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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ali, na porta do templo...

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A cada momento sou bombardeado por ideias e pensamentos, gostaria que fosse mais fácil tomar uma decisão, mas não é.

Sabe o que é ?

Sinto cheiro de novos problemas, e como já aprendi com alguns anteriormente, estes não me intimidam em nada, mas só o simples fato de passar por situações semelhantes, faz com que o meu ar acabe. Sufoco de pensar!

Sinto cheiro de gente estragada, mas o que fazer quando ao olhar no espelho enxergo em mim mesmo os estragos de uma pessoa que, embora esteja feliz, encontra-se perdida? Desse mal já sei que não sofro, pois não considero o outro pior, isso porque tenho os meus espelhos espalhados pela casa.

Sinto cheiro de intrigas diversas, elas nunca vão embora, sempre estão a espreita aguardando o momento exato para aparecer com suas garras enormes. São nessas intrigas que nos perdemos e nos esquecemos de que existe algo melhor para cada um de nós.

Sinto cheiro de água, é o refrigério do Senhor, mas ela está tão longe, bem distante, porém é nesse momento que tudo faz sentido, pois n’Ele posso confiar.

Sabe de uma coisa? Sou passível de erros sim! Estou rodeado de intrigas, de pessoas estragadas e com os mesmos problemas de antes, mas ainda assim não sinto que estou perdido (ou estou deveras perdido), sinto apenas que não chegou à hora. A hora do Senhor se revelar com Poder e Glória.

Falta em mim um pouco do ser humano, estou muito distante dos sentimentos que confortam pessoas, que aproximam corações, que sacramentam uma amizade, que ruborizam com o amor, que identificam no outro a possibilidade do perdão.

Os sentimentos que tenho são os mesmo e não mudam. Ainda que circunstâncias adversas apareçam, ainda que o pobre mendigue o pão, ainda que o aflito esperneie de angustia, ainda que o doente implore.

E ainda que os céus se rasguem, a impressão que tenho é que estarei do mesmo jeito que me deixaram ali na porta do templo sem poder contemplar as maravilhas de Deus.

...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Devemos transpirar Cristo!

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Nas últimas ministrações que tivemos, ouvimos muito sobre o que fazer, ou melhor, qual conselho dar ao invejoso. E o mais interessante é que paralelo a essas ministrações estava ouvindo as pregações da IBAB, mais especificamente a série “Seja Alegre”.

É incrível como a Graça de Deus nos cerca e seu amor e misericórdia nos cura de tantas feridas, e ainda nos deixa mais fortes para tantas outras que teremos.

Quantos de nós não estamos chateados ou mal-humorados porque algo está acontecendo e não nos favorece ou alguém insiste em nos perturbar? Quantas são as lutas que devemos passar?, e muitas delas não há como explicar, embora seja contingente, mas mesmo assim não entra na nossa cabeça tais lutas.

Nas ministrações de Fape (grupos pequenos) o que mais me chamou a atenção é o fato de que estamos cercados de situações que podem nos levar a um entendimento maior do que é a Graça de Deus revelada em nós, mas na maioria das vezes nos fechamos em nossos pequenos problemas, em nossas pequenas frustrações e não nos deixamos ser usados e guiados pelo Espírito Santo. Isso acontece quando o nosso alvo não é Cristo.

A verdade é que muita coisa pode acontecer conosco, pessoas podem nos menosprezar e situações desconfortáveis nos esperam no futuro, porém, se o nosso alvo não for Cristo, de nada adianta nossas súplicas, nossos temores. Se Cristo não estiver no centro da nossa vontade nada fará sentido.

Então, o que de fato devemos dizer ao invejoso? Devemos transpirar Cristo! Não é fácil, eu sei, mas devemos praticar o amor que d'Ele brota.

Poderia dizer o que pessoas invejosas fazem, e como suas acções prejudicam os de bem, mas não é o foco e não está em meio coração. O que está em meu coração é dizer que por mais que estejamos feridos, podemos ser fonte de cura para outras pessoas. Assim como ministrado nas pregações da Ibab.

Então, não deixe que algo ou alguém roube a alegria que vem de Deus. Pague mal com bem. Seja feliz, apesar de tudo.

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e, se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá.” Filipenses 3:13-15

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Perdoar ou não? Eis a questão.

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Estamos participando de um curso, Casados Para Sempre, em nossa igreja que está nos remetendo a diversos sentimentos, uns novos e outros, a tanto tempo, adormecidos.

E diante de tudo que estamos estudando, uma situação tem nos chamado a atenção. Está relacionado ao 'perdão'.

Nos fez lembrar que em uma reunião ouvimos do Ev. Elias o seguinte: “Perdoar não é um sentimento e sim uma escolha”. Mas como distinguir o sentimento da razão? Como jogar no mar do esquecimento as afrontas e investidas de pessoas que querem indirectamente (ou não) nos magoar?

Não é fácil. Nunca é.

Mas aprendemos que essa fase dura por um período, e foi bem ilustrado pelo Adriano, que disse o seguinte: “Anos atrás sofri um acidente e levei cinquenta pontos na mão. Ao chegar no hospital a dor era horrível, após alguns dias a dor continuava. Mas agora, depois de anos, o que vejo são as marcas, a cicatriz, lembro-me da dor dos pontos e do sofrimento, mas hoje não dói mais.”

E é assim que funciona, é um processo de 'cura' que somente pessoas com o coração disposto podem desfrutar. Ainda que não saibamos como, ou que não tenhamos a intenção de liberar o 'perdão', se estivermos dispostos a entregar essa situação nas mãos do Senhor, Ele fará tal situação mudar. Devemos entregar nossos desapontamentos e mágoas ao médico dos médicos, pois Ele nos dará subterfúgio para lidar com tais situações.

Mas como sabemos se estamos ou não deixando que Deus cuide de tais situações? Será que o simples fato de olharmos para a pessoa que um dia nos magoou e não sentir aquela vontade de 'esganar' é o suficiente para dizer que perdoamos?

As vezes sim, as vezes não.

Devemos a princípio deixar de ser o 'Juiz' da situação, pois como vítima das atrocidades iremos inocentar a nós mesmos e condenar aquele a quem nos afrontou. Também devemos lidar com nosso sentimento de justiça com muita cautela, sabe porque?

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” Mateus 7:1a5

"Que Deus nos abençoe, que façamos o melhor por Ele e para Ele."
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