PavaBlog

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Podcast JVnaEstrada.

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A galera* do JVnaEstrada mais uma vez lança um podcast maneiro.

Tema: "Curtindo a vida adoidado", refletem em como se divertir, como viver, como curtir as férias numa boa fazendo coisas legais e com responsabilidade.


Divirtam-se com as palhaçadas, afinal de contas, se trata de um podcast de humor com pitadas de seriedade!

(*) A galera tá no ORKUT e também no Twitter @marcosbotelho @renatroxa @saulomatos @caleberibeiro @jvnaestrada @Podcast_JV, só o MV que ainda não tem um, mas você encontra ele aqui.

***

Pois é galera, meu ouvido virou penico!

terça-feira, 7 de julho de 2009

A vida passa muito depressa!

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Por Jorge Oliveira - Canto do JO


Sexta-feira, 26 de Junho de 2009.

22:29, hora do Porto.

Depois disto, vou apagar o computador.
Por aqui está calor. Aquele ar abafado.
Tenho a garganta seca.
Vou apanhar uma garrafa de água fresquinha,
água das pedras, da levíssima e subir para me deitar.
Beijar as minhas filhotas, dizer que as amo.

Talvez uns aperitivos salgados para entreter a leitura.
Estou quase a acabar os contos da Alice Munro.
Ou um dos outros dez livros que estão na minha mesinha de cabeceira.
Eu sei, não devia comer salgadinhos, mas gosto.
Ou ver um pouco de televisão.
Depois, agarradinho à minha Raquelinha, adormecer tranquilo.

Amanhã é sábado, a vida passa depressa.
Se nos descuidarmos passa ainda mais depressa.
Ouvi hoje na Antena 3, a propósito do Michael
que as pessoas famosas só conseguem aguentar a pressão
confiando em Deus ou no diabo.

E as pessoas "anónimas"? como conseguem aguentar a pressão?
Há mais de trinta anos escolhi confiar em Deus.
Tem valido a pena.

Tenha um feliz fim-de-semana.
Fiquem com Deus.

Você sabe explicar o porquê?

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Por Leonardo Gonçalves - Púlpito Cristão

Por favor, alguém pode me explicar por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito mais CDs do que "graça", "misericórdia" e "perdão"?

Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra "amarrar o espírito de perseguição", pra "repreender a potestade de Roma", ou coisa semelhante?

Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?

Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular (EU), quando a proporção nos salmos é muito menor?

Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?

Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?

Por que os cristãos crêem que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, mas são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e "chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?

Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?

Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?

Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, "doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor"? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?

Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?

Será que ninguém percebe que algo anda muito errado com o evangelicalismo brasileiro?

Eu só queria saber...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Podcast sobre "Sexualidade".

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Paulinho Degaspari, Adriana Degaspari e MV (do JVnaEstrada) conversam com Jasiel Botelho sobre um dos assuntos mais polêmicos e cheios de tabus que existem: SEXO!



Neste papo franco sobre sexualidade, entenda por que é tão difícil falar sobre o assunto na família, reflita por que é importante esperar até o casamento e saiba o que fazer quando o sinal vermelho já foi ultrapassado.

***

Na minha opinião, esse podcast está muito bom. Apimentado eu diria! rsrs

Milagres e mais milagres.

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Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro que eu creio sim em milagres, e sei que o Deus que sirvo é poderoso pra fazer infinitamente mais, além de tudo o que podemos pensar ou imaginar. Eu creio em milagres.

Mas a pergunta que tem me incomodado é: Porque as igrejas de hoje só buscam isso?

Sinais, prodígios e maravilhas estão se tornando o centro das pregações nas grandes igrejas de hoje. Cristo já não é mais o centro, e sim o desejo e a necessidade dos fiéis.

As curas e milagres são os grandes atrativos dos nossos dias. As maiores igrejas evangélicas são as que anunciam grandes milagres. Basta comparar as multidões que se juntam em lugares que prometem milagres com os grupos que se juntam para estudar sobre Jesus.

Os "grandes" pregadores, apóstolos e profetas que estão a solta hoje em dia só pregam prosperidade, curas e milagres.
Ninguém está mais interessado na morte e no sacrifício de Cristo.

A vida espiritual passou a ficar em segundo plano, dando lugar para as necessidades materiais e físicas.

E em meio a isso tudo, eu olho para a vida de João Batista.

João Batista era um anunciador do evangelho. Batizou muitas pessoas, inclusive Jesus Cristo. Ele não se preocupou em construir um big templo e agradar o povo com promessas de milagres. A mensagem dele era simples: "Arrependam-se porque chegou o Reino dos céus!"

João Batista levava uma mensagem dura para o povo, uma mensagem de arrependimento porque ele sabia a real necessidade daquelas pessoas. Aquele povo, antes de uma cura, um milagre físico, eles precisavam de uma transformação, de arrependimento e de salvação.

Não há registro de milagres e curas na história de João Batista, mas mesmo assim Jesus afirma em Mateus 11:11 que "... entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista..."

Qual o segredo de João Batista?

Arrependa-se, busque em primeiro lugar um milagre interior, acerte seu relacionamento com o Pai, e todas as outras coisas serão acrescentadas.

domingo, 5 de julho de 2009

"Me engana que eu gosto"

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A Medíocre Filosofia do "Me Engana que Eu Gosto"
Não. Não sou pessimista. Apenas atento para aquilo que está diante dos meus olhos. Infelizmente, não me agrado com o que vejo. Mas não me agrado não por mero egoísmo ou insatisfação. Perante o que meus olhos testemunham, não me agrado principalmente pelo fato de que (quase) toda mudança ocorrida na humanidade não passa de uma medíocre escolha das pessoas através da constatação de que: "Serei mais aceito desta do que daquela maneira".

Em todo campo do saber humano se nota - A medíocre filosofia do "me engana que eu gosto".

Isso ocorre na educação, na política, na religião, enfim, na totalidade dos saberes e dos comportamentos.

Na educação, de modo geral, o aluno faz de conta que aprende e o professor, para manter o equilíbrio e não se complicar com seu cargo, faz de conta que ensina. Desta maneira, a ignorância dura para sempre!

Na política, fator que move a alienação em todos os demais campos inclusive no citado anteriormente, o deputado se dedica a um discurso de massa; onde o interessante é homenagear e cativar a maioria, já que eleito é aquele que consegue para si o apoio da massa, independente se o meio que se utiliza para isso é a "mentira". Ora, o que é importante a este (o político) que discursa? A realidade nos informa de que não lhe interessa se o que fala é verdade ou se vai cumprir com o que promete, mas apenas o fato de dar, de alguma maneira, esperança a quem já a perdeu a décadas, pois estes o levarão ao êxito mesmo sem merecer.

Por fim, o que dizer da religião? O que se vê e se presencia é meramente o absoluto desinteresse em entender, compreender e, principalmente, explicar o que está acontecendo neste ou naquele momento. Pessoas fazem isso ou aquilo, mudam de opinião, mas nunca perguntaram a si mesmo: Porque estou assim? Porque vivo desta forma? Porque penso ser isso verdade?

É possível notar que pessoas levantam suas mãos dizendo adorar ao divino quando, de fato, estão levantando suas mãos porque outros fazem o mesmo; e os outros também o fazem sem entender o porque, mas fazem porque viram também, anteriormente, alguém fazer o mesmo. Ouvem o que querem e o que querem, geralmente, não é a verdade! Mesmo sabendo que no fundo o que estão ouvindo é mentira, é isso o que querem ouvir, porque a mentira conforta; ela fala daquilo que agrada a qualquer pessoa; a mentira não proporciona mudança, mas sim, a comodidade de imaginar que tudo está bem e que nada precisa ser modificado.

Chamo isso de "Medíocre filosofia do me engana que eu gosto". Medíocre digo eu, pois o sujeito não muda; Medíocre digo eu, pois o sujeito não vê a necessidade de mudança; Medíocre digo eu, pois quem não muda não cresce e quem não cresce não conhece a verdade!!!

sábado, 4 de julho de 2009

Quero morrer.

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É isto mesmo que você leu no título: Eu quero morrer.

Na verdade, anseio morrer faz três anos, mas minhas tentativas têm sido frustradas. Já tive ideias mirabolantes, de causar inveja ao Tião Gavião, personagem do desenho Penélope Charmosa ou ao Coiote, do desenho Papa-Léguas. Também fiz tentativas estúpidas, das quais saí um pouco machucado, mas não chegaram nem perto do meu objetivo principal, que é a morte.

Compartilho da mesma filosofia de todo tipo de suicida, apesar de me considerar de um tipo bem diferente. Creio que a morte vai trazer finalmente paz para o meu coração atribulado.

Acabo de ter uma ideia muito boa para concretizar meu intento. Após analisar meus sucessivos fracassos, decidi pedir ajuda, pois cheguei à conclusão de que sou tão incompetente que nem mesmo morrer eu consigo, mais um motivo para querer a morte.

Às vezes, até acho que meus planos foram frustrados porque lá no fundo eu não quero morrer. Eu preciso morrer, pois a cada dia que passa suporto menos este mundo e a mim mesmo, mas não consigo abrir mão da minha vida. Eu quero, mas não consigo, por isto necessitarei de auxílio.

E não pedirei ajuda para um qualquer não, tem que ser um profissional, entendido do assunto. Não quero que nada dê errado e eu me torne um vivo inválido, me arrastando ou sendo carregado pelo resto da vida, ou pior, vegetando apenas.

Já escolhi meu executor, e o escolhi muito bem. Sei que ele é especialista e se preocupa em cumprir este trabalho, evitando a dor de sua vítima, desde que esta não se debata muito.

Como já disse, faz três anos que quero morrer e busco isto, mas tenho falhado.

Quero morrer para este mundo, pois não há nada de bom nele para mim.

Quero morrer para a vaidade, que insiste em me dizer que sou mais bonito que uns, que sou mais inteligente e tenho mais conhecimento que outros e que pelo que tenho, sou melhor.

Quero morrer para a minha soberba, que faz com que me relacione com as pessoas com ar de superioridade.

Quero morrer para a minha falta de compromisso com o que creio e prego e deixar de ser um hipócrita.

Quero morrer também para a minha mesquinhez, que pede misericórdia e perdão para os meus erros, mas justiça e castigo para os outros.

Também desejo morrer para a minha falta de amor, que serve de contra-testemunho para aquilo que digo crer.

Talvez você entenda agora os motivos dos meus sucessivos fracassos em tentar morrer. E saiba que esta lista não se encerra por aqui.

Meu executor? Como disse, é especialista em morte. Tão especialista que até ele mesmo já morreu e é na morte dele que desejo de todo o meu coração morrer. Mas morrerei na esperança de que viverei novamente a vida do meu amado executor, porque ele vive.

Meu executor? Bem… Creio que já faz ideia de quem seja.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lewis e o Orgulho.

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"O orgulho sempre olha as pessoas e as coisa de cima para baixo; ora, enquanto estivermos olhando para baixo, é claro que não conseguiremos enxergar o que está acima de nós. Isto levanta uma questão terrível: como pode haver pessoas que, estando a todas as luzes completamente carcomidas pelo orgulho, mesmo assim afirmem acreditar em Deus e se considerem profundamente religiosas? Receio que isso signifique que adoram um Deus imaginário. Admitem, em teoria, que não são nada diante desse Deus-fantasma, mas na verdade passam o tempo a imaginar como que Ele está encantado com elas e as considera muito melhores do que as pessoas comuns."

C. S. Lewis - Mero Cristianismo. (Pag. 128 e 129)

Algumas palavras falam por si só...

É verdade, eu já olhei algumas pessoas de cima para baixo! Acho que já vivi momentos de pura fantasia ao achar que Deus estava feliz por eu ser exatamente como sou e por ajudar tantos necessitados. Confesso até que já pensei que Deus estava me abençoando por me considerar melhor do que os outros.

É verdade, eu já compartilhei da "Graça" em situação de desgraça. Era preciso, afinal, o que valia naquele momento era parecer o 'tal'.

É verdade, que na maioria das situações (quando a vergonha chega) é bem mais confortável falar do outros, pois estamos de fora e temos uma visão mais apurada de cada um que nos cerca, mas que adianta eu falar dos outros? Preciso começar de mim!

É verdade, que tenho medo de ter falado muito mais de mim, nesses últimos posts, do que dos outros. Mas se isso aconteceu de fato, é por que talvez o iceberg do "meu" orgulho esteja em degelo.

É verdade que não me envergonho pela auto-crítica, sinto até um pouco de orgulho por isso. Olha ele aí de novo, mas qual a receita para nos livrarmos do orgulho de uma vez por todas?

Uma das respostas... Posso me orgulhar de algo ou de alguém, não há problema nisso. Só haverá problema se me orgulhar a ponto de achar que algo ou alguém é melhor do que o outro.

O sono da morte.

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Vivemos como pêndulos suspensos por fios de seda. Dependemos de mãos desconhecidas. Somos delicado cristal, perigosamente estilhaçáveis. Insistimos no colo que nos aqueça no inverno.

Vivemos no limiar da morte, à espera da Fortuna que, muitas vezes escondida numa esquina sombria, foge de nós. Padecemos do mal da solidão. Sofremos de febre existencial; febre que mata sem calor.

Vivemos rodeados por armadilhas. No caminho, ameaçados por minas prestes a explodir nossas pernas. Tornamos todos os silêncios, ardis, todas as falas, contrafações, todos os gestos, seduções. A travessia vira um beco sombrio. Assombrados, viajamos com pressa. Inconformados, vemos as vielas se contorcendo em labirintos lúgubres. Fatigados, notamos a jornada longa; que se dissolve no infinito.

Vivemos na ante-sala do desespero. Toda a lucidez não aplaca o choro do nosso coração, toda a loucura não espairece a sede do nosso espírito, toda a sisudez não asfixia o grito das nossas vísceras. Sabemo-nos incompletos. Vemo-nos retalhados. Reconhecemo-nos bestiais.

Vivemos nas franjas de um oásis transcendental. Ouvimos o murmúrio de águas, paradoxalmente, próximas e inalcançáveis. Angustiados, esboçamos uma única petição:

"Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia? Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim? Olha para mim e responde, Senhor, meu Deus. Ilumina os meus olhos, ou do contrário dormirei o sono da morte." Salmos 13:1a3

Vida inteligente no cristianismo.

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Por Juliana Dacoregio - Heresia Loira

Terminei a leitura de Alma Sobrevivente, do escritor evangélico Philip Yancey. Fazia tempos que não lia algo declaradamente cristão, mas vindo de alguém que escreveu Decepcionados com Deus, pode-se esperar algo mais pensante do que a média das publicações evangélicas.

Já conhecia Philip Yancey, do Perguntas que Precisam de Respostas, que li no período mais "xiita" de meu cristianismo. O livro é uma coletânea de artigos publicados na revista Christianity Today. Yancey, mesmo declarando sua crença nas bases do cristianismo, tem coragem de fazer perguntas que a maioria dos crentes não se permite fazer. Por exemplo...

Por que tão poucos cristãos demonstram alegria? Uma pessoa alegre seria mais parecida com a Madre Teresa ou com a Madonna?

Como pode uma religião que inclui um texto como Cantares de Salomão entre seus escritos sagrados ser conhecida como inimiga do sexo?

Como podem os evangelistas da televisão promover com tanta animação a teologia da prosperidade em um mundo cheio de injustiça e sofrimento como o nosso?

Na fase em que eu estava - de jogar fora qualquer objeto relacionado à Disney, queimar livros do Paulo Coelho (não pela qualidade literária, o que seria compreensível, mas por tratar de temas relativos a pseudo-bruxaria) e queimar fotos de baladas antigas ("as coisas velhas se passaram" e eu queria livrar-me das lembranças do pecado) - Yancey apareceu para dar uma arejada na minha mente que já estava bem estreita e alienada.

Então, Philip Yancey foi responsável por atiçar a semente questionadora, que sempre existiu em mim, e me fazer perceber que eu estava agindo como um robô. Talvez lá tenha começado o início de minha desconversão ou do meu abrir de olhos.

Dessa vez, com Alma Sobrevivente, ele me fez voltar a ter algum respeito por alguns tipos de evangélicos. No livro, que tem o subtítulo de Sou Cristão, Apesar da Igreja, o autor fala de pessoas que foram exemplos de fé para ele. A boa notícia é que ele não cita só evangélicos. Entre os nomes que fizeram com que ele compreendesse melhor a mensagem de amor do cristianismo estão Gandhi, Dostoievski, Tolstoi e a escritora católica Annie Dillard. Philip Yancey não escolhe seus exemplos de vida por causa de seus currículos de santidade, mas baseado no quanto de amor e compreensão aquelas pessoas transmitiram em suas vidas. Apesar de continuar não crendo na Bíblia ou na salvação da alma, posso afirmar que fiz um pouco as pazes com o cristianismo ao ler Alma Sobrevivente. Foi um livro que me fez lembrar que, independente da cruz de Cristo ou da remissão dos pecados, a mensagem cristã é uma mensagem de amor, humildade, compreensão e paz.

Yancey é um autor que faz com que cristãos radicais não engulam qualquer fórmula pronta vinda dos púlpitos e, ao mesmo tempo, mostra aos decepcionados com o cristianismo que existe vida inteligente no meio evangélico.

Pouca... Mas existe.

(Obs.: Muito obrigada a Pavarini, outro desses exemplos de vida cristã inteligente, por me presentear com um exemplar de Alma Sobrevivente.)
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