PavaBlog
Mostrando postagens com marcador Os Meus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Os Meus. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Confissões... (6)

0 comentários

Sabe, estou muito feliz hoje.

Não aconteceu nada demais. Sem promoções, ou reconhecimentos, sem ligações, nem demonstrações de afeto, sem vocês (muito de vocês), mas quer saber a verdade? Mesmo assim a felicidade transborda em minha vida.

Mesmo que não pareça, estou muito feliz.

Essa felicidade não quer saber se tenho dinheiro no banco, nem liga se estou a pé ou de carro, muito menos se os que me rodeiam realmente gostam de mim, tão pouco está preocupada com o dia de amanhã.

Sim, estou muito feliz.

Feliz por saber que mesmo quando muitos (e aqui digo que são quase todos) viram as costas, estou sendo apoiado por Aquele que nos criou.

Preciso apenas canalizar essa felicidade e dividir com os mais chegados.

E aos chegados conto um conto incompleto...

Era uma vez, dois amigos de verdade. Eles sempre trocavam telefonemas. Eles sempre confidenciavam o que acontecia. Eles sempre saiam juntos e riam muito com todas as histórias. Eles brigavam também. Eles tinham respeito um pelo outro.

Era uma vez um amigo. Ele se afastou de todos. Ele mudou de humor e preferiu ficar sozinho. Ele até pensou em reconsiderar algumas situações, mas o velho homem não deixou. Ele travou e ainda trava uma luta intensa com o orgulho. ...

Não importa onde começa ou termina uma amizade. Não vale a pena questionar quem está certo ou errado. Não interessa a ninguém, se não aos próprios interessados, o que aconteceu se é que aconteceu alguma coisa de fato.

Tão pouco importa se sou eu, um dos amigos de ‘verdade’ ou se sou o que se ‘afastou’. Não importa mesmo, porque não faz diferença, ou faz?

E você? Qual ‘amigo’ tem sido para os seus amigos?

Façamos um trato: Com muitos ou com poucos amigos, sejamos felizes!

“Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína,
mas existe amigo mais apegado que um irmão.”

sábado, 22 de outubro de 2011

You are for me - Kari Jobe

0 comentários
Tão fiel, tão constante, tão amoroso e tão verdadeiro
Tão poderoso em tudo que faz
Você me preenche, Você me vê
Você sabe que cada movimento meu
Você ama quando canto a Ti

Eu sei que Tu és por mim, eu sei que Tu és por mim
Eu sei que Você nunca vai me abandonar em minha fraqueza
E eu sei que Você veio agora mesmo a escrever sobre o meu coração
Para me lembrar quem Tu és

Tão paciente, tão gracioso, tão misericordioso e fiel
Tão maravilhoso em tudo que faz
Você me preenche, Você me vê
Você sabe que cada movimento meu
Você ama quando canto a Ti

Senhor, eu sei que Tu és por mim, eu sei que Tu és por mim
Eu sei que Você nunca vai me abandonar em minha fraqueza
E eu sei que Você veio agora mesmo a escrever sobre o meu coração
Para me lembrar

Senhor, eu sei que Tu és por mim, eu sei que Tu és por mim
Eu sei que Você nunca vai me abandonar na minha fraqueza
E eu sei que Você veio agora mesmo a escrever sobre o meu coração
Para me lembrar quem Tu és
Para me lembrar

Eu sei que Tu és por mim, eu sei que Tu és por mim
Eu sei que Você nunca vai me abandonar em minha fraqueza
E eu sei que Você veio agora mesmo a escrever sobre o meu coração
Para me lembrar quem Tu és



sábado, 15 de outubro de 2011

O Sempre e o Nunca.

0 comentários
*Esse é um grito da alma escrito com calma para que você possa ‘ler correndo’, como sempre.

Eu sempre soube que não seria fácil, nunca o é! Quer saber de uma coisa? O sempre é tão vasto quanto o nunca. E nunca pensei que admitiria isso algum dia... Ou sempre soube que isso aconteceria.

Enfim, alguém que é especial postou esses dias no Facebook que: ‘Em qualquer relacionamento, quando apenas uma das partes se manifesta há desequilíbrio’, eu concordo discordando.

Concordo pela verdade nua e crua na frase e discordo por imaginar que muitos daqueles que dizem ser “a parte a se manifestar”, não o fazem com verdade.

Não condeno os motivos que fazem dos tais relacionamentos parecerem como as ruínas no deserto, e nem mesmo critico a mim mesmo ou me pego tentando achar o tal do ‘onde foi que eu errei desta vez’. O que sei (instintivamente) é que certos distanciamentos se fazem necessários para que possamos (eu e o outrem) crescer e caminhar em frente, mas nem sempre é bom, prazeroso ou gratificante, e podemos dizer também que, nem sempre é doloroso, infeliz ou penoso.

Muitas vezes me pego pensando em momentos agradáveis apesar das pessoas que os compunham. É isso mesmo! Apesar das pessoas, e mais ainda, apesar de mim.

Diria tantas coisas à Maria, José e João, e o mesmo falaria aos fulanos e ciclanos, que: “Os amo apesar de tudo”. Aperta o coração pensar que se fosse fácil assim nunca aconteceria o tal do distanciamento. Mas não é fácil, e o meu coração dilacera.

Como havia dito no início, sempre soube que não seria fácil, e gostaria aqui de explicar algumas coisas:

Faz alguns meses que escolhi um caminho, e sabia que esse caminho fatalmente me distanciaria daquilo que me dá todo o apoio moral, ético e cívico. Faz alguns meses que deixei de lado o espiritual e estou à deriva nesse mundo. Nunca pensei que reconheceria isso, mas é verdade que, sempre é preciso perder, e deixar de ter, e também deixar de ser, até chegar bem no fundo do poço, para que do fundo possa eu, enxergar a luz.

Só que tem um detalhe muito importante nisso tudo, ainda estou em queda livre. E nessa queda percebo que estou perdendo o respeito, os valores, o juízo. Caindo ainda mais, percebo que estou perdendo alguns amigos. E na queda, perco algumas das minhas expectativas e me frustro. E na queda, o meu ego rasga ao raspar nas paredes no abismo. E na queda não dá tempo, não há tempo, vai vendo...

Alguém pensou: “Anjos caídos! É Satã!”, não meu amigo, é o Rodrigo caindo mesmo. Você consegue enxergar? Olhe bem! Lembra-se dele? Daí você se questiona: ‘Dele quem?’ Daí, respondo: ‘Eu!’.

Fico com outra frase de efeito do Facebook, “Não preciso de muitos, só dos verdadeiros!”

“Empurraram-me para forçar a minha queda, mas o Senhor me ajudou.”

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Evangelho segundo "Rodrigo".

0 comentários
Como seria o evangelho segundo ‘Rodrigo’?
Talvez, muitas polêmicas seriam extintas, muitas brigas esquecidas e encontraríamos a paz. Ou não. Talvez o mundo fosse tomado por um ódio nunca antes visto, viveríamos em um mundo de guerras intermináveis, ofensas incontáveis, total falta de perdão.

Imagino eu que não teria a mesma coragem dos apóstolos de levar o evangelho, de pregar o evangelho e viver o evangelho. Sabe o que acho? O ‘meu’ evangelho seria furado, sem alicerce, sem vida. Não conseguiria levar as ‘boas novas da salvação’ como foi feito pelos antigos, por quem realmente privou-se de sua própria vida para viver a vida de/com Cristo.

Um dos motivos que me leva a crer na ineficiência do evangelho segundo ‘Rodrigo’ está em não saber o que é abrir mão das ‘coisas’. Eu não sei o que é deixar nas mãos do Senhor e por mais que eu queira e às vezes tente, não consigo imaginar essa total dependência em Cristo o Senhor. Sei que estamos vivendo dias difíceis, dias em que o mal impera, sei que vivemos rodeados pelas mentiras do inimigo da nossa salvação e que a nossa ideia de incapacidade diante de Deus é obra dele, o pai da mentira.

Ou quem sabe por que o diabo nos quer intimidar pensemos que nossas vidas são vasos vazios do Senhor, mas ao contrário do que prega o mundo, estamos cheios d’Ele porque somos Seus escolhidos. Reflito...

Não quero viver um evangelho segundo eu mesmo, sabe por quê? Porque não estaria debaixo da cobertura do Senhor.

Quero viver uma vida entregue nas mãos d’Ele, ainda que, em meu interior ecoe a voz do devorador de sonhos pedindo para parar, deixar de lado, sucumbir ao pó de onde nunca deveria ter vindo. Quero viver a verdade que liberta no caminho que nos leva a salvação, salgado pelo sal que realmente tempera diante da luz que nos mostra a direção.

O desejo do meu coração é que Deus faça do meu ‘eu’, morada do Espírito Santo.



O vídeo encontrei no Parada Perfética

domingo, 31 de julho de 2011

A Reunião de Satanás.

0 comentários
* Recebi por e-mail, vale a leitura.

Satanás convocou uma Convenção Mundial de demônios.

Em seu discurso de abertura, ele disse:

- Não podemos impedir os cristãos de irem à igreja. Não podemos impedi-los de ler as suas Bíblias e conhecerem a Verdade. Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com o seu Salvador. E uma vez que eles ganham essa conexão com Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado. Então vamos deixá-los ir para suas igrejas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que nelas organizam, mas, vamos roubar-lhes o tempo que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo. O que quero que vocês façam é o seguinte: Distraia-os a ponto de não conseguirem aproximar-se do seu Senhor.

- Como vamos fazer isto?. Gritaram os seus demônios.

Respondeu-lhes:

- Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes. Tentem-nos a gastarem e tomar emprestado. Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 a 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios. Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos.

- À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho. Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos. Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais.

- Bombardeiem suas mentes com noticias, 24 horas por dia. Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos. Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças.

- Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas. Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem seus maridos à noite, e dê-lhes dor de cabeça também. Se elas não dão a seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começam a procurá-lo em outro lugar e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias rapidamente.

- Dê-lhes Papai Noel, para que se esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus filhos, o significado real do Natal. Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a Ressurreição de Jesus Cristo, e o Seu poder sobre o pecado e a morte. Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!.

- Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus. Ao invés disso, mande-os para parques de diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro, concertos e ao cinema. Mantenha-os ocupados, muito ocupados. E quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, para que, ao saírem, o façam com as consciências pesadas.

- Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem o poder de Jesus. Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa.

- Isto vai funcionar, vai funcionar!.

Os demônios ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados, e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias. Não tendo nenhum tempo para contar aos outros sobre o poder de Jesus para transformar vidas.

Creio que a pergunta é: Teve o diabo sucesso nas suas maquinações?.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Roubar a Deus.

0 comentários
Hoje não foi nada fácil.

Queria poder contar os detalhes de mais um episódio desta novela mexicana: a minha vida no trabalho. Mas não será desta vez, quem sabe algum dia escrevo um livro?" rsrs

Já que não posso (ainda) contar  tais detalhes, quero lhes falar sobre algo interessante que aconteceu comigo esta noite. Faz algum tempo, que um querido amigo e irmão em Cristo nos deu essa mensagem (dividida em duas partes), mas somente hoje parei para escutá-la, e agradeço a Deus por falar através das palavras do irmão, não aquilo que eu queira, mas o que eu precisava ouvir neste momento.

Gostaria de compartilhar com vocês. O título da mensagem é: Roubar a Deus, quem ministrou foi o Pb. Edson Ferreira.




Para fazer o download desta mensagem é só clicar aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Confissões... (5)

0 comentários

O que está acontecendo com os relacionamentos? Onde estão a gentileza e a educação?

Antes de tentar responder queria que você soubesse que tenho passado por dias de cão, e não é pelo fato de algumas coisas não estarem em conformidade com o que preciso para ser/estar feliz, mesmo porque não se pode viver na esperança de que tudo vai bem (ou vai e só eu não sei?), mas os dias a que me refiro são difíceis pelo simples fato de ter que lidar com o ser humano, e isso não é fácil.

Mas, confesso a você que lidar comigo é algo ainda pior, pois sou assim mesmo, temperamental, impulsivo, relaxado, ignorante e tantos outros adjetivos quanto me cabem, e olha que não dá pra contar nos dedos das mãos. E mesmo assim, acredite, eu tenho um coração.

Porém, nesses últimos dias ecoam duas palavras na minha cabeça: Moleque e Antiprofissional, não vou me ater ao fato nem discutir quem está certo ou errado, mas posso afirmar que é por esse motivo que estou cansado de ter que lidar com pessoas mimadas ou sem perspectivas. Mimadas porque nunca de fato sofreram com as necessidades que a vida lhe impôs e sem perspectivas porque o simples fato de achar que tem tudo o que precisava mesmo não tendo nada demonstra a total falta de capacidade para tentar fazer sua própria história.

Enfim, sei que essas situações servem para nosso próprio crescimento, mas estou farto disso, não é justo, não é legal.

Ah, e tem mais, estou cansado dos discursos de que existe algo maior, além do que os olhos podem ver. Os meus olhos não vêem os seus olhos não vêem, não enxergamos nada além do óbvio, nada além, não é possível e não vai rolar. Portanto, parem de me enganar, de se enganarem.

Chega, passo a vez para o outro que tenha mais paciência e menos exigência. Quero continuar vivendo esse/nesse momento blasé.

Esse é o meu modo gentil e educado de dizer que os relacionamentos estão em ruínas.

“Este é o nosso orgulho: A nossa consciência dá testemunho de que nos temos conduzido no mundo, especialmente em nosso relacionamento com vocês, com santidade e sinceridade provenientes de Deus, não de acordo com a sabedoria do mundo, mas de acordo com a graça de Deus.” 2 Coríntios 1:12

terça-feira, 21 de junho de 2011

Somos abençoados por Deus. Ou não!

0 comentários
Vivemos realmente no tempo da Graça. Um momento único em um país laico, onde independente do que professamos como fé, absolutamente nada acontecerá, pois é assim, pelo menos deste lado do planeta tem sido assim, absolutamente normal.

Quer ser crente e “pagar” o preço por isso? Aqui você consegue. E ainda que suas atitudes manchem sua popularidade na igreja, resolvemos rapidamente, é só revelar um pecado maior ainda do outro irmão, daí o seu ‘errozinho’ cai no esquecimento, fácil assim.

Quer poder escolher quando e como adorar ao Senhor? Aqui você consegue. Simples assim, quando ‘der na telha’ apareça em sua congregação, saúde aos irmãos com a “Paz do Senhor”, e acostume-se com a famosa frase: “Tá sumido hein!”

Quer poder negá-Lo sem que nada aconteça? Aqui é o lugar. Quer seja no trabalho, na roda de amigos, na festa do sobrinho, ou seja, em qualquer lugar que não na sua congregação, você pode efetivamente ser quem você é. Relaxe, não vai acontecer nada.

Quer fazer birrinha, por não concordar com o que o irmão diz? Não há melhor lugar do que aqui para mostrar sua insatisfação com o que o outro está fazendo. A famosa guerra dos egos.

Quer poder parar de falar com o irmão por questões “particulares”? Adivinha? O lugar é aqui, pois sem motivos podemos agir assim. Basta não olhar ou não saudar o outro que já é motivo suficiente para não falar com ele. Que absurdo da parte de quem não nos dirige o olhar, de quem não nos dirige a palavra, de quem não nos saúda com “A Paz do Senhor”, que testemunho é esse? Crente de fachada! Só falo com os crentes de verdade.

Agora assista ao video* abaixo e entenda como somos abençoados por Deus. Ou não!

* Cristãos sendo espancados e queimados vivos na Costa do Marfim.


Comente ... se conseguir!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Seja a ponte, ou não!

0 comentários
Na semana passada participamos de uma reunião extraordinária do FAPE em comemoração ao dia dos namorados. Foi bem interessante, pois cada irmão pode fazer uma singela homenagem a sua esposa. Foi um chororô danado por parte das mulheres, e de alguns homens também... rsrs, nos divertimos com as histórias e com as declarações de amor, enfim, foi edificante.

Ah, ouvimos uma ilustração interessante que gostaria de compartilhar:

“Numa cidadezinha do interior, havia um rico fazendeiro que possuía muitas terras. Ele tinha dois filhos, sendo um completamente diferente do outro em pensamentos e ações. O filho mais velho era muito responsável, e sempre procurava obedecer ao pai. O filho caçula, ao contrário, era deveras relaxado e não se preocupava muito com responsabilidades.

Certo dia, o fazendeiro morreu, e então os dois começaram a brigar todos os dias, e acabaram assim dividindo a fazenda e nunca mais conversaram um com o outro, apesar de serem vizinhos.

O caçula, em pouco tempo, tratou de procurar um famoso construtor de muros, e pediu que esse fizesse um muro muito alto, para que nunca mais visse “a cara” do irmão mais velho na sua frente. Este viajaria por três dias, e quando chegasse, queria ver o trabalho acabado.

O construtor acertou o trabalho e trouxe sua equipe, e no final de três dias o jovem voltou da viagem e para sua surpresa, no lugar do muro havia uma linda ponte, que passava por sobre um riozinho que havia na divisa das duas propriedades.

Ele ficou furioso, procurou imediatamente o construtor, que ainda se encontrava ali dando os “últimos retoques” no trabalho e quando já estava pronto a começar a discussão, avistou ao longe seu irmão já por sobre a ponte, com lágrimas nos olhos e de braços abertos para ir acolhê-lo.

As palavras de rancor se emudeceram, ele ficou cabisbaixo, e o irmão mais velho veio ao seu encontro dando um abraço como nunca antes havia sido dado pelos dois, e em prantos, o irmão mais velho assim falou:

-“Meu irmão, eu te amo tanto, que bom que você também me ama, e acaba de me provar isso construindo essa ponte maravilhosa entre nós”.

O construtor, vendo toda aquela cena, se aproximou e disse:

-“Preciso me explicar porque fiz essa ponte no lugar do muro que você me pediu. Nesse lugar, só haveria jeito de construir uma ponte, apesar de ser muito mais difícil, eu confesso. Se o ser humano soubesse a beleza de ser uma ponte, jamais sequer pensaria na possibilidade de se tornar "um muro" para os outros.”

E dali ele saiu feliz, realizado, porque sabia que havia cumprido a sua missão. Os dois irmãos se reconciliaram, e juntos viveram felizes, como uma verdadeira família.”
...

Que bom que do outro lado da ponte havia um irmão de braços abertos, com palavras sinceras e sem hesitar declarou o amor que sentia ao seu irmão caçula. Imagina se diferente disso acontecesse do irmão mais velho cruzar os braços e virar as costas para aquela situação.

Às vezes no encontramos em um destes lados da ponte.

Se por ventura estivermos do lado do irmão caçula, Deus sempre vai provocar momentos que possibilitem uma reconciliação. Isso irá acontecer mesmo que não seja possível do nosso ponto de vista e mesmo que não tenhamos a intenção de reconciliar-se com o irmão.

Se estivermos do lado do irmão mais velho, Deus perdoará a nossa falta de iniciativa, pois ainda que transborde em nossos corações o amor pelo irmão caçula, o rancor por sua vez reina sozinho e não deixará que atitudes simples como uma tentativa de reconciliação seja feita, mas mesmo assim Deus estará no controle e fará da adversidade o pretexto para a declaração do amor.

Eu sou muro em muitas situações, sou ponte em tantas outras. Sou humano e passível de erros, mas reconheço que em Deus tudo muda, mas somente em Deus as situações mudam.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ali, na porta do templo...

0 comentários
A cada momento sou bombardeado por ideias e pensamentos, gostaria que fosse mais fácil tomar uma decisão, mas não é.

Sabe o que é ?

Sinto cheiro de novos problemas, e como já aprendi com alguns anteriormente, estes não me intimidam em nada, mas só o simples fato de passar por situações semelhantes, faz com que o meu ar acabe. Sufoco de pensar!

Sinto cheiro de gente estragada, mas o que fazer quando ao olhar no espelho enxergo em mim mesmo os estragos de uma pessoa que, embora esteja feliz, encontra-se perdida? Desse mal já sei que não sofro, pois não considero o outro pior, isso porque tenho os meus espelhos espalhados pela casa.

Sinto cheiro de intrigas diversas, elas nunca vão embora, sempre estão a espreita aguardando o momento exato para aparecer com suas garras enormes. São nessas intrigas que nos perdemos e nos esquecemos de que existe algo melhor para cada um de nós.

Sinto cheiro de água, é o refrigério do Senhor, mas ela está tão longe, bem distante, porém é nesse momento que tudo faz sentido, pois n’Ele posso confiar.

Sabe de uma coisa? Sou passível de erros sim! Estou rodeado de intrigas, de pessoas estragadas e com os mesmos problemas de antes, mas ainda assim não sinto que estou perdido (ou estou deveras perdido), sinto apenas que não chegou à hora. A hora do Senhor se revelar com Poder e Glória.

Falta em mim um pouco do ser humano, estou muito distante dos sentimentos que confortam pessoas, que aproximam corações, que sacramentam uma amizade, que ruborizam com o amor, que identificam no outro a possibilidade do perdão.

Os sentimentos que tenho são os mesmo e não mudam. Ainda que circunstâncias adversas apareçam, ainda que o pobre mendigue o pão, ainda que o aflito esperneie de angustia, ainda que o doente implore.

E ainda que os céus se rasguem, a impressão que tenho é que estarei do mesmo jeito que me deixaram ali na porta do templo sem poder contemplar as maravilhas de Deus.

...

sábado, 30 de abril de 2011

Agatha.

0 comentários

Mais um dia movimentado, o sol meio tímido chamava as crianças para o parque aquático. Um alvoroço total, a euforia toma conta delas que, correndo de um lado para o outro, não vêem à hora de entrar na piscina.

Fila para o vestiário, gritaria e algazarra, muita gente, muita gente mesmo... Então o tio fala:

- Atenção pessoal: Cuidado com os pertences nos armários, por favor, fechem corretamente os cadeados.

E em meio a tanta bagunça, de um dos grupos de crianças surge um garoto de aspecto frágil, vestido como de costume para um garoto de 12 anos: de bermuda, camiseta larga, pulseira e colares, toca de lã e boné. E já chega perguntando:

- Tio, a gente pode guardar as coisas aqui? (A gritaria não parava!)

- Oi garoto, pode guardar aqui sim, só não se esqueça de colocar sunga para entrar na piscina.

- Sério tio? Não pode entrar de bermuda?

- Sério, só de sunga. Ah, não pode entrar com colar, e vai ter que tirar a camiseta.

-Xiiii, tá bom.

- Ei garoto, vc vai entrar na piscina de toca de lã?

- Vô! (acena que sim com a cabeça)

- Sério? Tá calor lá fora.

Um pouco sem graça o garoto sai do vestiário acompanhado de outros garotos. Mas o tio fica intrigado com a questão da toca de lã e pergunta para os outros amigos dele o porquê daquilo, e um deles responde:

- Sabe o que é tio, é que ELA não gosta de mostrar o cabelo.

O tio se espanta e pergunta:

- O que você disse? ELA?

- Isso tio, ela. Nem parece né? É que ela não gosta de andar com as meninas, só anda com a gente, ela quer ser um menino.

Minutos depois o tio encontra o garoto, que na verdade é uma garota e pergunta:

- Oi, vem cá, qual o seu nome?

- Oi tio, meu nome é Agatha.

- Porque você está com essa toca e o boné?

- Sabe o que é, é que não gosto do meu cabelo...

.....
Quando eu vi Agatha pela primeira vez, nem passou pela minha cabeça que aquele garoto de baixa estatura e magricela seria na verdade uma menina. Seu jeito de falar, de andar, sua postura e a maneira com que os outros a tratavam, indicavam que realmente ela era um dos garotos da turma.

Por alguns instantes parei no tempo, queria entender.

Fiquei imaginando o que teria acontecido se é que aconteceu alguma coisa, para que aquela menina de 12 anos quisesse se vestir como um menino e andar com eles. Mesmo junto das irmãs e de outras meninas, sua preferência pela companhia dos meninos era evidente.

Agatha queria tanto entrar na piscina que resolveu colocar um maiô emprestado, mas não abriu mão da sunga por cima dele.

Agatha é uma criança que aos doze anos já tem suas preferências e já sofre por conta delas, mas será que isso aconteceu porque ela nasceu assim, ou ela foi influenciada pelo meio em que vive? Não quero entrar nessa discussão, só sei que Agatha ainda menina, fica pelos cantos toda envergonhada, por causa dos seus cabelos e das mudanças que estão acontecendo no seu corpo. 

Conversando um pouco mais com a Agatha, seu sorriso veio à tona e sua alegria me contagiou. 

Independentemente das circunstâncias me alegrei em muito ao perceber que Agatha é feliz.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...