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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cristo é mais!

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Por Ricardo Quadros Gouvêa - via Ultimato

Há quem pense que o problema de muitos evangélicos hoje seja o seu fanatismo religioso, sua devoção extravagante, sua religiosidade exacerbada. Penso que há aqui um engano, uma interpretação superficial da questão. Até porque tal devoção pode ser amor próprio disfarçado (Cl 2.23), tal religiosidade pode ser um culto ao próprio ventre (Fp 3.19), e tal fanatismo pode ser mera idolatria (Is 1.13-17).

O verdadeiro problema é justamente o oposto disso. É o seu menosprezo para com a pessoa de Cristo. É a maneira reducionista de muitos evangélicos perceberem a Cristo. É a construção de uma espiritualidade neo-pagã em que a pessoa de Cristo é secundária (onde deveria ser central), instrumentalizada em um discurso cujo centro é o consumo de bens espirituais (Mt 6.24, 31-32). O problema de muitos evangélicos é não perceber o tamanho do evangelho de Cristo e quem de fato Cristo é.

Há no discurso evangélico uma presença muito clara do nome de Jesus, mas uma presença que beira à magia, já que se trata de um uso instrumental e ritualístico do nome de Jesus, e que beira à idolatria (pasmem! uma idolatria de Jesus!), pois o nome de Jesus é apresentado desvestido e desencarnado da pessoa de Jesus Cristo, de seu ensino e de seu significado teológico como redentor da humanidade (Mt 7.21). (...)

De fato, há muita extravagância religiosa entre os evangélicos, que vai das coreografias sem profundidade às expressões faciais agônicas; dos discursos inflamados sobre cura e poder à rigidez moralista das propostas de conduta cerceadoras da liberdade em nome de um pudor muito distante daquilo que a Bíblia indica (Mq 6.8; Cl 2.20-23); do dogmatismo que faz de Cristo um mero item doutrinário ao sectarismo individualista que nos faz esquecer as dimensões sócio-políticas da redenção no aqui e agora.

Cristo é mais! O que Cristo pode fazer pelos seres humanos é muito mais do que está sendo muitas vezes apresentado pelos evangélicos e aos evangélicos. Não se limita aos benefícios materiais e curas, mas a uma vida tão plena de sentido e de senso de vocação que os bens materiais e a saúde deixam de ser primordiais. (...)

Tampouco pode ser Cristo reduzido a mero elemento do sistema doutrinário, como se minha fé incluísse, entre outras, doutrinas acerca da pessoa de Cristo e acerca de sua obra de salvação. Cristo é mais! Ele é o centro de nossa fé. É nele que cremos, em sua vida conosco, na sua presença (Mt 28.20; Jo 14.16-18) e no seu pastoreio (Sl 23.1; Jo 10.11). Ninguém deve se considerar salvo em Cristo porque subscreve à doutrina da salvação pela graça mediante a fé. Mera aceitação de doutrinas é obra meritória de cunho intelectual e ritualista (Rm 3.20, 28). Somos salvos pela graça divina mediante a fé (Ef 2.8-10) na possibilidade de estarmos unidos a Cristo em sua morte e em sua ressurreição (Cl 2.12; 2Tm 2.11) -- uma realidade a ser vivenciada aqui e agora!

Cristo é mais! A redenção em Cristo não se limita ao perdão da culpa dos pecados, à nossa justificação pela união com Cristo em sua morte na cruz, mas se estende à esperança da glória (Ef 1.18; Cl 1.27), à santificação pela presença de Cristo em nós (Rm 6.22; Hb 12.14), que nos torna seus discípulos e imitadores (1Co 11.1; 1Ts 1.6). A fé protestante está centrada na vida do Cristo ressurreto (1Co 15.14, 19; Rm 6.5). Não somos convidados a viver, em Cristo, como penitentes! Antes, a uma vida abundante (Jo 10.10)! Nossa união com Cristo nos leva a viver a sua vida, nos eleva para perto de sua própria estatura espiritual (Ef 4.13), promete nos tornar co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4), e nos convida a viver desde já possuídos pela glória de Deus (2Co 3.18) e entusiasmados pelo Espírito Santo (Ef 5.18).

Cristo é mais! Na verdade, é muito mais do que pensamos ou podemos imaginar. Temos que esperar sermos por ele surpreendidos (Ef 3.20), como um leão que não pode ser adestrado, que é bom, mas que não é domesticado (como sugere C. S. Lewis acerca de Aslam), como um tigre que subitamente coloca suas patas dianteiras sobre nosso peito exigindo-nos a nossa atenção para seu poder e sua beleza (como sugere Thomas Howard em “Christ the Tiger”). Por mais que tentemos enlatar a Cristo, condicioná-lo, fazê-lo nos servir, qual gênio da lâmpada, ele nos escapará do controle e nos surpreenderá, porque Cristo é muito mais!

Lamento pelas multidões de cristãos que se esqueceram, que se iludiram, que se deixaram levar por pregações acerca de Cristo e em nome de Cristo que o reduziram a algo ridiculamente menor do que ele de fato é, a um simulacro, um instrumento religioso a serviço de igrejas que são também simulacros de igreja cristã, e que, por esta genuína apostasia (Lc 18.8; 2Ts 2.3), deixam de ser igreja de Cristo para serem igrejas do anticristo, pois o anticristo nada mais é que o simulacro de Cristo (Mt 24.24), uma abominável desolação!

Lamento principalmente pela perda do verdadeiro Jesus Cristo, que pode dar sentido à vida, que pode curar a nação, que pode resgatar a humanidade em direção da sua própria glória, a glória da vida do amor de Deus. Estamos trocando a Cristo por simulacros, pois, ao reduzi-lo a fórmulas mágicas, eclesiásticas ou teológicas, ele se torna menos do que ele é: a presença viva, aqui e agora, da pessoa que me convida a segui-lo, a encarnar o seu próprio Espírito, e abraçar o projeto supremo de viver, nele, a vida eterna e abundante de Deus.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Empatia.

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Por Ev. Elias Codinhoto - Blog Mensagem de Vida 

“Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” Lucas 6:37

A princípio parecia que nada os pararia, a multidão revoltada pedia justiça, eles estavam mesmo determinados a seguir em frente. Não era como nos dias de hoje, com um tribunal, advogados, testemunhas e penitenciária. A justiça da época era executada as pressas, reunia-se a multidão, colocavam-se as evidências e a execução era imediata.

Naquele caso, em especial, a condenação era certa, a mulher foi pega em flagrante, a lei era clara, e a sentença: morte por apedrejamento. O aglomerado estava preparado, suas mãos empunhavam as pedras, alguns já faziam pontaria. Mas todos aguardavam, faltava um parecer, eles queriam saber qual seria a sentença de Jesus.

Tudo na verdade não passava de um plano bem elaborado, eles pouco se importavam com aquela mulher. Se a sentença de Jesus favorecesse a mulher, contrariaria a lei que a condenava, a Lei de Moisés, se a condenasse a morte, seria condenado pelos romanos, só eles poderiam condenar alguém a morte, pois governavam sobre Israel.

O texto de João 8 diz que em resposta a insistente multidão, Jesus se abaixou e escrevia com o dedo na terra. Mas o que Ele escreveu lá? – alguns teólogos acreditam que Cristo escreveu os Dez Mandamentos, outros acham que ali o Mestre revelou os pecados ocultos daquelas pessoas, na verdade não sabemos o que Ele escreveu ali, porém, as palavras ditas por Jesus foram registradas, foi apenas uma frase: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” João 8:7b. E inclinando-se voltou a escrever no chão.

Parecia impossível, mas, isso foi o bastante para conter a determinada multidão, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava (João 8:9). Jesus os pôs em empatia com aquela mulher.

Na psicologia e nas neurociências contemporâneas a empatia é uma “espécie de inteligência emocional” e pode ser dividida em dois tipos: a cognitiva - relacionada à capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e a afetiva - relacionada à habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia. No sentido etimológico do termo (en+pathos), empatia significa: “sofrer dentro de” ou “se colocar por dentro da pele de”. Assim sendo, a empatia é um sentimento que leva a colocarmo-nos no lugar do outro, ou melhor, “dentro” do outro, alegrando-nos e/ou chorando com ele. Praticar a empatia produz, portanto, a adesão comprometida a alguém, no amor! De fato, o desejo e a abertura a "entrar" no outro, acolhendo-o, constitui um profundo ato de amor. O termo empatia resume o mandamento de Jesus para “amarmos nosso próximo como a nós mesmos” Marcos 12:31.

“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a Lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” Romanos 13:8-10

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pecados públicos.

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Não reclamo. Apenas constato. Tem ficado cada vez mais difícil a gente se reconciliar com os erros cometidos. O motivo é simples. A vida privada acabou. O acontecimento particular passa a pertencer a todos. A internet é um recurso para que isso aconteça. Os poucos minutos noticiados não cairão no esquecimento. Há um modo de fazê-los perdurarem. Quem não viu poderá ver. Repetidas vezes. É só procurar o caminho, digitar uma palavra para a busca. (...)

O certo é que a imagem eterniza o erro, o deslize. Ficará para posteridade. Estará resguardada, assim como o museu resguarda documentos que nos recordam a história do mundo.

Coisas da contemporaneidade. Os recursos tecnológicos nos permitem eternizar belezas e feiúras. (...)

Tenho aprendido que o direito de colocar uma pedra sobre o erro faz parte de toda experiência de reconciliação pessoal. Virar a página, recomeçar, esquecer o peso do deslize é fundamental para que a pessoa possa ser capaz de reassumir a vida depois da queda. É como ajeitar uma peça que ficou sem encaixe. O prosseguimento requer adequação dos desajustes. E isso requer esquecer. Depois de pagar pelo erro cometido a pessoa deveria ter o direito de perder o peso da culpa. O arrependimento edifica, mas a culpa destrói.

Mas como perder o malefício do erro se a imagem perpetua no tempo o que na alma não queremos mais trazer? Nasce o impasse. O homem hoje perdoado ainda permanecerá aprisionado na imagem. A vida virtual não liberta a real, mas a coloca na perspectiva de um julgamento eterno. A morbidez do momento não se esvai da imagem. Será recordada toda vez que alguém se sentir no direito de retirar a pedra da sepultura. E assim o passado não passa, mas permanece digitalizado, pronto para reacender a dor moral que a imagem recorda. (...)

O fato é que o pecador público exerce o papel de vítima expiatória social. Nele todas as iras são depositadas porque nele todas as misérias são reconhecidas. No pecado do outro nós também queremos purgar o pecado que está em nós. Em formatos diferentes, mas está. (...)

Mas essa proteção que não protege é a mãe da hipocrisia. Dela não podemos esperar crescimento humano, nem tampouco o florescimento da misericórdia. Uma coisa é certa. Quando a misericórdia deixa de fazer parte da vida humana, tudo fica mais difícil. É a partir dela que podemos reencontrar o caminho. O erro humano só pode ser superado quando aquele que erra encontra um espaço misericordioso que o ajude a reorientar a conduta.

Nisso somos todos iguais. Acusadores e defensores. Ou há alguém entre nós que nunca tenha necessitado de ser olhado com misericórida?

domingo, 11 de julho de 2010

Confissões... (2)

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Estou em um momento difícil, realmente difícil. Quero escrever sobre tanta coisa, mas infelizmente não estou com saco para expressar, aqui ou em qualquer outro lugar, o que tem acontecido. Não é que me cansei de postar, não pense isso, mas acho que alguns podem concordar comigo quando digo que a vida nos coloca tantos afazeres que tenho preguiça de escrever...

Só para vocês terem uma idéia, fiquei exatamente 1 hora digitando e não escrevi coisa com coisa. Até tinha em mente sobre o que e a quem falar, mas acabou que o texto entrou em crise, acho que eu entrei em crise e a redundância me fez desisti.

Queria falar das pessoas que encontro diariamente, e que algum dia no passado mantive um contato direto ou indireto, mas que por algum motivo estranho tornaram-se apenas ‘desconhecidos amigos’, daqueles que não trocamos mais do que duas palavras: "- Bom dia.", ou "- Boa tarde.", ou "- Boa noite."

Queria falar dos relacionamentos familiares... Será que continuo? Sim, continuo. É triste perceber que estamos tão próximos de pessoas que lá no fundo, bem lá no fundo, sabemos que amamos, mas que não podemos expressar esse sentimento porque questões relacionadas ao dinheiro são mais importantes que a própria demonstração de carinho e a difícil tarefa de dizer: "- Eu te amo!". Desisto, pelo menos por enquanto, só espero que não dure tanto e que não se converta em pranto.

Queria falar que estamos trocados (e agora é muito pessoal mesmo), pois estamos onde outros deveriam estar e gostaríamos de estar onde outros não dão a mínima por estarem lá. E por isso digo: "VALORIZE os seus.", como eu estou em uma fase de desistência, quando esse luto constante e indigesto passar quem sabe eu possa valorizar os meus. Ah..., não estamos trocados não, quem dera que sim.

Queria falar dos "super heróis" que insistem em aparecer com seus super poderes. Ah... Quarteto Fantástico, da liga dos super heróis igrejeiros, antes tivesse conhecido vocês em outro momento da minha vida, com certeza faria com que cada um engolisse palavra por palavra dita a meu respeito. Mas graças a Deus que da mesma forma que apareceram em minha vida, já se foram também, pelo menos intelectual e moralmente. Bando de hienas, víboras do deserto, é isso que realmente são!

Queria falar para quem precisar ouvir que: Pessoas deste tipo encontramos em todas (eu disse TODAS) as igrejas, elas apenas mudam de nome, e isso não está relacionado à quantidade de membros e sim a quanto essa pessoa se deixou forjar o caráter. Por isso não desista de Deus. Não dê o gostinho da vitória para esse bando de usurpadores. Continue sua trajetória na igreja. Continue na Paz e no Amor de Cristo, mesmo porque nem todos que desejam a paz e o amor de Cristo querem que de fato você esteja assim, feliz.

Quero terminar esse post com uma mensagem que recebemos por sms de pessoas muito especiais, que diz o seguinte:

‘Essa semana abrace alguém, diga eu te amo
e dê flores em vida,
pois não sabemos o dia de amanhã.’

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Seja bem vindo fakes, mentirosos, manipuladores.

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No planeta em que vivemos você trabalha, estuda, tem amigos, tem namorada, pode ser casado, pode ser separado, pode estar “ficando” com alguém, pode fazer inúmeras coisas com inúmeras possibilidades e viver em um mundo onde várias pessoas fazem a mesma coisa que você todo dia.

Várias pessoas mentem, fingem, outras são verdadeiras com seus sentimentos, outras escondem seus sentimentos, outras são meio a meio, outras são totalmente fakes, mas isso é normal. A grande questão aqui é achar que pessoas fake’s ou mentirosas são menos amadas por Jesus do que pessoas que dizem praticar a verdade segundo a Santa Palavra. Será que isso é verdade?
Não podemos “coabitar” com o pecado do mesmo modo que não podemos “coabitar” com a falta de senso, porque aqui o assunto não é pecar ou não, ou aqueles jargões dizendo que Deus ama o pecador mas não o pecado. A questão aqui é simples: você que é cristão e vive mentindo aos olhos desse Pai é igual as pessoas que ainda não conhecem a Cristo.São duas pessoas que precisam do abraço de Deus de forma igual.

Igreja não vai te deixar mais santa(o), ser pastor não vai te deixar mais ungido(a), ser musico não vai te deixar mais especial. Ir igreja não significa nada se você não for Igreja. Quando Ele esteve entre os homens. Deus esteve sobre Ele. Jesus está sobre você?

A missão de Jesus era trazer boas novas aos pobres de espírito. Você com sua vida de algum modo está alimentando os pobres de espírito? Você está alimentando o espelho quando você se levanta? Você não é especial, Ele é especial. Ele foi enviado para consolar os contritos de coração. Quantos mentirosos, quantos fakes, quantos traidores, quantos manipuladores você está consolando? Jesus apresentou-se como liberdade para os cativos do pecado. Você pode dizer para Ele que você precisa de libertação do mesmo modo que os piores do mundo? Aos cegos Jesus é a Luz. Você acha que você enxerga? Os oprimidos pelo pecado encontram liberdade em Cristo. Você nunca oprimiu ninguém?

Se você não concorda com nada disso, é porque você é quase perfeito. Você não está doente, caso você não esteja doente saiba de algo que é simples de entender: Jesus não veio para você.

Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Se eu fosse um Pastor...

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Por S. Limberger - Buscai o Reino
 
Quando eu crescer,
Se um dia isso acontecer,
Eu queria ser Pastor.

Daqueles que têm um “Pr” bem grande na frente do nome!
E se possível for, nem me chamem pelo nome, não preciso de louvor,
Podem simplesmente, me chamar de Pastor!

Bispo ou Reverendo é muito para mim,
Servo? - Sim, eu sirvo por amor,
Mas por favor, respeitem minha vocação,
Podem simplesmente, me chamar de Pastor!

E quando minha mulher, filhos ou amigos chamarem meu nome:
- Não! Por favor! Podem simplesmente, me chamar de Pastor!
Sim, eu disse mulher... Afinal, diferente do Padre,
O Pastor pode casar, por isso escolhi essa vocação, meu chamado é ser Pastor.

Porém, quando eu errar, não olhem para mim, lembrem-se: eu sou pecador!
Mas quando eu acertar, respeitem minha vocação!
Podem simplesmente dizer: - Parabéns Pastor.

Quando eu crescer,
Se um dia isso acontecer,
Eu queria ser Pastor.

Daqueles grandões, que nas eleições, ganha de vereador, afinal, eu sou Pastor.
O dinheiro não me importa, eu quero mesmo seguir a minha missão,
Eu uso tudo que ganho para a glória do Senhor...

Se me pegarem em algum aeroporto, calma irmãos!
É perseguição do Tentador!
Podem simplesmente, esquecer que eu sou Pastor?

sábado, 26 de junho de 2010

Falando de inveja!

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Por Esther Carrenho - Cristianismo Hoje

A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de serem identificados e reconhecidos. Ignoramos que não há ninguém que respire que seja tão bem resolvido na vida a ponto de nunca desejar, pelo menos um pouco, daquilo que se admira no outro. O sentimento da inveja é filho da admiração – o que não significa que não exista admiração sem inveja. Mas onde existir a inveja, com certeza, houve a admiração antes. A inveja, enquanto sentimento, não é boa nem má. É apenas o desejo de possuir ou ser o que o outro tem ou é. O que pode ser mau ou bom é o comportamento que adotarmos diante desse sentimento. Traçado o limite entre a admiração e a inveja, o que importa é cada um identificar no próprio coração qual é a reação que aflora e que poderá determinar seu comportamento.

Podemos reagir de três formas quando identificamos e aceitamos em nós mesmos o sentimento de inveja. A primeira forma é reconhecer que se quer o que o outro é ou tem, avaliando as possibilidades reais de ser ou possuir o que admiramos no próximo. Posso desejar ter um carro de luxo caro, mas quando faço as contas descubro que, com o salário que ganho, é impossível adquirir um. Diante disso, há quem abra mão de outras coisas, esforça-se mais e se sacrifique para conquistar aquele objetivo. Neste caso, o sentimento de inveja foi positivo: um estímulo para o uso dos próprios recursos no empenho de conseguir o que se deseja.

A segunda reação é quando admiramos e desejamos o que outro tem, mas diante da impossibilidade de tê-lo passamos a desvalorizar e criticar aquilo que não temos condições de adquirir. No caso do carro, o invejoso diria: “Este carro não presta. Consome muito combustível, sua manutenção é caríssima e ocupa muito espaço.” Às vezes, esse tipo de comportamento até começa com um elogio, mas logo em seguida vem a crítica, o menosprezo. E a terceira maneira de reagir diante da inveja é quando, diante da impossibilidade de conseguir o que desejamos, adotamos um comportamento destrutivo em relação à pessoa e ou aos bens que são alvo dos nossos desejos. É o caso da pessoa, que muitas vezes, até sem perceber, assume uma postura de: “Já que não posso ter, você também não terá.”

O lado bom da história é que podemos tirar proveito quando detectamos os sentimentos de inveja no nosso coração. Eles apontam para uma deficiência na capacidade de reconhecer o nosso próprio valor, o nosso potencial, e desenvolvê-lo de tal forma que se tornem uma fonte de contentamento e realização. Enquanto simplesmente invejamos o próximo, tiramos o foco do que somos e temos, e gastamos inutilmente uma energia que poderia ser canalizada para o desenvolvimento das nossas habilidades e talentos. Tentamos a todo custo ter a vida do outro. E nessa tentativa perdemos a oportunidade de sermos nós mesmos.

sábado, 19 de junho de 2010

Vinho novo, odres novos.

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Não sem motivo, a crítica às igrejas chamadas tradicionais cresce a cada dia. Por igrejas tradicionais me refiro àquelas vítimas do tradicionalismo (aqui sempre fizemos as coisas desse jeito!), legalismo (aqui as boas doutrinas e o bom comportamento valem mais do que as boas pessoas, até porque, exceto nós, não existem boas pessoas!) e do formalismo (silêncio, você está na casa do Senhor!). A resposta que se dá a esse cenário é múltipla. Há os que abandonam a vida comunitária e passam a caminhar sozinhos, de roda em roda e de bar em bar, chamando de igreja qualquer reunião de chopp entre dois ou três cristãos, ou tentando cultivar a piedade na virtualidade por meio de mp3, podcasts, cultos online e afins. Há também os que escolhem formar grupos informais, que se reúnem regularmente, por exemplo, no cyber-espaço, nas lanchonetes, pátios de universidades, auditórios alugados para fins de semana e, principalmente, nas casas dos cristãos, que funcionam como mini-auditórios para encontros informais ao redor da mesa.

A maioria dessas pessoas, ou teve uma experiência negativa com as igrejas chamadas tradicionais ou dela foram banidas contra a sua vontade e, por esta razão, buscaram novos jeitos de ser igreja. Poucas fizeram uma opção deliberada de rompimento justificado pela busca de uma espiritualidade mais autêntica e mais profunda. O fato é que, independentemente das razões pelas quais se reúnem fora dos horizontes institucionais tradicionais, há algo que precisa ser sublinhado: a maioria dessas pessoas é vítima de uma mentalidade religiosa nociva e obsoleta. Do lado de fora das igrejas tradicionais existe um contingente imenso de pessoas que, com a mesma intensidade com que busca a Deus, rejeita a incoerência, a hipocrisia e os desmandos das estruturas de poder eclesiástico.

Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de “odres novos”. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.

Ouço muita gente dizer que os “odres novos” são equivalentes a estruturas organizacionais mais leves, ágeis, flexíveis, não engessadas e assim por diante. Mas a questão é que qualquer estrutura é odre velho, pois o Evangelho não visa a gerar novas instituições, mas pessoas novas. O “odre novo”, meu irmão, minha irmã, é você, sua cabeça e seu coração. O que passa disso é ilusão e destruição, pois, de fato, “ninguém põe vinho novo em odre velho; se o fizer, o odre rebentará, o vinho se derramará e odre se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em odre novo; e ambos se conservam”.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Graça.

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Ainda há pouco, ao reler o admirável Sermão do Monte, percebi como a graça esteve presente nos princípios expostos por Jesus. Mesmo reconhecendo que a graça foi exaustivamente estudada e definida pela teologia, é preciso redescobri-la nos lábios do Nazareno. Os favores imerecidos de Deus não podem ficar circunscritos às codificações teológicas. Naquele relvado, na encosta de um morro qualquer, Cristo falou de assuntos diversos, mas não se esqueceu de explicitar que Deus se relaciona com seus filhos diferente de todas as divindades conhecidas. Após séculos de argumentação sobre os significados da graça, os cristãos precisam despertar para ao fato de que ela é o chão da espiritualidade cristã.

Um neopaganismo levedou a fé de tal forma que muitos transformaram a oração em uma simples fórmula para canalizar e receber os favores divinos. Para obter resposta às petições, implora-se, pena-se, insiste-se, no aguardo de que Deus escute. Quando não se recebe, justifica-se assumindo culpas irreais, como falta de disciplina. Acha-se que é necessário continuar implorando para Deus se sensibilizar. Mede-se a espiritualidade pelo número de respostas aos seus pedidos e, quando malsucedidos, castiga-se por não merecer. A própria linguagem denuncia romeiros católicos e evangélicos, que lotam os espaços religiosos: é preciso “alcançar uma graça”.

Graça liberta do imperativo de dar certo. O Sermão da Montanha começa felicitando pobres em espírito, chorosos, mansos e perseguidos. Os triunfantes não podem se gloriar de serem mais privilegiados do que os malogrados. Graça revela um Deus teimosamente insistindo em permanecer do lado de quem não conseguiu triunfar; até porque a companhia de Deus não significa automática reversão das adversidades.

Graça permite o autoexame, a análise das motivações mais secretas da alma, sem medo. Na série de afirmações sobre ódio, adultério, divórcio e vingança, Cristo deixou claro que ninguém pode se vangloriar quando desce às profundezas do coração. No nível das intenções, todos são carentes. O olhar sutil indica adultério. O ódio despistado revela homicidas em potencial. A vingança disfarçada contamina as ações superficiais. Lá onde brotam as fontes das decisões, tudo é confuso; vícios e virtudes se confundem. Somente com a certeza de que não haverá rejeição é possível confrontar os intentos do coração para ser íntegro.

Graça convida a amar. Jesus afirmou que Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. Para revelar sua bondade, Deus não precisou ser convencido a querer bem. Deus não faz acepção de pessoas; o seu amor não está condicionado a méritos. Quando as pessoas são inspiradas por gratidão, reconhecimento e admiração por tão grande amor, se sentem impulsionadas a imitá-lo. Deus surpreende por dispensar bondade sem contrapartida de virtude. Assim, na improbabilidade de os seres humanos se mostrarem graciosos, os discípulos devem almejar a única virtude que pode torná-los perfeitos como Deus -- o amor.

Graça é convicção de que o acesso a Deus não depende de competência. Quem acredita que será aceito pelo tom de voz piedoso ou pela insistência em repetir preces nega a paternidade divina. Antes de pedirmos qualquer coisa, Deus já estava voltado para nós. Os exercícios espirituais não precisam ser dominados como uma técnica, mas desenvolvidos como uma intimidade. O secreto do quarto fechado representa um convite à solitude, à tranquilidade que não acontece com sofreguidão.

Graça libera energia espiritual que pode ser dirigida ao próximo. Buscar o reino de Deus e sua justiça só é possível porque não é preciso preocupar-se com o que comer e vestir e por jamais ter de bater na porta do sagrado para conquistar benefícios particulares. Basta atentar para os lírios do campo e pardais para perceber que as ambições devem escapar à mesquinhez de passar a vida administrando o dia-a-dia.

Graça devolve leveza para que os filhos de Deus sintam-se à vontade em sua presença, como meninos na casa dos avós. Graça libera as pessoas para se tornarem amigas de Deus, em vez de vê-lo como um adestrador inclemente. Graça não permite delírios narcisistas. Nenhuma soberba se sustenta diante da percepção de que Deus aposta na humanidade e ainda se convida a cear entre amigos.

Graça distensiona o culto porque avisa: tudo o que precisava acontecer para reconciliar a humanidade com Deus foi concluído: “Consumatum est”. Portanto, enquanto a graça não for redescoberta de fato como a mais preciosa verdade da fé, as pessoas podem até afirmar que foram livres, mas continuarão presas à lógica religiosa das compensações. Devedores, jamais entenderão que o reino de Deus é alegria. A graça liquida com pendências legais. Não restam alegações a serem lançadas em rosto -- “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?”.

A religiosidade legalista insiste que é perigoso falar excessivamente sobre a graça. Anteparos seriam então necessários para proteger as pessoas da liberdade que a graça gera. Mas o amor que tudo crê, tudo espera e tudo suporta não aceita outro tipo de relacionamento senão abrindo espaço para que haja amadurecimento. Deus ama assim, e o Sermão da Montanha não deixa dúvidas de que todo discurso sobre o reino de Deus deve começar com graça.

Soli Deo Gloria

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Autocontrole.

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Por Eliana Fontana (mensagem recebida por e-mail)

"Melhor o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade." Provérbios 16:32

Quem controla o seu espírito é capaz de qualquer coisa. Todo fruto do Espírito é especial. O domínio próprio é fantástico e fundamental. Pense: quando você se encontra por qualquer motivo com o sangue fervendo qual a reação? Há dificuldade para controlar a língua e a agressividade? Quando menos espera você já fez ou disse algo que vai amargurar? A sensação depois de uma atitude desequilibrada é arrazadora. Muitas vezes, não há como impedir os danos causados.

"Até um tolo calado é tido como sábio." Provérbios 17:28

A falta de controle verbal é tão ruim como qualquer agressão física. Na hora do descontrole, vem aos lábios palavras que há tempos deviam estar no esquecimento. Sai tudo aos brotões, uma enxurrada de ofensas. Quem mais sofre e se desgasta é quem está fora de controle. A taquicardia, o suor frio, a palpitação são sensações desagradáveis que surgem depois de uma crise de descontrole emocional. Mas nada se compara ao peso que o pecado traz. Desagradável.

Quantas tragédias poderiam ser evitadas. Dias destes vi uma horrível cena no trânsito. O motorista e a acompanhante sairam de um carro para brigar com os ocupantes de um outro veículo. Mesmo no meio de tanta gente nada os intimidou. Estavam dominados pelo descontrole. Não pude ver o desfecho, pois o trânsito estava super congestionado e a confusão aumentou. Situação perigosa. Qualquer coisa pode acontecer quando os ânimos estão exaltados.

Eu tento me controlar dando um tempo para reagir. Nem sempre consigo. Contudo se passo dos limites, assim que posso, peço desculpas pelo acontecido tomando para mim toda a culpa da situação. Não é fácil, mas disciplina. Da próxima vez, como haverá uma reparação, é melhor dominar a situação antes dela extrapolar

Certo dia os díscípulos quiseram que uma cidade fosse queimada com fogo do céu. Jesus repreendeu-os. E disse-lhes que Ele veio salvar homens e não destruir.  (Lucas 9:51-56) Muitas vidas são destruídas pela falta de controle. Mais do que por fogo do céu.
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