PavaBlog

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Relacionamentos.

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É certo que Deus quando fez o ser humano não o fez para viver sozinho, tanto é que Ele mesmo disse: “... não é bom que o homem esteja só...” Gênesis 2:18. Deus fez o homem para viver em comunidade, em família, para relacionar-se.

Ao estabelecer a Sua Igreja, Jesus Cristo dá a mesma ênfase e podemos ver isto nos textos a seguir: Romanos 12:5, fala que a Igreja é um corpo e estamos todos ligados, Atos 2:42, menciona a comunhão da Igreja e por último, Atos 2:44, diz que mantinham-se unidos.

A Igreja é chamada de Corpo e Família. Tanto uma coisa como outra subentende interdependência para o bom funcionamento. O desejo de Deus é nos aperfeiçoar por meio dos relacionamentos, tirar de nós o egoísmo, nos fazer cada vez mais altruístas (relação onde o outro é mais importante) e praticantes do amor compassivo.

Relacionar-se é tão importante para a Igreja, que no Novo Testamento as expressões “uns com os outros”, “uns aos outros” e “entre si” aparecem mais de cinquenta vezes. Como cristãos e parte integrante do Corpo de Cristo, somos ordenados a: amar, saudar, incentivar, admoestar, servir, ensinar, aceitar, honrar, perdoar, submeter-se, nos dedicar uns aos outros, orar uns pelos outros e carregar o fardo uns dos outros.

Como vemos, temos muitas obrigações mútuas no corpo de Cristo e isto é ser membro, do ponto de vista bíblico. Essas são nossas responsabilidades familiares, que devemos cumprir nos relacionando na Família de Deus. Se repararmos na expressão “uns aos outros”, perceberemos que a iniciativa sempre partirá de mim. Isto também é dito no texto de Mateus 7:12 “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam...”.

Deus nos aperfeiçoa por meio dos relacionamentos, esta foi uma das maneiras que Ele encontrou para fazê-lo no corpo de Cristo. Rick Warren fez uma declaração que esclarece e conclui este pensamento: “Somente pelo contato regular com crentes comuns e imperfeitos podemos aprender o verdadeiro companheirismo e experimentar a verdade do Novo Testamento: sermos unidos e dependentes uns dos outros.”

Que Deus nos abençoe e nos amadureça nesta caminhada de servirmos o Corpo de Cristo, a Família de Deus e uns aos outros no amor do Senhor.

Parabéns Tarbernáculo Jacuí por mais este ano de benção.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A inveja dos homens malignos.

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Essa semana novamente o velho homem apareceu. Ele é assim: chega de repente e quer causar um grande estrago. Quanto mais eu me preparo para enfrentá-lo, mais ele arranja meios para me tirar do alvo.

No meu caso o velho homem aparece, na maioria das vezes, quando vejo a ‘ungida do senhor’. Ela realmente me tira do sério com seu jeito peculiar de ser.

Mas de que adianta toda essa resistência e falta de compreensão da minha parte? De que adianta esbravejar e ainda que erroneamente, querer tirar satisfações de uma ‘Pobre coitada’? Devo sempre ter à memória de que Deus está voltando e muitos que se dizem Teus filhos não o são de verdade, embora estejam trabalhando incansavelmente na obra do Senhor, o fazem por simples incompreensão do ‘ide’ do Senhor.

Quero um dia compreender porque pessoas agem assim, quero um dia poder olhar para algumas delas e não sentir mais repulsa.

E o que importa nesse momento é ouvir o que a Palavra do Senhor tem a dizer: “Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles, pois o seu coração medita a violência, e os seus lábios falam maliciosamente.” Provérbios 24:1e2

Meu caro leitor, isso já aconteceu com você, ter um sentimento de inveja por pessoas más? Eu, até pouco tempo atrás me envergonhava por achar que esse sentimento em minha vida era genuíno, mas ao ler esse versículo, percebi como o inimigo quer nos confundir, e descobri o que nutria esse sentimento: a raiva e a incompreensão pelo simples fato de pessoas más estarem à frente de ministérios.

O segundo passo é querer ‘estar’ com eles, talvez não literalmente, mas de uma maneira que possamos acompanhá-los de longe em suas peripécias. É um desejo de compartilhar, de viver o que eles vivem, de fazer o que fazem, baseando-se na inveja que nutrimos por eles, entende? Mesmo sabendo que meditam em seus corações a violência, não física, mas espiritual, comparado a um assédio moral cristão, mesmo sabendo que só falam maliciosamente e evidenciam a intenção de tirar vantagem por trás de cada palavra e cada gesto. Ainda assim, nutrimos o desejo de ‘estar’ com eles.

Mas que bom que o Senhor é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Ele é fiel, e Suas misericórdias se renovam a cada manhã.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Compartilhar é preciso!

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Temos que decidir sempre por algo ou alguém, e esse é o nosso dilema, pois nos tornamos reféns, em algum momento, de amigos, de parentes, de vizinhos. Quase sempre saímos no prejuízo e não somos ressarcidos.

Já estive em situação embaraçosa entre dois ex-amigos, que buscavam o meu apoio incondicional. Perdi outras dezenas de amigos por escolherem um lado (oposto ao meu) ao invés de se adaptarem as mudanças. E é verdade que muitas foram as vezes que fui pivô de alguma situação da qual eu exigia retratação do difamador e queria os meus amigos por perto. Mas a vida é assim, cheia de escolhas. Decisões nada fáceis por sinal.

É nessa hora que percebemos quão importante é um amigo, porque compartilhar é preciso!

É nessa hora que não rimos mais, pois não faz sentido. É nessa hora que não sonhamos mais, pois vivemos acorrentados com o “se”, e alimentamos a falsa ideia de que tudo voltará ao normal. É verdade que pela graça de Deus tudo pode ser revertido, pois assim como diz o salmista: “... o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria.” Salmos 30:5b

Porém, é verdade também que em alguns momentos devemos tentar viver em paz com todos. “Façam todo o possível para viver em paz com todos.” Romanos 12:18

E se o silêncio a despeito das inúmeras ofensas for a resposta para o ‘viver em paz com todos’, assim o farei.

E se por ventura tirar uma história a limpo representar o ‘viver em paz com todos’, desta forma agirei.

E se por acaso o perdão vier seguido de uma ação de esquecimento descarado, e assim continuar a ‘viver em paz com todos’, porque não?

Mesmo fazendo todo o possível para viver em paz com todos e acreditando que na manhã seguinte irromperá a alegria, entristeço-me em saber que mesmo com o passar dos anos, alguns continuaram a ruminar, suas mágoas e desilusões, frustrações e decepções, rancores e falsa modéstia.

Continuarei triste quando olhar para tal situação e imaginar como poderia ter sido diferente se Deus habitasse verdadeiramente naquele lar, junto ao casal, junto aos familiares.

É triste porque sei que Deus é justo e no momento certo (caso continuem com a mesma postura) lhes dirá: “... Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” Mateus 7:23. Não vai adiantar falar das obras pelas obras.

O meu desejo é que em algum momento aconteça um despertar sobrenatural.

“Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou à graça”. Romanos 5:20

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Devemos transpirar Cristo!

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Nas últimas ministrações que tivemos, ouvimos muito sobre o que fazer, ou melhor, qual conselho dar ao invejoso. E o mais interessante é que paralelo a essas ministrações estava ouvindo as pregações da IBAB, mais especificamente a série “Seja Alegre”.

É incrível como a Graça de Deus nos cerca e seu amor e misericórdia nos cura de tantas feridas, e ainda nos deixa mais fortes para tantas outras que teremos.

Quantos de nós não estamos chateados ou mal-humorados porque algo está acontecendo e não nos favorece ou alguém insiste em nos perturbar? Quantas são as lutas que devemos passar?, e muitas delas não há como explicar, embora seja contingente, mas mesmo assim não entra na nossa cabeça tais lutas.

Nas ministrações de Fape (grupos pequenos) o que mais me chamou a atenção é o fato de que estamos cercados de situações que podem nos levar a um entendimento maior do que é a Graça de Deus revelada em nós, mas na maioria das vezes nos fechamos em nossos pequenos problemas, em nossas pequenas frustrações e não nos deixamos ser usados e guiados pelo Espírito Santo. Isso acontece quando o nosso alvo não é Cristo.

A verdade é que muita coisa pode acontecer conosco, pessoas podem nos menosprezar e situações desconfortáveis nos esperam no futuro, porém, se o nosso alvo não for Cristo, de nada adianta nossas súplicas, nossos temores. Se Cristo não estiver no centro da nossa vontade nada fará sentido.

Então, o que de fato devemos dizer ao invejoso? Devemos transpirar Cristo! Não é fácil, eu sei, mas devemos praticar o amor que d'Ele brota.

Poderia dizer o que pessoas invejosas fazem, e como suas acções prejudicam os de bem, mas não é o foco e não está em meio coração. O que está em meu coração é dizer que por mais que estejamos feridos, podemos ser fonte de cura para outras pessoas. Assim como ministrado nas pregações da Ibab.

Então, não deixe que algo ou alguém roube a alegria que vem de Deus. Pague mal com bem. Seja feliz, apesar de tudo.

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e, se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá.” Filipenses 3:13-15

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Em via de...

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Esse blog já não é mais o mesmo... antes eu produzia mais, lia mais, mas agora, meus Deus, quanto descaso da minha parte. Estou deixando de lado algo que por algum tempo serviu de terapia.

Estou fazendo um esforço (?) danado para que este blog não vire estatística.

Preciso retomar urgente a rotina deste espaço que por vezes foi meu único aliado. Foi aqui que encontrei os reais motivos da raiva contida, foi aqui que deixei as impressões de amigos e pessoas distintas, foi aqui que 'rasguei' as minhas vestes e compreendi o que sou de fato, o que querem que eu seja, e o que nunca vou ser.

Mas assim como acontece no nosso dia-a-dia, os blogs também precisam de amigos, eles também precisam de motivações externas e talvez seja por isso que aos poucos deixo este aqui, outrota tão cuidadosamente editado, quaser morrer as minguas.

Este é um post curto (sim, é verdade...) e talvez o início de algo novo (isso eu já não posso garantir...), mas já agradeço a Deus por me conduzir até aqui.

Já é um (re)começo...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O sexo dos Bem Casados.

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Por Jasiel e Ivone Botelho - Blog Bem Casados

Os Dez Mandamentos da Sexualidade

1. Santidade. Amarás teu cônjuge com todo teu coração com toda tua alma, com todo o teu corpo em plena santidade, sabendo que foi Deus quem fez a sexualidade sendo ela Limpa, Pura, e Santa dentro do casamento. Sexo é uma bênção de Deus.

2. Romantismo. Amarás teu cônjuge com toda consideração e sentimento, com todo o respeito e romantismo. Sabendo que uma relação sexual começa não somente a noite quando chegas e tiras a roupa, mas desde a manhã quando as veste para sair.

3. Responsabilidade. Amarás teu cônjuge de forma ativa e não passiva, pois tu és responsável por teu próprio prazer sexual, não podes transferir para teu cônjuge peso e a responsabilidade de tua sexualidade. Não espere, tome a iniciativa.

4. Comunicação. Amarás teu cônjuge com toda liberdade, expressando abertamente teus sentimentos, necessidades, gostos, preferências e desejos. Através de um diálogo expontâneo , sincero e descontraído. Converse com teu cônjuge.

5. Criatividade. Amarás teu cônjuge com toda criatividade, evitando a rotina e a monotonia. Use diferentes horários, diferentes locais, diferentes posições, diferentes situações. Uma música romântica, uma penumbra, uma roupa especial etc.

6. Humor. Amarás teu cônjuge com alegria, não levando o sexo demasiadamente a sério, lembre-se: fazer amor é um prazer, é um lazer, é um divertimento, é uma brincadeira, não um dever ou obrigação. O humor tira a tensão e o medo.

7. Privacidade. Amarás teu cônjuge com toda intimidade, garantindo toda segurança de não serem interrompidos por terceiros, a ameaça de uma interferência inesperada rouba a liberdade de uma total doação, não há liberdade sem privacidade, tranque a porta por dentro.

8. Higiene. Amarás teu cônjuge como um jardim, com o perfume das flores com suas pétalas limpas, coloridas, delicadas e cheirosas. O corpo todo é sexuado podendo ser desfrutado por inteiro como um instrumento de amor.

9. Realidade. Amarás teu cônjuge como ele é , sem ilusões ou fantasias, sem transferências de imagens eróticas ou românticas fantasiosas, procurando no parceiro o motivo certo e verdadeiro de uma excitação e satisfação sexual.

10. Reciprocidade. Amarás teu cônjuge com excelência, não preocupando-se apenas com a quantidade do sexo, mas também com a qualidade. Evoluindo do orgasmo egoísta ao altruísta até descobrir o caminhar juntos para uma qualidade de prazer.

"O Amor jamais acaba, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor é paciente, é benigno, não ciumento, não vaidoso, não soberbo, não inconveniente não interesseiro, não violento, não maldoso, é justo e verdadeiro." 2 Coríntios 13.

sábado, 23 de outubro de 2010

Quando estiver morto estará pronto.

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NOTA: Desde o dia 11 de Outubro de 2010 Bianca Toledo está internada no hospital Pasteur, no Rio de Janeiro. Ela teve complicações ocasionado por uma  interrupção no intestino, ligado a sua cirurgia no estômago que resultaram em uma infecção generalizada, hemorragias, diminuição da coagulação sanguínea, descontrole da pressão arterial. A complicação se agravou ocasionando um coma induzido, Bianca deu luz a José Vittório que recebeu os primeiros cuidados e já está de alta junto com o pai Renato Pimentel. FONTE: http://biancatoledopimentel.zip.net/ Twitter: @BiancaTolledo
 
Vivemos em um tempo onde somos cercados de manjares. Manjares para o ego, para a carência, para o vazio, para indecência.
Chegam por todos os lados. Soluções fáceis… Doces distrações. Mentiras atraentes, atos inconsequentes, inquieta mente busca… Paz.

A decisão de seguir à Cristo nos dá o direito de saber a verdade e escolher estar com ela. Muitas vezes esse processo não é agradável, porque somos estimulados o tempo todo por um mundo de mentiras e prazeres imediatos. E continuamos vazios. Donos da razão.

A Ilusão de encontrar em alguém, ou em alguma forma ou estado a sensação ideal, a felicidade, é uma busca sem fim.

A busca do poder, do controle e da aprovação, seja ela familiar, profissional ou religiosa só nos afasta dia a dia da verdadeira liberdade para a qual fomos chamados. Todos nós queremos o sucesso, e quando o conseguimos percebemos que, nesse aspecto, ele não é determinante.

E assim acontece com o casamento, com as posições respeitadas de liderança, com as soluções estéticas, e com tudo aquilo que possa nos parecer um facilitador da felicidade.

O convite que eu recebi hoje de Deus foi para refletir sobre seu filho, que abrindo mão de tudo, nos céus e na terra, cumpriu sua missão, vivendo com abundância. Ele não só teve em si a plenitude de todas as coisas, mas a compartilhou com quem estivesse com ele.

A decisão de segui-lo, porém, exige de nós o desejo de ser como ele.

“Se alguém quiser vir após mim, negue à si mesmo” Mc 8:34

Porque esquecemos frases como essa quando procuramos respostas, e buscamos apenas as promessas? Não cansamos de andar em circulos?

Quanto maior o benefício, maior a responsabilidade.

Negar a si mesmo não é alienar-se da realidade. Pelo contrário, muitos buscam na religião uma nova decoração para suas prisões e enfermidades.

Preciso morrer para as minhas desculpas, para minhas mentiras, para o meu conforto que me mantém alheio à vontade de Deus.

Abrir mão, renunciar a própria razão, e obedecer. Ser como Ele! Um preço diário por uma glória eterna! Não é abrir mão dos prazeres, ou dos benefícios de uma vida de sucesso. É eleger uma matriz, uma fonte, ser com Ele, ser por Ele e para Ele.

Porque absolutamente ninguém quer mais a sua felicidade que aquele que entregou a própria vida por você.

Você estaria disposto a morrer por Ele?

Está disposto a matar o seu ego? O egoísmo? O orgulho? A soberba? A crença de que suas obras o justificam? A independência?
Preocupar-se mais com suas intenções do que com suas ações?

”Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto.” Jo 12:24

Sem morte não há produtividade. O reino de Deus não é uma filosofia, nem uma religião de rituais vazios. É um compromisso real de sacrifício racional, que aos poucos, dia-a-dia, preenche todos os espaços da alma, alinhando nossa personalidade com a sabedoria de Deus.

Desta forma, nos tornamos agentes deste reino, atuando positivamente na igreja e principalmente na sociedade como Jesus atuou. Não mais porque desejamos aprovação e alimento para o ego, mas simplesmente porque desejamos compartilhar o que recebemos do Pai.

Ele hoje me pergunta: Quanto de mim há em você? Quando Morrer, estará pronta.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pioridade

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Por Mário Machado em Licença Poética no irmaos.com

O fim da vida é triste e sempre cercado de dor.
Um velho treme de frio sob o melhor cobertor.
Vai-se o brilho dos olhos, vai-se as forças das pernas,
Só fica mesmo as lembranças, de tudo o que se era.
A velhice é um mau agouro! Traz sempre um tom de desgosto.
Trás marcas bem mais profundas que todas as rugas do rosto!
Um velho anda devagar, não porque não tenha pressa,
Vive esquecendo-se de lembrar, não porque não se interessa...

São as limitações humilhantes!
Lembrando que você jamais será o mesmo de antes!
Antes da soma dos dias, do avanço dos anos, da mão fria do tempo.
Carregava o mundo nas costas, e hoje, o levantar-se já é tormento.

Velhos, são na sua maioria, solitários!
Absortos, reprisam seus dias de glória, remexem seus relicários!
Fragmentos de uma vida que parecia fazer sentido,
Antes, de ser junto às fotos amareladas até dos filhos esquecido.

É uma indignidade saber tanto e poder tão pouco!
Velhos normalmente são surdos e quando falam encontram ouvidos moucos.
Amadurecer é uma história, envelhecer é outra bem diferente!
Uma é escolha, outra, um processo que não depende da gente.

Ninguém quer ser velho, mas não se quer morrer cedo!
A morte que se aproxima a cada limitação, do velho é o grande medo!
Mas se isso é coisa certa, que a velhice trás a morte,
Morrer cada vez mais velho é sinal de boa sorte!

Para ruminar vida afora:

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá." Êxodo 20:12

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Perdoar ou não? Eis a questão.

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Estamos participando de um curso, Casados Para Sempre, em nossa igreja que está nos remetendo a diversos sentimentos, uns novos e outros, a tanto tempo, adormecidos.

E diante de tudo que estamos estudando, uma situação tem nos chamado a atenção. Está relacionado ao 'perdão'.

Nos fez lembrar que em uma reunião ouvimos do Ev. Elias o seguinte: “Perdoar não é um sentimento e sim uma escolha”. Mas como distinguir o sentimento da razão? Como jogar no mar do esquecimento as afrontas e investidas de pessoas que querem indirectamente (ou não) nos magoar?

Não é fácil. Nunca é.

Mas aprendemos que essa fase dura por um período, e foi bem ilustrado pelo Adriano, que disse o seguinte: “Anos atrás sofri um acidente e levei cinquenta pontos na mão. Ao chegar no hospital a dor era horrível, após alguns dias a dor continuava. Mas agora, depois de anos, o que vejo são as marcas, a cicatriz, lembro-me da dor dos pontos e do sofrimento, mas hoje não dói mais.”

E é assim que funciona, é um processo de 'cura' que somente pessoas com o coração disposto podem desfrutar. Ainda que não saibamos como, ou que não tenhamos a intenção de liberar o 'perdão', se estivermos dispostos a entregar essa situação nas mãos do Senhor, Ele fará tal situação mudar. Devemos entregar nossos desapontamentos e mágoas ao médico dos médicos, pois Ele nos dará subterfúgio para lidar com tais situações.

Mas como sabemos se estamos ou não deixando que Deus cuide de tais situações? Será que o simples fato de olharmos para a pessoa que um dia nos magoou e não sentir aquela vontade de 'esganar' é o suficiente para dizer que perdoamos?

As vezes sim, as vezes não.

Devemos a princípio deixar de ser o 'Juiz' da situação, pois como vítima das atrocidades iremos inocentar a nós mesmos e condenar aquele a quem nos afrontou. Também devemos lidar com nosso sentimento de justiça com muita cautela, sabe porque?

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” Mateus 7:1a5

"Que Deus nos abençoe, que façamos o melhor por Ele e para Ele."

Lançamento: "Meus Passos No Tempo"

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Galera, amanhã vai rolar o lançamento do cd "Meus Passos No Tempo" do Thiago Grulha.

Se você está na dúvida se vale a pena ou não estar nesse evento, deixo abaixo um exelente post do músico e blogueiro Jonas Paulo sobre o cd do Grulha.

Estou na expectativa de um show imperdível, mas acima de tudo guiado pelo Espírito Santo.

Um pequeno salmista andando pelo tempo.

Há um cineasta russo que disse em seu livro que a música é a moldagem filosófica do tempo. No caso das canções de Thiago Grulha, dever-se-ia estender o conceito para o campo da Fé, da Teologia, da Doutrina e Vida Cristã. Meus passos no tempo parece ser o retrato do que vive, pensa e faz um jovem salmista da nossa geração, anotando tudo em nossa memória através do seu canto. É com os olhos no retrovisor das próprias vivências que Thiago evoca as imagens e experiências que canta no disco com uma voz singela e precisa, sem muitos rodeios. A principal marca do disco é a presença de canções, na mais bela acepção da palavra, aquela que nem meu sempre útil Caldas Aulete traz no verbete:

canção (can.ção) sf. 1 Qualquer composição musical (popular ou erudita) para ser cantada. 2 Poesia lírica.

O problema do verbete é a palavra “qualquer”. Correto do ponto de vista da língua, mas não do ponto de vista de uma minha Filosofia da Arte, a partir da qual defendo que casamentos especiais entre poesia e sons merecem ser chamados de canções. Grulha é cancionista! Tem aquelas fagulhas criativas que depois de lapidadas viram poemas, e muita vez, se encaixam perfeitamente numa idéia sonora; ou ainda, desafiando o próprio compositor, já nascem as duas coisas, texto e música juntas, presenteadas por Deus num ato de plena graça.

Musicalmente o CD tem uma textura pra lá de agradável, com pelo menos 2 singles que estourariam fácil em circuito comercial. Às vezes tenho a impressão de que está chegando a hora de artistas cristãos como Grulha, Hélvio Sodré, Banda Resgate entre outros experimentar lançar seus materiais em circuitos maiores do que apenas as rádios evangélicas, mas isto não é assunto para agora… Meus passos no tempo remete a um Brit-Rock corajoso e Pop, com uma coisa de Coldplay aveludado por um leve sotaque Folk pela presença de fortes violões de aço como o de Cacau Santos na lindíssima canção Não é o fim, que bem me lembro ter história, e uma história que ainda vai deixar o Thiago Grulha com a voz embargada por muitas vezes. As escolhas de timbres e arranjos são muito corajosas e acredito que poucos produtores além de Paulo César Baruk ousariam investir em tamanha economia como na da que ouvimos na faixa de abertura e sua repetição como bonus-track.

Fiquei mais uma vez impressionado com a voz poderosa, plástica e expressiva de Leila Francielli num dueto lindíssimo com Thiago. Coisa linda de composição, de arranjo, interpretação e tudo mais! Até a mix me impressionou pelo bom gosto no preenchimento dos espaços e o belo “palco sonoro” montado pelas mãos de Eduardo Garcia. O equilíbrio da masterização contribui para a escuta dos detalhes, dos efeitos. Tudo na medida para a construção de um belo álbum! Os samples da faixa Tempo para amar são outra boa surpresa. Além de bem sequenciados, ornam o belo arranjo de Thiago Cutrim.

Outro destaque é a interpretação de Grulha para a já clássica Choro acompanhado num arranjo que transborda bom gosto e sensibilidade do Leandro Rodrigues.

Um espetáculo de simplicidade e captação de uma idéia, de um conceito é o projeto gráfico do CD. Fez com que mais uma vez eu sentisse saudades do formato dos LPs. Imagino a capa e as fotos de Lucas Motta em dimensões mais avantajadas… Seria algo pra se pensar paras as próximas empreitadas da Salluz Productions: uma edição limitada para os que ainda sabem e gostam de colocar a agulha no vinil!

Em seu terceiro álbum, Thiago Grulha parece ter atingido uma constância impressionante na concepção de canções que falam a uma geração que parece estar voltando a se sentir tocada pelo uso das palavras.
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