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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Não quero brigar com ninguém!

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A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou pôr um ponto final em meus desentendimentos com todas as pessoas com as quais convivo ou com as quais me encontro. Chega de briga, de discussões, de gritaria, de grosseria, de palavrões, de agressões, de antipatia. Estou cansado de depender do outro para parar de brigar. Vou tomar a iniciativa.

Não sou ingênuo. Estou ciente de que será difícil. Porém não digo mais que será impossível. Reconheço que já avancei um pouco e quero dar continuidade a esse pouco. A partir daí, Deus me dará outras vitórias.

Sei que o relacionamento entre duas ou mais pessoas é sempre complicado por causa da nossa herança adâmica. Lembro-me de Abel e Caim, de Sara e Agar, de Jacó e Esaú, de Raquel e Lia, de José e seus irmãos, de Maria e Marta, de Paulo e Barnabé e da membresia da igreja de Corinto.

Estou ciente de que eu e meu cônjuge, eu e meus filhos, eu e meus vizinhos, eu e meus colegas de trabalho, eu e meus irmãos na fé - somos muito diferentes, o que me leva a crer que o relacionamento entre nós não será automático. Vai exigir esforço, temperamento controlado e autonegação continuada. Eu e eles temos temperamentos, históricos, ênfases, experiências, reações, defeitos, virtudes, capacidades e dons diferentes.

Além disso, eu e eles somos- pelo menos potencialmente - invejosos, ciumentos, egoístas, orgulhosos, impacientes, briguentos e outras coisas mais. Para viver em paz, preciso passar por cima de tudo isso. Preciso andar a segunda milha de que fala Jesus (Mateus 5:41) e perdoar setenta vezes sete, também de acordo com Jesus (Mateus 18:22).

Meu relacionamento no circuito mais próximo e íntimo (no lar) e no circuito mais amplo e público (no trabalho e na igreja) vai depender de certas virtudes claras. Preciso conhecer e respeitar o outro. Preciso amar e perdoar o outro. Preciso tolerar o outro e ter paciência com ele. Preciso ter sabedoria e acerto para conviver com o outro. Preciso de humildade para não me encher de glória à custa do esvaziamento da glória do outro. Preciso repudiar a comparação, a competição e a concorrência com o outro. Preciso descolar da memória qualquer lembrança negativa - tanto recente, como remota - do outro. Preciso pedir desculpas e desculpar. Precico conversar, dialogar e desabafar com o outro. Preciso evitar qualquer oportunidade que possa gerar aborrecimento com o outro. Preciso interceder pelo outro.

De hoje em diante vai ser assim. Que o Senhor me socorra! Amém.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quem?

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Quando Abraão se queixou a Abimeleque que os empregados dele haviam tomado à força um de seus poços, o rei de Gerar respondeu: “Não sei quem fez isso. Você nunca me falou nada, e esta é a primeira vez que estou ouvindo falar desse assunto” (Gn 21.26, NTLH).

Porque o culpado se esconde, porque ele costuma agir durante a noite, quando todos dormem, porque ele mente, porque ele é um lobo travestido de cordeiro ou de vovozinha -- ninguém o conhece, senão algum (ou muito) tempo depois.

Abimeleque não sabia qual dos seus empregados havia tomado à força um dos poços de Abraão. Nem Josué nem o povo de Israel sabiam o nome do israelita que havia quebrado a aliança e ficado com os despojos de Jericó. Nenhum dos apóstolos sabia qual deles estava traindo o Senhor. Nem o dono da plantação nem seus empregados sabiam quem havia plantado joio no meio do trigal.

A pergunta “Quem?” é pertinente. Logo no início da história humana, o Criador chegou bem perto da criatura nua e lhe perguntou à queima-roupa: “Quem lhe disse que você estava nu?” (Gn 3.11). João, o discípulo que estava mais próximo de Jesus durante a Ceia, perguntou-lhe: “Senhor, ‘quem’ é ele [o traidor]? (Jo 13.25). Paulo, cheio de indignação, perguntou às igrejas da Galácia: “Ó gálatas insensatos, ‘quem’ os enfeitiçou?” (Gl 3.1). Os ceifeiros perguntaram ao dono do trigal: “De onde será que veio este joio?” (Mt 13.27).

No caso dos despojos de Jericó, o culpado é Acã (Js 7.18). No caso do joio plantado no meio do trigo, o culpado só poderia ser algum inimigo (Mt 13.28), que Jesus identifica como “o próprio Diabo” (Mt 13.39). No caso da traição de Jesus, o traidor é aquele a quem o Mestre deu um pedaço de pão passado no molho, ninguém senão Judas, filho de Simão Iscariotes (Jo 13.26). No caso dos gálatas, os verdadeiros culpados são os judaizantes legalistas que haviam se infiltrado nas comunidades cristãs da Galácia para pregar outro evangelho (Gl 1.7). No caso da desconfortável nudez adâmica, o Criador não esperou a resposta de Adão e ele mesmo respondeu à sua pergunta com outra pergunta acusatória: “Por acaso você comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer?” (Gn 3.11, NTLH).

Mais cedo ou mais tarde, os verdadeiros culpados de todas as tragédias e guerras da história, desde o dilúvio até a derrubada das torres gêmeas, de toda injustiça, de toda perversão humana, de todos os escândalos políticos e eclesiásticos, e de toda dor e sofrimento terão seus nomes proclamados em alta voz. Nesse mesmo tempo, os primeiros e verdadeiros fazedores de boas obras, ainda não conhecidos porque se esconderam da publicidade ou porque foram propositadamente escondidos do público pela sociedade, também terão seus nomes mencionados sem alarde, de tal modo que a glória continuará sendo exclusivamente do Senhor!
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