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quinta-feira, 31 de maio de 2012

De volta aos braços do Pai.

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Por Juliana Dacoregio - Blog Heresia Loira 
Hoje só consigo olhar pra tantos posts desse blog e perceber o quanto fui tola, o quanto fui infantil. Não leio com raiva, nem me condeno pelas coisas que escrevi, mas muitas coisas leio com tristeza. Era minha opinião e eu tinha todo o direito de dá-la? Claro! Mesmo assim hoje me entristeço com a cegueira e a amargura que atrasou minha vida. Sim, porque toda essa 'cruzada contra a fé' atrasou minha vida e me trouxe cada vez mais confusão. Nós colhemos o que plantamos e eu sei muito bem o que plantei.

Tenho certeza que aqueles que estavam na presença de Deus liam meus escritos e percebiam que eu não estava feliz. A gente percebe essas coisas. Às vezes por uma sensibilidade grande de discernir o que os outros estão sentindo, por empatia ou porque realmente quem vive com Jesus entende certas coisas que outras pessoas não entendem.

Muita gente diz que eu tentava me convencer de que Deus não existia, que na verdade eu ainda cria. Pode ser verdade mesmo. Não sei, é muita coisa do passado para avaliar e não quero ficar olhando para trás, a não ser como agora, para admitir que eu estava errada e que meus erros me levaram a perder a paz.

Quem me lê, não sabe tudo que passei. Não importa que pareça 'testemunho de crente': fui até ao fundo mais profundo do poço, em muitos sentidos. Tudo porque um dia fui uma nova criatura em Cristo e reneguei tudo isso. Foram sete anos longe de Deus. Sete anos de vacas magras. No início, lááá em 2005, quando larguei a fé parecia que o mundo se abria cheio de possibilidades diante de meus olhos... PARECIA.

Eu poderia estar morta. Fui livrada da morte muitas vezes. Porque inconsequente eu fui. E apanhei da vida. Apanhei feio. Até o ponto de estar rastejando. Mas sobrevivi para voltar para o meu Senhor. Mais sorte que juízo? Não! Hoje eu sei que não. 

"Se não fora o auxílio do Senhor, já a minha alma estaria na região do silêncio. Quando eu digo: resvala-me o pé, a tua benignidade, Senhor, me sustém." Sl. 94, 17-18

Não posso deixar de agradecer a todos que oraram por mim, que desejaram minha felicidade, não uma felicidade ilusória, daquelas que passam aos primeiros sinais de ressaca física ou moral, não um arremedo de felicidade, mas a felicidade e paz que excede todo o entendimento! Muitos leitores desse blog, crentes cheios de sabedoria, se tornaram meus amigos, não me repreendendo por tudo que eu escrevia, mesmo quando eu escrevia coisas duras contra o evangelho. Esses leitores cristãos usaram a internet para plantar sementinhas de amor e perdão em meu coração, alguns usando a caixa de comentários do blog, outros mandando e-mails, me enviando livros, ou até mesmo (tenho certeza disso) 'tacando' o joelho no chão e orando por mim! 

Podem ter certeza que valeu a pena e que NADA, NADA é impossível para Deus!

Ps.: Em 2009 Juliana Dacoregio respondeu algumas perguntas sobre sua relação com a fé e sobre o tempo que era evangélica. Leia aqui.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Roubar a Deus.

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Hoje não foi nada fácil.

Queria poder contar os detalhes de mais um episódio desta novela mexicana: a minha vida no trabalho. Mas não será desta vez, quem sabe algum dia escrevo um livro?" rsrs

Já que não posso (ainda) contar  tais detalhes, quero lhes falar sobre algo interessante que aconteceu comigo esta noite. Faz algum tempo, que um querido amigo e irmão em Cristo nos deu essa mensagem (dividida em duas partes), mas somente hoje parei para escutá-la, e agradeço a Deus por falar através das palavras do irmão, não aquilo que eu queira, mas o que eu precisava ouvir neste momento.

Gostaria de compartilhar com vocês. O título da mensagem é: Roubar a Deus, quem ministrou foi o Pb. Edson Ferreira.




Para fazer o download desta mensagem é só clicar aqui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Respeite o ciclo da vida.

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Por Tsuli Narimatsu - Missão Portas Abertas

 
"Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu."




O ser humano moderno se acostumou a desrespeitar os ciclos naturais da vida e a usar a inteligência dada por Deus para recriar uma atmosfera artificial que promova um crescimento acelerado para tudo.

Com isso, muitos cristãos não aceitam mais viver os ciclos de plantação, germinação, crescimento, fortalecimento e reprodução planejados pelo nosso criador em suas vidas. Querem crescer rápido, se expandir logo e conquistar tudo em pouco tempo.

Na agricultura, o uso de aditivos químicos para o desenvolvimento acelerado e a maturação das frutas, verduras, legumes e cereais, tira a vitalidade desses alimentos, e consequentemente a função primordial deles em nosso organismo.

Há tempo de nascer e de morrer, de se esforçar e de descansar, de sofrer e de curtir, de falar e de se calar, de orar e de testemunhar. Estes ciclos naturais se aplicam a todas as áreas da nossa vida: física, espiritual, escolar, profissional, ministerial, entre outras.

Que sejamos todos como a árvore plantada junto ao rio, que no devido tempo dá o seu fruto, cheio de força vital. Se tivermos nossas raízes plantadas na fonte de águas vivas, que é Jesus, tudo o que fizermos será bem sucedido.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ali, na porta do templo...

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A cada momento sou bombardeado por ideias e pensamentos, gostaria que fosse mais fácil tomar uma decisão, mas não é.

Sabe o que é ?

Sinto cheiro de novos problemas, e como já aprendi com alguns anteriormente, estes não me intimidam em nada, mas só o simples fato de passar por situações semelhantes, faz com que o meu ar acabe. Sufoco de pensar!

Sinto cheiro de gente estragada, mas o que fazer quando ao olhar no espelho enxergo em mim mesmo os estragos de uma pessoa que, embora esteja feliz, encontra-se perdida? Desse mal já sei que não sofro, pois não considero o outro pior, isso porque tenho os meus espelhos espalhados pela casa.

Sinto cheiro de intrigas diversas, elas nunca vão embora, sempre estão a espreita aguardando o momento exato para aparecer com suas garras enormes. São nessas intrigas que nos perdemos e nos esquecemos de que existe algo melhor para cada um de nós.

Sinto cheiro de água, é o refrigério do Senhor, mas ela está tão longe, bem distante, porém é nesse momento que tudo faz sentido, pois n’Ele posso confiar.

Sabe de uma coisa? Sou passível de erros sim! Estou rodeado de intrigas, de pessoas estragadas e com os mesmos problemas de antes, mas ainda assim não sinto que estou perdido (ou estou deveras perdido), sinto apenas que não chegou à hora. A hora do Senhor se revelar com Poder e Glória.

Falta em mim um pouco do ser humano, estou muito distante dos sentimentos que confortam pessoas, que aproximam corações, que sacramentam uma amizade, que ruborizam com o amor, que identificam no outro a possibilidade do perdão.

Os sentimentos que tenho são os mesmo e não mudam. Ainda que circunstâncias adversas apareçam, ainda que o pobre mendigue o pão, ainda que o aflito esperneie de angustia, ainda que o doente implore.

E ainda que os céus se rasguem, a impressão que tenho é que estarei do mesmo jeito que me deixaram ali na porta do templo sem poder contemplar as maravilhas de Deus.

...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Posso suportar!

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Por Ev. Elias Codinhoto - Blog Mensagem de Vida

“Tudo posso naquele que me fortalece” Filipenses 4:13

Este versículo é muito conhecido e, algumas vezes, interpretado fora de seu contexto. Aqui não diz que posso fazer qualquer coisa, que serei bem sucedido em tudo que fizer, que não passarei por momentos de crises, ou coisas semelhantes. Porém, diz que posso suportar qualquer situação, seja ela boa ou ruim.

Veja o que Paulo diz no verso 11: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. A palavra aqui para “contente”, no original é a palavra “autarkes”, que quer dizer: “suficiente para si mesmo, forte bastante ou que produz o suficiente para não necessitar de auxílio ou apoio; independente de circunstâncias externas; contente com a sua sorte ou fortuna, como os recursos que possui, ainda que limitadíssimos” (Strongs).

Ou seja, quando estiver com minha mesa farta, estarei contente; se desfrutando de perfeita saúde, estarei contente; com uma situação familiar estável, estarei contente; desfrutando as bênçãos do céu sem me tornar orgulhoso, reconhecendo que Deus provê todas as coisas. Mas também, quando eu passar provações, estarei contente; no tempo de escassez, estarei contente; se perder a saúde, estarei contente; se estiver desempregado, estarei contente; ou se outras adversidades me sobrevierem, ainda assim, estarei contente. Poderei suportar, sem que saia qualquer palavra de murmuração de minha boca, pois Deus está comigo, eu suportarei e estarei contente.

No verso 12 Paulo diz: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez”; ou seja, eu posso passar privações, posso passar fome, posso ser abastado de bens, posso ter saúde ou conviver com a enfermidade, em qualquer situação posso sempre dizer: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” Romanos 8:37.

Não aceite que o diabo te diga: “você não pode suportar o que está atravessando”, isso não pode tragá-lo. O inimigo quer pôr a dúvida em sua mente, ele quer roubar sua fé, mas se Deus diz que você pode suportar e, quem pode ser contrário a isso, “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” Romanos 8:32, pois ele é conosco.

A Bíblia também diz que: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, que a possais suportar” 1 Coríntios 10:13.

Sabe o que isso quer dizer? Você será vencedor em qualquer situação, por isso não tenha medo, podemos suportar! Não quer dizer que seremos poupados das dificuldades, mas, diz que Deus estará conosco todo tempo. O diabo quer nos fazer desistir, por isso traz o sentimento de derrota, de que não conseguiremos, que a luta é muito grande para nós, só que a Verdade de Deus nos diz: “posso todas as coisas”, ou ainda: “posso suportar todas as coisas”.

O Espírito Santo está em nós, e a vitória também, assim eu posso todas as coisas: posso suportar a doença, posso ficar sem sexo no namoro, posso viver sem a masturbação, sem as drogas, sem roubar, sem a pornografia, sem riquezas, sem o reconhecimento alheio...

Nos momentos felizes, louve a Deus! Nos momentos difíceis, busque a Deus! Nos momentos silenciosos, adore a Deus! Nos momentos dolorosos, confie em Deus! A cada momento, agradeça a Deus!

“Regozijai-vos sempre” 1 Tessalonicenses 5:16

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma nova história Deus tem pra mim...

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Testemunho de Flávia - Eu Pensante

... E, com um firme aperto de mãos, o Médico olhou em meus olhos, sorriu e disse: PARABÉNS!

Em Abril de 2009 repentinamente fui acometida de fortes dores abdominais e sintomas nada agradáveis que me levaram à emergência do Hospital, indicando que havia algo de errado com meu fígado.

Após 3 dias de internação, meu quadro clínico piorava, já não comia, não tinha forças e os médicos temiam que perdesse a consciência. Assim, fui encaminhada a UTI com diagnóstico de crise hepática aguda.

Preciso ser sincera: na época, diante de tantos problemas, dúvidas, cansaço, decepções, angústia e das várias adversidades que me sondavam, minhas forças espirituais diminuíam e reagir estava cada vez mais difícil. Ali, naquele leito, reagir não era como prioridade.

Lembro-me que poucos dias antes de ser acometida desta enfermidade, questionei a Deus escrevendo algo parecido com: “Deve haver mais que isso... será?” E naquele leito da UTI nada havia mudado.

Muitos vieram me visitar e traziam palavras de ânimo e força. Mas, para mim aquilo tudo não surtia mais efeito. Naquele momento eram apenas mais palavras!

Parentes, amigos e a Igreja clamavam pela minha cura, mas não queria reagir, não me sentia motivada para isso. Sentia o ar a cada dia diminuindo em meus pulmões, uma sensação horrível, mas me limitava a suportar.

Fui desenganada pelos médicos e para eles não havia muito a ser feito, acionaram a equipe de transplante de fígado para agir a qualquer momento numa última tentativa para salvar minha vida.

Ainda consciente apesar da fraqueza, ouvia apenas os gemidos de pacientes, as vozes dos enfermeiros e os sons dos aparelhos ao redor, mas nada me fazia reagir, sentia por vezes algo querendo tomar meu fôlego de vida que me fazia gelar. Fazia meu corpo tremer... E temer!

Algo ali começou a mudar... 4º dia um cântico brotou firmemente em meus pensamentos tão vagos...

“Há muito mais que isso, Espírito Santo sopra em nós...
Enche-nos outra vez... Enche-nos outra vez...
Fogo de Deus
Acende em nós
Paixão pelo teu Nome...”

Lágrimas escorreram enquanto em pensamentos comecei a lembrar de pessoas das quais precisava liberar perdão, outras que precisavam de mim, coisas a realizar em minha vida espiritual e materialmente. Então, uma resposta como uma voz surgiu: “Sim, Há muito mais que isso!!!”

REAGI! E no 7º dia de UTI saí de lá apelidada de “A Maluquinha da UTI”. Um milagre aos olhos daqueles que haviam me visto a beira da morte!

Na primeira noite já no quarto, não dormi, apenas chorava. Estava cheia de algo que nem mesma eu sabia explicar. Só conseguia chorar em meio à turbilhões de pensamentos que vinham a minha mente para realizar e com o pouco de voz que me restava diante da fraqueza pedi: “Enche-me, Eu quero mais, enche-me!!!”

Após 20 dias saí do hospital com diagnóstico de Hepatite C, do qual nunca ninguém soube explicar como adquiri e como repentinamente fiquei em estado crítico, uma incógnita para os médicos.

De lá pra cá, passou-se 1 ano de tratamento, momentos de dificuldades tanto físicas e emocionais devido à fortes medicamentos, como espirituais, pois o inimigo não desistiu facilmente.

Dos médicos, restaram curiosidades, pois de um caso atípico e crítico do ponto de vista da medicina, o fim mais provável era a morte, aparentemente sem saída, porém, não foi o que aconteceu. Houve vida, Vida que só com a Graça e a Misericórdia de Deus poderia ser doada para alguém não merecedor como eu, mas Ele tem seus propósitos.

Finalmente, um sorriso de satisfação, um aperto de mão e os dizeres: “Parabéns, vocês está curada!”

A um passo da morte e o retorno à vida, uma coisa é certa: A mão de Deus me resgatou e deu-me um novo fôlego de vida.

E hoje... Vitória!

Agradeço o carinho e o amor de minha mãe e a todos os irmãos que intercederam pela minha vida. Não há como retribuir tudo o que fizeram por mim, mas a recompensa é de Deus!

A parte difícil Deus faz, assim como fez na minha vida. Então resta-nos fazer a nossa parte e ter a certeza de que “Há muito mais que isso... Mais do que possamos imaginar”!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Nada de novo no Ano Novo, será?

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Incrível como este ano aconteceu sem que eu percebesse (até agora) o grande avanço obtido em minhas amizades, meus relacionamentos, superando minhas próprias expectativas.

Sempre que chegava o final de ano, um sentimento nostálgico rondava a minha mente e o meu coração. Uma sensação de que no passado já havia vivido momentos melhores e que não podia esperar ‘muito’ para o ano seguinte. Sempre foi assim: Natal, Ano Novo e a angústia por perceber que não cresci verdadeiramente, não como um adulto e cristão.

Cheguei a pensar que existia um carma em minha vida, tipo um inferno astral. É pessoal, por vários anos seguidos me preparava para uma ‘bomba’ que estourava todo o final de ano. Uma delas foi uma suposta denúncia de assédio moral em uma empresa que trabalhei, outra foi uma amizade que terminou por conta da incapacidade de dialogar, e mais recentemente me deparei com uma liderança ousada e por que não usada pelo diabo, enfim, foram muitos os problemas que me tiraram a paz, justamente em um momento de renovo e reflexão, mas que para mim tornava-se decepção. Foram anos e anos sem que eu me desse conta de que deixava de viver o melhor de Deus para minha vida.

Mas este ano foi diferente, o que parecia inferno astral transformei em circunstâncias, mudei o foco e passei a enxergar através das pessoas e suas intenções. Fiquei mais introspectivo que o normal é verdade, mas valeu cada palavra não dita e cada pensamento preso em minha própria mente. Desta forma vi relacionamentos se fortificarem e muitos outros desmoronarem sem que necessariamente eu precisasse me expor, foi algo de Deus e ainda tem muito mais por vir, pois percebi que Deus não precisa de mim para agir, porém, se assim o quiser Ele o fará.

Agindo com cautela e de sobreaviso, superei mais um ano de trabalho cheio de desafios com metas e o mais importante como uma família unida em um único objetivo.

E percebi que o que move os relacionamentos começa em como você interage com os outros e desta forma tentei, inda que lentamente, mudar para que familiares me enxergassem diferente do que antes era e comecei a enxergá-los de outra forma. Não é fácil, não traz prazer imediato, não conforta o coração, mas como cristão temos que ser diferentes e agir diferente.

Este ano foi como outro qualquer, cheio de altos e baixo, corrido como todos os demais, mas diferente de todos, porque eu posso enxergar possibilidades para o ano que vem:

Posso ser um homem melhor, um marido melhor, um filho melhor e um irmão melhor.

Posso ter um emprego melhor e eventualmente ter um salário melhor, porque não?

Posso ter mais e mais amigos e um relacionamento melhor com Deus.

Posso fazer uma faculdade, pois é depois de tanta resistência acabei cedendo.

Enfim, como tudo que aconteceu este ano foi demasiadamente bom, eu creio que no ano que vem tudo será de novo, NOVO.
 E para você, quais são as possibilidades para 2011?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Relacionamentos.

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É certo que Deus quando fez o ser humano não o fez para viver sozinho, tanto é que Ele mesmo disse: “... não é bom que o homem esteja só...” Gênesis 2:18. Deus fez o homem para viver em comunidade, em família, para relacionar-se.

Ao estabelecer a Sua Igreja, Jesus Cristo dá a mesma ênfase e podemos ver isto nos textos a seguir: Romanos 12:5, fala que a Igreja é um corpo e estamos todos ligados, Atos 2:42, menciona a comunhão da Igreja e por último, Atos 2:44, diz que mantinham-se unidos.

A Igreja é chamada de Corpo e Família. Tanto uma coisa como outra subentende interdependência para o bom funcionamento. O desejo de Deus é nos aperfeiçoar por meio dos relacionamentos, tirar de nós o egoísmo, nos fazer cada vez mais altruístas (relação onde o outro é mais importante) e praticantes do amor compassivo.

Relacionar-se é tão importante para a Igreja, que no Novo Testamento as expressões “uns com os outros”, “uns aos outros” e “entre si” aparecem mais de cinquenta vezes. Como cristãos e parte integrante do Corpo de Cristo, somos ordenados a: amar, saudar, incentivar, admoestar, servir, ensinar, aceitar, honrar, perdoar, submeter-se, nos dedicar uns aos outros, orar uns pelos outros e carregar o fardo uns dos outros.

Como vemos, temos muitas obrigações mútuas no corpo de Cristo e isto é ser membro, do ponto de vista bíblico. Essas são nossas responsabilidades familiares, que devemos cumprir nos relacionando na Família de Deus. Se repararmos na expressão “uns aos outros”, perceberemos que a iniciativa sempre partirá de mim. Isto também é dito no texto de Mateus 7:12 “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam...”.

Deus nos aperfeiçoa por meio dos relacionamentos, esta foi uma das maneiras que Ele encontrou para fazê-lo no corpo de Cristo. Rick Warren fez uma declaração que esclarece e conclui este pensamento: “Somente pelo contato regular com crentes comuns e imperfeitos podemos aprender o verdadeiro companheirismo e experimentar a verdade do Novo Testamento: sermos unidos e dependentes uns dos outros.”

Que Deus nos abençoe e nos amadureça nesta caminhada de servirmos o Corpo de Cristo, a Família de Deus e uns aos outros no amor do Senhor.

Parabéns Tarbernáculo Jacuí por mais este ano de benção.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Compartilhar é preciso!

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Temos que decidir sempre por algo ou alguém, e esse é o nosso dilema, pois nos tornamos reféns, em algum momento, de amigos, de parentes, de vizinhos. Quase sempre saímos no prejuízo e não somos ressarcidos.

Já estive em situação embaraçosa entre dois ex-amigos, que buscavam o meu apoio incondicional. Perdi outras dezenas de amigos por escolherem um lado (oposto ao meu) ao invés de se adaptarem as mudanças. E é verdade que muitas foram as vezes que fui pivô de alguma situação da qual eu exigia retratação do difamador e queria os meus amigos por perto. Mas a vida é assim, cheia de escolhas. Decisões nada fáceis por sinal.

É nessa hora que percebemos quão importante é um amigo, porque compartilhar é preciso!

É nessa hora que não rimos mais, pois não faz sentido. É nessa hora que não sonhamos mais, pois vivemos acorrentados com o “se”, e alimentamos a falsa ideia de que tudo voltará ao normal. É verdade que pela graça de Deus tudo pode ser revertido, pois assim como diz o salmista: “... o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria.” Salmos 30:5b

Porém, é verdade também que em alguns momentos devemos tentar viver em paz com todos. “Façam todo o possível para viver em paz com todos.” Romanos 12:18

E se o silêncio a despeito das inúmeras ofensas for a resposta para o ‘viver em paz com todos’, assim o farei.

E se por ventura tirar uma história a limpo representar o ‘viver em paz com todos’, desta forma agirei.

E se por acaso o perdão vier seguido de uma ação de esquecimento descarado, e assim continuar a ‘viver em paz com todos’, porque não?

Mesmo fazendo todo o possível para viver em paz com todos e acreditando que na manhã seguinte irromperá a alegria, entristeço-me em saber que mesmo com o passar dos anos, alguns continuaram a ruminar, suas mágoas e desilusões, frustrações e decepções, rancores e falsa modéstia.

Continuarei triste quando olhar para tal situação e imaginar como poderia ter sido diferente se Deus habitasse verdadeiramente naquele lar, junto ao casal, junto aos familiares.

É triste porque sei que Deus é justo e no momento certo (caso continuem com a mesma postura) lhes dirá: “... Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” Mateus 7:23. Não vai adiantar falar das obras pelas obras.

O meu desejo é que em algum momento aconteça um despertar sobrenatural.

“Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou à graça”. Romanos 5:20

sábado, 23 de outubro de 2010

Quando estiver morto estará pronto.

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NOTA: Desde o dia 11 de Outubro de 2010 Bianca Toledo está internada no hospital Pasteur, no Rio de Janeiro. Ela teve complicações ocasionado por uma  interrupção no intestino, ligado a sua cirurgia no estômago que resultaram em uma infecção generalizada, hemorragias, diminuição da coagulação sanguínea, descontrole da pressão arterial. A complicação se agravou ocasionando um coma induzido, Bianca deu luz a José Vittório que recebeu os primeiros cuidados e já está de alta junto com o pai Renato Pimentel. FONTE: http://biancatoledopimentel.zip.net/ Twitter: @BiancaTolledo
 
Vivemos em um tempo onde somos cercados de manjares. Manjares para o ego, para a carência, para o vazio, para indecência.
Chegam por todos os lados. Soluções fáceis… Doces distrações. Mentiras atraentes, atos inconsequentes, inquieta mente busca… Paz.

A decisão de seguir à Cristo nos dá o direito de saber a verdade e escolher estar com ela. Muitas vezes esse processo não é agradável, porque somos estimulados o tempo todo por um mundo de mentiras e prazeres imediatos. E continuamos vazios. Donos da razão.

A Ilusão de encontrar em alguém, ou em alguma forma ou estado a sensação ideal, a felicidade, é uma busca sem fim.

A busca do poder, do controle e da aprovação, seja ela familiar, profissional ou religiosa só nos afasta dia a dia da verdadeira liberdade para a qual fomos chamados. Todos nós queremos o sucesso, e quando o conseguimos percebemos que, nesse aspecto, ele não é determinante.

E assim acontece com o casamento, com as posições respeitadas de liderança, com as soluções estéticas, e com tudo aquilo que possa nos parecer um facilitador da felicidade.

O convite que eu recebi hoje de Deus foi para refletir sobre seu filho, que abrindo mão de tudo, nos céus e na terra, cumpriu sua missão, vivendo com abundância. Ele não só teve em si a plenitude de todas as coisas, mas a compartilhou com quem estivesse com ele.

A decisão de segui-lo, porém, exige de nós o desejo de ser como ele.

“Se alguém quiser vir após mim, negue à si mesmo” Mc 8:34

Porque esquecemos frases como essa quando procuramos respostas, e buscamos apenas as promessas? Não cansamos de andar em circulos?

Quanto maior o benefício, maior a responsabilidade.

Negar a si mesmo não é alienar-se da realidade. Pelo contrário, muitos buscam na religião uma nova decoração para suas prisões e enfermidades.

Preciso morrer para as minhas desculpas, para minhas mentiras, para o meu conforto que me mantém alheio à vontade de Deus.

Abrir mão, renunciar a própria razão, e obedecer. Ser como Ele! Um preço diário por uma glória eterna! Não é abrir mão dos prazeres, ou dos benefícios de uma vida de sucesso. É eleger uma matriz, uma fonte, ser com Ele, ser por Ele e para Ele.

Porque absolutamente ninguém quer mais a sua felicidade que aquele que entregou a própria vida por você.

Você estaria disposto a morrer por Ele?

Está disposto a matar o seu ego? O egoísmo? O orgulho? A soberba? A crença de que suas obras o justificam? A independência?
Preocupar-se mais com suas intenções do que com suas ações?

”Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto.” Jo 12:24

Sem morte não há produtividade. O reino de Deus não é uma filosofia, nem uma religião de rituais vazios. É um compromisso real de sacrifício racional, que aos poucos, dia-a-dia, preenche todos os espaços da alma, alinhando nossa personalidade com a sabedoria de Deus.

Desta forma, nos tornamos agentes deste reino, atuando positivamente na igreja e principalmente na sociedade como Jesus atuou. Não mais porque desejamos aprovação e alimento para o ego, mas simplesmente porque desejamos compartilhar o que recebemos do Pai.

Ele hoje me pergunta: Quanto de mim há em você? Quando Morrer, estará pronta.

sábado, 25 de setembro de 2010

Confissões... (4)

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Dia desses postei no twitter que estava um relaxo no blog, pois precisava pensar menos e escrever mais. Essa talvez seja a receita para se manter um blog, mas será que é válido?

Eu, por exemplo, costumava escrever sobre tudo o que acontecia e de certa forma gostava de deixar o meu recado para as pessoas envolvidas, mas com o passar do tempo percebi que não importa (para os outros), pois não serão minhas postagens que farão acontecer alguma mudança em suas medíocres vidas (ou vão?).

É verdade, sinto-me inclinado a expor algumas histórias, mas de nada valerá se não para ridicularizar pessoas, e não farei isso. Mas posso aqui dizer o que sinto, e isso não será de todo ruim, pois falo de mim.

Conforto-me com os acontecimentos e por poder descobrir que não somos nada se comparado a imensidão do mundo. Somos tão pequenos, tão insignificantes e teimamos em travar guerras infinitas, apenas para nos satisfazer o ego.

Conforto-me com os meus pensamentos e por poder perceber o quanto estou melhorando, pelo simples fato de apenas observar.

Conforto-me com os poucos telefonemas, com as poucas mensagens e com o trato rebuscado que se transformou alguns relacionamentos. É um tanto exagerado achar que todos ao nosso redor são amigos de verdade, mas aos poucos que o fazem é o suficiente para manter esse “mistério” da amizade.

Estou contente por ver (A)amigos desenvolvendo ministério. É verdade que alguns resolvem fácil os mal-entendidos para assim usufruir o que há de melhor em ser líder, mas louvo a Deus por aqueles que perseveraram e estão contribuindo para o Reino de forma exemplar, sem que necessariamente seja mais importante o título do que o servir.

Louvo a Deus por um casal (estamos em dívida com eles) que em um ato de verdadeira ousadia nos mostrou que os detalhes da nossa vida e as mentiras contadas por (até então) cristãos não devem ser mantidas como empecilho para o nosso crescimento espiritual.

Apesar de preferir o barulho ensurdecedor do SILÊNCIO, ao silêncio absoluto da OMISSÃO, ainda estou vivendo o melhor para minha vida!

"Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro." Salmos 40:1

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Graça.

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Ainda há pouco, ao reler o admirável Sermão do Monte, percebi como a graça esteve presente nos princípios expostos por Jesus. Mesmo reconhecendo que a graça foi exaustivamente estudada e definida pela teologia, é preciso redescobri-la nos lábios do Nazareno. Os favores imerecidos de Deus não podem ficar circunscritos às codificações teológicas. Naquele relvado, na encosta de um morro qualquer, Cristo falou de assuntos diversos, mas não se esqueceu de explicitar que Deus se relaciona com seus filhos diferente de todas as divindades conhecidas. Após séculos de argumentação sobre os significados da graça, os cristãos precisam despertar para ao fato de que ela é o chão da espiritualidade cristã.

Um neopaganismo levedou a fé de tal forma que muitos transformaram a oração em uma simples fórmula para canalizar e receber os favores divinos. Para obter resposta às petições, implora-se, pena-se, insiste-se, no aguardo de que Deus escute. Quando não se recebe, justifica-se assumindo culpas irreais, como falta de disciplina. Acha-se que é necessário continuar implorando para Deus se sensibilizar. Mede-se a espiritualidade pelo número de respostas aos seus pedidos e, quando malsucedidos, castiga-se por não merecer. A própria linguagem denuncia romeiros católicos e evangélicos, que lotam os espaços religiosos: é preciso “alcançar uma graça”.

Graça liberta do imperativo de dar certo. O Sermão da Montanha começa felicitando pobres em espírito, chorosos, mansos e perseguidos. Os triunfantes não podem se gloriar de serem mais privilegiados do que os malogrados. Graça revela um Deus teimosamente insistindo em permanecer do lado de quem não conseguiu triunfar; até porque a companhia de Deus não significa automática reversão das adversidades.

Graça permite o autoexame, a análise das motivações mais secretas da alma, sem medo. Na série de afirmações sobre ódio, adultério, divórcio e vingança, Cristo deixou claro que ninguém pode se vangloriar quando desce às profundezas do coração. No nível das intenções, todos são carentes. O olhar sutil indica adultério. O ódio despistado revela homicidas em potencial. A vingança disfarçada contamina as ações superficiais. Lá onde brotam as fontes das decisões, tudo é confuso; vícios e virtudes se confundem. Somente com a certeza de que não haverá rejeição é possível confrontar os intentos do coração para ser íntegro.

Graça convida a amar. Jesus afirmou que Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. Para revelar sua bondade, Deus não precisou ser convencido a querer bem. Deus não faz acepção de pessoas; o seu amor não está condicionado a méritos. Quando as pessoas são inspiradas por gratidão, reconhecimento e admiração por tão grande amor, se sentem impulsionadas a imitá-lo. Deus surpreende por dispensar bondade sem contrapartida de virtude. Assim, na improbabilidade de os seres humanos se mostrarem graciosos, os discípulos devem almejar a única virtude que pode torná-los perfeitos como Deus -- o amor.

Graça é convicção de que o acesso a Deus não depende de competência. Quem acredita que será aceito pelo tom de voz piedoso ou pela insistência em repetir preces nega a paternidade divina. Antes de pedirmos qualquer coisa, Deus já estava voltado para nós. Os exercícios espirituais não precisam ser dominados como uma técnica, mas desenvolvidos como uma intimidade. O secreto do quarto fechado representa um convite à solitude, à tranquilidade que não acontece com sofreguidão.

Graça libera energia espiritual que pode ser dirigida ao próximo. Buscar o reino de Deus e sua justiça só é possível porque não é preciso preocupar-se com o que comer e vestir e por jamais ter de bater na porta do sagrado para conquistar benefícios particulares. Basta atentar para os lírios do campo e pardais para perceber que as ambições devem escapar à mesquinhez de passar a vida administrando o dia-a-dia.

Graça devolve leveza para que os filhos de Deus sintam-se à vontade em sua presença, como meninos na casa dos avós. Graça libera as pessoas para se tornarem amigas de Deus, em vez de vê-lo como um adestrador inclemente. Graça não permite delírios narcisistas. Nenhuma soberba se sustenta diante da percepção de que Deus aposta na humanidade e ainda se convida a cear entre amigos.

Graça distensiona o culto porque avisa: tudo o que precisava acontecer para reconciliar a humanidade com Deus foi concluído: “Consumatum est”. Portanto, enquanto a graça não for redescoberta de fato como a mais preciosa verdade da fé, as pessoas podem até afirmar que foram livres, mas continuarão presas à lógica religiosa das compensações. Devedores, jamais entenderão que o reino de Deus é alegria. A graça liquida com pendências legais. Não restam alegações a serem lançadas em rosto -- “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?”.

A religiosidade legalista insiste que é perigoso falar excessivamente sobre a graça. Anteparos seriam então necessários para proteger as pessoas da liberdade que a graça gera. Mas o amor que tudo crê, tudo espera e tudo suporta não aceita outro tipo de relacionamento senão abrindo espaço para que haja amadurecimento. Deus ama assim, e o Sermão da Montanha não deixa dúvidas de que todo discurso sobre o reino de Deus deve começar com graça.

Soli Deo Gloria

segunda-feira, 3 de maio de 2010

TODAS as coisas cooperam...

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"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Romanos 8:28

Quando lemos que todas as coisas cooperam para o bem, a primeira avaliação superficial que fazemos é que todas as coisas boas cooperam para o bem. Na verdade coisas boas cooperam para o bem, mas as coisas ruins também cooperam para o bem daqueles que amam a DEUS, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Se caminharmos na história da existência humana, vamos observar que as coisas caóticas, ou seja, ruins, freqüentemente possibilitaram uma aprendizagem significativa para a humanidade e ao crescimento da consciência de quem é DEUS e sua manifestação de amor. Talvez você estaja se perguntando o que isso tem haver. Posso explicar. Quando somos acometidos por situações que no conceito moral, "conceitos da maioria" são fracassos, derrotas, frustrações, erros, vacilos, para DEUS isso também serve para cooperar
para nosso bem.

Um namoro que foi traumático, uma amizade que gerou traições, caminhos errados, idéias desnecessárias, um casamento que não deu certo por causa das traições, maus tratos, descuidos, abandono, um trabalho que nos tomou tempo sem retorno financeiro, uma Igreja onde os lideres foram maus, corruptos, desonestos, ambiciosos. Todas essas coisas de uma certa forma cooperam para que possamos crescer como pessoas, como filhos de DEUS. 

 Isso acontece para que possamos ter uma evolução em todos os sentidos de nossa vida. Se em todo o tempo formos alcançados apenas por coisas boas, a história nos mostra que uma das primeiras atitudes do ser é abandonar os princípios bíblicos, a fé e viver apenas de valores terrenos e humanistas. Agora, quando as aflições nos desafiam, andamos por fé, crendo que DEUS estará conosco neste momento de luta.

O apostolo Paulo descreve bem isso em uma de suas citações em Filipenses 4:10-13:

"Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece."

Tudo posso naquele que me fortalece poderia ser dito: Tudo coopera para que Deus me fortaleça. A abundancia e a escassez, em todas as áreas de minha vida, seja ela sentimental, material, espiritual, existencial, financeira, todas as coisas, boas ou não estarão sempre cooperando para que minha vida chegue ao propósito que Deus deseja para meu bem.

Deus abençoe a cada um de vocês.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Para quem iremos?

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“Muitos estavam seguindo Jesus e presenciando os milagres que ele estava realizando nos lugares por onde passava. Em um desses milagres, mais de cinco mil pessoas participaram da multiplicação de cinco pães e dois peixes. Entretanto, não era difícil entender o motivo do grande interesse em estar perto de Jesus. A grande maioria das pessoas estava interessada no pão e na comida. Tinham apenas o desejo de uma satisfação física e obviamente, passageira.”

Jesus começa um discurso fundamentado naquilo que realmente é a verdadeira comida. O pão que desceu do céu. O maná que o povo de Israel comeu no deserto e que todos pensavam ter recebido de Moisés, agora estava sendo confrontado com o verdadeiro pão do céu, Jesus. João 6:31-34

Isso foi o suficiente para começarem as queixas e os questionamentos. Pão do céu! Esse não é Jesus filho de José? Como ele pode dizer: desci do céu? Jesus porém, era preciso e categórico em suas palavras: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre” João 6:51. “Quem come minha carne e bebe meu sangue possui vida eterna” João 6:54.

Com isso, eles ficaram tão indignados que não suportavam mais ouvir as palavras de Jesus e muitos começaram a sair e deixaram Jesus. Aos poucos foi restando apenas os doze discípulos. João 6:66

Eu confesso que fiquei me perguntando para onde aquela multidão foi. Não sei que caminhos existiam para que eles pudessem virar as costas ao verdadeiro pão da vida.
Quando Jesus perguntou aos doze: vocês também não querem ir ? Pedro Respondeu: “Senhor, para quem iremos ? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus”. João 6:67-68

O discurso de Jesus ainda hoje nos confronta e expõe a verdadeira motivação que permeia os nossos corações. As palavras de Jesus revelam as nossas intenções em estar perto d'Ele. Jesus sabe se estamos à procura de comida ou se queremos um relacionamento profundo e íntimo com o Pai. Ele sabe se queremos satisfação física ou realizações momentâneas em vez de uma vida abundante e eterna. As palavras de Jesus servem para nos libertar da religiosidade, nos livrar de nossos próprios conceitos e ideias. As palavras de Jesus nos levam a uma profunda consciência do Reino de Deus:

“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida,
mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.”

As palavras de Jesus confrontam os nossos pecados, os nossos temores e também o nível de comprometimento com o Seu reino. Diante desse discurso podemos até pensar ser pesado demais andar com Cristo, porém, lembre-se que o próprio Jesus disse: 

“Venham a mim, todos que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30

Para quem podemos ir diante de um discurso que revela quem realmente é Jesus? Qual o caminho que podemos tomar depois de recebermos a revelação do verdadeiro caminho, a verdade e a vida? Que tipo de vida nós teremos após sermos confrontados com a santidade de Jesus? Será que vamos virar as costas por pensarmos que esse discurso é pesado demais para nós?

Quer um conselho?
Não vá a lugar algum!
Pois, para quem iremos nós?
Só Jesus tem as palavras de vida eterna!

No amor do Pai.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rios em lugares secos.

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Por Everton Vidal - Re-novidade

Os nossos olhos estão viciados, por isso não entendemos a nossa vocação. Nos fechamos em coisas supérfluas e irreais como os números. Pensamos que “igreja” boa é a mais numerosa, a que mais cresce ou a mais lucrativa. Não há nada mais enganoso do que tais estatísticas. Esses dados não passam de fugas ou desculpas para nossa incompetência em completar nossa missão. Mas qual é a nossa missão?

“Alegrem-se o deserto e a terra seca”, profetiza Isaías, e prossegue: “jorrarão águas no deserto e rios na terra seca”. Eis a nossa Missão. Anunciar que um novo mundo é possível e criá-lo, ainda que as aparências digam o contrario, ainda que as circunstâncias não poucas vezes incutam o desespero até nos mais otimistas, o Novo Reino é real e sua vinda é certa, pois nasce e cresce a partir de nós.

Nossa missão é dizer ao mundo que felizes são os pobres de espírito, porque neles o Reino do Amor se materializa, deixa de ser meras e belas palavras para ser atos reais. Felizes os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, alegrem-se os desertos e lugares secos. Que regresse o riso à face dos que perderam entes queridos para a injustiça, que regresse a esperança aos que perderam a liberdade e a dignidade. “A terra seca se mudará em vargens, e o chão seco se encherá de fontes”. A hora vem e já chegou, em que para os que sofrem e choram chegará uma alegria sem fim que colocará a tristeza e o pranto para fugir.

O ministério que recebemos, segundo São Paulo, é o da reconciliação, isto se constitui em ir pelo mundo anunciando que estamos reunidos com Deus por meio do Cristo, e insistir que os homens mudem a direção dos seus caminhos, da morte para a vida. Pois não há mais dívidas para pagar, apenas o amor para viver. Eis a nossa missão, o nosso mistério outrora oculto e agora revelado aos de olhos e corações dispostos. Eis a nossa loucura e o nosso escândalo. Não há morte e cruz a que não se siga a Ressurreição.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma igreja que constrange.

5 comentários
Por Fernando Piva do blog PivaBlog

A manhã de hoje (30/11/2009) começou de forma inusitada. Uma colega de trabalho foi convidada para participar de um “culto” de formatura de teologia em uma determinada “igreja” de linha neopentecostal e me procurou para me relatar sua aventura. Pelo relato, percebi que a teologia neste “culto” ficou em último plano. A homenagem aos formandos ficou reduzida aos primeiros momentos da programação. Preocupa-me a qualidade da teologia ensinada a esses alunos.

Logo, o “pastor” começou a pregar, falou por mais de duas horas e o tema central foi o dinheiro. Atacou criticamente os moradores dos bairros de classe média e alta da cidade (dentre eles o que a minha colega mora), dizendo que todos eles eram seguidores do tal Mamon. Continuou dizendo que os “humildes” ali presentes (a maioria esmagadora) que eram os verdadeiros felizes e bem aventurados, porque tinham como dizimar (e demonstrar sua fé), apesar de possuírem poucos recursos, alegando que ricos só dão aquilo que sobra. Minha colega descreveu a cena como uma verdadeira tentativa de lavagem cerebral, pois o preletor incitava o povo contra as classes sociais mais ricas. Daí pergunto: seriam os pastores e líderes de igrejas que moram e exercem seus ministérios nos bairros nobres também seguidores de Mamon? Seriam templos de adoração ao Mamon, as igrejas instaladas nestes locais? Não deveria ser Jesus Cristo o tema central de uma mensagem cristã?

Durante o discurso, o pastor fez orações específicas: orou pelos dizimistas, por aqueles que estavam com os dízimos atrasados e também pelos que desejavam se tornar dizimistas. Foram orações separadas e sempre identificando os grupos de fiéis em cada uma delas. Um verdadeiro constrangimento para quem está visitando a igreja, sem saber o que está acontecendo e não fazer parte de nenhum grupo.

A plateia foi desafiada a contribuir para que a “igreja” pudesse organizar um evento em local público, cujos gastos estão orçados em mais de R$ 200.000,00! A justificativa: “se os mundanos podem trazer os seus cantores, nós poderemos engrandecer o nome de Deus naquele lugar com um mega evento”. Parece-me que eventos gigantescos, número de participantes e de tamanho e beleza de templo é que define a santidade e prosperidade de um grupo religioso. Tenho outra dúvida: quando certos “líderes de igrejas” vão cair na real e entender que o que Cristo quer é que toquemos as pessoas com a simplicidade de sua mensagem e não que sejam construídos templos faraônicos para servirem de palco para suas presepadas gospel?

O melhor estava por vir. O grand finale ficou por conta do esmagamento de Mamon. Todos foram convocados a levantar as mãos, orar, gritar, pular e trotar na cabeça do tal ser. Um barulho estarrecedor tomou conta do ambiente, somado com a gritaria dos membros ali presentes. A cena pitoresca quase fez a minha colega surtar! Por várias vezes ela tentou sair, mas acabou suportando a tortura até o fim, para não deixar de cumprimentar a sua amiga que a convidou para a formatura.

Eu ouvia o relato contado com riquezas de detalhes e ainda me questiono: a cada domingo, milhares de pessoas entram e saem de nossos templos sem receber a mensagem de salvação de Jesus Cristo. Elas não assimilam nosso evangeliquês (uma linguagem muito peculiar de se comunicar, pregar e cantar, muitas vezes recheadas de expressão arcaicas) e são constrangidas por não entender o que fazemos durante as horas que passamos juntos (ou separados) dentro de nossos templos.

Desconsolado, ainda sonho com uma igreja que atinja as pessoas por aquilo que deveria ser o seu alvo maior: o AMOR.
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