PavaBlog

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como posso descobrir a minha vocação?

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Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 1Corintios 12.4-7,11

Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está identificado. Os conceitos de inteligências múltiplas (ver de Howard Gardner) e de dons e ministérios indicam que todas as pessoas são dotadas de recursos para realizações úteis. Quando somos conscientes dos recursos que nos são inerentes ou que recebemos e ou adquirimos ao longo da vida, podemos discernir melhor a contribuição que podemos dar para o bem comum.

Você sabe que tem uma vocação quando seu conjunto de talentos, capacidades e habilidades está disponibilizado de forma organizada. Contribuições pontuais e ações eventuais não são suficientes. A vocação é exercida numa rotina de atividades por meio das quais canalizamos nossos recursos para suprir necessidades específicas das pessoas.

Você sabe que tem uma vocação quando sua contribuição independe de remuneração. Na verdade, quando você está inclusive disposto ou disposta a pagar para continuar a fazer o que faz. Paulo de Tarso era fazedor de tendas por ocupação e apóstolo por vocação. Sua atividade apostólica não dependia de remuneração, e inclusive era, de quando em vez, auto-financiada.

Você sabe que tem uma vocação quando existe uma necessidade do/no mundo a respeito da qual você se sente responsável. Pode ser um grupo social, um povo, uma instituição, uma causa, enfim, algo pelo que você se sente impelido ou impelida a fazer alguma coisa.

Você sabe que tem uma vocação quando aquilo que você faz exige mais do que mera intuição, exige capacitação. Para exercer uma vocação você deve se comprometer a estudar, se aperfeiçoar e se desenvolver de modo a fazer cada vez melhor e com mais excelência, eficiência e eficácia aquilo que faz.

Você sabe que tem uma vocação quando as coisas que acontecem ao redor de sua atuação se explicam apenas pela ação do Espírito Santo. O chamado divino para uma tarefa específica se faz sempre acompanhar dos recursos divinos para sua concretização e sucesso.

Você sabe que tem uma vocação quando recebe constante feedback (retorno) de pessoas que agradecem e glorificam a Deus pela sua vida. O critério último de uma vocação não depende de quanto você gosta do que faz, mas de quanto as pessoas são abençoadas pela sua contribuição.

Você sabe que tem uma vocação quando, ao final de um artigo a respeito de vocação, você não tem um monte de interrogações na cabeça. Como na conversa em que um jovem pergunta ao pastor como saber se está apaixonado, e o pastor responde "Não sei, mas sei que você não está". Quem precisa perguntar "como posso descobrir minha vocação?", ainda não a descobriu - não significa que não tem uma vocação, mas que ainda não sabe qual é.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Há um caminho de cura.

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O casal estava em crise, não havia mais respeito entre eles. Por qualquer coisa viviam se agredindo, pareciam estar numa competição ao invés de num casamento. Já não sabiam mais como isso tinha começado. Algumas possibilidades vinham às suas mentes: eles tinham vivido numa gangorra na história comum. No começo do casamento ele era o único provedor da família, tinha uma posição importante na empresa em que trabalhava e cresceu ainda mais. A empresa custeou-lhe estudos, aprimoramentos, e ele soube aproveitar bem as oportunidades que lhe foram dadas, cresceu a ponto de começar a desprezar a esposa que, ao seu ver, não mais conseguia acompanhar o seu ritmo e cultura. Mas a vida lhe pregou uma peça. A empresa, por razões que nada tiveram a ver com ele, foi à falência. E, para piorar a situação, ele foi colhido por uma crise nacional, onde conseguir uma recolocação tornou-se uma impossibilidade.

A esposa há muito fora do mercado, consegue um bom emprego e começa uma trajetória de sucesso. O marido vai, gradativamente, assumindo os afazeres de casa. Os papéis se invertem, ela, mais e mais, passa a jogar-lhe em rosto o novo quadro, questiona-o sobre como ele está se sentindo, agora que os papéis são outros e ela ganha muito mais do que ele nunca ganhou. A vida a dois tornou-se um inferno.

Cansados desse estado de coisa, já prestes a se separarem, resolvem procurar ajuda, começaram a frequentar um conselheiro bíblico. O terapeuta, uma vez a par do caso, concluiu que a causa do problema era a perda de uma perspectiva.

A Bíblia diz: “Deixará o homem seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.” (Gênesis 2:24), falou o conselheiro, acrescentando que essa palavra bíblica celebra a unidade que se tornam homem e mulher, no casamento. Quando essa perspectiva da unidade de perde, entra na arena a competição e com ela o desrespeito.

Quando marido e mulher tem consciência de sua unidade, não importa quem provê o que, ambos trabalham para si mesmos, tanto faz quem ganha mais ou quem ganha menos, o que interessa é que estão juntos construindo um sonho comum. Reina o respeito, todos os papéis são igualmente valiosos, e não importa o quanto a vida os alterne, a unidade relativizará o quadro.

O conselheiro informou-lhe que se fossem por esse caminho encontrariam a cura: porque é assim que a Bíblia diz.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

É Deus que abençoa.

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Somos na maioria das vezes abençoados por Deus ou mendigamos ao homem até que se faça nossa vontade para que então possamos dizer: “Fomos abençoados por Deus”?

Não é de se estranhar que muitos, a exemplo dos que estão na mídia a implorar por uma oferta de amor, esqueceram de orar pedindo à Deus e começaram a pedir diretamente ao homem.

Sempre gostei de histórias que demonstravam a ação do Espírito Santo ao responder uma oração, uma oração à Deus. Ficava pensando: “Nossa, o agir do Espírito Santo é tremendo, Deus realmente nos ajuda nos momentos que mais precisamos”, e continuo a pensar assim, mas com algumas ressalvas.

Não consigo imaginar o mover do Espírito quando ganhamos aquilo que proferimos aos quatro cantos como necessário para nossas vidas. Seria muito mais sensato se a partir das orações à Deus, e somente à Ele, fossemos agraciados com aquilo que almejávamos, mas como “homem” que somos partimos para a mendigaria e começamos a 'chorar as pitangas' literalmente.

Posso imaginar que alguns dêem de coração a tal “oferta de amor”, mas tenho certeza que muitos, constrangidos e talvez contrariados pela situação, vão ofertar simplesmente por que estão ofertando.

É muito cómodo esperar das pessoas o auxílio divino, começa assim, daí quando você menos esperar, estará pedindo ofertas de R$ 900,00.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Qual é a minha vocação?

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Paul e Adriana, gostaria de parabenizá-los pelo último podcast sobre Vocação. Tema pertinente à todos, mas principalmente para nossa geração (dos 30 anos).

Um podcast com Ari e Ed só poderia ser espetacular, como o Cassiano mesmo disse: "Ouvimos e começamos a pensar, refletir ...", temos que andar com um caderninho para anotar algumas frases que impactam.

Por exemplo, um dos comentários que me chamou a atenção foi o fato de que talvez não sejamos vocacionados para fazer algo diretamente na igreja. Fiquei pensando sobre isso, vejam só... fui criado em um esquema onde o jovem deveria por obrigação usar seus talentos na/para igreja, então, via-se adolescentes (despreparados) pregando, tocando violão, cantando, organizando cantatas, abrindo reuniões de oração e por aí vai. E por conta disso sempre me senti mal, meio frustrado por não "fazer" nada realmente relevante na/para igreja.

Refletindo melhor, percebo que os meus anseios, aqueles ligados ao ministério de louvor, ministério de comunicação, eram na verdade os desejos e vontades dos outros vividos por mim. Me sentia muito mal por não fazer parte dos integrantes que atuavam na igreja.

Melhor pensar que não tenho vocação para trabalhar na/para igreja? Não sei!

Mas o mais importante é saber que sirvo à Deus mesmo fazendo algo para o homem.

***
Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari e Cassiano recebem Ariovaldo Ramos e Ed René Kivitz para inaugurar 2010 como o ano da vocação em irmaos.com.

Descubra a diferença entre ocupação, trabalho, emprego e carreira, saiba o que os dons espirituais têm a ver com tudo isso e entenda por que tem tanta gente frustrada com a vida.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bem-aventurado.

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Ainda que ao final de mais um ano todos coloquem mensagens de esperança, de alegria, felicitações, desejando um 'Feliz Ano Novo', a verdade é que temos o desejo de replicar os inimigos, aborrecer os desafetos, alegrar-se com os amigos, equilibrar-se na corda bamba da vida e mostrar ao mundo que apesar de tudo estamos fortes.

Queremos deixar a impressão de que tudo terminou bem, ainda que seja verdade, mas preferimos abafar o rastro destruidor que causamos e que também nos derrubou.

Gostamos de dizer que durante o ano fomos iguais ao 'bambu chinês', que em meio ao vento forte e tempestuoso, curvou-se com a força, mas não foi derrubado, pois... "É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.", puro clichê.

Nos últimos dias do ano faço a minha retrospectiva e percebo quantos amigos nos deixaram, e quantos mais eu deixei, em compensação novos surgiram. Lembro-me dos familiares distantes, uns por conta da própria distância, outros por conta da arrogância dos nossos corações. Lembro-me das brigas e quantas poderiam ter sido evitadas, mas algumas, principalmente aquelas com gosto de vitória, fazemos questão de não esquecer.

Para mim, o ano de 2009 começou como outro ano qualquer, cheio de desejos e rancores, cheio de propostas e temores. Começou com a mesma esperança de um Ano Novo e termina com um gosto de que poderia ter vivido melhor durante todos os dias de 2009. Vai-te embora 2009!

Quero encerrar as postagens de 2009 com as 'Bem-aventuranças".

"Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês." Mateus 5:1-11

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Metamorfose do Will...

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Bom, só tenho a dizer que esse post é um daqueles que invejamos por não ter escrito!

Parabéns para o Will que mandou muito bem, pois retratou sua 'metamorfose', e porque não dizer a nossa 'metamorfose'?, pois tenho a impressão de que muitos têm passado por isso.

A verdade é que não é fácil passar por esse processo, é uma decisão difícil, é um momento de luto, é um período de dor, mas... é necessário. Acho que é nesse momento que enterramos o velho homem de vez ... acho!

Agora, aproveitem a leitura a seguir e prestigiem o blog Celebrai do Will.

***
METAMORFOSE

Quanto mais o tempo passa, mais eu concluo que as pessoas não entenderam meu racha com o movimento popular evangélico. Pelo que percebo, eles, os poucos corajosos (talvez curiosos) que se arriscam em me perguntar sobre fé, acham que “apenas” mudei de igreja, ou que talvez tenha trocado de costumes, mas acho que nenhum deles percebeu que rompi doutrinariamente com a igreja. Sim, mudei de Deus, de céu, de inferno, de vida, de morte...., enfim a troca dos significados dos substantivos é tamanha, que para resumir o quadro de mudanças prefiro reunir toda a mudança numa palavra: metamorfose.

Aliás, podem me classificar como um desviado, pois embora continue acreditando que as instituições religiosas podem conseguir vivenciar o reino de Deus - a partir de um processo de desprendimento eclesiástico -, confesso que tenho consciência do grau de dificuldade destas e, portanto, permito-me crer num outro Deus e experimentar uma outra espiritualidade. Não faço questão de ser levado a sério por eles - os crentes -, tampouco obter aval de qualquer igreja constituída; não tenho a mínima preocupação de me enquadrar no estatuto de qualquer organização evangélica, quero apenas dizer que sou evangélico querendo eles ou não, crente, aprovando eles ou não, cristão, mesmo sem carteirinha de membro institucional. Sou porque vivo na fé da vida do Filho de Deus, e isso não me foi garantido por qualquer instituição, quem me deu foi o Pai, e nem o Diabo me rouba.

Minha consciência não me condena, meu coração não me acusa, minha mente não me aponta, sou do Filho e o Filho é meu Senhor, amigo, irmão e Deus - talvez isso seja o suficiente para esperar de Deus a coroa da vida. Quando me aproximo de Cristo, sou livre para chamá-lo de mano, cara, parceiro, companheiro, e a reverência não está em como chamo-o, mas em como amo-o. Conheço uma porção de pastores, bispos, apóstolos e padres, que chamam-no de Soberano, mas relacionam-se com Ele como ou a um tirano ou a um ídolo, de quem se suga tudo que se pensa ter direito ou se serve sem diálogo, dúvida, questionamentos e contingências.

A metamorfose acontece em mim, pois Ele, Jesus de Nazaré, é tudo em mim, pra mim e por mim, e em nada que faço, consigo fazer sem ser nEle. Agora não existe mais a boa e velha (religiosa) dicotomia: espiritual versus material. Agora tudo que faço é em Cristo e nada fora de mim.

Em Cristo, em quem sou uma metamorfose muito mais que ambulante,

Will

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A igreja com Cristo do lado de fora.

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“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Ap 3.20)

Ensaio da igreja com Cristo do lado de fora:

Era uma igreja
Muito engraçada
Não tinha Cristo
Não tinha nada

Ninguém podia entrar nela, não
Porque na Igreja não tinha perdão
Ninguém podia confessar pecado
Porque na igreja recebia fardo
Ninguém podia ser diferente
Porque robô tem que ser crente

Mas era feita com muita fé
Na rua dos santos
Numero "12 "

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma igreja que constrange.

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Por Fernando Piva do blog PivaBlog

A manhã de hoje (30/11/2009) começou de forma inusitada. Uma colega de trabalho foi convidada para participar de um “culto” de formatura de teologia em uma determinada “igreja” de linha neopentecostal e me procurou para me relatar sua aventura. Pelo relato, percebi que a teologia neste “culto” ficou em último plano. A homenagem aos formandos ficou reduzida aos primeiros momentos da programação. Preocupa-me a qualidade da teologia ensinada a esses alunos.

Logo, o “pastor” começou a pregar, falou por mais de duas horas e o tema central foi o dinheiro. Atacou criticamente os moradores dos bairros de classe média e alta da cidade (dentre eles o que a minha colega mora), dizendo que todos eles eram seguidores do tal Mamon. Continuou dizendo que os “humildes” ali presentes (a maioria esmagadora) que eram os verdadeiros felizes e bem aventurados, porque tinham como dizimar (e demonstrar sua fé), apesar de possuírem poucos recursos, alegando que ricos só dão aquilo que sobra. Minha colega descreveu a cena como uma verdadeira tentativa de lavagem cerebral, pois o preletor incitava o povo contra as classes sociais mais ricas. Daí pergunto: seriam os pastores e líderes de igrejas que moram e exercem seus ministérios nos bairros nobres também seguidores de Mamon? Seriam templos de adoração ao Mamon, as igrejas instaladas nestes locais? Não deveria ser Jesus Cristo o tema central de uma mensagem cristã?

Durante o discurso, o pastor fez orações específicas: orou pelos dizimistas, por aqueles que estavam com os dízimos atrasados e também pelos que desejavam se tornar dizimistas. Foram orações separadas e sempre identificando os grupos de fiéis em cada uma delas. Um verdadeiro constrangimento para quem está visitando a igreja, sem saber o que está acontecendo e não fazer parte de nenhum grupo.

A plateia foi desafiada a contribuir para que a “igreja” pudesse organizar um evento em local público, cujos gastos estão orçados em mais de R$ 200.000,00! A justificativa: “se os mundanos podem trazer os seus cantores, nós poderemos engrandecer o nome de Deus naquele lugar com um mega evento”. Parece-me que eventos gigantescos, número de participantes e de tamanho e beleza de templo é que define a santidade e prosperidade de um grupo religioso. Tenho outra dúvida: quando certos “líderes de igrejas” vão cair na real e entender que o que Cristo quer é que toquemos as pessoas com a simplicidade de sua mensagem e não que sejam construídos templos faraônicos para servirem de palco para suas presepadas gospel?

O melhor estava por vir. O grand finale ficou por conta do esmagamento de Mamon. Todos foram convocados a levantar as mãos, orar, gritar, pular e trotar na cabeça do tal ser. Um barulho estarrecedor tomou conta do ambiente, somado com a gritaria dos membros ali presentes. A cena pitoresca quase fez a minha colega surtar! Por várias vezes ela tentou sair, mas acabou suportando a tortura até o fim, para não deixar de cumprimentar a sua amiga que a convidou para a formatura.

Eu ouvia o relato contado com riquezas de detalhes e ainda me questiono: a cada domingo, milhares de pessoas entram e saem de nossos templos sem receber a mensagem de salvação de Jesus Cristo. Elas não assimilam nosso evangeliquês (uma linguagem muito peculiar de se comunicar, pregar e cantar, muitas vezes recheadas de expressão arcaicas) e são constrangidas por não entender o que fazemos durante as horas que passamos juntos (ou separados) dentro de nossos templos.

Desconsolado, ainda sonho com uma igreja que atinja as pessoas por aquilo que deveria ser o seu alvo maior: o AMOR.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Esperar com paciência ...

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... no Senhor.

Nesses últimos dias um turbilhão de coisas tem acontecido. A verdade é que nem sempre sabemos esperar pelo momento certo, metemos os pés pelas mãos, daí ferrou tudo.

Mas aprendi uma coisa: "Por mais que nos precipitemos com algo, sempre que colocamos nas mãos de Deus, tudo se resolve da melhor maneira possível.", talvez 'a melhor maneira possível' não seja bem aquilo que você imaginou, mas acredite, se Deus está na jogada é a melhor maneira.

Como havia dito, os últimos dias foram loucos, e desde ontem tenho ouvido uma palavra que não me deixa em paz, esta palavra é 'PACIÊNCIA'. Ontem, ouvi no culto da igreja e hoje recebi em um e-mail através do Portas Abertas. Muitos podem até dizer que foi pura coincidência, enfim, para mim o que aconteceu é que o Espírito Santo resolveu dar uma mãozinha e deixou um alerta: "Espere com paciência no Senhor".

Veja o trecho do e-mail:

Rodrigo,

Não é fácil esperar em Deus. Sejamos sinceros: não é fácil viver pela fé e crer que o que vemos nublado no dia de hoje, estará claro amanhã. Não é fácil para os nossos irmãos que estão presos, ou têm sofrido alguma pressão para abandonar sua fé, acreditarem que, em algum momento, a salvação chegará e sua situação atual será transformada. Mas é aí que somos "testados": será que conseguimos esperar pacientemente no Senhor? Será que podemos descansar sabendo que receberemos uma resposta? Com certeza. O Senhor não ignora nosso sofrimento. Ele se inclina do seu trono, só para escutar a nossa oração. Ore, creia e espere. A solução chegará logo. Para nós, livres, e para nossos irmãos perseguidos.

Deborah Stafussi
Editora

"Esperei com paciência no Senhor, e Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor."

Salmos 40.1

Não sou apaixonado por Jesus.

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Por Rodrigo - Blog do Digão

Lembro-me quando eu era adolescente. Na verdade, era um tempo horrível. Para começar, minha cara parecia um chokito, de tanta espinha. Era daqueles caras do fundão, meio sem popularidade. E, para piorar, me apaixonava muito fácil. Coisa de duas, três vezes por mês. Mas o pior é que sempre levei fora!

Sempre que levava um fora, ficava desiludido, triste pra caramba. Depois, olhava para o meu ex-objeto de amor (platônico, no caso) com outros olhos. Primeiro de raiva, depois de pena, por ter perdido alguém como eu (sério!). De qualquer forma, eram paixões de adolescente, mesmo, nada que durasse. Tanto é que nem me lembro mais das moças.

Paixão é isso mesmo. Característica de um tempo de amadurecimento de nossas vidas. E deve permanecer naquele tempo.

A Bíblia nos estimula a sempre buscarmos o amadurecimento. Quando o Senhor diz Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial (Mt 5.48), a palavra perfeito, no grego, é teleios, que significa completo, integral, amadurecido, maduro. Se a Bíblia nos diz para irmos numa direção, não entendo porque grande parte da igreja evangélica brasileira insiste em ir à direção oposta. É uma paixonite aguda que acomete nosso povo. Todo mundo está apaixonado. Tem aqueles que são adoradores apaixonados, derretidos, adoecidos, amortecidos, babões de amor por Deus. Não é à toa que há pesquisadores que consideram o amor e a loucura parentes próximos.

Sinceramente, acho ridículo homens barbudos gritando fininho e pulando feito alucinados gritando “te amo meu Noivo!”. Parece coisa de Parada Gay, não de igreja cristã. Realmente a Bíblia compara a Igreja com a Noiva. Mas daí querer sair saltitando de véu e grinalda é loucura e bichice demais para minha pobre cabeça!

O que a Bíblia nos diz é que devemos amar a Deus acima de todas as coisas (Mt 22.37). Amor é bem diferente de paixão. Um casamento estabelecido na paixão sexual, por exemplo, dura pouquíssimo tempo, porque só o sexo não segura a barra de um convívio duradouro. Paixão é coisa passageira, de momento. Coisa de criança, de adolescente. Seguimos buscando a estatura do homem feito, adulto (Ef 4.13). Então, vamos deixar de modismos infantis (1Co 13.11) e realmente amar ao Senhor, largando essa nossa capa de frieza e distanciamento dEle. Mesmo porque não adianta e pega muito mal.

Ame ao Senhor. Não seja apenas apaixonado por Ele.
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