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sábado, 15 de outubro de 2011

O Sempre e o Nunca.

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*Esse é um grito da alma escrito com calma para que você possa ‘ler correndo’, como sempre.

Eu sempre soube que não seria fácil, nunca o é! Quer saber de uma coisa? O sempre é tão vasto quanto o nunca. E nunca pensei que admitiria isso algum dia... Ou sempre soube que isso aconteceria.

Enfim, alguém que é especial postou esses dias no Facebook que: ‘Em qualquer relacionamento, quando apenas uma das partes se manifesta há desequilíbrio’, eu concordo discordando.

Concordo pela verdade nua e crua na frase e discordo por imaginar que muitos daqueles que dizem ser “a parte a se manifestar”, não o fazem com verdade.

Não condeno os motivos que fazem dos tais relacionamentos parecerem como as ruínas no deserto, e nem mesmo critico a mim mesmo ou me pego tentando achar o tal do ‘onde foi que eu errei desta vez’. O que sei (instintivamente) é que certos distanciamentos se fazem necessários para que possamos (eu e o outrem) crescer e caminhar em frente, mas nem sempre é bom, prazeroso ou gratificante, e podemos dizer também que, nem sempre é doloroso, infeliz ou penoso.

Muitas vezes me pego pensando em momentos agradáveis apesar das pessoas que os compunham. É isso mesmo! Apesar das pessoas, e mais ainda, apesar de mim.

Diria tantas coisas à Maria, José e João, e o mesmo falaria aos fulanos e ciclanos, que: “Os amo apesar de tudo”. Aperta o coração pensar que se fosse fácil assim nunca aconteceria o tal do distanciamento. Mas não é fácil, e o meu coração dilacera.

Como havia dito no início, sempre soube que não seria fácil, e gostaria aqui de explicar algumas coisas:

Faz alguns meses que escolhi um caminho, e sabia que esse caminho fatalmente me distanciaria daquilo que me dá todo o apoio moral, ético e cívico. Faz alguns meses que deixei de lado o espiritual e estou à deriva nesse mundo. Nunca pensei que reconheceria isso, mas é verdade que, sempre é preciso perder, e deixar de ter, e também deixar de ser, até chegar bem no fundo do poço, para que do fundo possa eu, enxergar a luz.

Só que tem um detalhe muito importante nisso tudo, ainda estou em queda livre. E nessa queda percebo que estou perdendo o respeito, os valores, o juízo. Caindo ainda mais, percebo que estou perdendo alguns amigos. E na queda, perco algumas das minhas expectativas e me frustro. E na queda, o meu ego rasga ao raspar nas paredes no abismo. E na queda não dá tempo, não há tempo, vai vendo...

Alguém pensou: “Anjos caídos! É Satã!”, não meu amigo, é o Rodrigo caindo mesmo. Você consegue enxergar? Olhe bem! Lembra-se dele? Daí você se questiona: ‘Dele quem?’ Daí, respondo: ‘Eu!’.

Fico com outra frase de efeito do Facebook, “Não preciso de muitos, só dos verdadeiros!”

“Empurraram-me para forçar a minha queda, mas o Senhor me ajudou.”

terça-feira, 21 de junho de 2011

Somos abençoados por Deus. Ou não!

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Vivemos realmente no tempo da Graça. Um momento único em um país laico, onde independente do que professamos como fé, absolutamente nada acontecerá, pois é assim, pelo menos deste lado do planeta tem sido assim, absolutamente normal.

Quer ser crente e “pagar” o preço por isso? Aqui você consegue. E ainda que suas atitudes manchem sua popularidade na igreja, resolvemos rapidamente, é só revelar um pecado maior ainda do outro irmão, daí o seu ‘errozinho’ cai no esquecimento, fácil assim.

Quer poder escolher quando e como adorar ao Senhor? Aqui você consegue. Simples assim, quando ‘der na telha’ apareça em sua congregação, saúde aos irmãos com a “Paz do Senhor”, e acostume-se com a famosa frase: “Tá sumido hein!”

Quer poder negá-Lo sem que nada aconteça? Aqui é o lugar. Quer seja no trabalho, na roda de amigos, na festa do sobrinho, ou seja, em qualquer lugar que não na sua congregação, você pode efetivamente ser quem você é. Relaxe, não vai acontecer nada.

Quer fazer birrinha, por não concordar com o que o irmão diz? Não há melhor lugar do que aqui para mostrar sua insatisfação com o que o outro está fazendo. A famosa guerra dos egos.

Quer poder parar de falar com o irmão por questões “particulares”? Adivinha? O lugar é aqui, pois sem motivos podemos agir assim. Basta não olhar ou não saudar o outro que já é motivo suficiente para não falar com ele. Que absurdo da parte de quem não nos dirige o olhar, de quem não nos dirige a palavra, de quem não nos saúda com “A Paz do Senhor”, que testemunho é esse? Crente de fachada! Só falo com os crentes de verdade.

Agora assista ao video* abaixo e entenda como somos abençoados por Deus. Ou não!

* Cristãos sendo espancados e queimados vivos na Costa do Marfim.


Comente ... se conseguir!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tempo de mudança...

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Olá pessoal, faz tempo que não posto nada por aqui não é mesmo?

Pois bem, queria pedir desculpas aos leitores e aos que aqui chegam em suas buscas na blogosfera.

Vou contar um pouco do que tem acontecido comigo nesses últimos dias...

Como alguns devem saber trabalho em livraria, aliás trabalhava até dias atrás. Pela graça de Deus passei em um concurso que a médio e longo prazo me trará um ótimo retorno. E lógico que qualquer pessoa em sã consciência faria essa troca que é justa, afinal, quem não quer um ótimo salário e além disso trabalhar em uma empresa conceituada (não que a anterior não fosse... ¬¬). Mas o que você faria em meu lugar se estivesse a três anos no emprego anterior?

Tem sido dias difíceis! Tem acontecido muitas coisas estranhas, vejam só:

... ao me desligar da empresa e após três anos de trabalho b-e-m-f-e-i-t-o, depositaram um valor surreal, menos de R$ 100,00 ...

... nesta semana, mais precisamente no domingo, o meu computador deu pau no HD, parece que vou perder TODOS os aquivos da faculdade, fotos da Vi e músicas (todos os meus cds...), além de ficar por no mínimo uns 20 dias sem o pc ...

... abri uma conta em um banco que deu um prazo de 15 dias para chegar o cartão, mas após um prazo superior a 40 dias e ao ligar para reclamar, mandaram uma segunda via do mesmo. Mas pasmem, essa conta recém aberta já está com movimentação e bloqueada sem ao menos eu ter feito qualquer transação ...

Sabe gente, tem horas que dá vontade de jogar tudo para o alto e apertar o botão "#$%*-se", seria muito mais fácil e muito menos complicado.

Estou passando por dias de cão, muito estresse, muita ansiedade, muita raiva, muitas brigas com a pessoa que mais me dá apoio. Enfim, estão sendo dias difíceis sem dúvida, mas superáveis com certeza.

O tempo é de mudança, e não seria nada fácil sem o apoio da minha esposa, (Vi, te amo!).

O tempo é de mudança, e não conseguiria se não tivesse a certeza de que Deus tem um plano.

O tempo é de mudança, e sei que o processo as vezes é doloroso.

Estou mudando e não é mentira...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Nada de novo no Ano Novo, será?

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Incrível como este ano aconteceu sem que eu percebesse (até agora) o grande avanço obtido em minhas amizades, meus relacionamentos, superando minhas próprias expectativas.

Sempre que chegava o final de ano, um sentimento nostálgico rondava a minha mente e o meu coração. Uma sensação de que no passado já havia vivido momentos melhores e que não podia esperar ‘muito’ para o ano seguinte. Sempre foi assim: Natal, Ano Novo e a angústia por perceber que não cresci verdadeiramente, não como um adulto e cristão.

Cheguei a pensar que existia um carma em minha vida, tipo um inferno astral. É pessoal, por vários anos seguidos me preparava para uma ‘bomba’ que estourava todo o final de ano. Uma delas foi uma suposta denúncia de assédio moral em uma empresa que trabalhei, outra foi uma amizade que terminou por conta da incapacidade de dialogar, e mais recentemente me deparei com uma liderança ousada e por que não usada pelo diabo, enfim, foram muitos os problemas que me tiraram a paz, justamente em um momento de renovo e reflexão, mas que para mim tornava-se decepção. Foram anos e anos sem que eu me desse conta de que deixava de viver o melhor de Deus para minha vida.

Mas este ano foi diferente, o que parecia inferno astral transformei em circunstâncias, mudei o foco e passei a enxergar através das pessoas e suas intenções. Fiquei mais introspectivo que o normal é verdade, mas valeu cada palavra não dita e cada pensamento preso em minha própria mente. Desta forma vi relacionamentos se fortificarem e muitos outros desmoronarem sem que necessariamente eu precisasse me expor, foi algo de Deus e ainda tem muito mais por vir, pois percebi que Deus não precisa de mim para agir, porém, se assim o quiser Ele o fará.

Agindo com cautela e de sobreaviso, superei mais um ano de trabalho cheio de desafios com metas e o mais importante como uma família unida em um único objetivo.

E percebi que o que move os relacionamentos começa em como você interage com os outros e desta forma tentei, inda que lentamente, mudar para que familiares me enxergassem diferente do que antes era e comecei a enxergá-los de outra forma. Não é fácil, não traz prazer imediato, não conforta o coração, mas como cristão temos que ser diferentes e agir diferente.

Este ano foi como outro qualquer, cheio de altos e baixo, corrido como todos os demais, mas diferente de todos, porque eu posso enxergar possibilidades para o ano que vem:

Posso ser um homem melhor, um marido melhor, um filho melhor e um irmão melhor.

Posso ter um emprego melhor e eventualmente ter um salário melhor, porque não?

Posso ter mais e mais amigos e um relacionamento melhor com Deus.

Posso fazer uma faculdade, pois é depois de tanta resistência acabei cedendo.

Enfim, como tudo que aconteceu este ano foi demasiadamente bom, eu creio que no ano que vem tudo será de novo, NOVO.
 E para você, quais são as possibilidades para 2011?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Em via de...

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Esse blog já não é mais o mesmo... antes eu produzia mais, lia mais, mas agora, meus Deus, quanto descaso da minha parte. Estou deixando de lado algo que por algum tempo serviu de terapia.

Estou fazendo um esforço (?) danado para que este blog não vire estatística.

Preciso retomar urgente a rotina deste espaço que por vezes foi meu único aliado. Foi aqui que encontrei os reais motivos da raiva contida, foi aqui que deixei as impressões de amigos e pessoas distintas, foi aqui que 'rasguei' as minhas vestes e compreendi o que sou de fato, o que querem que eu seja, e o que nunca vou ser.

Mas assim como acontece no nosso dia-a-dia, os blogs também precisam de amigos, eles também precisam de motivações externas e talvez seja por isso que aos poucos deixo este aqui, outrota tão cuidadosamente editado, quaser morrer as minguas.

Este é um post curto (sim, é verdade...) e talvez o início de algo novo (isso eu já não posso garantir...), mas já agradeço a Deus por me conduzir até aqui.

Já é um (re)começo...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Confissões... (3)

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 Um mês é muito pouco para demonstrar o quanto preciso de um tempo... Tempo para administrar tudo que tem acontecido e para di-ge-rir mais alguns sapos. Mas não posso perder o hábito de escrever aqui, não mesmo! Sinto-me na obrigação de falar com você meu 'caro amigo', talvez só aqui possa me ouvir.

Não consigo entender, ou melhor, até entendo, mas fico imaginando como as pessoas podem se esquecer de certos feitos. Talvez eu não tenha tanta misericórdia assim, é verdade, e é por isso que não consigo (ainda) olhar para uma determinada situação e fingir que nada aconteceu. Muitos vão aqui dizer que esse é o milagre do perdão, concordo com esses muitos, mas pergunto: já perdoaram a todos os seus desafectos? Ah?? Desafectos? Sim, crente também tem desafectos, e olha que não são poucos...

Passei uma longa temporada reflectindo sobre o 'deixar pra lá', ouvi tantas coisas que me encorajaram a tomar essa atitude, e o fiz de fato. Mas essa sensação de 'deixar pra lá' sempre é esquecida aos domingos quando os vejo. Sei que Deus está no controle de tudo e está no controle desta situação também, e é por isso que preciso do meu tempo, do Seu tempo meu Deus.

... tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz ... Eclesiastes 3:8 

Sabe o que somos? Somos medíocres! Dia desses eu estava conversando com algumas pessoas e cheguamos a seguinte conclusão: vivemos em uma redoma de vidro, em uma espécie de bolha religiosa que nos faz sentir mais 'santo' que os outros e que nos cega para aquilo que está acontecendo ao nosso redor. Estamos sempre no meio termo, nunca envolvidos, nunca comprometidos, nunca alicerçados. Somos demasiadamente crentes nas 'igrejas', porém, fora delas voltamos a ser o que somos de verdade, e é quando não tem ninguém por perto que aparece o nosso verdadeiro 'eu'.

Eu sou medíocre quando me ocupo com uma situação tão ridícula e com alfinetadas já esperadas de um casal tão 'esperto' que insiste em falar de Deus e blá blá blá, enquanto amigos e familiares vão me deixando, porque os deixei primeiro.

Mas comprometo-me a mudar, primeiramente com meus amigos e familiares. Irei visitá-los mais vezes, quem sabe lhes telefonar com frequência, mas quero sempre estar por perto para alguma emergência.

Já com relação aos meus desafectos, deixarei um lugar reservado para todos eles. Esse lugar está bem próximo da linha do esquecimento onde já não importa mais o que façam ou digam, mesmo porque tão próximo desta linha só me fará lembrar que um dia os conheci, mas não completamente, que um dia desisti de 'vê-los' pela ótica deles.

domingo, 11 de julho de 2010

Confissões... (2)

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Estou em um momento difícil, realmente difícil. Quero escrever sobre tanta coisa, mas infelizmente não estou com saco para expressar, aqui ou em qualquer outro lugar, o que tem acontecido. Não é que me cansei de postar, não pense isso, mas acho que alguns podem concordar comigo quando digo que a vida nos coloca tantos afazeres que tenho preguiça de escrever...

Só para vocês terem uma idéia, fiquei exatamente 1 hora digitando e não escrevi coisa com coisa. Até tinha em mente sobre o que e a quem falar, mas acabou que o texto entrou em crise, acho que eu entrei em crise e a redundância me fez desisti.

Queria falar das pessoas que encontro diariamente, e que algum dia no passado mantive um contato direto ou indireto, mas que por algum motivo estranho tornaram-se apenas ‘desconhecidos amigos’, daqueles que não trocamos mais do que duas palavras: "- Bom dia.", ou "- Boa tarde.", ou "- Boa noite."

Queria falar dos relacionamentos familiares... Será que continuo? Sim, continuo. É triste perceber que estamos tão próximos de pessoas que lá no fundo, bem lá no fundo, sabemos que amamos, mas que não podemos expressar esse sentimento porque questões relacionadas ao dinheiro são mais importantes que a própria demonstração de carinho e a difícil tarefa de dizer: "- Eu te amo!". Desisto, pelo menos por enquanto, só espero que não dure tanto e que não se converta em pranto.

Queria falar que estamos trocados (e agora é muito pessoal mesmo), pois estamos onde outros deveriam estar e gostaríamos de estar onde outros não dão a mínima por estarem lá. E por isso digo: "VALORIZE os seus.", como eu estou em uma fase de desistência, quando esse luto constante e indigesto passar quem sabe eu possa valorizar os meus. Ah..., não estamos trocados não, quem dera que sim.

Queria falar dos "super heróis" que insistem em aparecer com seus super poderes. Ah... Quarteto Fantástico, da liga dos super heróis igrejeiros, antes tivesse conhecido vocês em outro momento da minha vida, com certeza faria com que cada um engolisse palavra por palavra dita a meu respeito. Mas graças a Deus que da mesma forma que apareceram em minha vida, já se foram também, pelo menos intelectual e moralmente. Bando de hienas, víboras do deserto, é isso que realmente são!

Queria falar para quem precisar ouvir que: Pessoas deste tipo encontramos em todas (eu disse TODAS) as igrejas, elas apenas mudam de nome, e isso não está relacionado à quantidade de membros e sim a quanto essa pessoa se deixou forjar o caráter. Por isso não desista de Deus. Não dê o gostinho da vitória para esse bando de usurpadores. Continue sua trajetória na igreja. Continue na Paz e no Amor de Cristo, mesmo porque nem todos que desejam a paz e o amor de Cristo querem que de fato você esteja assim, feliz.

Quero terminar esse post com uma mensagem que recebemos por sms de pessoas muito especiais, que diz o seguinte:

‘Essa semana abrace alguém, diga eu te amo
e dê flores em vida,
pois não sabemos o dia de amanhã.’

sábado, 22 de maio de 2010

Confissões... (1)

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Todos os dias, não exactamente na mesma hora, penso nas pessoas que de alguma forma fizeram parte da minha história. É engraçado como sempre lembro-me de alguém, independente da situação, que foi especial em determinado momento da minha vida. Nem sempre são pessoas ligada à igreja, mas teve uma época que só me lembrava dessas em específico.

É muito bom praticar esse exercício de relembrar dos amigos, dos amigos/colegas, dos colegas/distantes, dos distantes, dos inimigos, dos amigos/inimigos. É interessante fazer essa análise e perceber como amigos tornam-se distantes, como amigos tornam-se inimigos, como distantes tornam-se amigos, como colegas tornam-se distantes e por aí vai, uma infinidade de combinações que nos fazem reflectir e coloca em xeque a nossa conduta em relação aos outros.

Na verdade, hoje não quero falar dos meus amigos, colegas, conhecidos, distantes, inimigos e etc, mesmo porque na maioria das vezes me reporto à vocês quando aqui escrevo, mas hoje vou falar de mim.

Desde muito moleque sempre fui o cara mais chato da turma, pelo visto ainda continuo. O fato é que desde os meus quinze anos as pessoas me chamam de rabugento, e não é à toa que aos trinta e um anos pareço um velho de sessenta. Pois é, já passei por inúmeras situações desagradáveis e na maioria das vezes porque eu quis. Quando vejo os mini-flashbacks da minha vida, caraca, que vergonha, mas é isso aê, o passado não se pode mudar, mas podemos aprender com ele e mudar nosso presente!

Quando jovem, sempre me trataram como o mais idiota, e eu era mesmo. Um tapado, tipo daqueles caras sem noção que fazem piadas de mau gosto a qualquer hora. Nunca fui popular com garotas, nem no futebol e isso reduziu o meu círculo de amigos/colegas. Na verdade fui ter vários amigos mesmo, somente na igreja e olha lá, pois sempre conseguia acabar com uma amizade e não precisava de muito (com certeza alguns vão ler isso aqui e lembrar das nossas brigas intermináveis e sem propósito), poderia até colocar o nome de uma dezena de pessoas, mas não vou fazer isso, é uma vergonha! rsrs

Então o cara chato e de piadas de mau gosto cresceu, e aos dezoito anos resolveu conhecer o prazer da luxúria. Sem detalhes :(, mas para os que já enfrentaram essa situação sabem do que estou falando e o que passei. Então, de uma hora para outra, o cara chato e insuportável tornou-se também o cara mais sujo e infame da congregação. Lembro-me que muitos pais não deixavam suas filhas aproximarem-se de mim. Foi a pior época da minha vida, mas entendia o que causava aversão nas pessoas e hoje entendo melhor ainda.

Sei que muitas pessoas queriam me ajudar, mas não foram felizes com os métodos, nem com as palavras. Carregar essa imagem de 'desviado' ao longo dos anos, não foi fácil, nunca é. Mas acredito que Deus nunca me desamparou, mesmo nos momentos mais solitários da minha vida.

Desta época guardo muitas lembranças e não irei defini-las como boas ou más, mas apenas como 'Lembranças', pois foram elas que me ajudaram a ser o que sou hoje, um ser em construção ainda, é verdade, mas quem não está em construção?

Nesse momento lembro-me de nomes e rostos, lembro-me de pessoas, aquelas que penso em (in)determinado tempo do meu dia-a-dia. Os nomes vou relatar agora, os rostos estão guardados na memória. Agradeço à vocês, independente da forma como apareceram em minha vida!

Eduardo/Júlio/Marcelo/Luciano/Levi/Paloma/Magdiel/Liane/Tamires/Fabiana/Amanda/Alex/Luiza/Pablo/João/Paulo/Fernando/Elza/Marcos/Bete/Claudia/Alex/Jorge/Bete/Marcelo/Raphael/Jaime/Nilda/Valter/Felicidad/Rogério/Lú/Vanessa/Natália/Vilma/Luís/Silvana/Airton...

...continua...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu sou o palhaço.

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Deus? Quero falar contigo novamente... te importas em ceder um pouco do seu tempo?

Queria poder dizer que está tudo bem, que estamos felizes e que nada nos incomoda, mas não posso faltar com a verdade, não posso fingir que tudo está bem quando não está, não posso ser igual àqueles que usam desse artifício sem que se sintam mentirosos, mesquinhos e manipuladores. Não farei isso, não fará bem à minh'alma.

Sabe de uma coisa?! Me estraga por dentro um relacionamento infrutífero, daqueles que constroem histórias fictícias para si e à todos ao redor. E me estraga por fora também, pois tenho raiva e por vezes dá vontade de dar uma surra. Nessas horas meus olhos se enchem de cólera, dessas que vem do coração, nessas horas não meço palavras nem tão pouco cargos, que se explodam os cargos e suas hierarquias ridículas no contexto cristão, pois somos acima de tudo humanos, carne e ossos, sangue.

O que me faz sentir menos palhaço em toda esta situação é saber que essa hierarquia dentro da igreja enquanto vista por alguns como fonte de renda certa, na verdade nada mais é do que o passe para às portas do inferno. Pois quanto mais próximo de se tornar um pastor você estiver, mais próximo estará das portas do inferno. O que me conforta mais ainda é saber que Deus coloca às portas do inferno pessoas dispostas, líderes servidores, pessoas que realmente receberam o chamado para o pastoreio.

Portanto, não fique batendo no peito dizendo: "Eu fui chamado, fui ungido, fui escolhido.", enfatizando que recebeu ordem de Deus, que recebeu a visão. Em primeiro lugar, não minta para si próprio, não se deixe levar pela ambição de uma vida aparentemente estável, regular. Se quer realmente pastorear, esteja preparado para encarar o diabo!

Mas porque alguns insistem em querer levar vantagem com isso? Porque pensam que ser diácono, presbítero, apóstolo e etc, lhe dá o direito de brincar com a vida alheia?

Não sei, mas qualquer dias desses pergunto diretamente à você!

Oremos: "Senhor, guarda o coração dos seus filhos tão amados, que a Sua pequena luz brilhe no coração dos seus! Que em tudo eles possam sentir que o Senhor trabalha e é por eles. Que onde quer que eles estiverem Sua poderosa mão os guie, e por onde quer que andarem Seu amor os alcance. Diante dessa situação tão incomoda e decepcionante, que a Sua soberana vontade se faça cumprir na vida deles. E que o Senhor contemple os anseios deles e guarde todos os pensamentos e livra-os de todo mal. Sê com eles Pai, e no nome de Jesus trabalhe nessa circunstância, que hoje, não glorifica o seu Santo nome! Que o Senhor cresça nas nossas vidas e que nós diminuamos ante a Ti! Muda e quebra toda a situação adversa e contrária à Sua Palavra e o que tiver que ser feito Senhor, que tudo seja pra Tua Glória e Louvor!"

Amém...

"Usa-nos como vasos, usa-nos como flechas e que possamos entrar no mais profundo da carne humana como homens e mulheres com o remédio vindo do céu! Nós te amamos Pai... e não deixa as pessoas agirem somente com o coração e caráter, que necessita de transformações, contra nossas vidas e nossos ideais. Cura e mostra toda a adversidade que nos cerca. Livra-os dessa cegueira espiritual e trabalha no coração e caráter deles, porque eles precisam. Mostra que quem és tudo e merece honra e glória é o Senhor e não simples líderes... Trabalha para que esse trabalho, de pequenos grupos, não se quebre pelas mãos de pessoas que necessitam de Ti. É o que te peço, e com certeza já te agradeço Senhor, em nome de Jesus!"


Amém.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vivendo as incertezas.

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É isso mesmo, estou vivendo as incertezas.

Não sei até quando, não sei se suporto, só sei que são elas que incomodam no momento.

São sempre os mesmos dilemas, as mesmas dúvidas, as mesmas ansiedades. Não quero mais viver nesse esquema de dormir tarde pensando na vida, e no próximo dia chato que logo finda.

Acho que estou cansado de gente, de gente chata, daquelas que esperam o momento exato para te irritar com perguntas cretinas, ou ainda daquelas que descontam em você tudo aquilo que elas têm passado. Assim não dá, assim não quero, assim não falo, fico uma pilha do ca#$@**.

Quero outro emprego, quero outra vida, ou melhor, quero a minha vida de volta. Quero uma segunda chance.

Quero uma segunda chance para ter a minha vida de volta, o melhor dela pelo menos. Não quero outra vida. Quero um emprego.

Falo pra ca#$@**, é só continuar me irritando, é só continuar ... deixa de ser chata, já estou cansado de gente assim.

Que o próximo dia não finde antes de uma boa noite de sono. E que neste sono se percam as ansiedades, as dúvidas e os dilemas, assim seja sempre.

Pois é, até o momento estou conseguindo suportar as incertezas vividas, dessas que incomodam a vida!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

É Deus que abençoa.

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Somos na maioria das vezes abençoados por Deus ou mendigamos ao homem até que se faça nossa vontade para que então possamos dizer: “Fomos abençoados por Deus”?

Não é de se estranhar que muitos, a exemplo dos que estão na mídia a implorar por uma oferta de amor, esqueceram de orar pedindo à Deus e começaram a pedir diretamente ao homem.

Sempre gostei de histórias que demonstravam a ação do Espírito Santo ao responder uma oração, uma oração à Deus. Ficava pensando: “Nossa, o agir do Espírito Santo é tremendo, Deus realmente nos ajuda nos momentos que mais precisamos”, e continuo a pensar assim, mas com algumas ressalvas.

Não consigo imaginar o mover do Espírito quando ganhamos aquilo que proferimos aos quatro cantos como necessário para nossas vidas. Seria muito mais sensato se a partir das orações à Deus, e somente à Ele, fossemos agraciados com aquilo que almejávamos, mas como “homem” que somos partimos para a mendigaria e começamos a 'chorar as pitangas' literalmente.

Posso imaginar que alguns dêem de coração a tal “oferta de amor”, mas tenho certeza que muitos, constrangidos e talvez contrariados pela situação, vão ofertar simplesmente por que estão ofertando.

É muito cómodo esperar das pessoas o auxílio divino, começa assim, daí quando você menos esperar, estará pedindo ofertas de R$ 900,00.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu erro, mas um dia tomo tento!

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Um misto de sentimentos é o que tenho.

Qualquer dia desse eu vou explodir de tanta ansiedade, quero ser alguém, quero ter alguém além daqueles que já tenho, quero... Quero... E quero. Não vou desistir, ainda que não saiba realmente qual a intenção desse querer incontrolável que me assola como um trator.

Uma pena que, ‘querer’ realmente não significa ‘poder’. Mas sigo assim mesmo, caminhado e cantando, às vezes calado também, pois o silêncio é a melhor resposta para algumas situações.

Conversa de doido não é? Mas, aqui posto o que bem entendo, embora o que acontece nesse exato momento é algo que não dá para entender, mas e daí? O que é preciso entender para sentir algo indescritível? Quero continuar nesses erros e acertos, pois só assim um dia poderei entender o porquê das coisas, mas deixo claro que não vivo de erros pecaminosos, aposto que pensou exatamente isto, meus erros são iguais ao de qualquer pessoa, são iguais aos seus erros.

Eu Erro...

... por não saber controlar a emoção e falar o que vem ao pensamento...

... por não deixar a emoção explodir em lágrima a qualquer momento...

... por não falar baixinho (que indiscrição, que vergonha) então só lamento ...

... por temer a morte e mesmo assim dizer que tenho sorte, pois meu Deus é forte ...

... por temer fazer aquilo que minha consciência pede, que constrangimento ...

... por devastar alguém só com um olhar, e agora o mal impera e não tomo tento ...

... por não saber e por muitas vezes não querer saber, daí erro mesmo ...

Enfim, eu erro muito minha gente, mas sabe de uma coisa... se não fossem os erros talvez nunca que escreveria algo assim, tão meu ... só meu, e por alguns instantes tão seu e meu.

As vezes algumas leituras não servem para nada, acredito que esta será uma delas, mas fazer o que se escrever sentimentos é isso, é escrever um misto, e dedilhar o dedo e deixar acontecer.

P
eço desculpas por ter perdido seu precioso tempo no desenrolar enrolado dessas palavras.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Adestramento cristão.

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Crente é um bicho estranho. Você grita “AMÉM?” e ele responde gritando o mesmo. Se perguntar pela segunda vez, ele responderá mais alto. Se no meio do louvor você gritar “pule na presença do Senhorrrrrrrr”, então eles pulam. Se você dançar de modo estranho, verá correspondência imediata nas pessoas.

Sua linguagem é facilmente influenciável por jargões. Basta pegar qualquer expressão bíblica cujo significado seja obscuro para a maioria, e pronto! Também colam as expressões inventadas que possuem aparência de espiritual, como por exemplo “ato profético”. Difícil de crer que nem existe esta expressão na Bíblia né?

Facilmente também estereotipamos outras coisas que fazem do crente um ser quase alienígena: os lugares que frequenta, o conteúdo de suas conversas e a aversão às coisas “do mundo”.

Pena que os crentes não são condicionados a obedecer a todo tipo de “comando”. Parece que o adestramento a que foram submetidos possui limitações. Nem todos aceitam sugestionamentos que os levem a renunciar a seus interesses; ou dividirem suas posses com os necessitados; ou mesmo disponibilizar tempo para aqueles que estão abandonados em asilos, orfanatos e nas ruas.

Ah… antes que eu me esqueça, quero deixar claro que amo os crentes. E exatamente por ser um deles é que me incomodo tanto com estas coisas incompreensíveis que aceitamos passivamente em nossa conduta.

***

Comentário e resposta!

Fala Ariovaldo!!

Tudo que disse aí é a mais pura verdade!

Temos vivido um momento de estagnação nas igrejas, onde o modismo dos jargões estão em alta.

Hoje em dia os crentes buscam o bispo, o apóstolo, o profeta, suas profecias, suas palavras abençoadas, daí quando encontram ficam por um tempo até que tais palavras/profecias do individuo não estejam mais de acordo com os anseios do seu coração e correm atrás de outro mais espiritual, avivado … o ungido do Senhor!

Eles esquecem que o que mais importa é o relacionamento íntimo com Deus.

Abçs!!

Ariovaldo > Cara… eu sinceramente tô cansado desse espiritualismo idiota. Não consigo entender mesmo por que as pessoas estão se alimentando deste self service de hipocrisia. Ainda bem que a salvação é pro remanescente! Um abraço.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Você é "Louco"! E "EU" com isso?!

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Tem um tempo para mim? Leia por favor!

Estou realmente acabado. É uma sensação de desgaste total. Isso só aconteceu porque entre tantas tarefas no trabalho ainda tenho que ouvir algumas pessoas e 'entendê-las', mas afinal, quem é que vai entender-me?

Quem deixará os ouvidos à postos para meia hora de desabafo meu?

Lidar com o ser humano é algo extremamente difícil. Vejam só vocês, durante esses últimos três meses precisei conviver com uma pessoa de bom coração, de boa fala, de boa família, diria até... acima de qualquer suspeita, mas ao longo desses meses e, em meio a tantas conversas e o próprio trabalho, descobri que estava lidando com um louco! É verdade, esse post não é uma brincadeira...

Entendam, não estou criticando a pessoa, ou estou? Se estou, não é a intenção.

Responde aí... você já trabalhou com alguém assim, com síndrome do pânico, com mania de perseguição ou com temperamento bipolar? Agora imagine uma pessoa com esses três problemas? Imaginou?

Bom galera... só queria compartilhar com vocês esse meu momento de total desgaste psicológico, alguém manda um help?

Como lidar com alguém assim?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não incomoda mais!

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Hoje não abri meu player, não quis ouvir música nenhuma. Estou cansado, não de louvar, mas de pensar no louvor.

Prefiro louvar no silêncio do meu quarto e agradecer a Deus que com tanta misericórdia concede-me mais um dia de vida.

Hoje pensei em um amigo, engraçado que por mais que este não me considere mais tão amigo assim, eu ainda prezo muito por sua amizade.

Hoje refleti no que li em comentários de um post, onde em uma frenética busca por respostas certas quanto à decisão de abandonar a igreja, o que me chamou a atenção foi um comentário que dizia mais ou menos assim:

“... faça um pequeno teste, saia do sistema (igreja) e veja quantas pessoas continuarão vinculadas a você ...”

Refletindo, percebi que ao deixar a igreja é quase que infectar-se com algo terrível (pior que a gripe suína, embora muitos possam pensar que gripe e espírito nesse caso tenham o mesmo efeito e não me admira em nada se ouvir alguém traçar um paralelo sobre esses dois estados do porco! rsrs).

Hoje me dei conta de que construí amizades fictícias e não Amigos de verdade.

Mas é sempre bom lembrar... dos amigos, das risadas com os amigos, das piadas com os amigos, das conversas com os amigos. É sempre bom perceber que de alguma forma eu fui necessário na vida do outro, fui amigo; ainda que fictício; para o outro.

Hoje, meu orgulho não me envergonha mais.

Hoje, a saudade que sinto não incomoda mais.

Hoje, o amigo de longe ficou para trás.

Hoje, o que incomoda é não importar-me mais!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

É necessário...

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Nesses últimos dias comecei a pensar naquilo que realmente faço para torna-me relevante no meio da sociedade, com meus familiares, no trabalho e etc. Pensei muito, e por incrível que pareça, não senti que faço algo de fato relevante.

Notei que fico na cola dos pastores famosos, das pessoas influentes, dos amigos importantes, olhando as twittadas, os blogs, os artigos. Percebi que na verdade meu desejo é espelhar-me neles, projetando minha vida nas sombras de suas obras literárias, poéticas, nas suas canções lindas e emocionantes

Notei que não tenho conhecimento suficiente para combater o "evangeliquês", mas também não me interessa entrar nessa batalha. O fato é que já cansei de ler tantos blogs influentes (alguns nem tanto, mas estão seguindo essa nova moda) tirarem uma casquinha da banalização gospel.

Percebi que não tenho "saco" para ficar na tela do computador estudando sobre as linhas teológicas de determinado assunto, não tenho pique para acompanhar um discurso longo a respeito desta ou daquela denominação, tenho até uma certa admiração por quem faz isso, e então vejo o quanto estou despreparado para defender minhas ideias.

Por muitos anos achei que de música evangélica cresceria o crente, então percebi que de nada valia, não passava de leite. Fiquei com muita raiva ao descobrir que minhas músicas prediletas não eram o maná de Deus.

Irrita-me lembrar que passei longos anos ao lado de pessoas crentes (agora influenciado pelo livro 'Feridos em nome de Deus'), mas crentes somente da boca para fora, irrita-me ainda mais ver que tornei-me igual a eles, hipócritas, mesquinhos e bajuladores dos fanfarrões da fé.

Dá-me um certo temor todas as vezes que a sós fico na frente de um computador, é uma armadilha do diabo mesmo, fico tentado a rever pessoas que não tenho mais contato, fico triste por agir assim.

Não consigo trabalhar com a ideia de que TODOS merecem o céu, o sacrifício de Jesus e o amor de Deus. Então percebo que o amor de Deus me constrange, que sou tão egoísta e que me apego a detalhes (quem não se apega?). Fico imaginando encontrar no céu aquela pessoa que eu não quero ver nem pintada de ouro na minha frente... é cómico e trágico.

A propósito, muitas vezes não sei nem o porquê mantenho esse blog, mas isso não me fará deixar de tê-lo, de postar o que quero e de usá-lo como um amigo intimo.

Desabafar* de vez em quando é necessário.

(*) vez ou outra, deixarei alguns desabafos, por gentileza, não estranhem!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Nunca desista de um amigo.

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Por Will do Celebrai!

Desistir nem sempre é um ato bem-vindo. Dizem que essa opção não existe na vida dos heróis, tampouco na vida dos santos. Mas como nem todos são santos ou heróis, simplesmente humanos, chega o tempo em que a melhor solução é desistir. Não por covardia, mas por falta de forças.

Existem casos em que continuar sem forças - e, portanto, sem fé -, é pior do que levantar as mãos e “pedir água”. Neste mundo pós-moderno, desistir é sinônimo de covardia. Mas a vida ensina o contrário; por vezes, desistir é apenas um instante, uma pausa necessária, que antecede o refrão na música da existência.

No ambiente da amizade existem várias maneiras de se olhar um relacionamento: para com algumas pessoas somos apenas colegas, ou seja, uma relação simples de convivência; com outras pessoas temos muita afinidade, mesmo assim não passamos de amigos; mas existem aquelas relações que transcendem qualquer simplicidade relacional, que escapam à necessidade de apenas ser bem quisto ou aceito. Graças a Deus existem grandes amigos.

Grandes amizades normalmente são nossas fortalezas, onde firmamos todas as nossas estruturas e despejamos todo sentimento de empatia, consolo, confiança e esperança. São raríssimas exceções, às vezes demoram a aparecer, tal como um eclipse solar, mas depois que aparecem não somos mais os mesmos, sofremos uma metamorfose em favor do outro.

Como todo relacionamento sólido, grandes amizades não nascem de um dia para o outro, não brotam do nada. São construídas com lágrimas, sorrisos, sangue e muito, mas muito, coração. Nesse tipo de relacionamento, as alegrias podem ser ou não proporcionais às dores. Grandes amigos alegram e entristecem, e isso dói muito, haja vista a intensidade do relacionamento.

Mesmo não sendo santos ou heróis, jamais valerá a pena abandonar um grande amigo ou desistir de uma grande amizade. Nas vezes que tentei, apenas me feri muito mais do que já estava ferido – é uma técnica burra de auto-flagelação. A tática do abandono das grandes amizades produz um efeito retardado: ao invés de galgarmos lições, tempo, alívio ou pausa, acabamos adquirindo dores, solidão e um sentimento terrível de remorso.

Na vida, desistir de projetos é algo super natural – desde que não se canse de projetar -, mas isso não vale com amigos. Com grandes amigos sempre valerá a pena insistir, mesmo que isso custe nossa própria vida. Eles são tesouros que, quando encontrados, devem ser escondidos nos recônditos da nossa alma; são troféus que ganhamos na vida, não acontecem por acaso, exigem muito trabalho, suor e sangue; portanto merecem ser colocados no lugar mais importante da sala do nosso coração. Grandes amigos são muito mais que simples amigos: são irmãos, parte de nós. Quando da ressurreição, nosso Senhor fez questão de que Pedro estivesse presente no seu aparecimento aos discípulos. Quando do encontro, questionou a Pedro sobre a reciprocidade do seu amor, pois sabia que um grande amigo é parte de nós – às vezes são tão ligados a nós, que não sabemos diferenciar quem é quem; por isso o “apascenta as minhas ovelhas”. Considerando que grandes amigos são, de uma forma ou outra, nós mesmos, desistir deles é um insano e imbecil suicídio.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quantos pregos você já pregou?

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Autor desconhecido.

“Quando menino eu era traquinas, rabugento, respondia a tudo que me dissessem e não contribuía, absolutamente, para que nossa casa fosse um paraíso. Muito pelo contrário!

Meus pais me aconselhavam com paciência infinita e com muito amor sem que eu, entretanto, seguisse os seus conselhos.

Um dia papai me chamou para conversarmos. Eu tinha feito diabruras de toda espécie e pensei que ele tinha perdido a paciência e ia, ou dar-me uma surra, ou um castigo e uma repreensão.

Ele, todavia, não fez nada disso. Não parecia aborrecido e simplesmente me disse: - Filho, eu percebo que você não tem ideia do que é a sua conduta. Mas pensei em algo que poderá lhe mostrar isso muito bem. É uma brincadeira, mas poderá lhe ajudar muito. Venha comigo.

Levou-me à sua improvisada oficina de trabalho. Lá dentro falou-me:
Veja tenho aqui uma tábua nova, lisa e bonita. Todas as vezes que você desobedecer ou tiver uma ação indevida, espetarei um prego nela.

Pobre tábua! Em breve estava crivada de pregos! Mas, a cada vez que eu ouvia meu pai batendo o martelo, sentia um aperto por dentro. Não era só a perda daquela tábua tão bonita, aquilo era, também, uma humilhação que eu mesmo me infringia.

Até que um dia, quando já havia pouco espaço para outros pregos, eu me compadeci da tábua e desejei de todo o coração, vê-la nova, bonita e polida como era. Fui correndo fazer essa confissão a meu pai e ele, fingindo ter pensado um pouco, me disse: - Podemos tentar uma coisa. De cada vez que você se portar bem, em qualquer situação, eu arranco um prego. Vamos experimentar.

Os pregos foram desaparecendo até que, ao fim de certo tempo, não havia nenhum! Mas não fiquei contente. É que reparei que a tábua, embora não tivesse pregos, guardava as marcas deles.

Discuti isso com meu pai que me respondeu: - É verdade, meu filho, os pregos desapareceram, porém as marcas nunca poderão ser apagadas. Acontece o mesmo com o nosso coração. Cada má ação que praticamos deixa nele uma feia marca. E mesmo que deixarmos de cometer a falta, a marca fica lá: é a culpa.

Nunca mais me esqueci daqueles pregos e da tábua lisa e polida, cuja beleza foi inapelavelmente destruída. E passei a tomar muito cuidado para que a sensação da culpa não marcasse daquela forma o meu coração.

* Faz pelo menos uns 12 anos que ouvi pela primeira e única vez essa mensagem. Minhas impressões... nossas atitudes deixam marcas, em alguns casos marcas profundas, mas talvez tais marcas sejam necessárias para que possamos crescer como ser humano, entender que todos agem de acordo com seus instintos e tentar amenizar ao máximo a dor causada pelos pregos. O fato é que sempre pregaremos, mais e mais, e ainda que alguém venha tirar esses pregos, somente Ele, em Seu tempo, é quem fará isso com perfeição.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Orgulhosos por convicção.

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O que temos e somos de fato, nada significa para Deus. Quantas vezes tentamos com palavras reforçar a ideia de que somos bons, de que temos feito algo relevante ao próximo. Queremos dizer ao mundo que, de alguma forma, fazemos a diferença, quer seja em casa, no trabalho ou até mesmo na igreja. Mas a verdade é que muitas vezes queremos pintar essa tela e colocar a venda, pois sempre tem alguém para comprá-la.

O que vejo hoje em dia é a quantidade de pessoas, que por algum motivo inexplicável, busca amigos sem tê-los, busca segredo sem zelo, busca amor sem entrega, busca verdade com mentira.

Essas pessoas, aparentemente, são felizes, têm amigos, tem repertório, lêem bons livros, são dotadas de algum dom especial, criativas e comunicativas conseguem surtir o efeito desejado na vida dos outros, mas o que aprendi com elas é que o dinheiro não traz felicidade, que amigos não devem ser usados, que ser culto não é o mesmo que ser inteligente, que por mais que tenha dons se não tiver amor nada faz sentido, que ser criativo e comunicativo demais leva ao descontrole.

Mas vivemos assim, querendo causar boas impressões, desfilando com as melhores 'grifes', falando de marcas famosas, buscando as melhores poses para a foto (pode ser aquela do orkut, porque não?). Somos exibicionistas por natureza e orgulhosos por convicção.

Deveríamos lembrar que tudo o que temos, somos e fazemos, não são o bastante para expressar o amor a Deus. Pode sim, em algum momento, suprir a ausência de amor, de carinho, da figura paterna. Pode alcançar multidões e enganar multidões. Pode, por objetivo, alcançar e enganar uma dúzia de pessoas, mas a verdade é que tudo não tem o menor sentido para Deus, Ele não depende dessas atitudes para nos abençoar.

Na maioria das vezes somos tão hipócritas!

"... porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia." Mateus 23:27

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sede de Justiça!

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Justiça! Quantas vezes eu quis fazê-la com meus próprios punhos, quantos de vocês quis encurralar e dizer que seriam julgados por aquilo que eu achava certo. Via os actos, mas esquecia de limpar as lentes do meu óculos, para que desta forma pudesse enxergar o que realmente era.

Nós somos assim! Queremos a qualquer custo a justiça. Mas será que devemos cobrar justiça a qualquer preço? A verdade é que em algum momento a tal justiça não surtirá nenhum efeito naquilo que anteriormente era exigido dela. Não valerá de nada! Então para que serve essa sede de justiça que cativamos desde que nos conhecemos por gente?

Somos impelidos desde pequenos a revidar, a não deixar barato. Ouvimos dos nossos pais "Filho meu que apanha na rua e chega chorando, apanha novamente dentro de casa." Isso explica muito, mas não tudo.

Porque nos revolta tanto um assassino solto pelas ruas, mesmo depois de pagar pelos seus actos? Porque não damos confiança ao ladrão, mesmo depois de ter sido pego, enjaulado e ter cumprido sua pena? Porque não nos conformamos com um parente que anda na marginalidade, a ponto de desejamos que a morte o leve antes de sujar o nome da 'família'?

É fácil responder a essas perguntas. Você que está lendo já deve ter respondido em seus pensamentos. É automático pensar que não há perdão para quem mata para quem rouba para quem segue nos caminhos da marginalidade, parece que fomos programados para sentir repulso por pessoas que cometem esses e outros tantos delitos.

Sei que temos essa necessidade de lutar por justiça, e vamos até certo ponto com muito afinco. Porém, quando nos deparamos com uma situação que antes nos inflamava pela busca de justiça, mas que agora faz parte de nossas vidas e nos constrange, esse é o momento que nos esquecemos da 'justiça' e clamamos por 'misericórdia'.

Sabem por quê? Porque por mais que façamos "... Todos os nossos actos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe." Isaías 64:6e7

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