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domingo, 4 de abril de 2010

As marcas da institucionalização da Igreja (Parte 2)

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A igreja tem duas dimensões: organismo e organização, corpo místico de Cristo e instituição religiosa, que convivem e se misturam enquanto fenômeno histórico e social. O grande desafio é fazer a dimensão institucional diminuir para deixar o organismo espiritual crescer. O que se observa hoje, entretanto, é um movimento contrário, onde muitas comunidades cristãs caminham a passos largos para a institucionalização, sem falar naquelas que estão com os dois pés fincados no terreno da religiosidade formal. Na semana passada foram apresentadas cinco marcas da institucionalização da igreja. Seguem mais cinco.

6. Exagerados apelos financeiros. Consequência de toda a estrutura necessária para sua viabilização, os ministérios institucionalizados precisam de dinheiro, muito dinheiro. As pessoas, aos poucos, deixam de ser rebanho e passam a ser mala-direta, mantenedores, parceiros de empreendimentos, associados.

7. Rede de relacionamentos funcionais. A mentalidade “massa sem rosto” somada ao apelo “mantenedores-parceiros de empreendimentos” faz com que as relações deixem de ser afetivas e se tornem burocráticas e estratégicas. As pessoas valorizadas são aquelas que podem de alguma forma contribuir para a expansão da instituição. Já não existe mais o José, apenas o tesoureiro; não mais o João, apenas o coordenador dos projetos Gideão, Neemias, Josué, ou qualquer outro nome que represente conquista, expansão e realizações.

8. Rotatividade de líderes. Não se admira que muitos líderes ao longo do tempo se sintam usados, explorados, mal amados, desconsiderados e negligenciados como pessoas. O desgaste de uns é logo mascarado pelo entusiasmo dos que chegam, atraídos pela aparência do sucesso e êxito ministerial. Assim a instituição se torna uma máquina de moer corações dedicados e esvaziar bolsos de gente apaixonada pelo reino de Deus. O movimento migratório dos líderes de uma igreja para outra é feito por caminhões de mudança carregados de mágoas, ressentimentos, decepções e culpas.

9. Uso e abuso de conteúdos simbólicos. A institucionalização é adensada pelos seus mitos (nosso líder recebeu essa visão diretamente de Jesus), ritos (nossos obreiros vão ungir as portas da sua empresa) e artefatos (coloque o copo de água sobre o aparelho de televisão), enfim, componentes de amarração psíquica e uniformidade da mentalidade, onde o grupo se sobrepõe ao indivíduo e a instituição esmaga identidades particulares. Os símbolos concretos (objetos, cerimônias repetitivas, palavras de ordem) afastam as pessoas do mundo das ideias. Quanto mais concretos os símbolos, mais amarrado e dependente o fiel.

10. Falta de liberdade às expressões individuais. Ministérios institucionalizados, personalistas, dependentes de fiéis para sua manutenção financeira e psicologicamente amarrados pelos conjuntos simbólicos não são ambientes para a criatividade e a diversidade. Todos brincam de “tudo quanto seu mestre mandar, faremos todos” e, inconscientemente, acabam se vestindo da mesma maneira, usando o mesmo vocabulário, gestos e linguagens não verbais. Seus rebanhos são compostos não apenas por “massa sem rosto” e “mantenedores-parceiros de empreendimentos”, mas também por “soldadinhos uniformizados”, o que aliás, é a mesma coisa.

sábado, 3 de abril de 2010

As marcas da institucionalização da Igreja (Parte 1)

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A igreja tem duas dimensões: organismo e organização, corpo místico de Cristo e instituição religiosa, que convivem e se misturam enquanto fenômeno histórico e social. O grande desafio é fazer a dimensão institucional diminuir para deixar o organismo espiritual crescer. O que se observa hoje, entretanto, é um movimento contrário, no qual muitas comunidades cristãs caminham a passos largos para a institucionalização, sem falar naquelas que estão com os dois pés fincados no terreno da religiosidade formal. Senão, observe o que eu chamo de marcas da institucionalização da igreja.

1. Liderança personalista. Quando a comunidade acredita que algumas pessoas são mais especiais do que outras, abre brecha para que alguém ocupe o lugar de Jesus Cristo e se torne alvo de devoção. Ocorre então uma idolatria sutil e, aos poucos, um ser humano vai ganhando ares de divindade. Líderes que confundem a fidelidade a Deus com a fidelidade a si mesmos se colocam em igualdade com Deus e, em pouco tempo, pelo menos na cabeça dos seus seguidores, passam a ocupar o lugar de Deus. Eis a síndrome de Lúcifer.

2. Ênfase na particularidade do ministério. Uma vez que o projeto institucional se torna preponderante, a ênfase não pode recair nos conteúdos comuns a todas as comunidades cristãs. A necessidade de se estabelecer como referência no mercado religioso conduz necessariamente à comunicação centrada nas razões pelas quais “você deve ser da minha igreja e não de qualquer outra”. Torna-se comum o orgulho disfarçado dos líderes que estimulam testemunhos do tipo “antes e depois de minha chegada nesta igreja”.

3. Ministração quase exclusiva à massa sem rosto. Ministérios institucionalizados estão voltados para o crescimento númerico e valorizam a ministração de massa, que se ocupa em levar uma mensagem abstrata a pessoas que, caso particularizadas e identificadas, trariam muito trabalho aos bastidores pastorais. Parece que os líderes se satisfazem em saber que “gente do Brasil inteiro nos escreve” e “pessoas do mundo todo nos assistem e nos ouvem”, como se transmitir conceitos fosse a única e mais elevada forma de dimensão da ministração espiritual. Na verdade, a proclamação verbal do evangelho é a mais superficial ministração, e deve ser acompanhada de, ou resultar em, relacionamentos concretos na comunhão do corpo de Cristo.

4. Busca de presença na mídia. Mostrar a “cara diferente”, principalmente com um discurso do tipo “nós não somos iguais os outros, venha para a nossa igreja”, é quase imperativo aos ministérios institucionalizados. A justificativa de que “todos precisam conhecer o verdadeiro evangelho”, com o tempo acaba se transformando em necessidade de encontrar uma vitrine onde a instituição se mostre como produto.

5. Projetos ministeriais impessoais. Ministérios institucionalizados medem seu êxito pela conquista de coisas que o dinheiro pode comprar. Pelo menos no discurso, seus desafios de fé não passam pelos frutos intangíveis nas vidas transformadas, mas em realizações e empreendimentos que demonstram o poder das coisas grandes. Os maiores frutos da missão da Igreja são a transformação das pessoas segundo a imagem de Jesus Cristo e da sociedade conforme os padrões do reino de Deus, e não a compra de uma rede de televisão ou a construção de uma catedral.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Igrejas lotadas de crentes vazios.

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Por Márcia Gizella do blog Não Abro Mão Da Graça - Via Bereianos

Triste, lamentável, insuportável! É o que sinto em relação à situação da maioria das "igrejas" de hoje. Grandes instituições e que se envaidecem com o crescimento numérico, mas que não enxergam sua real situação. Nos púlpitos, líderes que se autodenominam "Apóstolos", "Bispos", "Sacerdotes". E na multidão, pessoas seduzidas pelas falsas promessas de prosperidade, grandeza e poder.

O véu do templo foi rasgado, porém os camaradas insistem em recosturá-lo, pior ainda, constroem "Templos" e dizem: "Esta é a casa de Deus, fora dela não há salvação", esquecendo-se que Deus fez do homem Seu tabernáculo através de Jesus Cristo.

Não apascentam as ovelhas de Cristo, não pregam o Evangelho do Senhor e sim criam técnicas de manipulação, querem "crescer" em números, querem a glória para si, fama, ibope. "Aqui é a última porta", "ninguém faz mais milagres que EU!". Falam de si como se fossem deuses. Poder é o que pregam, querem o tal "PODER". 'Vocês tem que pedir mais poder!" (Eu sei é que por conta desse tal de poder, muitos foram à ruína).

A palavra chave é: "Sobrenatural".

"Hoje vamos trazer o céu até aqui!". Ué, não é a "Igreja" que vai para o céu?
Loucos, lobos devoradores é o que são. E os analfabetos de bíblia dizem "amém" para tudo o que dizem, parecem até aquelas lagartixas que a cabeça balança à toa.

Os cultos são "alegres", "avivados", cheios de festa. Danças, palmas, gritos, gemidos. Há todo tipo de bizarrice e estupidez. Onde está o Evangelho? Onde está Jesus Cristo em suas músicas egocêntricas e chantagistas?

O "tal" Novo Testamento já não é mais lido, pra quê? É tão sem graça, não tem atos proféticos, nem profecias ou promessas de triunfo e vida arregalada.
Como mitômanos vivem cegamente a sua historinha que só é verdade para eles. E, cheios de "poder", "profetizam" e "declaram": "Somos, temos, podemos".

Se parassem por um instante para ler o Evangelho de Jesus Cristo, se calassem suas bocas tagarelas por um minuto ouviriam o Senhor falar. Então perceberiam que são muitos, milhares de "crentes" vazios.

"E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas."

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mentoria - Não se deixe azedar.

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Acho que você não me entendeu. Ao contrário do que transpareceu na reunião que tivemos outra semana, caro amigo, eu não estou amargurado. O contrário aconteceu. Eu fiquei abatido por sua causa. Notei que você veio para o encontro com o coração inoculado com o virús da indiferença. Você, que ainda não tem a idade de Cristo, mostrou-se arrasado diante do imperativo de lutar pelo bem. Em suas poucas intervenções afloraram angústia, desdém e um cansaço típico dos idealistas caducos. Admito, fazer o bem demanda esforço; o coração bate acelerado, a retina não para de dilatar e retrair, e as febres psicológicas desgastam.

Ao ver-lhe assim, já arqueado pela decepcão, eu quisera repartir antigos medos que me motivaram à luta. Você entendeu bem, muitas de minhas coragens não passavam de temores enrustidos. Fui impetuoso não por zelo, mas por complexo de culpa. Transpirei camisas, calças e meias porque, na verdade, desejava fugir de mim mesmo. Desprezei o provérbio milenar que brilhava como letreiro de neon: “Maior é o que conquista a si do que o que domina uma cidade”.

Ouça Vinicius de Moraes, o Poetinha. Ele escreveu a um jovem que também parecia afogado em desencanto, e igual a você, projetava nos outros a razão de sua crise: “'O outro', não preciso dizer, é você próprio. É o súcubo que, todos, temos dentro de nós; o ser calhorda, comprável com a moeda da mentira e da lisonja, que de repente adota a gratuidade como norma, por isso que a paixão é mais insaciável que o infinito aberto em cima”.

Não tente exorcizar seus demônios residentes com ativismo. Eles ficarão mais atiçados pela volúpia da conquista. Entre em contato com suas dores sem pressa de sossegar. Encare-se no espelho da Graça. Assassine o Atlas que procura dizer que é possível carregar o mundo nas costas.

Quisera saber fatiar meus pensamentos em pequenas porções e explicar o emaranhado de ideias que eu próprio não decifro. O intrincado fluxo de minhas reflexões são linhas atadas dentro de um novelo de mistérios. Mas não importa tanto ser lúcido, importa ser bondoso. A teologia foi para mim uma madrasta desalmada; prometeu ensinar a trilha segura em direção ao divino, mas me abandonou só, sob uma tempestade de granizo. As largas estradas da codificação sistemática do divino se estreitaram no meu coração e hoje, em minha madureza, quero respirar a beleza de Deus através da poesia.

Satisfaça-se em reconhecer que fomos criados para lavar, com nossas lágrimas, as dores que nos rodeiam e oferecer o nosso regaço como berço onde viajantes perdidos se refazem para retornar à busca de seus caminhos.

Quisera poder gritar de dentro de minhas próprias dores: não desista, eu também não desistirei. Fertilize-se das cinzas, ressurja como uma Fênix teimosa. Alimente-se de biografias; acompanhe a trajetória de Ghandi, Martin Luther King Jr., Madre Teresa, Nelson Mandela. Visite bibliotecas eletrônicas. Familiarize-se com ONGs que trabalham pela inclusão de cegos, surdos e paraplégicos. Visite hospitais e escolas para crianças especiais. Desça aos porões pouco iluminados pela mídia, lá você encontrará o Messias.

Por favor, não permita que o cinismo de quem vive de futricas lhe roube da nobre tarefa de construir um mundo melhor para a próxima geração.

Soli Deo Gloria

segunda-feira, 29 de março de 2010

De novo não!

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Pai, podes me ouvir?

Sei que estás por perto, mas não estou conseguindo te ver.

Hum... Já sei...

Pai, graças dou porque em meio aos problemas nós podemos sentir o Seu poder e contemplar as maravilhas da Tua obra em nossas vidas. Não poderíamos dar crédito a outro deus, mesmo porque não há outro deus acima dos céus, na terra e no mais profundo dos mares, Tu és único, o Deus que nos protege e nos conforta.

Mas mesmo assim, notei que estamos distantes um do outro, notei que não converso mais Contigo como antes.

Pai, talvez seja porque os fantasmas estão de volta! Aqueles de outrora, lembra? Aqueles que um dia nos constrangeram, nos confrontaram, nos humilharam. Só que agora armam com outros, Senhor. Sei que esse deveria ser o momento de maior aproximação do Teu povo para Contigo, já que o mal ronda e os quer tragar (ainda que em pele de cordeiro), mas algo os impulsiona a deixá-Lo de lado e abraçar o lobo... o Lobo!

Senhor, como podemos lutar? E tem mais, sabendo que esse mal acontece na atmosfera cristã, como vencer de dentro para fora? Como não olhar para a carne no espiritual?

Pai, porque consigo enxergar assim? Tu bem sabes que preferiria não ter a percepção do pouco que é exercido em amor e do muito que manipula a mente, que engolfa os aflitos e oprimidos. Tu bem sabes que preferiria "ver" o que os outros vêem. Eu preferiria ver o amor exagerado e o choro copioso que comove tanta gente, preferiria ver o auxílio divino através das bençãos ofertadas e a dependência através das orações poderosas. Mas, Senhor Tu sabes que não "vejo" tais coisas como "são", enxergo-as de forma diferente. Não vejo nada, mas enxergo tudo!

Pai, para os que não conseguem "enxergar", peço que faça-os voar cada vez mais alto, longe desses lobos ferozes. Concede-os a perceção de que Tu és o Cristo, o centro das nossas vidas, a quem devemos honra e glória, a quem devemos tudo o que temos e o que somos.

Resta ainda pedir que me proteja, que nos proteja! Resta ainda pedir que não desista de nós.

Senhor, de novo não!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Qual o fruto da sua árvore?

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Por Daniel Santiago

"Porque não é boa árvore a que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto. Porque nem os homens colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque, do que está cheio o coração, disso é que fala a boca." Lucas 6:43-45

Nesses dias eu andei me perguntando: Qual o fruto do meu trabalho? Calma, não digo sobre meu trabalho na empresa, porque neste tenho dado muitos frutos, pois há muita dedicação da minha parte e os resultados estão acontecendo dia após dia, graças a Deus. Não era sobre esse trabalho, mas estava me perguntando sobre meu trabalho para o reino dos céus. Sobre meu ministério. Sobre ganhar almas para Deus.

Quando fiz uma reflexão mais profunda vi que as almas para as quais tenho ministrado fora da igreja cabem na palma da mão, para não dizer nenhuma. Então fiquei muito triste, pois os sinais do fim dos tempos estão evidentes e não tenho glorificado a Deus como deveria. Claro que não devo no meio do trabalho subir na mesa de um funcionário e gritar: “Gente, Jesus está voltando! Convertei-vos raça de víboras, arrependei-vos!”. É claro que o pessoal me olharia torto, ou mandariam o pessoal da segurança me prender. Não, não é isso. Mas também não posso deixar que a rotina do dia-a-dia me consuma a ponto de tirar o alvo principal de minha vida desde minha conversão – O Reino dos céus.

Todos nós sabemos que a palavra diz: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça...” Lucas 12:31, mas será que priorizamos mesmo o Reino acima de tudo? Você por acaso se pergunta isso todos os dias? Seu dia priorizou a Cristo acima do trabalho, do futebol, do namoro, das compras, do sexo, da pornografia, dos bens materiais, da glutonaria, da lascívia, etc. Essa pergunta pode fazer com que você questione de fato sua certeza de salvação, pois a igreja pode estar só sendo um passatempo, ou uma tradição, e sua crença em Cristo seja algo apenas racional e não efetivamente afetivo.

É evidente: Deus nos dá todos os dias estratégias para ministramos a vida de muitas pessoas não crentes. Se você anda em comunhão com Deus consegue identificar quem precisa ser exortado, ou amado, ou simplesmente de receber um abraço forte e as palavras: “Cara, Jesus te ama!”. Será que fazer isso é tão difícil?

Tenho percebido que os irmãos da igreja andam bastante acomodados. Recebem sempre o melhor da palavra, tem cuidado de Deus por parte dos seus líderes, tem onde passar os finais de semana, as pessoas da igreja os vêem com orgulho: “Olhe lá o pessoal do FAPE*: Eles são tão unidos”. É isso é bom. Mas até quando você vai ficar engordando espiritualmente e começará de fato a caminhar pelas próprias pernas cumprindo sua missão em Cristo? Será que suas ambições pessoais como o trabalho, conquistas materiais, posição, evidência, etc., continuaram interferindo o que realmente importa para glorificar ao Deus que servimos?

Após a ascensão de Jesus aos céus, os apóstolos começaram a pregar em Jerusalém e lá estava uma benção. A unção estava transbordando: Pedro, Tiago, João, entre outros estavam presentes, e muitos judeus se convertiam, eram curados, libertos, etc. Imagino que aquilo tudo era tremendo. Mas isso não era o desejo de Deus. Deus queria mais e por isso mandou perseguição ao povo de Deus para que os discípulos se dispersassem e fossem aos quatro cantos do mundo pregar o evangelho. Foi difícil, acredito que muitos deles tremeram na base, não sabiam para onde iam, estavam inseguros. Mas o Espírito Santo passou a guiá-los e aí sim o Reino dos Céus se tornou o alvo principal dessas vidas, acima de todas as coisas.

Gente! Até quando vocês vão ficar aí sentados recebendo de Deus aquilo que outra pessoa deveria estar recebendo, e vão de fato avançar contra o mundo, resgatando vidas em nome de nosso Senhor Jesus. Até quando ficarão de braços cruzados vendo todos os sinais de destruição dessa terra acontecerem. Vendo as pessoas se entregarem aos prazeres do mundo e perderem definitivamente a sua salvação.

Eu me fiz essa pergunta e resolvi guerrear. Sou embaixador de Cristo (2 Coríntios 5:20) onde eu estiver, meu comportamento, minhas atitudes, minhas decisões diárias devem ser a melhor linguagem de evangelização que tenho. Lembre-se de Romanos 12, uma das passagens mais linda da bíblia que já li e tenho que colocar isso dentro do meu coração, pois quando pulsar, isso que será enviado para cada célula do meu corpo, em meu sangue, todo o tempo, toda hora, todo o instante, pois só assim darei os verdadeiros frutos dignos de um cristão que prioriza o reino dos céus:

Romanos 12:1-2:

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

Soli Deo Gloria

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vivendo as incertezas.

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É isso mesmo, estou vivendo as incertezas.

Não sei até quando, não sei se suporto, só sei que são elas que incomodam no momento.

São sempre os mesmos dilemas, as mesmas dúvidas, as mesmas ansiedades. Não quero mais viver nesse esquema de dormir tarde pensando na vida, e no próximo dia chato que logo finda.

Acho que estou cansado de gente, de gente chata, daquelas que esperam o momento exato para te irritar com perguntas cretinas, ou ainda daquelas que descontam em você tudo aquilo que elas têm passado. Assim não dá, assim não quero, assim não falo, fico uma pilha do ca#$@**.

Quero outro emprego, quero outra vida, ou melhor, quero a minha vida de volta. Quero uma segunda chance.

Quero uma segunda chance para ter a minha vida de volta, o melhor dela pelo menos. Não quero outra vida. Quero um emprego.

Falo pra ca#$@**, é só continuar me irritando, é só continuar ... deixa de ser chata, já estou cansado de gente assim.

Que o próximo dia não finde antes de uma boa noite de sono. E que neste sono se percam as ansiedades, as dúvidas e os dilemas, assim seja sempre.

Pois é, até o momento estou conseguindo suportar as incertezas vividas, dessas que incomodam a vida!

Blog Celebrai sorteia livros.

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No dicionário:

Celebrar (latim celebro, -are, assistir em grande número e solenemente, festejar)


v. tr.

1. Realizar com solenidade.

2. Solenizar.

3. Prestar solenidade a.

4. Exaltar com ironia.

v. intr.

5. Dizer missa.


Na blogosfera é isso e muito mais! CELEBRAI!Já citei o cara aqui no blog, quando estava (e talvez ainda esteja) em um processo de metamorfose bem parecido com o de muitos por aí.


Mas agora ele está generoso e feliz da vida, tanto é que está sorteando dois livros, uma para a galera do Twitter e o outro entre os blogueiros.


Quais são os livros?

Para a galera do Twitter: "O Livro mais mal-humorado da Bíblia" de Ed René Kivitz Editora @mundocristao. Para concorrer é muito simples. Quem mais der RT na frase abaixo, ganhará:

O @willcjc vai dar um livro do Ed René (@mundocristao) pra quem mais dar RT nesta frase! Confira: www.celebraii.blogspot.com #Celebrai


Já o outro livro "A Bacia das Almas" do Paulo Brabo, e, também, publicado pela Mundo Cristão, bem que poderia ser meu, né? rsrs


Abçs Will e vamo que vamo!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Desmistificando o óbvio.

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"Combati o bom combate, completei minha carreira, guardei a fé"

Timóteo 4:7

Combati o bom combate. O que significa que, devem haver os maus combates. Aqueles que não valem a pena. Causas perdidas que até são um certo tipo de peleja, mas nem mesmo a vitória em tal caso pode ser chamada de boa. Ou também pode significar que, na luta cotidiana, nem todas as maneiras de combater são válidas. Não é lícito passar por cima de pessoas, ou deixar cadáveres pelo caminho. O modo de combate só será bom se houver honra.

Completei minha carreira.
Não a carreira proposta a outros, mas apenas a parte que me cabe. Paulo não chegou a ser Pedro dentro do sistema eclesiástico; mas concentrou-se em ser o melhor na clara concepção que possuia de seu chamado. Completar significa também cumprir totalmente um determinado propósito. Uma vez que se sabe quais são suas responsabilidades, só poderá usar a palavra “completei” aquele que não deixou nada por fazer.

Guardei a fé.
Eis o conceito mais amplo e poderoso de todos. Significa que, apesar de todos os combates e de toda a experiência adquirida mediante o cumprimeto da carreira, ainda sim fui capaz de manter a integridade da mensagem de Cristo. Não me corrompi. Não me deixei levar pelos modismos, pela aparência e pelas pressões eclesiológicas. Não acumulei riquezas, nem transformei a Igreja de Cristo em uma empresa. Não busquei a conveniência, o conforto. Não matei pessoas com o meu modo de conceber a fé. Amei às pessoas como Cristo as ama. E preferi deixar todo o julgamento ao único que é digno de proceder sentenças justas.

Este é o velho modo de se viver o evangelho. É o bom vinho que, não importa quanto tempo passe, continua sempre excelente.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Perdão.

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Por Sirlene O. Campos

"Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete." Mateus 18: 21, 22

Há alguns dias venho refletindo sobre o perdão, sobre como o cristão deve agir. E descobri que preciso melhorar.


O texto acima é bastante conhecido, e ainda no capitulo
18 de Mateus nos versículos seguintes o Senhor nos dá a parábola do credor incompassivo. Comparando o reino dos céus a um rei que resolveu ajustar contas com seus servos. O rei ordenou que o servo fosse vendido com tudo o que possuía até que lhe pagasse a divida de dez mil talentos. O servo prostrou-se e rogou-lhe paciência. O seu senhor se compadeceu e mandou-o embora perdoando a divida. No entanto o servo não aprendeu a lição e foi cobrar de seu conservo que devia muito menos apenas cem denários. Seu conservo lhe implorava paciência, mas ele não quis e lançou-o na prisão.

Alguém tem ferido você?
Com certeza todos nós já passamos por isso, fomos feridos ou estamos feridos por alguém de nossa casa, da igreja, do trabalho, faculdade, etc. E te pergunto: Quanto você vai cobrar? Quanto vai exigir como pagamento pelo que te fizeram?

Nada. Essa deve ser nossa resposta. Mas nem sempre agimos assim. Muitas vezes agimos como o servo mau. Quantos de nós já dissemos ou ouvimos essas frases:


"Eu o perdoei, mas ele lá e eu aqui."

"Já o coloquei nas mãos de Deus, ele é justo."
"Eu o perdoei, mas para mim tanto faz falar ou não com ele."

Isso é indiferença e indiferença é pior do que o ódio. Outra coisa que observei, fazemos questão de contar o que nos fizeram mesmo depois de dizer que perdoamos. Quando fazemos isso estamos culpando-o novamente, estamos exigindo um pagamento, inconscientemente estamos querendo dizer:
Eu sou coitadinho, olha o que fizeram comigo, sou bonzinho eu o perdoei, ele é mau. Não exponha a vida dessa pessoa, seja ele cristão ou não.

O que você tem exigido de seus ofensores?
Se você realmente liberou perdão então se esqueça do fato, das calunias, das ofensas, dos maus tratos. Deus quando nos perdoa esquece-se do nosso pecado.

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós..."
Mateus 6: 14

Deus já nos perdoou. É difícil acreditar?
Temos dificuldade em perdoar, por isso não entendemos o amor de Deus. Devemos crer que Deus nos perdoa. Devemos perdoar se quisermos continuar a receber perdão.

A chave para perdoar os outros é deixar de focalizar o que eles lhe fizeram, e começar a concentrar-se no que Deus fez por você.


O que Deus fez por você nos últimos dias?


"Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia."
Salmos 103: 2-4

Tome a decisão certa e creia no agir de Deus na sua vida.
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