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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Relacionamentos.

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É certo que Deus quando fez o ser humano não o fez para viver sozinho, tanto é que Ele mesmo disse: “... não é bom que o homem esteja só...” Gênesis 2:18. Deus fez o homem para viver em comunidade, em família, para relacionar-se.

Ao estabelecer a Sua Igreja, Jesus Cristo dá a mesma ênfase e podemos ver isto nos textos a seguir: Romanos 12:5, fala que a Igreja é um corpo e estamos todos ligados, Atos 2:42, menciona a comunhão da Igreja e por último, Atos 2:44, diz que mantinham-se unidos.

A Igreja é chamada de Corpo e Família. Tanto uma coisa como outra subentende interdependência para o bom funcionamento. O desejo de Deus é nos aperfeiçoar por meio dos relacionamentos, tirar de nós o egoísmo, nos fazer cada vez mais altruístas (relação onde o outro é mais importante) e praticantes do amor compassivo.

Relacionar-se é tão importante para a Igreja, que no Novo Testamento as expressões “uns com os outros”, “uns aos outros” e “entre si” aparecem mais de cinquenta vezes. Como cristãos e parte integrante do Corpo de Cristo, somos ordenados a: amar, saudar, incentivar, admoestar, servir, ensinar, aceitar, honrar, perdoar, submeter-se, nos dedicar uns aos outros, orar uns pelos outros e carregar o fardo uns dos outros.

Como vemos, temos muitas obrigações mútuas no corpo de Cristo e isto é ser membro, do ponto de vista bíblico. Essas são nossas responsabilidades familiares, que devemos cumprir nos relacionando na Família de Deus. Se repararmos na expressão “uns aos outros”, perceberemos que a iniciativa sempre partirá de mim. Isto também é dito no texto de Mateus 7:12 “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam...”.

Deus nos aperfeiçoa por meio dos relacionamentos, esta foi uma das maneiras que Ele encontrou para fazê-lo no corpo de Cristo. Rick Warren fez uma declaração que esclarece e conclui este pensamento: “Somente pelo contato regular com crentes comuns e imperfeitos podemos aprender o verdadeiro companheirismo e experimentar a verdade do Novo Testamento: sermos unidos e dependentes uns dos outros.”

Que Deus nos abençoe e nos amadureça nesta caminhada de servirmos o Corpo de Cristo, a Família de Deus e uns aos outros no amor do Senhor.

Parabéns Tarbernáculo Jacuí por mais este ano de benção.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os perigos da duplicidade.

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“Infelizmente nos últimos tempos convivemos no meio da Igreja do Senhor com pessoas que possuem uma duplicidade de vida. Mantém suas obrigações religiosas aos fins de semana e depois vivem como bem entendem, parecendo crer que o fato de estarem em um culto religioso semanalmente vai expurgar suas culpas ou ainda revitalizá-los espiritualmente.”

Analisando as escrituras é possível perceber que a duplicidade não é um fenômeno exclusivo da pós-modernidade no meio do povo de Deus. Na bíblia é possível identificar passagens que aconselham as pessoas a tomarem o rumo correto, o da Palavra e das maravilhas proporcionada por Cristo quando o seguimos.

I Reis 18:21 – Elias diz: “...até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro?...”

I Coríntios 10:21 – Apóstolo Paulo afirma: “Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônio; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.”

Josué 24, a partir do versículo 1 – Começa uma explanação para o povo sobre os feitos de Deus e dos seus livramentos e continua no verso 15: “... escolham hoje a quem irão servir ... eu e minha casa serviremos ao Senhor.”

Em todos esses casos, Deus adverte o seu povo a sair da vida dupla e nessas advertências estão implícitos os perigos da duplicidade. São elas:

- Adorar outros deuses. Não é possível servir a dois senhores ao mesmo tempo (Lucas 16:13). Deus não aceita dividir a sua posição com ninguém. Portanto quem vive a duplicidade, estará servindo outros deuses;

- Não adorar em verdade é o segundo perigo. Jesus confrontou os fariseus falando sobre a sua vida de aparência, hipocrisia (Lucas 12:1). É como assumir uma segunda identidade para algumas situações. Nesses casos a duplicidade nos atrapalhará vivermos uma vida de adoração, pois quem assume uma vida de duplicidade sabe que não está sendo verdadeiro;

- Tornar-se servo do pecado. O homem nunca será livre. Se não escolher ser servo de Deus, estará servindo outros deuses (João 8:34). Só que os deuses como: do sucesso, das posses, do prazer sexual a qualquer custo, e outros, são cruéis, impiedosos e mentirosos, pois escondem as verdadeiras consequências de servi-los. Fazer de conta que serve a Deus, tornará o homem servo do pecado;

- Com a duplicidade deixamos Deus triste, ou seja, provoca o ciúme de Deus (I Coríntios 10:22) e atrai o seu fogo consumidor, “Até quando Senhor? Ficarás irado para sempre? Arderá o teu ciúme como fogo?” (Salmos 79:5);

- Não receber a verdadeira cura, por não lidar com a verdade. Nas escrituras (Jeremias 6:13,14), Deus faz a seguinte advertência “... Eles tratam da ferida do meu povo como se fosse grave. 'Paz, paz', dizem, quando não há paz alguma.”

Irmãos, devemos fugir desse engano do diabo que tenta nos fazer acreditar que é possível viver em duplicidade, quando na verdade a duplicidade nos leva à morte, nos distancia de Deus, impede que sejamos curados e de nos tornarmos verdadeiros discípulos de Cristo.

Porque há um só Deus, um só batismo, um só Espírito, um só Salvador, um só Caminho. Devemos ser um em Cristo como o Pai, Filho e Espírito o são. Devemos adorar somente o único Deus que existe, pois como vemos com Deus não existe duplicidade.

Pr. Luciano Araújo

Fonte: Tabernáculo Jacuí
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