sexta-feira, 17 de abril de 2009

Teste dos três filtros.

"Na Grécia antiga, Sócrates (469 - 399 ac) era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido, que lhe disse:

- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se 'Teste dos três filtros'.
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vai me dizer. O primeiro filtro é o da verdade. Você está completamente seguro de que o que vai me dizer é verdade?
- Bem, não... Acabo de saber neste mesmo instante...
- Então, você quer me contar sem saber se é verdade? Vamos ao segundo filtro, que é o da bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário...
- Então, interrompeu Sócrates, quer me contar algo de ruim sobre ele que não sabe se é verdade? Bem, você pode ainda passar no teste, pois resta o terceiro filtro, o da utilidade. O que quer me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito...
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, pode não ser bom e pode não ser útil, para que contar?"

Navegando pela internet, viajando pela blogosfera encontrei esse post com o título "Dizem as más línguas...", no blog do Márcio Rosa (vide link acima). A verdade é que quando comecei a ler, pensei comigo: "Nossa, se eu tivesse lido isso alguns anos atrás, teria evitado uma série de pequenos contratempos."

Digo isso não só por ter dado ouvidos a conversas mesquinhas e individualistas, mas também por ter me adaptado ao meio e falando pelos cotovelos, mesmo porque isso aprendemos com destreza. O ruim disso tudo, e digo por experiência, é que depois de ter falando algo de alguém a outrem, quando assumimos a responsabilidade (o mínimo que deveríamos fazer) saímos muito machucados dessa história. Então começam os "se". - Ah meu Deus, se eu não tivesse começado essa história..., se eu não tivesse dado ouvidos àquela pessoa..., se, se, se. Porém, chega uma hora que estamos tão bem adaptados as rodas de fofoca que parecemos marionetes nas mãos dos que usam desses recursos com a real intenção de ferir o próximo.

Tome cuidado! Pois nesse exato momento, talvez esteja dando ouvidos a uma conversa 'tola', aparentemente sem maldade, vindo de uma pessoa idónea que não tem interesse nenhum em ver o 'circo pegar fogo'. É aí que mora o perigo. Pense comigo, porque uma pessoa que diz não ter interesse nenhum no que vai contar, quer compartilhar algo, que ouviu ou viu, com você? Será que realmente não há interesses da parte desta pessoa?

Tenha cuidado! Pois nesse exato momento, talvez esteja prestes a compartilhar informações que não são tão verdadeiras, nem boas e não serão úteis para a pessoa que está ouvindo, mesmo que queira falar apenas por falar, porque é só um comentário ingénuo. Não caia nesta amardilha.

Verdade , Bondade e Utilidade, deveriam ser requisitos básicos na vida de qualquer pessoa, que dirá aos crentes.

Finalizo com o Salmos 34:11a14 "Venham, meus filhos, ouçam-me; eu lhes ensinarei o temor do Senhor. Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança".

8 comentários:

Teóphilo Noturno disse...

Nessa minha jornada como escritor de sites e blogs pude aprender claramente a diferença entre analisar e falar mal.

A análise leva a uma crítica construtiva, chega até ao ponto de uma exortação, mas visa o bem, o aprimoramento, a correção de erros.

Já quando se fala mal... são chamas de vaidades acesas e alimentadas por egos que visam a aniquilação e a vergonha do alvo.

A grande questão é que as pessoas não sabem distinguir a diferença entre estas duas formas de criticar e sentem-se ofendidas quando analisadas e não enxergam sua própria destrutividade quando falam mal!

Aprendi a analisar com base na Bíblia:
"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." (João 7:24)
Não nos interessa se alguém é feio, careca, barrigudo ou fedorento... mas se for apóstata, herege, deturpador da Palavra, condutor de pessoas ao erro, aí não tem como evitar uma outra recomendação bíblica:

"Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais." (I Coríntios 5:11)

Hoje me deparei com esta tênue linha entre essas duas características para críticas ao produzir um vídeo, pois me deparei com uma dupla crítica, ou seja, a análise acabava falando mal do objeto: neste caso, uma mulher desafinada.

O que fiz para solucionar? Aprendi técnicas de edição digital de vídeo e cobri as feições de seu rosto!!!
É uma análise do ato e não da pessoa! Veja:
http://teophilo.blogspot.com/2009/04/um-celular-na-mao.html

Que o Senhor Deus continue nos protegendo e abençoando com saúde e sabedoria!

Um fraternal abraço!

João Ferreira disse...

A sua reflexão ficou muito boa. O texto que você usou como base é do meu amigo Márcio Rosa, pastor da Betesda de Boa Vista -Roraima.
Na medida do possível vou sempre ler seu blog.

Abraço,

João

Gilson disse...

Excelente texto, ja conhecia. E se formos aplicar esses filtros a um monte de pregacoes de alguns "pregadores" simplesmente descobriremos que nao passarao por nenhum dos filtros.

Uma simples analise hermeneutica ja nos mostra isso.

Se não podemos alcançar o sentido das Escrituras, não nos resta qualquer base para a doutrina e a prática da igreja, para decisões teológicas, para o ensino doutrinário, para a ordem eclesiástica.
Assim, instala-se o caos, por meio do qual cada um pode interpretar, como quiser, as Escrituras, as decisões da Igreja e seus símbolos de fé.
A hermenêutica de Westminster

"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos,dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética.O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King

Danilo Fernandes disse...

Camarada,

A PAz!

Depois desta eu te botei no meu blogroll - pagina principal, 4 quartos e suite, de frente, com vista para o mar e para a lagoa!

Fica com Ele!

Rodrigo Melo disse...

Teóphilo,Não sei nem o que dizer a respeito do seu comentário, que acabou virando um ótimo post no seu blog. Só posso dizer que está completo e é imprescindível.

A PaZ!

João Ferreira,Obrigado pela visita e leitura. Espero que continue a ler e comentar. Abçs.

A PaZ!

Gilson,Tem toda a razão.

Se falar além da medida pode nos trazer situações desagradáveis, não se preocupar com o sujeito que em silêncio leva sua vida a troco do não envolvimento, é pior.

A PaZ!

Danilo Fernandes,Muito obrigado pelo prestígio, espero vê-lo sempre, que possível, por aqui. Abçs!

A PaZ!

Luclécia Silva disse...

Graça e paz!
Poxa, essa postagem esta excelente. Vou levar ela como liçao de casa viu.
Muito boa mesmo!
Deus te abençoe!

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...

Se aplicarmos estes três filtros em nossa vida, certamente, deixaremos de ouvir muita conversa desagradável a cerca dos outros. Mas, infelizmente, a maledicência ainda move a vida de muitas pessoas. Que esses ensimamentos de Sócrates possam ser, pelo menos por nós, seguidos. Que façamos, como disse o Teóphilo, saber fazer a diferença entre analizar uma situação e falar mal. Parabéns pela postagem.
Fique na Paz!
Pr Silas

Rodrigo Melo disse...

Ô Luclécia...Graça e Paz! Obrigado pela visita e por linkar esta postagem em seu blog!

Tiramos muitas lições destes 3 filtros!

Deus continue abençoando você!

A Paz!

Pr. Silas!É isso aí... que possamos saber diferenciar entre analizar e mal dizer.

Fico feliz por vê-lo com uma certa frequência por aqui e comentando (ueba!!!).

Ler e refletir nos comentários me faz juntar o que anseio com os propósitos de Deus.... daí já viu no que dá né?! Neste humilde blog!

A Paz!

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