor! Ela não existe mais! O que existe é o macho em sua volúpia querendo satisfação plena e sem questionamento. E a única razão da existência da fêmea se sustenta em sua capacidade de dar prazer ao macho. Ela não vale pro si, vale por ele.

A gente não combate a prostituição como pecado moral, combate-a como crime existencial, porque a alma da mulher é devorada e o que resta é a sua capacidade de satisfazer a uns e enriquecer a outros: homens que a usam e exploram a seu bel prazer.

Os Céus revoltam-se, a prostituição amesquinha a mulher e insulta a Deus, que, com a mulher, fez um pacto especial, fazendo dela a portadora da esperança da humanidade, não só por trazer o Cristo, mas por ser, na maternidade que carrega no coração, a certeza de que Deus continua investindo na humanidade.

PS – Parabéns a missão "um clamor por Niterói" em Niterói, no combate à prostitução na cidade.

domingo, 25 de outubro de 2009

Entre colchetes.

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A mulher respondeu:

— Agora eu sei que o senhor é um profeta! Os nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo. Jo 4.19,20

[Desculpe-me, por entrar na conversa. Mas, quando você desconfiou que ele era profeta; já que você diz “agora eu sei que o senhor é profeta”?

A mulher respondeu:

Quando ele disse que se eu soubesse o Deus tem para dar, e quem era o que me pedia, eu lhe pediria e ele me daria água da vida. Entre nós, água da vida é um rio de águas correntes, e também lugar apropriado para batismo, para a purificação. Ele estava me chamando a atenção para questões espirituais. Por isso eu perguntei se ele era maior do que o nosso pai Jacó. Com o que ele falou sobre mim, a desconfiança virou certeza.

Ah! Grato! Saio como se não tivesse entrado.]

Jesus disse:

— Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus. Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. Jo 4.21-24

[Intrometendo-me, de novo... Jesus! Ela mudou de assunto? E o Senhor a acompanhou?

Jesus respondeu: Pergunte a ela, se ela, de fato, mudou de assunto!

A mulher respondeu:

Não mudei de assunto, não! Adorar a Deus é viver do jeito de Deus, segundo a lei, e quando a gente tropeça na lei, adorar é ir pedir perdão, o mais rápido que a gente puder; e ir ao templo ou ao altar no monte Gerisim levando um cordeiro ou um pássaro, que será sacrificado para que a gente possa ser perdoado. O profeta me chamou a atenção para o fato de que estou em débito com Deus. Eu lhe disse que ninguém sabe onde, de fato, a gente pede perdão a Deus: no monte Gerisim, como nos ensinaram os nossos pais, ou em Jerusalém, como ensinaram os pais dele. Ele disse: em Jerusalém, mas acrescentou: a partir de agora é em qualquer lugar, a partir de mim mesma.

Entendi. Espero não atrapalhar mais.]

A mulher respondeu:

— Eu sei que o Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para nós. Jo 4.25

[Cá estou, de novo... Por que você diz que vai esperar pelo Messias? A palavra do profeta não basta?

A mulher respondeu:

Veja! O profeta está mudando coisa demais! Ele está dizendo que para eu pedir perdão a Deus eu não preciso mais ir ao templo de Jerusalém, ou ao altar no monte. Ou seja, ele acabou de destruir o templo e o altar! E, mais, quem vai morrer em meu lugar? Ele acabou de abolir o sacrifício! É mudança demais! Ele está mexendo em questões sagradas! Só o Messias tem autoridade para tanto.

Entendi, faz sentido, realmente, é mudança demais! (Eu sabia quem ia morrer, ou melhor, já tinha morrido no lugar dela, mas não quis atropelar o processo, já tinha me intrometido demais)]

Então Jesus afirmou:

— Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias. Jo 4.26

[E agora, minha senhora? Ops! Desculpe! Eu de novo! O homem disse que ele é o Messias, portanto, quem tem autoridade para mudar todas as coisas... O que você fará?

A mulher respondeu:

Eu? Vou correndo contar para todo mundo que o Messias chegou, e a gente pode, então, pedir perdão a qualquer hora, do nosso coração para o coração de Deus, e ser perdoado! O Messias chegou! E a Liberdade está ao alcance de um grito: Perdão, Deus! Perdão!]

Interessante! Para os daquele tempo, adorar era pedir perdão! Quer dizer: era viver de acordo com a lei e pedir perdão, o mais rápido possível, se quebrasse a lei. Para nós é elogiar a Deus. Quem estará certo?

Deus é o criador, nós, criaturas. Logo, menores que Deus. Deus é infinito, nós, finitos. Logo, infinitamente menores que Deus, porque tudo o que é menor do que o infinito é infinitamente menor.

Então, todo o elogio que fazemos a Deus é infinitamente menor do que ele é de fato. Seja amor, bondade, misericórdia... tudo, em Deus, é infinitamente maior do que conseguimos dizer ou perceber.

É... A palavra da gente só encontra Deus quando pedimos perdão, quando reconhecemos que Deus está certo e a gente em erro e lhe pedimos que nos perdoe.

Eles estavam certos!

Adorar, portanto, é viver do jeito de Deus. Toda vez que a gente não vive assim, seja em sentimento, pensamento, palavra e ações, a gente deve pedir perdão. Cada vez que a gente pede perdão o Espírito de Deus nos comunica o perdão da Trindade e nos leva na retomada do caminho de viver do jeito de Deus (1Co 3.18) . O Messias fez o necessário para que possamos ser perdoados e reconduzidos ao caminho.

Hoje, viver do jeito de Deus é viver como Jesus de Nazaré, em quem a gente vê Deus como é e a gente como a gente deve ser. Jesus é o caminho de vida em que, pela graça, somos repostos quando pedimos perdão!

terça-feira, 28 de julho de 2009

No tom da paixão de Cristo.

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Por Ariovaldo Ramos via irmaos.com

Quando a humanidade pecou, lá no jardim, a punição apropriada para aquele ato era tudo deixar de existir. Não só a raça humana deixaria de existir, mas tudo o mais, porque a raça humana é o ápice e o "cabeça" da criação. Era um ato de ruptura com Deus que é em quem tudo existe. "Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos." Atos 17:28

Romper com Deus é não ter mais lugar para viver, para mover-se e para existir. Logo, era um ato suicida. Era isso que o inimigo queria, ele é um suicida radical, sua lógica era algo como: se não tem pra mim, não tem pra ninguém. Para sua surpresa, Deus prometeu a salvação. E a salvação veio em Cristo, que satisfez o princípio eterno de justiça, liberando o Pai para salvar a criação sem incorrer em injustiça. Agora, se aquele ato no jardim tinha o potencial para a destruição total, então, todo ato semelhante tem o mesmo potencial.

Todo pecado é um ato geocida, um ato de aniquilação de toda a criação. Por que, uma vez que a humanidade é uma pessoa só, o ato de cada um é o ato de todos. E essa condenação só não se consuma a cada pecado humano, por causa da toda suficiência do sacrifício de Cristo. Quando Cristo exclamou: Pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem. Ele estava dizendo isso; é como se dissesse: eles não sabem que cada ato dessa natureza é um geocídio. E se o Pai não perdoar, não terá outra escolha senão destruir toda a criação. Graças ao ato de Cristo, o perdão de Deus cobre a todo o pecador, mesmo que este não vá buscar o perdão, porque o princípio de justiça está plenamente satisfeito.

Deus perdoa a cada um tendo em vista a preservação do Universo. E tudo o que o pecado gerou como efeito colateral, uma vez que seu efeito principal foi anulado, o sacrifício de Cristo possibilitou que seja restaurado. "Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram..." Ap 21:1 Por tudo isso, todos nós devemos perdoar sempre aos que nos ofenderam, porque, graças ao ato de Cristo, o pecado perdeu o seu efeito fatal na criação. E se perdeu o efeito para o Universo, não podemos permitir que cause algum efeito em nós. Nos recordemos da força da petição que o Senhor nos ensinou, no que tange ao quesito perdão: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores." Mateus 6:12

sábado, 18 de julho de 2009

Pobre ateus!

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Por Ariovaldo Ramos via irmaos.com

Disseram-me que o ateísmo está crescendo.

Fiquei a pensar... Quem quer o mundo oco e solitário dos ateus?

Não eu!

Eu quero o mundo povoado dos cristãos, dos judeus, dos muçulmanos, dos animistas...

Quero um mundo onde a gente não esteja só.

Um mundo com anjos de pé e caídos.

De entidades, de elfos, de mística, de mágica, de mistérios...

Quero o mundo onde os tambores invoquem.

Onde a multidão de línguas estranhas dos pentecostais façam os seres da escuridão retroceder.

Quero o mundo que produziu Beethoven que, surdo, dizia ouvir a música que Deus queria escutar, a quem aplaudiu na nona.

Que produziu Shakespeare, que disse que havia mais entre o céu e a terra, do que supõe a nossa vã filosofia, e que valia morrer por amor.

Que desafiou Mozart a zombar de Deus enquanto, qual o profeta Balaão, só conseguia emitir os sons que boca de Deus entoa!

Quero o encanto catártico de Haendell gritando ALELUIA! de forma arrebatadora!

A beleza de Bach nos fazendo ver a paz da Família Eterna.

Quero mundo das lindas e majestosas catedrais e dos pregadores das praças, das esquinas, dos caminhos...

Da riqueza sonora profunda dos cantos gregorianos e dos vociferantes pregadores: convocando os homens a mudar e o Espírito Santo a se levantar contra o mal.

Quero o mundo que faça um ser humano, diante a pior das borrascas, ver o seu salvador andando sobre o mar, anunciando a possibilidade.

Aquele em que o guerreiro, diante da incerteza, se ajoelha perante o Eterno e se levanta com um brilho nos olhos, certo de que tem uma missão, um motivo para brandir a espada, porque se há de correr o sangue humano, tem de haver uma razão, que dando significado a vida o faça não temer a morte.

Um mundo de poetas e romancistas, que fazem a morte gerar vida, que contam histórias porque, em meio ao mais insano, há algo para contar, e se há o que contar, então significa; e se há como contar, então há um significante anterior, de modo que, por mais que cada leitor possa, de alguma maneira, reinventar, ninguém consegue negar que leu e, se leu, podia ser lido.

Quero a fé que faz uma menina entrar numa das melhores faculdades do pais, sonhando que, um dia, tudo o que sabe ajudará um ser desprovido de tudo, num dos miseráveis cantões do planeta, a sorrir com esperança!

Quero a loucura dos missionários que abandonam tudo no presente, certos de que levarão milhares a viver o futuro.

Quem quer o socialismo frio do ateus?

Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!

Da ciência não quero as equações, quero o grito de "Eureka!", onde o cálculo se mistura com a revelação.

Da matemática quero a música, a certeza de que há sons no universo, que não só os podemos cantar, mas que há quem nos ouve.

Que ouviremos a grande e última trombeta, que reunirá toda a criação para o canto da redenção.

Eu não quero capitalismo nenhum, mas prefiro o dos seres humanos que acreditavam que o trabalho é um culto ao Criador e que o seu produto tinha de gerar um mercado a serviço do bem.

Quem quer o capitalismo consumista dos ateus, que reduz a vida ao aqui e agora, e transforma todos em desesperados que, pensando que não sobrará para eles, correm para acumular para o nada?

Os ateus dizem que evoluímos, mas que não vamos para lugar nenhum; que a ciência pode tudo; que verdade é a palavra dos vencedores; que os mais fortes sobreviverão, e que é o direito natural deles.

Não! Mil vezes não!

Quero o mundo onde os fracos tenham direito ao Reino; onde os mansos herdarão a terra; onde os que choram serão consolados; onde os que têm fome e sede de justiça serão fartos; onde os que crêem na justiça estejam prontos a morrer por ela; onde os mortos ressuscitarão.

Quem quer um mundo explicado, onde tudo é virtude ou falha de um neuro-transmissor qualquer?

Quero um mundo onde a fé , o amor e a paixão curem, mudem histórias e construam caminhos! Onde os artistas tenham o que registrar!

Um mundo onde o sol nasça e se ponha, onde as estrelas, polvilhando o infinito, apontem um caminho, falem da esperança de uma grande e decisiva família, e que qualquer ser humano ao ver isso, não se envergonhe de falar: maravilha! Um Deus fez isto!

Mas não quero a teologia técnica...

Quero o Deus apaixonado dos cristãos, que abandona sua Glória e se faz gente, trazendo a divindade para a humanidade e, ressuscitado, ao voltar, leva a humanidade para a divindade!

Quero o Deus inquieto de Israel, o pai dos judeus, com quem é possível lutar.

Quero do Deus que se permite ser detido por um Jacó.

Quero o Deus chorão de Jesus de Nazaré, que mesmo a gente tendo brigado com Ele, nunca conseguiu brigar conosco.

O Deus Pai, Mãe e Filho que repartiu conosco o privilégio de ser!

Quero o mundo do medo do desconhecido, e do maravilhar-se com o desconhecido: o mundo do encanto.

Como disse o pai da filosofia moderna, o que se descobre ser ao pensar, precisa de um mundo para aterrissar, precisa que haja alguém que faça pensar valer a pena, alguém que, ao fim, é da onde se pensa, e se ele não existe, então nada existe, porque o que pensa não tem como pensar a partir de si.

Quero o mundo que ri da finitude; que desdenha das limitações; que resiste ao sofrimento; que olha para o infinito sabendo que nossa existência não é determinada pela morte ou por nossas impossibilidades; que não somos frutos de um acidente.

Quero mundo que se sustenta na fé de que ressuscitaremos, de que brilharemos como o sol ao meio dia; de que vale a pena lutar pelo bem; de que vale a pena existir!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O encontro.

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Pastor, hoje eu tive um encontro de terceiro grau com Deus, e preciso da sua ajuda!

Como um encontro de terceiro grau?

Pessoal, pastor, face a face!

Hoje, você esteve com Deus como... Moisés?

Isso pastor! E preciso da sua ajuda!

Por que uma pessoa que esteve pessoalmente, ao vivo e a cores, com Deus, precisa de minha ajuda, ou de qualquer ajuda?

Por que apareceram dois, pastor!

Dois... Como assim?

Deus! Apareceram dois seres! E ambos disseram ser Deus!

Ao mesmo tempo?

Não, pastor, primeiro veio um e depois veio outro, e eu preciso que você me ajude a descobrir qual dos dois é Deus, de fato!

Não sei se posso ajudar... Como era cada um?

Iguais, absolutamente iguais, apareceram com a mesma face, jeito... Tudo!

E a fala? Falaram a mesma coisa?

Ah! Isso não!

O primeiro chegou, eu estava no quarto, não tive medo, ao contrário, veio uma enxurrada de tranquilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que você pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Eu vou interferir, vou botar a casa em ordem! Quanto ao sofrimento, por enquanto é assim, é o custo da queda, afinal, graças à desobediência de vocês, o mundo jaz na maldade. Mas, no fim, os justos florescerão, sua diferença será percebida por todos os outros que jogaram fora a oportunidade que lhes foi oferecida. E quanto a esses falsos pregadores: eles não perdem por esperar, serão expostos: um a um!

Essa foi a fala do primeiro. Falou e sumiu!

Enquanto eu meditava nessas palavras... Apareceu o outro.

Do mesmo jeito! E, mais uma vez, eu não tive medo, pelo contrário, veio uma enxurrada de tranquilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Nós vamos interferir, vamos botar a casa em ordem! Entenda, sofremos com vocês! E, desde antes da criação, nós fizemos tudo o que precisava ser feito para acabar com esse sofrimento, vocês viram isso manifesto na morte do Cristo, e que a sua ressurreição o demonstrou. Mas entenda, há certos princípios que nós temos de respeitar! A vida é rara e muito frágil, se nós quebrarmos os princípios, que nós mesmos estabelecemos, a vida deixará de existir e, com ela, o universo. O sofrimento terá fim, e haverá justiça; é para isso que trabalhamos até agora.

Quanto aos erros grosseiros, nós os vemos e lamentamos, mas, tínhamos de decidir, diante do que aconteceu, antes de acontecer, como acabaríamos com a maldade que, em vocês, achou expressão; com a agravante, que a única maneira de acabar com a maldade é acabar com os maldosos. E vimos que há duas maneiras de acabar com os maldosos: ou os destruímos, ou os convertemos. Nós decidimos pela conversão.

E para que vocês pudessem ser convertidos, tínhamos de perdoá-los em primeiro lugar, por isso, nós sempre nos aproximamos de vocês a partir do perdão que lhes estendemos. Assim, insistiremos na conversão de vocês até o fim. E quando convertemos um de vocês, é uma maravilha! Porque nós marcamos com fogo no coração de vocês a nossa lei, e a nossa lei é o amor. E aí vocês mudam de vida, por entenderem que é amando que se vive, que é perdoando que se convive, e que é servindo que se estabelece a justiça. Sei... você está pensando: mas eles já são convertidos! Pois é, nós insistiremos na conversão de vocês até o fim.

Essa foi a fala do segundo. Falou e sumiu!

Então, eu vim correndo para falar com você: Qual dos dois é Deus? A quem devo ouvir e seguir?

Ai meu Deus! Não sei lhe dizer... me vi muito na fala do primeiro, e fiquei envergonhado na fala do segundo.

Acho que temos de pedir ajuda. Por favor nos ajudem... Para vocês... Quem é Deus?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Podcast?!

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Meses atrás, acessando o site irmaos.com, me deparei com essa novidade (que já não é tão nova assim! rsrs), o tal do podcast.

Mas o que é podcast? De acordo com o próprio site, podcast é um termo criado pelo Ex-VJ da MTV estadunidense, Adam Curry, inspirado no mp3 player da Apple, o iPod. É a junção de iPod com "broadcast", que em inglês significa "transmissão de rádio ou TV". Trata-se de arquivos de áudio, geralmente MP3, criados por amadores ou profissionais para download e normalmente distribuídos via RSS.

A verdade é que não demorou muito para que eu ouvisse TODOS os podscasts de irmaos.com, e garanto que se você começar a ouví-los não vai querer parar.

MISSÃO RELEVANTE.

Está no ar o primeiro de uma série de programas gravados na CMESP - Conferência Missionária do Estado de São Paulo, realizada de 27 a 30 de Maio em Barueri, SP. De início, já começamos com dois nomes de peso: Ariovaldo Ramos (do Portal Missão Integral) e Bráulia Ribeiro (da JOCUM) falam sobre uma missão relevante com Paulinho Degaspari e Adriana Degaspari e Marcos Botelho (do JVnaEstrada).

Descubra como é simples fazer diferença no meio em que vive, entenda a diferença entre paraeclesiástica e paradenominacional, conheça como trabalha a JOCUM e saiba com quem falar para fazer uma viagem missionária relevante.

PENTECOSTAIS X TRADICIONAIS.

Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari, Giuliano Barcelos e Marcelo Mathias estão a postos para um grande combate. É hoje que eles colocam tudo em pratos limpos.

Pentecostais e tradicionais. Quais suas origens? Quais as principais diferenças entre eles? E será que eles podem trabalhar juntos?

COMO ESTUDAR A BÍBLIA SOZINHO.

Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari, Marcos Soares e Vinícius falam sobre uma das questões mais importantes para os cristãos.

Quais os maiores sintomas de que falta conhecimento na Igreja de hoje? Qual a diferença entre ler e estudar a Bíblia? Quais os passos para ter uma maior compreensão da Palavra de Deus?

A QUESTÃO DO SOFRIMENTO.

Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari, Giuliano Barcelos, Marcelo Mathias e Fabrício Valadão Batistoni estão juntos para tentar entender por que coisas ruins acontecem às pessoas boas.

Quem criou o mal? Por que Deus permite que a gente sofra? Qual a função da dor em nosso organismo? Qual o sentido do sofrimento em nossa vida? Todas essas perguntas serão discutidas (e não necessariamente respondidas) neste programa.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Debate: A Cabana.

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No dia 27/04 aconteceu na IBAB o debate mais esperando do Fórum "Deus no banco dos réus", sobre o livro "A Cabana", com a presença de Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Quadros Gouvêia.Segue para os leitores algumas ideias a respeito do livro do ponto de vista desses caras que são feras no assunto.

Ed René Kivitz inicia o debate pedido para que Ricardo e Ariovaldo fizessem suas considerações sobre o livro A Cabana.

Ricardo - Grande Best Seller, mas não significa um grande livro. Do ponto de vista literário é uma obra medíocre. Não será um Long Seller, muito menos um Clássico. William P. Young não é um homem das artes literárias, mas trouxe em seu livro histórias relacionadas a teologia, uma tentativa que deu origem a ideias muito interessantes. O grande valor do livro está em uma pergunta: "Que Deus?", que nos leva a outras perguntas: "Eu devo adorar a Deus?", se sim: "Qual Deus?" Se me mostrarem esse deus que pregam por aí (comércio da fé), digo que esse deus é o diabo, mas se mostrarem o Deus que por amor entregou Jesus e por seu sacrifício temos acesso ao Pai, esse sim eu adoro.
Cito Calvino: "O coração do homem é uma fábrica de ídolos."

Ariovaldo - Texto de ficção que não pode ser tratado como teologia. Em seu livro, William P. Young foi corajoso por chegar na questão: "Onde estava Deus quando eu estava sofrendo?", tenta falar de um problema complexo do qual a humanidade se identifica. Aborda o sofrimento, doutrina da trindade, perdão e a respeito daquilo que nos aproxima ou afasta de Deus. O autor não escreveu o livro com grandes pretensões, porém, uma das ideias do livro é: "Viver é sofrer, e todo o juízo de Deus passa pelo sofrimento."
As pessoas anseiam pelo Deus descrito no livro. E aos que apresentam Deus; tais como pastores, líderes e etc; talvez não o façam como deveria ser, de acordo com o vício religioso de adorar aquilo que temos medo ou pavor, porém, o autor mostra que pessoas podem adorar aquilo que amam e amam aquilo que adora.
Cito um amigo, Machado: "Teologia é uma arte e não uma ciência."

Ed René Kivitz pergunta: - Qual a resposta de William P. Young para o sofrimento?

Ricardo - O problema do sofrimento humano não tem solução. O evangelho não é como os outros (religiões), não tem por obrigação resolver o problema humano. O evangelho não é uma religião e sim o substituto, o contrário a religião. O autor mostra um Deus que sofre conosco, por nós e abraça a condição humana.
Por isso, quem somos nós diante de Deus para não sofrer? Devemos reconhecer que o sofrimento faz parte da humanidade.


Ariovaldo - No livro o autor entende que o sofrimento é consequência da maldade humana a partir da queda. O sofrimento humano levou Deus ao sofrimento. Deus sofre em Cristo. A independência é fruto da possibilidade do ser humano em decidir, e decidiram errado. No livro, quando Deus é questionado em relação ao que faria a respeito do sofrimento humano, a resposta é que Deus já fez através de Cristo na cruz. Os seres humanos atraíram o sofrimento.

Ed René Kivitz pergunta: - William P. Young apresenta um Deus frágil em relação ao homem e ao pecado. Como conciliar essa figura do Deus fraco com o que é pregado hoje nas igrejas?

Ed René Kivitz - Deus é amor e não exige nada, mas quer que retribuamos o seu amor. Deus é relacional.

Ricardo - No nosso tempo e cultura, a igreja repensa o que os evangelhos significam. O que é proposto é nosso relacionamento com Deus. * pag. 132 - 'Teologia Relacional'

Ariovaldo - Não acho que o Deus apresentado seja fraco. Ele não tem medo do que Mach está sentindo. A ideia é: "Fique tranquilo, não se preocupe, eu sei o que está acontecendo. Sei exatamente o que está acontecendo." É um Deus que ama profundamente, sabe o que está acontecendo e sabe também como será o desfecho da história. Deus intervêm na história, não se impõe, mas sabe como fazer para atrair.
*pag. 178 - 'Teodiceia do autor é evangelicamente conservadora'. Do livro "... o mal perdura por um tempo, mas não tem a palavra final..."

Ed René Kivitz pergunta: - E com relação a queda no Éden e a resposta de Deus na cruz?

Ariovaldo - No texto de William P. Young a solidariedade da raça está presente. O texto indica que Deus deu alguma possibilidade do ser humano dizer não a maldade, mas não a queda. Porém, se dizem ou não, isso não muda o fato de Deus amar.

Ricardo - O livro é bastante conservador. Fala da soberania divina e do pecado original, retrata a trindade. Estamos no século 21, na pós-modernidade, o pecado não é uma ideia ou um conceito teológico, e sim uma realidade. Ter fé em Deus não implica no abandono da insegurança. Corremos o risco de não nos indignarmos suficientemente com a maldade (na teologia conservadora).
*pag. 176 - 'A fé não cresce na casa da certeza'


Ed René Kivitz pergunta: - A questão então é que estamos no lugar errado na hora errada?

Ariovaldo - Viva comigo, ande comigo, e não precisará se preocupar com o que acontece. A questão é se vou me entregar a "Grande Tristeza" ou se vou continuar a confiar naquele com quem ando.

Considerações Finais.

Ricardo - No livro, acho errado o criminoso ter sido preso, não corresponde com a realidade. Não precisava açucarar a ideia. Se o livro quer trazer a visão cristã do mundo, deve trazer a visão caída. Devemos continuar andando com Deus, apesar do mal acontecer conosco.

Ariovaldo - O autor é de origem anglo-saxão e influenciado por sua cultura, faz no final tudo dar certo. O grande anseio da humanidade hoje, é o de ser amado, essa é a proposta do autor. Gosto do fato de atacar os paradigmas em relação a trindade. Na trindade existe a paternidade, maternidade e filiação.
*Jesus sabe que vai ressuscitar Lázaro, mas chora.

Ed René Kivitz - O mal tratado no livro é o mal que fazemos uns aos outros.

"Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus e por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça todas as coisas? Quem fará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro" Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 8:31 a 39.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A morte da morte.

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Muitas vezes não damos o real valor ao significado da crucificação de Jesus Cristo, sempre ressaltamos a ressurreição e de fato devemos, pois através dela estamos livres do pecado, porque "Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação." Romanos 4:25.

A morte representa a nós o fim das coisas. Quando alguém morre ficamos tristes, choramos, muitas vezes não queremos aceitar, mesmo porque não é nada fácil aceitá-la.

A morte nos traz dor, sofrimento, angústia. Só de pensar em morte nos dá calafrios.

A morte acontece a qualquer momento e atinge os pobres e ricos, brancos e negros, católicos e cristãos, nem as pessoas saudáveis escapam dela.

Na morte, surgem os sentimentos mais inesperados, como o remorso, a rejeição, a culpa. Nossos pensamentos viajam longe a procura de um momento de felicidade junto aquele que jaz. Mas pode também desencadear o amor intenso e aquele toque suave à mão ou a cabeça, o beijo naquele momento terá muito mais significado do que os diversos dados outrora.

A morte é isso, o fim!

Porém, gostaria de compartilhar algo com vocês que ouvi em uma pregação*, e diz que a morte morreu!

- É possível? Sim amados, é possível! Sabem porque?
"... Israelitas, ouçam estas palavras: Jesus de Nazaré foi aprovado por Deus diante de vocês por meio de milagres, maravilhas e sinais que Deus fez entre vocês por intermédio dele, como vocês mesmos sabem. Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos o mataram, pregando-o na cruz. Mas Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse. ..." Atos 2:22a24

Celebremos a morte de Cristo! Proclamemos que na morte de Cristo, a MORTE morreu!
* http://www.ibab.com.br/mensagens/20080601_manha_erk.asp
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